terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Dos motivos pelos quais os atrasos acontecem em informática

Foram 5 horas de trabalho pra descobrir que um sistema (que não fui eu quem desenvolvi e do qual eu nada sabia) não funcionava porque um arquivo que deveria se chamar mensagens.properties estava no filesystem do Windows como Mensagens.properties.

E claro, isso aconteceu numa sexta-feira, o dia mundial em que os problemas acontecem em informática.

domingo, 4 de janeiro de 2009

E já é 2009

Breve retrospectiva de 2008 (aos meus olhos)

Para fechar 2008, nada melhor do que relembrar os fatos mais importantes do ano em breves linhas. Deixo o trabalho jornalístico pra quem tem competência pra isso.

O Fato do Ano
A crise das bolsas mundiais detonada pela quebra (ou concordata) do banco americano Lehman & Brothers. Nenhum outro fato atingiu o mundo em escala global em 2008 como a crise econômica. Empresas quebraram, cortaram custos ou demitiram e engana-se quem pensa que o Brasil não foi atingido. Quem trabalha em empresa privada como eu trabalhei em 2008 sabe que grandes projetos foram engavetados e custos foram cortados. A área de tecnologia, por não ser essencial (lamento, já que é daqui que tirou meu sustento, mas dá pra viver sem celular, sem sistemas e sem internet) foi uma das primeiras a ser atingida.

As Tragédias
Quem gosta de brincar com previsões para o ano sempre diz que haverá uma enchente em algum lugar ou um terremoto em outro, o que não deixa de ser verdade. Nesse ano tivemos a tristeza das enchentes em Santa Catarina, em novembro e o terremoto na província de Sichuan, na China, no mês de maio, que matou mais de 80 mil pessoas.

O Engano do Ano
Como se não bastasse o problema do joelho, o jogador Ronaldo envolveu-se, por engano, com um travesti que o acusou de pagar por um programa.

O Papa-Tudo do Ano
Michael Phelps, que se transformou no maior atleta olímpico da história ao ganhar 8 medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim (ele já tinha 7 da olimpíada passada).

Aposentadoria do Ano
Bill Gates, o fundador e todo-poderoso da Microsoft que decidiu se dedicar à filantropia. Está certo, com a fortuna dele eu não gostaria de entrar pra história como alguém responsável por impor o monopólio do seu browser e do seu sistema operacional à humanidade.

Pioneiros
Lewis Hamilton e Barack Obama, respectivamente o primeiro negro a ser campeão mundial de Fórmula 1 e o primeiro negro a chegar a presidência dos EUA, país que, queiram ou não, ainda manda na economia mundial.

Boca-Santa do Ano (ou quero ser tua amiga, não tua inimiga)
Ana Maria Braga, ao desejar que o tal Marcelo Silva, ex da atriz Susana Vieira desaparecesse da face da terra. Semanas depois, o cara viria a falecer.

O Super-herói de 2008
Muntazer al-Zaidi, o jornalista iraquiano que jogou sapatos em George W. Bush. Muita gente teria vontade, mas poucos teriam a mesma coragem.

Coisas boas de 2008 (é bom lembrar enquanto elas estão aí)
  • Não pagamos CPMF.
  • Os vôos não atrasaram tanto.
  • Petrobrás descobriu que temos mais petróleo do que supúnhamos.
  • Pelo menos até a metade do ano pudemos comprar importados com o dólar baixo.
  • Ingrid Betancourt, a colombiana que ficou 6 anos em poder das FARC foi libertada.
  • Salvatore Cacciola foi finalmente preso e extraditado.
  • Cientistas encontraram o ponto fraco do HIV (notícia que foi pouco divulgada).

Promessa de Ano Novo


Este ano, quero paz no meu coração... e escrever mais no blog. Pelo menos mais tempo eu garanto que vou ter.

O que eu espero do Ano Novo

Ter apenas coisas boas pra contar aqui no final dele.

sábado, 29 de novembro de 2008

Silveira Martins ou Monte Belo do Sul

Passei a minha infância indo para Silveira Martins, uma cidadezinha aqui do RS próxima a Santa Maria que deve ter hoje uns 5.000 habitantes e é conhecida por ser o berço da quarta colônia italiana no RS. Minha mãe cresceu lá, meus avós moraram lá até a sua morte e alguns dos meus tios ainda vivem lá. A família materna do meu marido, por sua vez, vem de outra cidadezinha do interior do RS, chamada Monte Belo do Sul, esta mais conhecida por ficar no Vale dos Vinhedos, pertinho de Bento Gonçalves. Uma das nossas discussões constantes é qual das duas é menor. Agora este problema acabou. O Google Earth já consegue "enxergar" bem as duas cidadezinhas para tirar a dúvida e dá pra ver claramente (na minha opinião) que Silveira Martins é menor, você não acha?

