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sexta-feira, 16 de março de 2012

Turismo em Itá - Santa Catarina (parte 2)

Na segunda parte do post, uma lista de coisas possíveis de serem feitas em Itá.


Visão panorâmica: Existe um passeio que pode ser feito a pé ou de carro que é até ao Mirante Caracol. Nesse mirante é possível ter uma vista linda do lago, da hidrelétrica e de uma das pontes que dividem Santa Catarina do Rio Grande do Sul. Partindo da entrada da cidade, caminha-se por algo entre 6 e 8Km, primeiro na estrada que leva até a hidrelétrica, depois por uma estrada de terra que chega até o morro. Peça indicações aos moradores locais, não é difícil de encontrar (embora seja difícil de explicar).

Hidrelétrica de Itá: A hidrelétrica foi inaugurada em 2000 e sua história confunde-se com a própria história da nova cidade de Itá. É possível visitá-la, mas a visita tem que ser agendada e é uma visita mais técnica. Se o objetivo for só apreciar a vista, um dos pontos bacanas é o Mirante do Caracol, listado acima. Outros pontos são na própria SC-485, estrada que chega até o município. Há um mirante bonitinho, com telhado e tudo.

Parque aquático: Se você não for se hospedar no Itá Thermas Resort, pode apenas frequentar o parque aquático ligado ao resort. São 18 piscinas, quadras esportivas e espaço para caminhada.

Praia? A prainha faz parte do Thermas Itá, mas creio que é aberta a visitantes. Foi projetada para quem quer tomar um banho no lago da usina, com faixa de areia, banheiros, bar, choupanas e trapiche. Você pode chegar até ela caminhando por uma estrada asfaltada ou de carro. O caminho é "intuitivo", não tem como se perder.

As torres da Igreja: Cartão postal da cidade, as torres da Igreja da antiga cidade de Itá são iluminadas à noite. Não é possível chegar exatamente na ilha das Torres (antes existia uma passarela, que foi cortada, devido ao vandalismo), mas é possível chegar bem próximo de carro ou então em um passeio de barco, feito sempre ao entardecer. De carro, basta entrar na estrada junto ao posto de gasolina Ipiranga (na entrada da cidade) e seguir as indicações.

Passeio de barco: um dos passeios mais legais é de barco pela represa da hidrelétrica. O passeio é no final de tarde, com direito a pôr-do-sol e chega pertinho das torres da igreja, emolduradas pela iluminação noturna.

Museu: Localiza-se no centro da cidade nova e é composto de 2 casas que foram trazidas da cidade antiga, uma em estilo alemão e outra em estilo italiano. Tem objetos que contam um pouco da história do município. Achei interessante, você assiste também um vídeo contando toda a história da cidade e, principalmente, como foi conduzida a questão do desenvolvimento da usina, da mudança das pessoas, das construções e destruições.

Zoo: Não é um grande zoológico, mas possui uma boa coleção de 70 espécies de aves. Mais informações em http://www.itaecoaventura.com.br

Arborismo e Tirolesa: Pra quem gosta de se aventurar um pouquinho mais, no próprio Zoo há percurso de arborismo(percurso de aproximadamente 200 metros). A tirolesa tem o segundo maior percurso do País), com 1.628,50 metros de extensão. O interessante dela é que passa por praticamente a cidade inteira! Parte do centro da cidade de Itá, passando sobre o Zoobotânico, lateral do parque Termas Itá, parte do lago da Usina Hidrelétrica, até a rodovia que conduz a antiga cidade.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Turismo em Itá - Santa Catarina

Provavelmente você já ouviu falar da Usina de Itá. Mas provavelmente não ouviu falar da cidade de Itá como destino turístico. Pois saiba que o lugar é um exemplo clássico da série "renascidos das cinzas".

A antiga cidade de Itá era um povoado pacato de cerca de 3 mil habitantes, no sul do estado de Santa Catarina, divisa com o Rio Grande do Sul e próximo ao Rio Uruguai.

Foi quando decidiu-se construir uma hidrelétrica na região. Como uma hidrelétrica precisa de um lago, a cidade seria inundada. Obviamente que a população foi contra a ideia, pois perderiam suas casas, terras, memórias...

Aos poucos, porém, a coisa não se mostrou tão ruim assim. Uma nova cidade foi construída pelos idealizadores da hidrelétrica, com prefeitura, escola, parque, hospital. Quem tinha uma casa na rua principal da antiga cidade, poderia receber o equivalente na nova cidade. Se optasse por uma casa em um ponto mais afastado, poderia receber a diferença em dinheiro ou em benfeitorias na nova casa. As casas entregues foram todas de alvenaria.

