Mostrando postagens com marcador Porto Alegre. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Porto Alegre. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de junho de 2010

Um lugar para lagartear ao sol

Os leitores que não residem no sul do Brasil dificilmente saberão o que lagartear significa. Mas esse é um dos programas preferidos de nove entre dez pessoas no inverno gaúcho: lagartear ao sol comendo bergamota. Explicando, lagartear significa deitar-se ou sentar-se ao sol em um dia frio. Já a bergamota é mais conhecida como tangerina ou mexerica no centro e norte do país. Aqui no sul é bergamota, da mesma forma que farol é sinaleira e o doce de beijinho é chamado de branquinho. Traduzindo, o título do post significa ficar sem fazer nada ao sol comendo tangerina. Péssimo, lagartear ao sol é, no mínimo, mais poético.


Pois bem, para quem cresceu em uma casa com quintal cheio de laranjeiras e bergamoteiras e hoje mora em um apartamento no qual raramente bate sol no inverno, lagartear ao sol é praticamente uma necessidade. Porto Alegre tem muitos parques, mas eles ficam cheios nos finais de semana, de modo que encontrar um local mais sossegado para a prática fica bem difícil. Felizmente, descobri agora que existe pelo menos um lugar bem calmo, onde você pode ficar por horas sentado ao sol em um dos bancos ou estender sua toalha pra deitar. É a Praça do DMAE na Av. 24 de outubro. Passamos lá boa parte da tarde do feriado e, lógico que passaram outras pessoas por lá, mas nada de barulho exagerado.

Coincidência ou não, a Praça do DMAE é o lugar que o Clube de Nadismo elegeu para os encontros em Porto Alegre. Creio que entendo as razões da escolha.

sábado, 15 de maio de 2010

Morro do Osso

Quando foi a última vez em que você teve uma absoluta sensação de felicidade? A minha eu lembro bem. Foi há mais ou menos duas semanas, em um final da tarde de céu azul, olhando a zona sul de Porto Alegre de cima, lá no mirante do Morro do Osso. São desse dia as fotos que ilustram o texto. Não conheço muita gente que more em Porto Alegre que já tenha ido até lá. E nem é tão longe assim.

O Morro do Osso localiza-se na zona sul de Porto Alegre e grande parte dele está dentro de uma reserva preservada, o Parque Natural do Morro do Osso, que existe desde 1994. O objetivo é preservar uma área de 127 hectares, mas até o momento só 57 foram desapropriados. O parque tem guarita de segurança e fica aberto diariamente das 9h às 18h. Podem ser agendadas visitas orientadas por instituições de ensino e pesquisa.

Existem lá espécies arbóreas sob possível ameaça de extinção, como a canela preta e a corticeira-da-serra. A fauna também é diversa, avista-se lá cerca de 65% das espécies de aves existentes no município. Incrivelmente, no entanto, o que as pessoas mais gostam de procurar lá é a visão que se tem da casa do jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho.

Chegar lá também não é difícil. Basta pegar a Av. da Cavalhada e dobrar a direita na Av. Adão Juvenal de Souza, que é uma avenida bem larga. Depois é seguir as placas até a Rua Irmã Jacobina Veronese. A rua termina no parque. Para chegar no mirante, basta seguir por uma trilha bastante fácil uns 15 minutos.

E cá pra nós, Porto Alegre merece preservar um lugar como esse.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Passeio no ônibus de Turismo - Zona Sul

Quando indiquei 7 passeios em Porto Alegre, uma das opções era o passeio no ônibus de turismo de dois andares da prefeitura. Não havia feito o passeio pela Zona Sul na ocasião. Consegui finalmente há alguns finais de semana, então seguem as minhas dicas e impressões.

Dicas
  • O passeio deve ser reservado com antecedência. Você até pode chegar na hora e dar a sorte de conseguir embarcar, mas se o dia estiver bonito é mais difícil. As reservas são feitas pelo telefone:
  • O preço em dezembro de 2009 para o passeio Zonal Sul é de R$ 15.
  • Mesmo com reserva você deve chegar meia-hora antes do horário marcado para o passeio.
  • O passeio dura cerca de 1 hora e meia.
  • O ônibus não faz paradas durante o passeio. Então não é muito fácil para fotografar, mas se consegue.