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Brincadeiras a parte, sou da opinião que todo mundo deveria conhecer lugares assim, onde praticamente todos os habitantes da cidade se conhecem (e olham de canto pros visitantes). São lugares em que ainda é possível manter um caderninho e pagar depois numa loja, onde as pessoas conseguem viver sem muros e com portas apertas, ainda que as tenham que trancar à noite agora (quando eu era criança, as portas não eram trancadas nem à noite). Eu chamaria visitas a lugares assim como uma espécie de despoluição do stress que as grandes cidades fazem conosco. Mesmo que você seja um apaixonado pela vibração que uma metrópole lhe traz, sentir a vida passar mais devagar de vez em quando e ouvir passarinhos cantarem renova as energias.

Atualização em 09/06/2009:
Agradeço a contribuição do anônimo que postou o comentário. Bons blogs são feitos de discussões. Deixe-me esclarecer, todavia, que quando falava em "tamanho" eu me referia a população e desenvolvimento econômico, não exatamente à área física. E segundo a estimativa populacional de 2007 do IBGE:
Silveira Martins: 2.479
Monte Belo do Sul: 2.766
Igualmente, com relação a PIB e IDH (dados de 2005):
Silveira Martins: R$ 15.849 mil / 0,796
Monte Belo do Sul: R$ 28.596 mil / 0,827

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Frase da Semana

"Se a minha mãe fosse homem, eu tinha dois pais".
(Jogador do Grêmio Souza no programa Bem Amigos do SportTV em 17.11.08)

Ou você pode preferir: "Melhor escapar fedendo que morrer cheiroso", do mesmo autor, na mesma data.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

De volta

Não, eu não abandonei o blog. Mas é que outubro foi mês de eleições e eu me nego a opinar sobre política, religião e futebol. E como eu passei o mês trabalhando ou lendo textos de filosofia que provavelmente eu não tenho a capacidade mental de assimilar o quão importantes são (porque me professor disse que quem não gostasse dos textos é porque não tinha essa capacidade), não sobraram muitos assuntos.

Mas acompanhei a decisão da F1 no último domingo (nós estávamos lá no ano passado, então temos um certo apego por Interlagos). E eis a minha profunda conclusão:

"A diferença entre a derrota e a vitória pode ser um milésimo de segundo."

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Cena Rara

Presenciei uma cena rara ontem na Redenção, aqui em Porto Alegre. Um batedor roubou a carteira de um senhor. Esse saiu em perseguição gritando "Pega ladrão". Outras pessoas se emocionaram e também gritaram. A guarda municipal estava por perto e prendeu o infeliz ladrão.

Depois disso, revi dois dos meus antigos conceitos:
- A guarda municipal tem, sim, alguma utilidade.
- Enfim, eu vi algum batedor ser preso na redenção. Até hoje estava 10x0 pros ladrões. 


sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O Dia do Programador

Graças à Luciana, minha colega que escreve o blog Mundinho Surreal eu descobri que hoje, 13 de setembro é o Dia do Programador. Vocês não tem noção do quão emocionada fiquei com essa descoberta.

Exagero? Não. Eu trabalho com informática há exatamente 15 anos e não bastasse a falta de regulamentação da profissão (sim, porque caso vocês não saibam qualquer pessoa pode acordar um dia pela manhã e dizer que é programador que não será caracterizado como exercício ilegal da profissão) todos os anos eu chorava ao pensar que quase todos os profissionais possuem dias para homenageá-los e eu não tinha um dia. Para piorar a situação, minha irmã formou-se em medicina há uns cinco anos e minha mãe sempre dá presentes pra ela no dia do médico. Não é injusto? Não mais, agora eu também tenho um dia. Ou tinha, mas só descobri agora.

O dia do programador, obviamente tinha que ter alguma explicação nerd como pode ser constatado na Wikipedia. Ocorre no 256º dia do ano, porque 256 é igual a 28 (2 elevado à 8ª potência), e 8 são os números de bits de um byte, o que dá exatamente o dia 13 de setembro, exceto em anos bissextos, nos quais ele é comemorado no dia 12 de setembro.

No Brasil, essa tradição não existe, mas mundo afora é um dia para os programadores fazerem coisas como "conversar sobre programação com quem não entende nada e assistir a filmes apreciados por programadores como Guerra nas Estrelas".

