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sexta-feira, 24 de junho de 2011

2 dias em Gramado

Esse post é muito mais para os leitores de fora do Rio Grande do Sul do que para aqueles que vivem por aqui, pois quem vive por aqui sabe até melhor do que eu o que fazer na serra gaúcha. Gramado é a cidade turística mais conhecida fora do Rio Grande do Sul e o lugar para onde os locais vão em lua-de-mel ou quando querem passar um final de semana romântico.

Particularmente não é meu local preferido para fazer turismo no estado, mas tenho que concordar em algo: Gramado é uma cidade que sabe explorar o turismo. Tem um povo que sabe recepcionar o turista e uma administração municipal que, ao longo dos anos, soube tornar a cidade atrativa em qualquer época do ano. Se você vai na época da Páscoa encontra chocolates artesanais que enchem os olhos. Se vai no inverno, tem o frio, com todos os seus atrativos. Se vai em agosto, o Festival de Cinema, e se vai na época de Natal, encontra as decorações e espetáculos do Natal Luz. Aliás, mesmo nos meses de janeiro e fevereiro, já há quem prefira a serra, longe do congestionamento do litoral.

As dicas que passo a mencionar aqui são meio óbvias para quem é gaúcho, mas para o turista de fora que tem pouco tempo, talvez ajudem a decidir o que fazer. Procurei listar lugares que, independentemente da época do ano, estarão abertos.

1. Comer
Particularmente, acho que é o que há de melhor em Gramado. Não existe melhor lugar para quem quer ganhar peso. Há várias casas de café colonial, de fondue, galeterias, de massas e, apesar de Gramado ter colonização alemã, churrascarias. Creio que para quem vem de fora, se for inverno, o que há de mais imperdível são os fondues e os chocolates. Com relação aos chocolates há vários que são ótimos, mas eu prefiro os da Lugano ou da Planalto. Os sorvetes da loja da Prawer (que também tem chocolates) são uma ótima pedida também.

Para quem nunca provou, vale ir a uma casa de café colonial, ao menos uma vez. Mas vá no almoço ou no jantar, porque é muito mais do que um café. Aliás, se não quiser, você nem precisa tomar o café, pois é servido suco de uva ou vinho.

2. Gramado Zoo
Inaugurado em 2008 e aberto diariamente das 9h às 17h, é o melhor zoológico da Serra Gaúcha (talvez do RS) e abriga 1500 animais, todos da fauna brasileira. O interessante desse zoológico é que ele procura reproduzir o habitat natural dos animais. Não há jaulas, mas vidros blindados para separar o visitante dos bichinhos. Vale a pena conhecer, mesmo se você não tem crianças. A entrada do zoo fica a 700m do pórtico de entrada da cidade pela RS115.

3. Lago Negro
O lago é uma das atrações mais antigas da cidade. Lá é possível dar uma caminhada a pé em volta do lago (ele não é grande) ou andar de pedalinho. O lugar é bonito para quem quer sentar e apreciar a natureza, mas não há muito mais o que fazer além disso. Os mais inquietos provavelmente vão detestar, os mais calmos vão adorar.

4. Minimundo
O parque apresenta réplicas em miniatura de castelos, ferrovias e casas européias. Apresenta também réplica  da Usina do Gasômetro e do porto de Porto Alegre. É bonitinho e diferente. Vale conhecer.

5. Aldeia do Papai Noel
Essa é uma atração mais direcionada para quem vem com crianças. A aldeia do Papai Noel, como o nome diz, simula a morada do velhinho. Lá estão sua casa, sua fábrica de brinquedos, a árvore dos desejos, entre outros atrativos. Para os adultos, o que se pode dizer é que a aldeia fica no Parque Knorr e de lá se tem uma bela vista para o Vale do Quilombo, que é muito bonito. Ah, tem também o monorail, que é uma espécie de trem com trilho para cima, que liga a casa do Papai Noel à fábrica, em um trajeto bem interessante.
Mais informações: http://www.papainoel.com

6. Green Land
Fica ao lado da Aldeia do Papai Noel, então pode ser visitado na saída da visita à Aldeia. Lá estão um lago com lodo terápico, alguns animais, trilhas suspensas e uma ponte pênsil.

7. Vista do Vale do Quilombo
Na saída da cidade, em direção a Canela, há um mirante do Vale do Quilombo. É comum ver as pessoas estacionarem os carros por ali e pararem para admirar o vale. Gasta-se pouco tempo e, se o dia estiver claro, as fotos ficam bonitas.

8. Museus
Gramado tem museus para todos os gostos, quase todos privados. Em dois dias, o melhor é você escolher apenas alguns para conhecer, de acordo com o que gosta mais de fazer. Há o Museu do Perfume, o do Chocolate (junto a Prawer), o DreamLand (museu de cera), o Harley Moto Show (museu de motos), o de minerais e pedras preciosas (com loja), o do Piano, o Medieval e o Mundo Encantado (que é mais um parque que um museu). São todos museus pequenos, para visitas rápidas.

9. Passeio pela cidade
O centro de Gramado é bem pequeno e a melhor alternativa para conhecê-lo é estacionar o carro e andar a pé. Nesse passeio, não deixe de entrar na Igreja de São Pedro, com sua estrutura de pedra basáltica e sua torre de 46 metros. Eu, que gosto de conhecer igrejas, a considero muito bonita, principalmente, externamente. Para quem gosta de tirar fotos com estátuas, na rótula da Bandeiras, há um enorme Kikito, o símbolo do festival de cinema da cidade. Outros cartões postais são a prefeitura e o Palácio dos Festivais, onde acontece a premiação do festival de cinema.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O que fazer em 2 dias em: Vancouver, Canadá