O Trajeto
A saída é no largo da Epatur (Travessa do Carmo, 84 - Cidade Baixa).

O ônibus segue primeiramente pela Av. Borges de Medeiros, passando pelo shopping Praia de Belas e o Parque Marinha do Brasil. Na passagem pelo parque o guia nos conta que este é considerado o pulmão da cidade com seus 70 ha.

Em seguida, passamos pelo Estádio Beira-Rio. As turistas atrás de mim gostaram muito do estádio (era dia de jogo do inter), mas eu prefiro não comentar a respeito. Aliás, existem três assuntos proibidos nesse blog: futebol, religião e visão político-partidária. Cada um tem sua preferência e que viva feliz com ela.

Seguindo pela Diário de Notícias, subimos em direção à Vila Assunção. Aqui, quem senta no andar de cima sente um medinho. Como a Av. Guaíba é estreita, passamos junto aos fios e às árvores. E como estamos altos conseguimos ver algo que as casas próximas do rio escondem: o centro visto de longe, emoldurado pelo nosso rio/lago/estuário. Muito bonito. Olhando a orla sinto pena do que foi feito dela. Enquanto cidades como Montevideo a deixaram com praias e calçadões acessíveis à população, nossos antepassados a transformaram em clubes e em propriedades privadas.

Seguindo um pouco mais, passamos pela Tristeza e seus condomínios de casas da classe média-alta. As turistas atrás de mim dizem que se sentem nos Estados Unidos. Ouvimos do guia duas explicações interessantes sobre a origem do bairro: a primeira de que o antigo estancieiro daquelas terras (no tempo em que o bairro era uma estância) perdeu uma filha, atingida por um raio, mergulhando em uma tristeza sem fim. A segunda explicação é menos trágica: como Guaíba que ficava do outro lado do rio possuia um bairro chamado Alegria, batizou-se esse de Tristeza.


Andamos, então, em direção a Ipanema, que recebeu o nome porque se imaginava possível construir ali uma praia semelhante à Ipanema carioca. Percorremos a avenida devagar e o ônibus dá uma paradinha. Um dos poucos pontos possíveis de foto. Deve ser interessante fazer o passeio no horário do final de tarde e pegar o famoso pôr-do-sol de Ipanema.

Depois de Ipanema, o ônibus segue para a Cavalhada. Se você olhar para trás, enquanto o ônibus sobe a Av. Cavalhada terá uma bonita visão do rio. Passamos pela entrada da famosa casa do jogador Ronaldinho Gaúcho. Todos no ônibus olharam na direção, sem ver muita coisa. Diz o guia que apenas a partir das trilhas ecológicas do Morro do Osso se consegue ver a casa.


Seguimos em direção ao bairro Vila Nova e depois em direção ao Belém Velho, já considerados fora da zona urbana da cidade. Então subimos até o bairro Cascata no alto do Morro da Pedra Redonda, onde vimos o que considero o ponto alto do passeio, o Santuário Mãe de Deus. Aqui o ônibus não chega a parar totalmente, mas ele faz um giro de 360º que nos permite visualizar toda a cidade e até mesmo a Ponte do Guaíba lá longe. Apesar de viver há 15 anos em Porto Alegre nunca tinha subido lá. Vale a pena. Só lamentei não estar um dia mais ensolarado.

Seguindo o passeio passamos pelos bairros Glória, Medianeira, Azenha, o Estádio Olímpico e finalmente retornamos ao ponto de partida. Apesar de ser um passeio relativamente rápido, vi partes da cidade que realmente desconhecia. Deixo então a dica tanto para quem mora em Porto Alegre, como para quem está de passagem.

sábado, 15 de agosto de 2009

A Mostra de Arte Francesa no MARGS

O programa do mês, aqui em Porto Alegre, é visitar a Mostra "Arte na França 1860 - 1960: O Realismo" no MARGS. A mostra está aberta até 30/08 e o ingresso é 1Kg de alimento não perecível. Imperdível pelos seguintes motivos:

* Não é todo dia que temos uma exposição de arte de alto nível na cidade.
* É uma boa oportunidade para você aprender um pouco sobre arte.
* É um programa que você pode fazer só, com seu sobrinho de 7 anos, com sua avó ou com toda a família.
* O ingresso é muito pouco e você ainda ajuda quem necessita de alimento.