Acho que prefiro comemorar o dia do programador comendo chocolate.... Mas um ótimo dia para todos os programadores mundo afora.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A Conquista do Morro Agudo

Ainda distante do Morro Agudo
O Morro Agudo é praticamente um marco para o grupo de caminhadas do Moreira, grupo do qual faço parte há um tempinho, mas que ainda não havia feito nenhuma caminhada no ano de 2008. No último dia 31/08 fiz minha primeira ascensão ao morro (e provavelmente a última) e finalmente entendi porque o morro tem um significado tão mítico para o grupo. Então, se você gosta de desafios, segue o roteirinho pra um que fica bem próximo de Porto Alegre.

Onde fica: O Morro é um dos pontos culminantes da serra gaúcha, pode ser avistado pela RS-115, a esquerda de quem sobe para Gramado.

Como chegar: Nós seguimos pela RS-115 até a localidade de Sander. De lá, seguimos por uma estradinha até o povoado de Gambelo onde deixamos os carros. Depois disso, 6Km de caminhada pela estradinha até o pé do morro. Mas é possível ir por Várzea Grande onde acreditamos que o caminho seja mais curto e caminhada menor. Só que por ali há de se pagar o pedágio que é quase uma extorsão - R$ 6.10.

A direita, o Morro AgudoO Percurso: Os 6km de caminhada foram a parte fácil. Estradinha de terra, com muitas azaléias coloridas que estavam já anunciando a primavera de tão floridas e, principalmente, o perfume das laranjeiras algumas já com flores e outras ainda com frutos. Essa caminhada foi "extra" porque teria sido possível chegar bem perto do morro de carro, mas caminhante que é caminhante precisa mais do que uma subida e o contato com a natureza faz parte da diversão. Além disso, o dia estava perfeito, friozinho, mas sem vento. Enfim, até a chegada tudo era alegria, estávamos num grupo de 20, todos animados com a aventura.

O início: Alguns caminhantes mais experientes, enquanto circulávamos o morro olhavam qual o melhor ponto para subida, até que encontramos algo que parecia ser o início de uma trilha ao que uma das caminhante exclamou:
- Nós vamos entrar nesse buraco aí?
Outra armou-se de luvas de lã e bastão, de modo que caminhantes como eu começaram a se perguntar o que realmente estavam fazendo ali num domingo como aquele. Mas já que estavámos ali mesmo, desistir jamais.

A foto está ruim, mas é a única que mostra um pouco a trilhaA subida: Subir o Morro Agudo realmente não é para qualquer um. Não existe uma trilha bem definida. É mata fechada. Nós tínhamos, inclusive, um facão no grupo pra ajudar a abrir caminho. É muito íngreme. As pedras que encontramos durante a subida não servem de apoio porque não são muito firmes. O único apoio são galhos e raízes. Ao contrário da maioria das subidas em morros, não vai se subindo em sentido circular. A subida é em linha reta. Em cerca de 40 minutos é possível alcançar o primeiro cume, o que parece ser a única vantagem da subida em linha reta.

O visual: Do alto do morro vislumbra-se toda a região: Gramado, Três Coroas, a fábrica da Skin... não é o Aconcágua, mas não deixa de ser uma conquista.




No topo do morro
O Cume: O ponto mais legal para as fotos e para o descanso, apesar de ser no topo, não é o ponto mais alto do morro. Mais alguns minutos de caminhada na mata fechada (realmente muito mais fechada que o restante e com muitos espinhos) nos levaram ao cume mesmo. Mas o ponto anterior era mais bonito. O excesso de vegetação no cume nos impediu de ver vista tão bonita como no ponto anterior.

A descida: Ao contrário do que não caminhantes pensam, descer é muito pior do que subir. Enquanto a subida exige capacidade cardio-respiratória, a descida exigiu força nas pernas e braços. Sem ter muito onde prender os pés para evitar rolar morro abaixo, desci sentada em vários pontos e com muito orgulho. Sem a trilha demarcada, confiávamos na marcação de papel higiênico deixada na mata por um dos caminhantes que estava resfriado e na sua capacidade de ir um pouco a frente e ver se o caminho era mesmo "caminhável", retornando para buscar o grupo. Mas entre muitas escorregadas, arranhões nos espinhos e risadas, chegamos sãos e salvos, com exceção do meu óculos de sol que ficou perdido em algum lugar. Então, quem se aventurar no morro novamente e encontrar um óculos, por favor, é meu!