Houve preocupação em preservar, inclusive, a memória da antiga cidade. Duas de suas antigas casas, uma com padrão italiano e outra alemão, foram movidas para a nova cidade e viraram museu. Na nova cidade, há, inclusive, uma réplica da antiga igreja.

A igreja, aliás, tem uma história à parte. Era para ter sido totalmente demolida, assim como foram as antigas construções. Mas tentaram, por duas vezes, e as torres permaneceram em pé. Então, viraram atração turística, como mostra a foto ao lado.

O que se percebe, após mais de uma década de todo esse episódio é que a cidade renasceu mesmo. Hoje é um destino turístico bom belas paisagens, ergueu um resort, sua população duplicou daquela época e possui um carnaval de rua que chega a reunir 50 mil pessoas.

Por tudo isso, achamos que seria um bom lugar para passar férias com nosso bebê. Nesse post e no próximo, algumas dicas do que vimos por lá.

Como chegar:
Itá fica a quase 500Km de Porto Alegre. Se fosse em linha reta, seria muito menos, mas ir pela estrada que passa por Aratiba (que não passaria por Concórdia) nos foi contraindicada. Se alguém, tiver uma opinião diferente, fique a vontade para manifestar-se.

Saímos de Porto Alegre pela BR-116. Depois disso, tomamos a BR-386, passando por Lajeado, Marques e Souza, Pouso Novo, São José do Herval, Soledade, Tio Hugo, para citar algumas cidades. Em Tio Hugo, optamos por seguir até Carazinho, mas poderíamos ter seguido pela RS-153 até Passo Fundo. Lá, continua-se pela RS-153, passando por Erechim, até a fronteira. Por sinal, que bela ponte divide o RS de SC!

Dali, seguimos pela mesma estrada até Concórdia (SC-461). Em Concórdia, nos perdemos. A sinalização não é nada clara, mas dar alguma referência, você pode seguir reto até o hospital da cidade. Então vire a direita, depois a esquerda e a esquerda novamente. Siga até uma rotatória. Nessa rotatória, na primeira (ou segunda) saída à direita, haverá uma placa indicando Seara e Chapecó. É essa a estrada que você deve tomar. Itá não aparece nas placas indicativas, no início da rodovia.

Onde ficar:
Se você procura o conforto de um lugar onde pode se hospedar, fazer as refeições, esquentar as papinhas do bebê, que ofereça segurança pra largar crianças por aí, o lugar é o Itá Thermas Resort. A bem da verdade se você quiser chegar no resort e passar lá uma semana, sem sair, é possível, pois eles oferecem uma agenda diárias de atividades tanto para crianças (a partir de 3 anos), adolescentes e adultos.

Claro que esse conforto todo tem um preço, mas se você considerar que tem todas as refeições incluídas, mais piscinas, caminhadas guiadas, hidroginástica, entre outras atividades, é barato. Afinal, você vai gastar praticamente só a diária e o que beber. Em fevereiro de 2012, nós gastamos pouco menos de R$ 200 diários por pessoa (sem contar o bebê). Mas os preços devem variar conforme a época do ano ou a procura.

Para opções de hospedagem: http://www.ita.sc.gov.br/turismo/item/Hospedagem/

No próximo post, veja o que fazer por lá.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Transporte público em Vancouver

Existem basicamente três meios de transporte público em Vancouver: ônibus, Skytrain e Seabus. O tipo de transporte utilizado vai depender do trajeto.

Ônibus é o meio de transporte mais utilizado para a área central e para o transporte em North Vancouver, onde estão várias das atrações turísticas. Um detalhe que é importante saber: não há cobradores nos ônibus. Se quiser pagar em dinheiro, precisa ter o valor exato da passagem, porque o motorista não lhe dará troco. Quem paga em dinheiro deposita numa espécie de "cofre" na entrada do ônibus. Aqui já começa a diferença com o Brasil. O motorista não confere se você está com o valor exato. E provavelmente as pessoas pagam o valor correto.

O Skytrain é um misto de metrô e trem de superfície. Parte de seu trajeto é subterrâneo, parte é na superfície. É o meio de transporte mais rápido para distâncias maiores. O intervalo entre um trem e outro fica entre 2 e 8 minutos, dependendo do horário.

O Seabus é um ônibus de água, ou se preferir, uma balsa bem confortável. Ele liga a parte central de Vancouver ao norte. Há ligação com terminais de ônibus tanto no terminal do centro, quando no terminal em North Vancouver, o que é algo bem inteligente. Você sai do Seabus que apenas fará a travessia na água e ao lado já tem acesso a várias linhas de ônibus. O terminal do centro é chamado de Waterfront e é bem fácil de ser localizado. A travessia é curtinha, dura em média 12 minutos e os intervalos entre um Seabus e outro são de 15 minutos nos horários diurnos.