Vancouver se tornou bastante conhecida a partir das Olimpíadas de inverno de 2010 e volta e meia aparece nas listas mundiais de melhores cidades para se viver. Foi também o lugar que escolhi, há alguns anos, para estudar inglês. Apesar da chuva incessante no inverno, é um lugar seguro, com gente educada, onde as coisas funcionam. Ninguém lhe atropela e lhe empurra caso o ônibus esteja lotado. É também um lugar onde você pode andar com sua mochila nas costas, sem medo de um trombadinha qualquer lhe arrancar a carteira e, o melhor de tudo, pode andar tranquilamente sozinho pelas ruas à noite.
A cidade tem cerca de 2 milhões de habitantes em sua área metropolitana (são cerca de 500 mil na área central) e é considerada a terceira maior do Canadá. Se você estiver em um tour pelo Canadá e tiver 2 dias na cidade, sua programação vai depender da época do ano em que for: Vancouver tem vários parques, mas caminhar por eles pode não ser muito agradável entre novembro e março. Já a Grouse Mountain é mais interessante no inverno, quando fica coberta de neve.
Abaixo algumas dicas para os dois dias. Peço perdão pelas fotos, que são da época da velha máquina fotográfica de filme.
1. Caminhar por Downtown até Gastown
Caminhar pela primeira vez pelas ruas de uma cidade de primeiro mundo na época foi experiência marcante. As ruas são amplas, limpas e sem pessoas se batendo todo o tempo. Um roteiro bacana e não muito longo para ser percorrido a pé é ir pela Burrard St em direção ao Canadá Place. Mais ou menos dois quarteirões antes de chegar lá, pegar a W Cordova St em direção ao bairro de Gastown. Gastown foi o primeiro bairro de Vancouver e ainda guarda alguns prédios históricos, bem diferentes da arquitetura moderna do restante da cidade. Ali, há lojas de presentes para turista e o famoso relógio a vapor, projetado em 1875 e criado em 1977, que expele fumaça nas horas cheias e toca música.

2. Grouse Moutain
É a montanha mais próxima do centro, com seus 1.250m. No inverno, fica coberta de neve e se vê muita gente praticando snowboard ou mesmo aquelas caminhadas guiadas na neve, com grampões nos pés. No verão, ainda vale a subida pela vista de Vancouver, especialmente se o dia estiver claro. O acesso é feito através de um bondinho, parecido com aqueles do Rio de Janeiro. Em qualquer época do ano, é possível assistir ao chamado "Theatre in Sky", cinema em alta definição.
Preços e outras informações: http://www.grousemountain.com

3. Capilano Suspension Bridge & Park
Não muito longe da Grouse Mountain, outra atração é conhecer a ponte onde, dizem, foi filmado o primeiro Indiana Jones. Capilano é uma imensa ponte suspensa, a mais antiga do gênero de Vancouver, construída em 1889. Digamos que é desafiador caminhar por uma estreita e instável passagem 69 metros acima do andar do cânion, preso apenas por cordas. A ponte balança pra caramba, especialmente se você não está sozinho nela, mas não exige-se coragem de Indiana Jones para atravessá-la, não.

Além disso, o parque possui o chamado arvorismo contemplativo, o primeiro da América do Norte, você caminha por pontes que ligam árvores a 25 metros de altura. Transporte: Ônibus: 246

4. Canada Place
Talvez eu devesse ter iniciado as dicas por aqui, pois ali há um escritório de turismo em que você obtém mapas e informações, por isso é o melhor lugar para começar o city tour por Vancouver. Além disso, se você caminhar no centro em direção à baia, será o lugar que chamará a sua atenção, pois o prédio parece um "barco a vela gigante". É um centro cultural com salas de convenções.
Transporte: Ônibus 1 ou 5

5. Stanley Park & Vancouver Aquarium
Stanley Park é um parque imenso bem no centro de Vancouver. Foi criado em 1888 e é de frente para o oceano. Possui trilhas para caminhadas, jardins, laguinhos, patos e outros bichos. Uma atração gratuita ali é a coleção de totens no Brockton Point. 
Se for verão, um programa legal é alugar uma bicicleta para percorrê-lo, já que é imenso. Você encontrará onde alugar em lojas ao redor do parque. Também ali está o Vancouver Aquarium, um dos lugares que mais gostei de visitar em Vancouver, com suas belugas, golfinhos e outros animais aquáticos. Aliás, se você olhar séries americanas na TV depois de visitar o Aquarium vai perceber que muitas delas tiveram locações ali. 
Transporte: Se for a pé, é só pegar a direção contrária a de Gastown. Dá pra pegar a Robson St. à esquerda e ir sempre. Ônibus: 23, 35 e 135

6. Visão 360° no Harbour Centre
Na época eu achei caro demais pagar C$15 para olhar a cidade de cima, mas hoje não perderia a chance. Harbour Centre é um dos prédios mais altos da cidade, localizado no centro, entre o Canada Place e o bairro de Gastown. Possui elevador de vidro que leva 45 segundos para chegar ao topo. Lá em cima, você tem uma vista panorâmica de toda área de Vancouver. E o melhor de tudo é que fica pertinho de outras atrações.
Transporte: o prédio localiza-se na 555 West Hastings Street. Eu aconselharia a fazer o passeio em seguida à visita ao Canada Place ou Gastown.

7. Assistir a uma partida de hóquei no BC Place Stadium
Eu diria que é programa quase obrigatório, se você der sorte de estar acontecendo algum jogo do Canucks (time de hóquei de Vancouver) quando estiver lá. O estádio (BC Place) é amplo, confortável e, mesmo no inverno, você não sentirá frio. 


8. Chinese Garden
O jardim já existia quando da minha viagem, mas era pouco divulgado. Mas é a principal atração do bairro de Chinatown (Vancouver tem muitos imigrantes chineses). É possível chegar lá com 15 minutos de caminhada a partir do centro, fica na Carrall St. O jardim é um lugar calmo e muito bonito, onde você esquece por alguns minutos que está em uma metrópole.
Ônibus: 19 ou 22, ou pelo Skytrain, estação Stadium-Chinatown.