Resumo: 6Km de caminhada na ida, 450m morro acima, 450m morro abaixo e mais 6Km de caminhada na volta. Caminhamos mais ou menos das 10h30 da manhã até as 18h com breve intervalo para lanche no cume.

Depois: Foram 4 dias sem poder descer escada, com muita dor nas pernas e braços. E não que eu não tenha preparo físico. Corro todos os dias, o problema é o tipo de exercício que é completamente diferente. Mas caminhar com amigos literalmente no meio do mato é algo que reduz o meu stress do dia-a-dia e me ajuda a descarregar a energia armazenada por trabalhar sentada durante meses. Então para quem tem saúde e gosta da vida ao ar livre, recomendo.

Uma última dica: Se for tentar, leve algum guia nativo, ou alguém que já tenha feito a caminhada. Apesar do sinal do celular ser bom lá em cima, duvido muito que surja um helicóptero de resgate.

Abaixo um videozinho da saída da trilha.

domingo, 24 de agosto de 2008

Balanço Final

Existe nas Olimpíadas uma honraria concedida a atletas que demonstrem alto grau de esportividade e espírito olímpico durante a disputa dos Jogos. É a Medalha Pierre de Coubertin, que já foi ganha pelo brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, aquele que foi agredido pelo fanático religioso quando estava na 1a posição na Maratona de Atenas 2004.

Seguindo este espírito, poderíamos também implementar outras medalhas de honraria para certas participações olímpicas, como por exemplo:

Medalha Atleta mais fominha: unanimidade absoluta, Michael Phelps, com suas 8 medalhas de ouro e sua mão mágica na batida que não deram chance pra ninguém.

Medalha Replay: este prêmio seria dividido entre Daiane dos Santos e a seleção feminina de futebol que repetiram as atuações anteriores, a primeira pisando fora do solo, a segunda repetindo a prata.

Medalha "ué, vocês vieram mesmo pra Olimpíada?": para a equipe do basquete feminino do Brasil que conseguiu uma vitória apenas em toda competição.

Medalha "o importante é competir": para Joanna Maranhão, 5º lugar em Atenas e 22º em Pequim que declarou "estar mais feliz com o desempenho do que muito atleta que ganha ouro".

Medalha "o importante não é competir": para o lutador sueco Ara Abrahamian que jogou fora a medalha de bronze, irritado com uma decisão dos juízes que o tirou da final. Forte concorrente da categoria "eu não sei perder" também.

Medalha Bateu na trave: aqui temos um número enorme de brasileiros pra dividir a honraria: Renata e Talita que ficaram no quarto lugar do vôlei de praia, Ana Marcela, a atleta da maratona aquática que terminou em quinto, o revezamento 4x100 masculino e feminino que chegou em quarto e Tiago Pereira, quarto nos 200m medley.

Medalha "um dia eu chego lá": para a seleção de basquete da Lituânia que nas últimas 5 olimpíadas foi derrotada nas semi-finais, nunca chegando a uma final olímpica.

Medalha Lambança Geral: Honraria dividida pelo responsável pelas varas das atletas do salto com vara feminino que conseguiu perder a vara da brasileira Fabiana Murer e para a Organização dos Jogos, achou que cairia bem um pedido de desculpas onde diz que "o atleta é o responsável por cuidar do seu equipamento".

Medalha "Se eu não sou o centro das atenções, eu não brinco": para a CBF representada por seu presidente Ricardo Teixeira por:
a) ter feito toda a confusão com a história do logotipo na camisa, muito bem narrada pelo Bob Fernandes. A melhor parte é onde ele diz que os jogadores adversários "sentirão falta da camisa 5 estrelas". Lógico! Está explicado porque perdemos para a Argentina. Foi a falta do símbolo da CBF na camisa.
b) ter colocado em seu site que o futebol teve 100% de aproveitamento nos jogos, em clara afronta ao COB.
Ora, ora, na minha humilde opinião, considerando o dinheiro que o futebol masculino movimenta nesse país em comparação com outros esportes, Ronaldinho Gaúcho e cia. não fizeram mais do que a obrigação em ganhar aquela medalha de bronze. Alguém por um acaso paga ingresso para ver outros esportes, como se paga no futebol? Já fui assistir jogo de vôlei da Liga Nacional ali na Ulbra e não pagamos nada.

Medalha Pavio Curto: para o atleta cubano Angel Valodia Matos que inconformado com a desclassificação no taekwondo agrediu o árbitro com um pontapé.