Obviamente, que na visita, você não verá apenas obras desse período. Verá também obras do próprio Margs e outras bem contemporâneas. Mas a obra mais visitada por todos, sem dúvida, é "As Meninas", de Renoir. Não sou grande conhecedora de arte, mas consigo entender porque certos artistas se tornaram tão cultuados.
Do mesmo modo, nas pinturas "retratos", muitas vezes, parece que o retratado está olhando para você. Os olhos tem um brilho e uma luz que apenas os bons conseguem retratar. E com relação às paisagens, elas também apresentam um jogo de luz e sombra que "qualquer um" não pinta.

Repare na reprodução da obra ao lado. Talvez seja algo que só tenha transparecido aos meus olhos, mas olhando a menina que rema tanto pela direita, quanto pela esquerda, pareceu-me que ela continuava olhando para o meu lado. As próprias cores das ondas do rio, parecem variar conforme a luminosidade. Gostei. Mais do que das meninas.

Então, se consegui animá-lo, não perca a oportunidade. Mas se for nos finais de semana, dê preferência para para o turno da manhã ou início da tarde. Chegamos umas 14h e ficamos uns dez minutinhos na fila da entrada apenas. Tinha gente, mas ainda era possível enxergar os quadros. Quando saímos, a fila estava imensa e já estava bem mais difícil se movimentar lá dentro. A visitação de terças a domingos, das 10 às 19 horas.

domingo, 21 de junho de 2009

7 Passeios em Porto Alegre


Porto Alegre não é considerada rota turística para quem visita o estado. Normalmente quem vem ao Rio Grande do Sul passa reto pela capital, em direção a Gramado, Canela, essas sim, incentivadoras do turismo. Conheço gente do interior que vem a Porto Alegre e visita os shoppings, porque acreditam ser a única coisa interessante a se ver.

Por outro lado, a infra-estrutura de turismo não ajudava muito no passado. Lembro de passar um feriadão de carnaval em Porto Alegre há uns dez anos atrás e de ir buscar informações sobre um passeio que desejava fazer e encontrar o escritório de turismo fechado. Creio (ou quero acreditar) que isso não mais ocorra hoje.

Tenho uma visão de que qualquer grande cidade pode ser turística se tiver incentivo e infra-estrutura. Por isso recomendo, pelo menos 7 passeios que valem a pena ser feitos em Porto Alegre (e nenhum deles é em shopping, garanto):

1. Ônibus de Turismo
É um ônibus aberto na parte superior que percorre as principais atrações da área central da cidade em um passeio de aproximadamente 1 hora. Em uma rota alternativa do mesmo ônibus, em um passeio que dura em torno de 1h40min, é possível conhecer as belezas da Zona Sul, passando pela orla do Guaíba, o que, na minha opinião, é a parte mais bonita da cidade.

Os ingressos são adquiridos no balcão da Central de Atendimento dessa linha, que é também o ponto de partida do passeio. O endereço é na Travessa do Carmo, 84 - Cidade Baixa (em frente ao estacionamento da EPTC). Os horários variam no inverno e no verão e, em dias de chuva, normalmente não há passeio.

Os horários e valores válidos hoje são esses, mas é bom você se informar certinho na Secretaria de Turismo, pois eles podem estar diferentes dependendo da época do ano.
Horários: 9h (Tradicional), 10h30 (Tradicional), 13h30 (Zona Sul), 15h (Tradicional), 16h30 (Zona Sul), de terça a domingo.
Valor dos ingressos:
Roteiro Tradicional R$ 10,00 no segundo piso (aberto) e R$ 8,00 no primeiro piso (fechado).
Roteiro Zona Sul R$ 15,00 no segundo piso (aberto) e R$ 10,00 no primeiro piso (fechado).