9. Mercado de Granville Island
Deixei o mercado de Granvlille Island por último, porque, particularmente, de todas as atrações que listei é que menos gostei, acho que por me lembrar um pouco o mercado público da minha cidade. Chega-se lá em uma viagem curta e baratinha de barco. O trajeto dura cinco minutos. É um lugar para sentar Aproveite para se sentar no deque da cervejaria Granville e tomar uma das melhores geladas da cidade.

Transporte em Vancouver: usar o transporte público na cidade é muito fácil, mas sobre isso falo aqui.

sábado, 14 de agosto de 2010

2 dias em Maceió

Normalmente é mais vantajoso viajar ao nordeste através de algum pacote turístico que, via de regra é de 7 dias. Só as passagens saem mais caras que esses pacotes se você quiser viajar por conta própria. Em algumas situações, no entanto, essas minhas dicas podem valer a pena. De repente você pode ir estar lá a trabalho ou por algum congresso da sua profissão e aproveitar o final de semana ou, como no meu caso, usufruir das milhas adquiridas anteriormente para viajar.

Sobre a cidade
Maceió é uma das capitais mais calmas do nordeste, um lugar onde ainda é possível desfrutar com tranquilidade das praias, mesmo as da própria cidade, que ainda não são poluídas e sem o perigo de ter que se preocupar com os batedores de carteira, como em outras capitais maiores do nordeste.

Onde ficar
Procure por um hotel na orla. As praias mais centrais são a Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca. Se conseguir um hotel ou pousada em uma delas você está bem localizado. Fiquei no Hotel Sete Coqueiros, na Pajuçara. Não era um hotel de luxo, mas era bem confortável, com quartos com ar condicionado, TV, frigobar. O hotel também tinha piscina e um agente de viagens de uma das operadoras de turismo para informações e agendamento de passeios.

O que fazer em 2 dias
1) Caminhar pela orla
Eu amo caminhar, então caminhava todos os dias de manhã da Pajuçara até a Jatiúca. Acho que dava uns 8Km de ida e volta. A vista das praias é linda e existe um calçadão bem conservado pela orla que facilita bastante a caminhada. Quem estiver com calor ainda pode parar em algum ponto e dar um mergulho de mar. Claro, se você é daqueles que gosta de ficar na praia mesmo, com guarda-sol, pertinho de um quiosque com todos os aperitivos possíveis, também vai encontrar seu lugar nessas praias.

2) City tour com Praia do Francês
Certamente alguma operadora de turismo vai lhe oferecer esse passeio que é, na minha opinião, obrigatório. A Praia do Francês fica a cerca de 20 Km do centro da cidade e é uma das praias mais movimentadas. A praia é bonita, o mar é convidativo e, se você fizer o passeio com alguma operadora, certamente eles vão parar próximos a algum restaurante que possui mesas com cadeiras e guarda-sol. A única coisa que realmente não gosto nessa questão de fazer o passeio com o ônibus de turismo é o fato de você ter que se adaptar aos horários deles. O sol do nordeste é bem forte pra quem vem do sul do país como nós e normalmente você permanece na praia mesmo ao meio-dia, o que pode lhe render belas queimaduras do sol.

No nosso caso, ficamos na Praia do Francês até umas 14h e depois fizemos o City Tour. Ele é bastante rápido, pois Maceió ainda é uma cidade relativamente pequena e o trânsito não pareceu ser caótico. Passa por alguns prédios históricos como a sede do governo, a assembleia legislativa, a catedral. Também paramos numa parte mais alta da cidadde, com mirante, onde pudemos ver parte da cidade e as praias (foto ao lado).

3) Andar de jangada e apreciar as piscinas naturais da Pajuçara
O passeio às piscinas de Pajuçara é feito através de jangadas, que levam dez minutos para atravessar 2Km entre a praia e os recifes. Na maré baixa, você conseguirá ver os chamados aquários naturais com seus peixinhos coloridos, sem necessidade de nenhum equipamento de mergulho. O detalhe é que você só conseguirá fazer o passeio em períodos de lua cheia ou crescente, quando a maré fica baixa durante o dia. Os pescadores tentam convencê-lo a fazer o passeio mesmo com maré mais alta, mas não é bom, não.

Se você tiver mais tempo, talvez prefira apreciar as piscinas naturais na praia da Paripueira. O passeio é feito em lanchas, dura cerca de duas horas e inclui snorkel. Mas provavelmente você vai precisar de mais de 2 dias na cidade para este passeio que leva também um dia inteiro.

4) Praia do Gunga
Foi a praia que mais gostei, tinha ares de ilha particular. Existem passeios por operadoras que levam ao Gunga, mas nesse caso, como eu não dispunha do dia inteiro, dividi um táxi com mais 3 turistas que também estavam hospedados no hotel. O taxista fez preço fechado e ficou lá conosco durante toda a manhã para nos levar embora no horário que desejássemos. O preço saiu bom, mas acho que se for apenas um casal sai caro. Para 4 pessoas é talvez quase empate com o preço do passeio de ônibus.

A praia do Gunga fica localizada 33Km ao sul de Maceió, na cidade de Barra de São Miguel. A praia fica dentro de uma fazenda de cocos particular e podendo ser acessada por uma estrada que corta a plantação, ou através de barco. Nosso taxista parecia ser conhecido do pessoal da fazenda e conseguimos passar de carro até a praia sem problemas. Não sei dizer se é assim pra todo mundo.

As águas são bem calminhas e, se vai no mirante, você só vai enxergar coqueiros e águas... parece mesmo uma grande praia deserta. Muito bonita.


5) Feira de artesanato da Pajuçara
Ficava bem em frente ao hotel em que me hospedei. Grande variedade de artesanato típico da região a bons preços. Um excelente programa para o início da noite, antes do jantar.

domingo, 4 de julho de 2010

São José dos Ausentes - parte II

Vamos ao que interessa: o que fazer em um final de semana em Ausentes.