Medalha A-L-E-L-U-I-A: Para a seleção de vôlei feminino que, enfim, perdeu o medo de ganhar.

Medalha "O tempo não passa": Para a nadadora americana Dara Torres que aos 41 anos de idade, ganhou 3 medalhas de prata deixando para trás em uma das provas uma australiana de 17 (e olha que ela foi mãe aos 39).

Medalha Musa Olímpica: Alguém tem alguma dúvida? Yelena Isinbayeva, a russa do salto com vara, craque na competição e uma simpatia, o que demonstra que um grande campeão também sabe se portar.

Medalha Maior Decepção: Diego Hypolito - não tem como explicar o que aconteceu no final daquela prova que já estava ganha.

Medalha de Melhor Maquiagem: Mais uma vez o prêmio vai para a organização dos jogos, pela cerimônia de abertura. Segundo o IG: "o mundo acabou por saber que a beleza que viu pela televisão tinha sido melhorada por computador, uma criança que cantou durante o show foi substituída por uma outra de rosto mais bonito, que dublou a voz da primeira, e que faltaram representantes das minorias étnicas chinesas".

Medalha de Melhor Fotografia: Puxa, a organização dos jogos está levando todas.... Durante as maratonas masculina e feminina, enquanto os competidores passavam pela Praça Tiananmen, a foto de Mao Tse Tung aparecia por vários segundos com foco centralizado na TV. Muito estratégico!

Medalha Maior Surpresa: Sem dúvida, César Cielo, um nome que não era tão festejado quanto Tiago Pereira, mas que foi lá, fez a sua parte e ganhou 2 medalhas, uma delas o primeiro ouro da história da natação brasileira. Não teve quem não se emocionou com o choro durante o hino nacional.

Menção Honrosa: Agora, sem brincadeira, para as mulheres do Brasil, principalmente Maurren Maggi, as meninas do vôlei, Kétlyn Quadros, Natália Falavigna e as velejadoras Fernanda Oliveira e Isabel Swan. Não fosse por elas, a nossa posição do quadro de medalhas seria fraquinha, fraquinha.

PS.: O post de hoje é dedicado ao Juliano que acertou as 15 medalhas, enquanto eu previ 12. Sim, Juliano, tu entendes mais de esporte do que eu. Nunca questionei isso :). Mas, sem falsa modéstia, acho que este post prova que estou em constante evolução, pelo menos no que diz respeito à atenção.

sábado, 23 de agosto de 2008

Somos país de Sprint

Há 3 dias, éramos um país com 1 medalha de ouro e 5 de bronze. Ocupávamos a inglória 38ª colocação no quadro de medalhas. Mas quem é experiente em Olimpíadas e até mesmo em PAN, sabe que o Brasil é país de sprint - sprint, pra quem não sabe é aquele gás que os corredores dão no final das corridas e que muitas vezes os fazem ganhar posições -, ou seja, nossas medalhas sempre aparecem no final da competição, já que somos um país tradicionalmente de esportes coletivos. Pulamos de 6 pra 15 (já estou contando a do vôlei masculino, que será no mínimo prata) em 3 dias e pulamos para a 22ª colocação do quadro. Belo sprint! E comprovando o prognóstico que eu considerava otimista da revista Sports Illustrated.

Ganhamos 4 medalhas na quinta, 3 medalhas na sexta e 2 no sábado e ficamos bem próximos de mais 2. Por milésimos de segundos não fomos bronze no atletismo nos revezamentos 4x100 masculino e feminino. Ficamos com o inglório 4º lugar.

Vou ser obrigada hoje a morder a língua publicamente. Eu não acreditava que o vôlei feminino fosse levar o ouro, dado o histórico de derrotas fantásticas. As pessoas falam muito de Atenas 2004 e do PAN do ano passado, mas elas entregaram também o mundial de 2006 pras russas quando também já estavam com o jogo quase ganho no 4º set. Enfim, que bom que superaram. Aprenderam finalmente a ganhar. Ainda bem que a final foi contra as americanas. Se fosse contra russas ou cubanas, sei não...

Por fim, essa é para quem já não aguenta mais ouvir falar em Olimpíada. Pois bem, Olimpíada também é cultura. Estava eu aqui assistindo a maratona e descobri que existe um país chamado Eritrea (deve ser Eritréia em português). Imaginei que devia ser um país novo já que tenho a mais absoluta certeza de que não existia nos meus tempos de escola. Pois bem, é um território que separou-se da Etiópia em 1993. Não perca o monumento tradicional do país, é no mínimo original.

Amanhã, veja aqui o balanço final.