2. Cisne Branco
O Cisne Branco talvez seja o barco mais popular que navega pelo Guaíba. O passeio dura cerca de 1 hora e percorre as ilhas do Guaíba (Ilha da Casa da Pólvora, Ilha do Chico Inglês, Ilha do Castelhano, Ilha das Flores, navega também pelo Rio Jacuí, avista a Travessia Getúlio Vargas, a Usina do Gasômetro, e o porto de Porto Alegre). A saída é no Portão Central do Cais do Porto de Porto Alegre e os ingressos podem ser adquiridos lá, pelo valor de R$15,00, crianças até 10 anos não pagam desde que acompanhadas de um adulto (os valores são os da data de hoje). Funciona de terça a domingo, nos horários das 15h , 16h30min e 18h. Mas é bom se informar no site oficial, porque esses horários podem variar.

O passeio é muito interessante, o barco é grande e estável (acreditem, eu sou bastante sensível e não enjoei) e, mesmo quem mora em Porto Alegre, vai se deparar com visões pouco conhecidas da cidade, como as das populações que vivem nas ilhas. Dá até vontade de ter uma casinha com os fundos para o rio (ou lago ou estuário, como queiram). A foto foi durante o passeio.

3. Caminhadas
A prefeitura oferece, principalmente no verão, roteiros de caminhadas. É o chamado Viva Centro. Porém, se você tem pouco tempo na cidade e não tem condições de aguardar uma das datas agendadas, pode fazer o seguinte roteiro a pé:

Vá até a Praça da Matriz, no centro. Em seu entorno, estão construções bem importantes da cidade: a Catedral Metropolitana, o Palácio Piratini, sede do governo estadual, a Assembleia Legislativa e o Teatro São Pedro. Particularmente, acho a catedral lindíssima, apesar de não ser luxuosa como outras catedrais por aí. Talvez seja bairrismo de gaúcha :-) .

Depois disso, você pode seguir só um pouquinho a pé pela Rua Duque de Caxias em direção a Av. Borges de Medeiros. Ali é possível ter uma visão do Viaduto da Borges, em um ângulo que eu considero bem interessante para fotos.

Se você gosta de caminhar, pode pegar a Av. Borges de Medeiros e seguir em direção a Cidade Baixa. Vai chegar no Centro Administrativo do Estado e na Ponte dos Açorianos. De quebra, se quiser fazer o passeio do ônibus de turismo, ali está bem perto.

Outro caminho bacana de se fazer caminhando é pela Usina do Gasômetro, também no centro. Você pode visitar a Usina e depois disso caminhar no calçadão até o Anfiteatro Pôr-do-Sol. Ali, especialmente no final de tarde, se tem uma visão bem interessante do centro. Na minha opinião é o melhor ângulo para fotografá-lo: de longe dele (a foto lá do início do post foi tirada lá do anfiteatro).

4. Parque do Itapuã

Esse é um passeio mais distante da área central da cidade. O parque localiza-se a 57km do centro e chegar lá não é muito fácil (já é considerado como pertencente a Viamão).

Lá é possível percorrer trilhas ecológicas e se tem uma vista muito bonita da divisa do Guaíba com a Lago dos Patos e também do farol. Também há churrasqueiras, mesas e praias abertas para visitação, respeitado um limite máximo de pessoas por dia, já que a área é reserva ecológica. As praias abertas são das Pombas, da Pedreira e de Fora (essa aberta para banho).

As trilhas precisam ser agendadas com guias, pois há limite de grupos em um dia. São elas:
Trilha da Onça (com grau de dificuldade é leve, parte da praia das Pombas finaliza na Praia da Onça), Trilha da Fortaleza (trilha histórico-cultural onde podem ser vistas trincheiras da época da Revolução Farroupilha e a própria fortaleza que abrigava os farrapos), Trilha do Araçá (percurso que sai da Praia da Pedreira e segue até a Praia do Araçá, percorrida em trecho florestal, que permite vislumbrar o Farol) e Trilha da Visão (com percurso pela crista do Morro do Campista, necessita de agendamento prévio pelo fone 51- 3494.8082)

Abre de quarta a domingo (não abre em feriados), das 9h às 18h. O valor da entrada varia de acordo com a UPF (Unidade Padrão Fiscal), estabelecida por lei estadual. Hoje é de R$4,37.

Dica: Se a sua intenção é percorrer trilhas ecológicas, melhor ligar antes e confirmar se haverá guia. Algumas trilhas não são possíveis de serem percorridas sem guia e tenho amigos que não puderam fazer porque não havia guia (o contrato com a prestadora de serviços havia terminado e ainda não havia sido realizada nova licitação). Também é importante levar o que comer: não há lanchonete no parque e no bar que havia em frente ao portão de entrada dizia "não ser possível entrar armado e sem camisa após às 19h"). Mas isso foi em 2004.