Monte Negro
Já comentei aqui que o Monte Negro é o ponto culminante do RS, com seus 1.400m. Chega-se de carro até aproximadamente 300m do cânion que divide RS de SC. Uma pequena caminhada e, num dia claro, você verá a paisagem ao lado. Se tiver fôlego pra uma subida mais íngreme, sem trilha definida, chegará no topo do monte e poderá se vangloriar de ter "escalado" o ponto culminante do nosso estado.

Trilha do Cachoeirão do Rodrigues
Você chega de carro até a Pousada Cachoeirão do Rodrigues. Ali, estaciona e atravessa uma porteira, seguindo por uma trilha que acompanha o Rio Silveira. É possível agendar guia e três tipos de trilhas que passam pelo Cachoeirão, mas também é possível conhecê-lo sozinho, embora sem cruzá-lo. Essa foi a nossa opção.

O Cachoeirão do Rodrigues é um dos principais pontos turísticos do município. É formado por uma sucessão de grandes quedas, a maior com aproximadamente 28m de altura.

Serra da Rocinha
Por ela passa uma estrada que liga Ausentes a Timbé do Sul, em SC. A estrada, obviamente, é ruim e de chão, mas você não transitará muito tempo por ela. Irá apenas até um mirante, um pouco mais acima do posto fiscal. A visão panoramica é linda em um dia de sol.

Os cânions do município
Ausentes possui vários cânions, não tão famosos quanto o Itaimbezinho e o Fortaleza, mas também muito bonitos. Você consegue ter a visão de um deles no Monte Negro, mas se deixar o carro próximo à sede da Pousada Fazenda Monte Negro e estiver disposto a caminhar um pouco, vai visualizar outros e também algumas cascatas. Existe, ainda, uma trilha que pode ser percorrida a cavalo se você estiver hospedado nessa pousada.


Pesca e cachoeira
No Sítio Vale das Trutas, existe um pesque e pague de trutas. Qualquer criança é capaz de pescar, é tão fácil que às vezes perde a graça. Você paga pelos peixes que pesca que ainda podem sair limpos par ser assados, pois o sítio oferece também esse serviço. Além disso, o local é muito bonito e bem próximo há uma cachoeira, onde é possível se refrescar no verão.

Olhar para o céu à noite
A noite de São José dos Ausentes, especialmente, se você estiver hospedado em uma das pousadas rurais é apaixonante. Estivemos lá no invernão, com muito frio, mas céu bem aberto. Longe das luzes da cidade, você consegue ver um céu tão claro de estrelas que dá pra entender porque nossa galáxia é chamada de Via Láctea. Você chega a ver o rastro leitoso de estrelas no céu.

Para informações sobre como chegar e hospedagem, veja a parte I.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O que fazer em 2 dias em Cuzco


Cuzco, no Peru, era a capital do Império Inca. Acredita-se que seja a cidade habitada mais antiga da América. Em 1532, Francisco Pizarro invadiu a cidade e a saqueou. Os edifícios incas foram derrubados e sobre suas ruínas foram construídas Igrejas Católicas e edifícios dos dominadores. Prova disso é que a cidade tem muitas igrejas e a sua catedral é a mais rica em ouro que já vi.

Cuzco é uma cidade bastante alta. A Praça das Armas tem altitude de 3.360m em relação ao nível do mar e há pontos ainda mais altos ao redor.

Os voos que chegam a Cuzco normalmente partem de Lima. Vindo do Brasil, esse provavelmente será o seu caminho. Fato interessante é que a grande maioria parte de Lima nas primeiras horas do dia com destino à cidade por uma questão de segurança. Quando a tarde cai, a corrente de vento, canalizada entre a serra e as rochas, pode tornar o pouso perigoso. É interessante pousar em Cuzco, porque na realidade você quase não desce.

Quando ir
A temperatura média anual em Cuzco é entre 10°C e 13°C. À noite e pela manhã é mais frio, devido à altitude e durante o dia a temperatura alcança cerca de 20°C. Há duas estações bem definidas: a das chuvas (de novembro a março) e a seca (de março a outubro). Julho é o mês mais frio, a temperatura chega fácil aos 5°C e pode baixar de zero. O melhor mês para visitar, segundo nos orientaram é julho, apesar do frio. Estivemos lá no final de outubro e ao longo do dia havia períodos de chuviscos e de sol.

Onde ficar
Em Cuzco há acomodações para todos os gostos. Muita gente jovem visita a cidade, então, há albergues, pousadas e hotéis, alguns mais simples, outros mais luxuosos. Não lembro mais o nome do nosso hotel, mas era uma construção bastante antiga, com paredes em arco e bem localizado, creio que ficava a uns 300m da Praça das Armas.

O que fazer em dois dias


Plaza de Armas: Como toda cidade peruana que se preze, Cuzco tem a sua. Ela é lindíssima, limpa, com flores coloridas e com belas construções coloniais a sua volta. No seu entorno, também estão agências de viagens, casas de câmbio e restaurantes (aliás, eu gostei mais da comida de Cuzco do que a de Lima).

A Catedral: Você a vê a esquerda na foto. Foi construída entre 1560 e 1664, com grandes blocos de pedra avermelhadas. Foi construída sobre o que antes era o templo inca do deus Viracocha. 
O interior impressiona. A Catedral tem altares em ouro e prata e inúmeras obras de arte. Também abriga o maior sino da América do Sul. Existe um tour guiado pago, mas também é possível visitá-la sem pagar. Não é possível fotografar seu interior e a fiscalização é bem rigorosa quanto a esse aspecto.

Ainda na Praça das Armas (à direita na foto), você avista a Companhia de Jesus. Foi o templo colonial dos padres jesuítas, inaugurada em 1668. Há uma lenda interessante sobre a Igreja. Dizem que os jesuítas queriam construir a mais bela igreja de Cuzco, mas o bispo da cidade queria que este título fosse da Catedral. Coube ao Papa da época decidir. Não se sabe qual foi a resposta, mas quando ela chegou, A Companhia já estava quase pronta.

La Merced - A igreja e o convento, fundados em 1536, são dos mais antigos de Cuzco. Como outros prédios coloniais de Cusco, foram abalados pelo terremoto de 1650. A igreja, de estilo renascentista tardio, ganhou ares barrocos após a reforma. Como quase todas as atrações de Cuzco é fácil de encontrá-la, você pode ir a pé do centro, fica a poucas quadras da Praça das Armas. No caminho para La Merced, você passará pelo Arco de Santa Clara, outra construção bem interessante.


Convento de Santo Domingo e Qoricancha - A igreja e o convento de Santo Domingo foram construídos no local onde se situava o templo inca Qoricancha, dedicado ao culto do deus-sol. Aproveitou-se na construção parte das fundações do antigo templo. Por ironia, no terremoto de 1950 a edificação colonial foi destruída e os muros de pedra inca quase não foram atingidos. Hoje as duas construções convivem, formando um bonito visual. Para visitar o interior, é necessário pagar. Fica aberto de Seg. a sáb., das 8h30 às 18h30; dom., das 14h às 17h.

San Blas: É um bairro que abriga a Igreja de San Blas. O bairro é interessante por suas ruas estreitas e por suas construções antigas e a igreja conserva um púlpito de estilo barroco feito somente de uma peça de cedro, considerado uma das obras-primas da escultura em madeira em toda a América Colonial. Além disso possui inúmeras pinturas.



Em uma das manhãs, visite as quatro antigas construções incas nos arredores da cidade. Nós fomos a pé até a primeira, Sacsayhuamán, que fica a 2 Km do centro da cidade. Lá contratamos um passeio a cavalo que nos levaria até as outras três. Sacsayhuamán era um local sagrado dedicado ao culto do deus-sol. É a maior das quatro fortificações próximas à cidade e tem um aspecto de zigue-zague muito interessante, por isso se pensou, durante muito tempo, que fosse um forte. Qenqo fica a 1,5 km de Sacsayhuamán e a 3 km de Cuzco. Trata-se de um oratório dedicado ao deus da guerra, representado por um puma. O lugar era também um oráculo onde eram feitas consultas aos deuses antes de iniciarem uma guerra.

A terceira construção é Puca Pucara que fica a 8 km da cidade. O conjunto de pedra conserva muros, corredores, salas, aquedutos e fontes. A quarta, Tambomachay, foi a que achei mais interessante. É uma construção que contém terraços de pedra talhada, pelos quais a água flui. Acredita-se que pudesse ser um lugar de descanso, uma hospedaria ou mesmo um local para culto da água.

Nós visitamos essas construções a cavalo. Mas para quem quer economizar e tem algum preparo físico, também é possível ir a pé e pegar um ônibus para voltar. A volta não tem erro, pois todos os ônibus que passam em direção a Cuzco acabam parando no centro da cidade.O passeio a cavalo não foi muito bem sucedido. Primeiro, nos disseram que eles eram mansos, quando na verdade não eram tão mansos assim. Depois, quando começou a chuviscar o rapaz nos deixou em Puca Pucara e disse que tinha que retornar com os cavalos.


Dicas
  • Respeite os limites do seu corpo ao chegar em Cuzco. As pessoas sentem o efeito da altitude de formas diferentes. Algumas necessitam, inclusive, de oxigênio. Normalmente os hotéis têm. Peça se sentir-se muito mal. Os efeitos não começam logo que você chega, mas cerca de 3h-4h depois. Algumas pessoas sentem dor de cabeça, cansaço, suores frios. No meu caso, eu me sentia bem e, repentinamente, tudo "preteava" ao meu redor e eu suava frio, quase perdendo os sentidos. Então passei o restante daquele dia deitada e, no dia seguinte, estava bem.
  • Existem pílulas para os efeitos da altitude, as chamadas "Soroche Pills". Não sei ao certo dizer o quão eficientes são.
  • Para Cuzco valem os mesmos cuidados que em Lima. Cuide com a água que vai beber e com os táxis que vai tomar.
  • Seja cauteloso também em relação aos passeios que lhe oferecem enquanto anda na rua ou visita os pontos turísticos. Prefira contratá-los junto a alguma agência ou ao hotel. Você pode pagar um pouco a mais por isso, mas não correrá o risco de ser deixado no meio do passeio sob alegação de chuva, como ocorreu conosco.
  • Dizem que o chá de coca ajuda a amenizar os efeitos da altitude. Você chega ao hotel e é a primeira coisa que lhe oferecem. E, não, ele não dá "barato" algum. 
  • A cidade sofreu inúmeros terremotos ao longo dos anos. É curioso observar que nos hotéis há alarmes e instruções do que fazer em caso de terremoto (ficar sob a porta).
  • Existem bilhetes turísticos integrados. Você compra o bilhete e pode visitar algumas atrações com aquele bilhete que tem validade por x dias (o x é porque não lembro exatamente quantos dias são). São 3 circuitos diferentes, mas dois são na própria cidade. O das 4 construções que falei acima e o dos museus. O valor atual de cada bilhete é 70 soles. Mais informações no site oficial.

domingo, 15 de novembro de 2009

O que fazer em 2 dias em: Lima - Peru

Estava assistindo ao programa Amazing Race - América Latina, no Discovery Channel e, no episódio em questão, os competidores estavam em Lima, no Peru. Foi quando recordei da nossa estada lá. Normalmente quem vai ao Peru apenas passa pelo aeroporto de Lima ou dorme uma noite na cidade, já que as cidades turísticas são em outras regiões. No entanto, Lima tem lugares que valem a pena serem conhecidos. Em dois dias lá você pode visitar:


Plaza Mayor ou Plaza de las Armas: Em torno das praça ficam alguns dos prédios mais importantes: a Casa do Gobierno, a Catedral, a residência do Arcebispo e a prefeitura. A Catedral é impressionante, enorme e antiquíssima, foi construída em 1555. Esses lugares ficam bem no centro da cidade.