Como chegar para quem já está em POA: pela Glória, passando pela Av. Oscar Pereira e Costa Gama, ou pela Zona Sul, rodeando a beira do Guaíba e Av. Juca Batista, passando por Ipanema, Belém Novo, Lami e a Vila de Itapuã.

5. Parques
O mais famoso é o Parque Farroupilha, ou Redenção. Ali se realiza todos os domingos o Brique da Redenção que pode ser comparado com a Feira de São Telmo, de Buenos Aires. A Redenção é, na minha opinião, o parque mais democrático de Porto Alegre. Ali circulam crianças, jovens, punks, hippies, idosos, pessoas com seus animais de estimação, enfim, famílias inteiras. O Parque tem vários recantos também: o Oriental, o Solar, o Roseiral, o Europeu, mais um lago com pedalinhos, um mini-zoo e um orquidário. Você pode fazer até uma visita virtual.

Outro parque que pode ser visitado é o Parcão. É um parque menor, tem um lago com um antigo moinho de vento e é lugar de gente bonita e sarada, em que alguns vão pra paquerar.

Por fim, outros dois parques que chegam a se confundir de onde acaba um e inicia o outro são o Harmonia e o Marinha do Brasil. Esse último foi construído sobre uma parte aterrada da orla do Guaíba. Também possui vários recantos para esportes, crianças e um espelho d'água. Uma boa opção de caminhada é partir da Usina do Gasômetro e chegar no Marinha.

Existem outros parques e praças menores na cidade. Esses três, eu considero os principais.

6. Museu Iberê Camargo

Esse é um passeio novo que provavelmente não consta dos roteiros tradicionais. A nova sede foi inaugurada em 2008, em um prédio que arquitetonicamente é uma obra de arte e contém como acervo permanente as obras do artista doadas pela viúva, além de exposições temporárias de outros artistas. Já falei dele aqui no blog, se você quiser relembrar .

7. Vista da Cidade

Ver uma cidade de cima sempre vale a pena. Em Porto Alegre, creio que o ponto mais próximo para quem deseja ter essa visão é o Morro Santa Teresa. O problema é que é um pouco perigoso parar com carro ali, especialmente à noite. Mas é próximo do centro e à luz do dia vale uma paradinha. Avista-se lá de cima a orla do Guaíba, os parques Marinha e Harmonia, a Usina do Gasômetro e o Centro Administrativo. Possui um belvedere no topo, em que é possível parar e fotografar.

sábado, 13 de junho de 2009

Museu Iberê Camargo

Eu havia comentado anteriormente que haviam poucas opções de passeios para dias de chuva em Porto Alegre. Na época ainda não havia sido inaugurada a sede da Fundação Iberê Camargo. Logicamente que se for para sugerir dia e horário da visita, o ideal é um dia ensolarado, mais para o final da tarde. Você terá o privilégio de assistir ao famoso pôr-do-sol do Guaíba de um dos melhores pontos da cidade. Mas vale a visita em dias chuvosos e frios também. Eu considero visita obrigatória para quem fizer turismo em Porto Alegre.

O centro foi inagurado em 2008. E lá você terá à disposição uma exposição permanente de Iberê Camargo (um dos mais famosos pintores gaúchos e brasileiros do Século XX), além de exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais. Existe ainda uma programação variável que é bem interessante: por exemplo, nesse final de semana, estão ocorrendo visitas mediadas e oficinas de colagem cromática e auto-retrato.

O que chama mais a atenção, todavia, é o prédio da sede. A arquitetura também é uma obra de arte: o projeto, do arquiteto português Álvaro Siza, recebeu o Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2002 e não utiliza tijolos ou elementos de vedação, é armado em concreto branco. Existe ainda a preocupação ambiental: a água da chuva é reutilizada nos banheiros e uma pequena estação de tratamento de efluentes faz o tratamento dos resíduos sólidos e líquidos no próprio local, servindo a água resultante para alimentar a vegetação.