Igreja de São Francisco: Pertinho da Plaza Mayor fica o convento e a Igreja de São Francisco, com sua fachada amarela. Também é um prédio antigo e um dos poucos que sobreviveu ao terremoto de 1746 que assolou Lima. No subsolo, há catacumbas, abertas à visitação, que contém ossos de aproximadamente 70.000 pessoas.


Museu Nacional: Lima tem inúmeros museus, mas se for para visitar apenas um deles, eu escolheria o Museu Nacional do Peru. Visitar o museu é uma aula de história peruana e o custo é baixo, apenas 6 soles para adultos. Se você gosta de museus, outro muito bem recomendado é o Museu Larco, um museu privado que fica numa mansão do século 18 e mostra 3 mil anos do Peru pré-colombiano, organizado em ordem geográfica e histórica. O museu também possui uma coleção de artigos de ouro e prata do antigo Peru. O custo é um pouco mais alto que do Museu Nacional, em torno de 30 soles.


Miraflores: É um dos bairros mais simpáticos de Lima. Lá você tem uma visão panorâmica das praias e pode visitar também o Larcomar, que é um shopping center à beira-mar, com uma parte aberta. Nesse bairro, também é possível visitar a Huaca Pucllana, que é um site arqueológico pré-colombiano, onde você pode, inclusive, ver os arqueólogos trabalhando. Infelizmente estava fechado no dia em que passamos, só conseguimos ver do lado de fora. Em Miraflores há ainda o Parque del Amor, um parque bom para caminhar, com uma enorme estátua de um casal se beijando e, que, para mim, pareceu de gosto duvidoso. Mas vale conhecer. É diferente.


Pertinho de Miraflores, dois bairros merecem visita: Barranco um bairro boêmio e colorido (seria uma mistura entre Cidade Baixa e Bom Fim, comparando com Porto Alegre). Lá há uma ponte dos suspiros e também bela vista da cidade. Para quem gosta da noite é o lugar. Outro bairro ali perto é San Isidro, considerado o bairro chique da cidade.

Parque de La Reserva: O Parque foi inaugurado em 2007 e apresenta o maior complexo de fontes de água do mundo. São 13, algumas interativas e todas iluminadas por luz à noite. O parque ainda não existia quando estivemos em Lima, mas a julgar pelas fotos, vale uma visita.

Praias: Apesar de localizar-se às margens do pacífico, os habitantes de Lima parecem não frequentar muito as praias da cidade. Não sei dizer a razão, se o frio ou o mar agitado. Vi apenas surfistas na água. Nós chegamos pertinho, porque afinal de contas, tínhamos que molhar as mãos nas águas do Pacífico, mas foi só isso. Há praias mais famosas e procuradas por surfistas fora da cidade, a mais ou menos 50 quilômetros como Punta Hermosa, Punta Negra e San Bartolo. Dizem os surfistas que as ondas são as melhores do continente, mas para quem tem apenas dois dias e não é surfista, não me pareceu a melhor opção.

Onde ficar: Ficamos em um hotel no bairro de Miraflores que é um bairro moderno e bem agradável. Não recomendo ficar no centro ou no centro histórico, quando cai a noite me pareceu não ser muito seguro. Ficamos próximos do Larcomar. Para nós foi bastante conveniente porque fazíamos as refeições lá, onde o tempero não era tão forte e tínhamos uma certa confiança na origem da água.

Clima: Não existe muita variação de clima ao longo do ano. Chove pouquíssimo na cidade, todavia, a umidade é alta, o que faz com que haja constante névoa. A temperatura é amena e praticamente não há diferença entre inverno e verão. Em janeiro, fica entre 19 e 25 ºC e em julho entre 15 e 18 ºC. Portanto, não existe época do ano ideal.

Dicas:
  • Não tente levar folhas de coca como lembrança ou para preparar seu chá ao sair do Peru para o Brasil. A bagagem é cuidadosamente revistada, a segurança da revista, tanto na entrada, como na saída supera a dos Estados Unidos (pelo menos no voo que peguei).
  • Muito cuidado com a água, pelo menos foi o que nos disseram.Verifique o rótulo da água que você está comprando, mesmo que seja mineral.
  • Acredite se quiser, era difícil encontrar Coca Cola no Peru. Os peruanos tem muito orgulho da sua Inca-Kola, que, apesar do nome, não é nada parecida com a Coca. É refrigerante de cor amarela e, para ser honesta, não foi feito para o meu paladar.
  • Se quiser provar um drinque tipicamente peruano, peça o Pisco Sour, preparado à base de pisco (aguardente peruana feita de uva) e suco de limão.
  • É necessário vacina contra a febre amarela, especialmente se você vai passear também pela região dos Andes depois.
  • O transporte público em Lima não é muito bom. O melhor meio de locomoção são os táxis, cujo custo é bem razoável. Os confiáveis são na cor preta ou amarela, mas pode haver fraude na identificação, então, peça no hotel ou local em que estiver hospedado. Negocie o preço antes, pois muitas vezes eles não têm taxímetro.

sábado, 24 de outubro de 2009

O que fazer em 2 dias em: Ushuaia


Localização

Ushuaia é conhecida com a cidade onde o mundo acaba. Mas isso não é bem verdade. Digamos que seja a última cidade de algum porte antes da Antártida. Localiza-se na Terra do Fogo, Argentina, 3.500Km ao sul de Buenos Aires, sobre as coordenadas 54°S e 68°W.

Sobre a cidade

O nome da cidade provém dos idiomas indígenas yámanas: ush (ao fundo) e wuaia (baía). Foi fundada em 1884, mas tornou-se mais conhecida devido à instalação de um presídio que funcionou de 1902 a 1947. Para lá eram levados os presos mais perigosos. Reza a lenda de que o presídio não necessitava de muita segurança: quem fugisse acabava morrendo de frio e fome. Não havia lugar próximo onde se esconder.


Onde ficar

Existem hotéis e hosterias, todos muito bons. A cidade vive do turismo, então, é fácil encontrar bons hotéis e as reservas podem ser feitas pela internet. Nós ficamos no Hotel Lennox, super bem localizado e com um café da manhã muito bom. O restaurante fica no último andar e a vista da cidade de lá é bem bonita.


Clima


O clima é frio, mesmo no verão. Há a presença constante do vento que vem da Antártida. Imagine o nosso Minuano aqui do sul, multiplicado por 3. É o vento constante de lá. No verão, você sente uma sensação estranha, inclusive. Se fica no sol, sente ele te queimar (o buraco da camada de Ozônio está bem em cima de você), mas continua sentindo o vento frio. Se vai para a sombra precisa colocar o casaco. A temperatura média em janeiro fica em torno dos 10° C e em julho fica em 1° C. Quer dizer, a variação não é tão grande assim ao longo do ano. Chove mais no outono e no inverno.


Quando ir

Ushuaia tem atrações durante todo o ano, mas em junho, você terá 17 horas de escuridão, enquanto em dezembro terá 20 horas de sol. Nós fomos em fevereiro. Anoitecia próximo das 22h, o que nos permitiu fazer vários passeios nos dias em que lá passamos.

Disseram-nos que a época em que a região fica mais bonita é o outono. Se você vai até ao Parque Nacional da Terra do Fogo no início do outono verá as árvores com os mais diversos tons de cores, que torna a paisagem linda. Nessa época não existe tanta luminosidade, mas ainda é possível aproveitar o dia.

O inverno é a melhor época para quem gosta de esportes na neve. É possível esquiar a cerca de 10 minutos do centro.


O que fazer em 2 dias


1) Parque Nacional da Terra do Fogo

É o parque mais austral da América do Sul e é enorme (63 mil hectares). Ocupa 6 Km do Canal de Beagle, fazendo divisa com o Chile. Localiza-se a 11 Km da cidade. É um lugar onde os moradores fazem piqueniques, levam crianças para brincar e onde se pode praticar trekking. Chama a atenção a quantidade de coelhos no parque. Você pára um pouquinho e logo está cercado por 20 coelhos (eles consideram os pobres bichinhos uma verdadeira praga). Além dos coelhos há raposas vermelhas e castores canadenses (importados, mas cuja reprodução saiu do controle).

Dentro do Parque Nacional termina a Ruta Nacional n° 3, importante via argentina que vai até Buenos Aires e também estrada que cruza as Américas. Todos tiram a foto ao lado da placa indicativa que mostra a distância até o Alaska.

Para quem curte trekking, há umas 10 trilhas para percorrer no parque. A Pampa Alta inicia a 3Km da entrada do parque na Ruta n° 3. São 5 km até um ponto onde se avista o Canal de Beagle. A trilha Costanera é um pouco maior, de cerca de 8 km e vai costeando o Canal de Beagle até um setor de camping. A mais difícil é a Cerro Guanaco. Sobe-se o cerro com 970m de onde se avista as ilhas chilenas de Hoste e Navarino.



2) Passeio de barco pelo Canal de Beagle até a Pinguinera

Esse passeio é imperdível. Dura cerca de 5 horas. Partimos em torno das 15h, andamos cerca de 2 horas em um barco (grande), passamos pelo farol do Canal de Beagle e chegamos até a uma pequena ilha, moradia dos pinguins. Lindo de se ver! Eles são uma simpatia e se chega muito próximo deles. Existem pequenas empresas que vão em barcos menores e conseguem descer na ilha. Com o barco maior você sente menos o movimento das águas, mas não desce.

Fomos brindados por um arco-íris durante o passeio e também pelo entardecer no barco. Chegamos já à noitinha de volta.

Creio que é um passeio fácil de se contratado na cidade mesmo, basta chegar ao cais. Existem vários guichês de venda. Nós o contratamos diretamente com a operadora de turismo que nos levou até a Ushuaia, mas é quase certo que se consegue mais barato direto.


3) Trem do Fim do Mundo

Parte do trajeto de trem que os presos faziam diariamente do presídio para trabalhar foi reconstruído e transformado em passeio para os turistas. As locomotivas não são da época, mas é como se fossem.Você viaja no trenzinho, vai escutando a história e faz umas duas paradas. Muito interessante para aprender a história do lugar e não exige esforço físico algum.

4) Visita ao antigo presídio
Fica bem próximo do centro da cidade e é possível ir a pé, para quem não se importa de caminhar um pouco. Parte das antigas alas também foi reconstruída e conta parte da história dos presos, com destaque para os mais ilustres. Uma das alas foi deixada como foi encontrada para dar uma visão do que era no passado.


5) Glaciar Martial

É um centro de esqui no inverno, o mais próximo da cidade, cerca de 7 Km. No verão, você sobe de teleférico e tem uma vista linda da cidade, do Canal de Beagle e da Ilha Navarino, no Chile. Quando não há neve no caminho, é possível seguir por uma trilha que leva até o Glaciar.

Nós fomos brindados com neve em nossa visita, apesar do verão. Estávamos no teleférico e ela começou a cair. Para brasileiros, não acostumados com isso, foi um show. Tivemos a oportunidade de caminhar na neve e sentir o quão gelada ela pode ser, ainda mais com o ventinho do pólo sul.

Além disso, você pode:
- Caminhar pela cidade, pela beira-mar e encontrar a plaquinha onde diz "Ushuaia - Fim do Mundo".
- Visitar o Museu Territorial, que possui vários artigos aborígenes.
- Existe um passeio que não gostei muito, até os lagos Fagnano e Escondido. Os lugares, especialmente o Lago Escondido são bonitos, mas o Lago Fagnano fica a 100Km da cidade, então, o tempo pode ser melhor aproveitado. A visão mais bonita do Lago Escondido para fotos é a da estrada, antes de descer uma pequena trilha (de uns 20 minutos) até o lago.