Como a localização é uma das melhores da cidade - na Av. Padre Cacique, às margens do Guaíba - é impossível passar de carro pela avenida e não ser atraído pelo prédio. Ele realmente chama a atenção.

O ingresso é gratuito (paga-se apenas o estacionamento, se você for de carro) e o horário de funcionamento é de terça a domingo, das 12h às 19h, excepcionando as quintas em que o funciona até as 21h.

Para fazer uma visita "virtual", sugiro ler o que a Tatiana Klix escreveu e olhar as muitas fotos, também de autoria dela.

Site Oficial: http://www.iberecamargo.org.br

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Caminho dos Parques - 2


Como nem tudo é ruim, chegando no Anfiteatro Pôr do Sol ontem, não foi possível ver o famoso pôr-do-sol, mas nos deparamos com um quero-quero. Esse pássaro é a ave o símbolo do Rio Grande do Sul e não estamos acostumados a vê-lo todos os dias, por isso, achei importante o registro, apesar de não ter conseguido ser rápida o bastante pra conseguir uma boa foto.

Assim como também achei importante o registro na árvore da usina. É com a imagem dela que quero desejar a todos os meus votos de



FELIZ NATAL e, principalmente, um 2008 onde as metas se realizem !

Porque, como eu ouvi certa vez num seminário "Meta sem data não é meta, é sonho".


PS. Estou saindo de férias em volto em janeiro.

Caminho dos Parques - 1

Eu não me esqueci dos 7 lugares incríveis, mas esta é uma pausa pré-natalina pra falar das coisas inusitadas que você pode descobrir aqui mesmo em Porto Alegre se sair pra passear num domingo ensolarado, como o que tivemos ontem.

Pegamos as bicicletas (eu e o Juliano, que pra quem não sabe é a minha cara-metade, que aceita participar de todas as minhas idéias geniais e também das não tão geniais) e percorremos o Caminho dos Parques.

O Caminho dos Parques foi uma iniciativa aqui da Prefeitura de Porto Alegre pra apoiar os ciclistas, skatistas e patinadores, que tem poucos lugares aqui na cidade próprios pra isso. Como ciclista de final de semana, posso afirmar que é praticamente impossível andar de bicicleta nessa cidade, a não ser nas calçadas. Os motoristas não são capazes de reduzir um pouquinho que seja a velocidade quando se aproximam de um ciclista. Acho que no fundo, o que a maioria deles queria mesmo era passar por cima, mas não o fazem por motivos óbvios.

Já estive no Rio de Janeiro e lá, em toda a orla tem uma ciclovia, coisa que aqui não existia, a não ser nos domingos, quando fecham a Av. Beira-Rio no Gasômetro. Estive na Califórnia e em todas as cidades em que estive lá existem ciclovias, nas margens das ruas. Quando fui visitar a Universidade de Stanford, em Palo Alto, fiquei surpresa com a quantidade de alunos que vai às aulas de bicicleta... um meio de transporte limpo, barato e que ajuda a evitar os congestionamentos. Porém, isso só é viável quando existem vias próprias. Imagine um aluno partindo do centro pra ir até o campus da PUC aqui em Porto Alegre de bicicleta no final de tarde... duvido que consiga passar do túnel.

Enfim, por estas razões eu considero o Caminho dos Parques uma iniciativa louvável.
Esse caminho, pra quem não conhece, é uma ciclovia sinalizada, com 5 km de extensão (e 3 metros de largura) que interliga três parques aqui da cidade: Parcão, Redenção e Harmonia. O problema é que, no trajeto, em tese, é proibido estacionar, exatamente pra permitir que as pessoas possam percorrer o caminho com segurança, já que esses 3 metros são, em tese, reservados pra isso. O caminho fica aberto apenas no domingo, então não me parece um grande sacrifício não estacionar ali durante um dia da semana. Uma pena que nem todo mundo concorde comigo. A foto ao lado é de ontem à tarde, durante a nossa tentativa de percorrer o caminho. Pelo espaço que sobra ao lado do carro dá pra ver bem que um ciclista não consegue passar com segurança ali.


Outra coisa que me fez rir ontem foi o cartaz ao lado. Não, eu não sou vegetariana, nem sequer defensora, mas não lhes parece uma comparação infeliz ? Se mais comentários, deixo para cada um julgar.