O que comprar
Ushuaia é zona de livre comércio, então se encontra marcas de todo o mundo por preços razoáveis. Lembro que compramos tênis e camisetas esportivas lá. No mais, tudo é mais caro que no restante da Argentina, devido, obviamente à distância. Digamos que ocorre ali mais ou menos o que ocorre no norte do Brasil: distâncias maiores, obstáculos maiores para chegar, preços mais caros.

Não sou exatamente uma consumista nata. Dificilmente passo muito tempo em lojas quando viajo, mas encontrei duas coisas que são bem difíceis de se encontrar em Porto Alegre: camisetas térmicas e meias de lã. Essas camisetas térmicas custavam em torno de R$ 19 na época e me ajudam bastante como roupa de baixo nos dias mais frios.

Compramos também alfajores e doce de leite argentino.


Curiosidades

  • Quando você olha a imagem do aeroporto no Google Earth fica com medo de cair na água, mas na realidade o aeroporto internacional tem uma pista bem comprida, com cerca de 3 Km. O avião para e ainda sobra muita pista pela frente. Dizem que esse tamanho de pista foi precaução. No aeroporto anterior, vários aviões caíram na água.
  • Apesar das placas onde se diz "Ushuaia - Fim do Mundo" ou "Capital do Fim do Mundo", ainda existe uma localidade mais austral, Puerto Williams, no Chile. No entanto, essa teve origem numa base militar e não deve ter mais do que 2 mil habitantes.
  • Ushuaia oferece várias opções de cursos de espanhol para quem deseja realizar intercâmbio lá. Apesar da distância pareceu ser bem interessante.
  • Ushuaia também é ponto de partida para expedições até a Antártida, que são bastante caras.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O que fazer em 2 dias em: El Calafate

A ideia desse assunto veio quando constatei que na grande maioria das minhas viagens eu passei de dois a três dias em determinada cidade. O fato é que dois dias podem não ser muito, mas, com disposição e organização, creio ser possível aproveitar intensamente a estadia em um lugar. O primeiro lugar escolhido para essas dicas é El Calafate, na Patagônia Argentina.


Localização
A cidade fica na Patagônia Argentina, dista mais ou menos 700Km de Ushuaia, sobre a margem do Lago Argentino. É um lugar pequeno, com cerca de 20 mil habitantes e uma falta absoluta de mulheres (segundo os guias locais). O clima é frio, seco e ventoso. A cidade virou ponto turístico porque é a mais próxima do Glaciar Perito Moreno, um dos maiores (senão o maior) do mundo.

Sobre a cidade
O nome da cidade tem origem em uma frutinha típica da região, colhida dos arbustos que crescem em todos os lugares por ali. A frutinha lembra o blueberry, mas não sei dizer se é exatamente a mesma coisa.
A cidade é pequena. Tem uma longa avenida principal, onde fica praticamente tudo o que você precisa: hotéis, restaurantes, lojas, agências de turismo, locadoras de carros. (Quase) Impossível se perder.


Onde ficar
A rede hoteleira é boa, chegando à cidade você verá hotéis por todos os lados. Nós ficamos no Sierra Nevada Hotel, um lugar aconchegante, com vista para o lago, acomodações muito boas, limpas, sempre com um cheirinho agradável e com internet disponível de graça aos hóspedes.

Quando ir
Aconselho o verão. Os dias são longos, anoitece próximo das 22h e é possível desfrutar dos passeios nos glaciares, a principal atração. Durante o dia, apesar do vento é possível usar manga curta (a média de temperatura em janeiro é de 18,2C). À noite esfria bastante.

O que fazer em 2 dias:

1) A grande atração é o Glaciar Perito Moreno: fica a cerca de 80Km de El Calafate, dentro do Parque Nacional de Los Glaciares, chega-se por estrada asfaltada. Caso você viaje até El Calafate sem que seja através de pacote fechado, o melhor é contratar um passeio em uma das várias agências de turismo da cidade. Ou alugar um carro. O Glaciar é lindo e para quem não gosta de caminhar não há problema. Você desce do ônibus, faz uma trilha rapidinha por caminho totalmente demarcado e lá está ele: uma visão rara e grandiosa. Em tempos de aquecimento global, talvez o melhor seja visitar esse tipo de atração enquanto ainda é possível vê-la, muito embora os comentários sejam de que este glaciar específico não está diminuindo.


2) Trekking no Gelo: No Parque, é possível fazer pelo menos dois passeios diferentes. Um passeio de barco, que chega pertinho do Glaciar ou uma caminhada no gelo sobre o glaciar.
Optamos pela caminhada, que dura cerca de 1 hora. Você coloca grampões e segue com um grupo e um guia caminhando sobre o glaciar e ouvindo a história. Não é possível caminhar sem guia, porque é preciso saber onde pisar ou a queda pode ser bem feia.

3) Saborear o sorvete patagônico: muito bom
4) Comprar geleia de calafate em uma das inúmeras lojinhas de artesanato local
5) Visitar o Museu Regional de Calafate: ele não fica na rua principal, mas é fácil de ser encontrado, basta perguntar no hotel. A visita dura cerca de 1 hora e é possível conhecer um pouco mais sobre a história da região além de ver material arqueológico.
6) Caminhar até o fim da cidade (não é uma caminhada tão longa assim) e sentir-se perdido no fim do mundo (a sensação de deserto te dá uma real visão de fim do mundo, maior do que a que você sentirá em Ushuaia).
7) Sentar ao sol à beira do Lago Argentino e sentir o ventinho que deve vir do pólo sul batendo no rosto.


8) Para quem for ao Perito Moreno e ainda sentir vontade de ver outros glaciares, pode utilizar o segundo dia para um passeio de dia completo a outros glaciares. É um passeio de barco que passa pelos Glaciares Upsala e Spegazzinni. O passeio também pode ser contratado em uma agência de viagens local.