Para fins de transporte público, a região de Vancouver é dividida em 3 zonas. É importante saber disso, para não pagar mais ou menos do que deve pelo ticket. Para andar na região do centro, é necessário bilhete para 1 zona apenas. Se quiser ir até as atrações em North Vancouver ou para o aerporto, por exemplo, você precisará de bilhete para 2 zonas. Dificilmente você precisará de bilhete para 3 zonas para visitar atrações turísticas, o de 2 zonas é mais do que suficiente.

É importante saber também que o bilhete para 1 zona, que é mais barato, vale para ir para qualquer lugar após às 18h30min nos dias úteis e durante todo o dia em sábados, domingos e feriados.

Uma passagem dá direito de usar qualquer dos três meios de transporte durante 90 minutos e nas três zonas. Isso significa que você pode pegar o Skytrain + 1 ônibus ou 2 ônibus, por exemplo, desde que no período de 90 minutos com apenas o valor de uma passagem.

São vários os tipos de passes também. Para turistas que pretendem ficar pouco tempo, sugiro duas opções: o daypass, que dá direito a utilizar os três meios de transporte público, nas três zonas ilimitadamente durante um dia. Custa C$ 9 dólares (em fevereiro/2010). A outra opção é comprar blocos de 10 passagens. Esses blocos e passes são facilmente encontrados em mercadinhos, farmácias e lojas de conveniência. Se houver um desses desses próximo do ponto de ônibus, pode apostar que ele vende os passes.

Quando você compra o daypass ou o talão de passagens, eles não vêm com a data e horário de uso. Então na primeira vez que for usá-lo você precisará validá-lo. Se for no ônibus é fácil, basta entregar ao motorista. Se for no Skytrain, existem uma máquinas azuis na entrada das estações para isso.

Se você for ficar bastante tempo, como foi o meu caso, o melhor é comprar um passe mensal. Como o nome diz, esse passe dá direito de utilização por um mês ilimitadamente. Mas você não pode comprá-lo, por exemplo, para usar do dia 15 ao dia 15. Todo início de mês você adquire um, que é um cartão. Você só precisa apresentá-lo no momento do uso. Esses passes mensais são comprados por zona (para 1 zona, 2 zonas ou 3 zonas), possuindo, obviamente, um custo diferenciado, dependendo do número de zonas.

O transporte público é seguro e eficiente, mesmo para o horário noturno. E, acredite: não é tão complicado como possa parecer lendo este texto.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O que fazer em 2 dias em: Vancouver, Canadá

Vancouver se tornou bastante conhecida a partir das Olimpíadas de inverno de 2010 e volta e meia aparece nas listas mundiais de melhores cidades para se viver. Foi também o lugar que escolhi, há alguns anos, para estudar inglês. Apesar da chuva incessante no inverno, é um lugar seguro, com gente educada, onde as coisas funcionam. Ninguém lhe atropela e lhe empurra caso o ônibus esteja lotado. É também um lugar onde você pode andar com sua mochila nas costas, sem medo de um trombadinha qualquer lhe arrancar a carteira e, o melhor de tudo, pode andar tranquilamente sozinho pelas ruas à noite.
A cidade tem cerca de 2 milhões de habitantes em sua área metropolitana (são cerca de 500 mil na área central) e é considerada a terceira maior do Canadá. Se você estiver em um tour pelo Canadá e tiver 2 dias na cidade, sua programação vai depender da época do ano em que for: Vancouver tem vários parques, mas caminhar por eles pode não ser muito agradável entre novembro e março. Já a Grouse Mountain é mais interessante no inverno, quando fica coberta de neve.
Abaixo algumas dicas para os dois dias. Peço perdão pelas fotos, que são da época da velha máquina fotográfica de filme.
1. Caminhar por Downtown até Gastown
Caminhar pela primeira vez pelas ruas de uma cidade de primeiro mundo na época foi experiência marcante. As ruas são amplas, limpas e sem pessoas se batendo todo o tempo. Um roteiro bacana e não muito longo para ser percorrido a pé é ir pela Burrard St em direção ao Canadá Place. Mais ou menos dois quarteirões antes de chegar lá, pegar a W Cordova St em direção ao bairro de Gastown. Gastown foi o primeiro bairro de Vancouver e ainda guarda alguns prédios históricos, bem diferentes da arquitetura moderna do restante da cidade. Ali, há lojas de presentes para turista e o famoso relógio a vapor, projetado em 1875 e criado em 1977, que expele fumaça nas horas cheias e toca música.

2. Grouse Moutain
É a montanha mais próxima do centro, com seus 1.250m. No inverno, fica coberta de neve e se vê muita gente praticando snowboard ou mesmo aquelas caminhadas guiadas na neve, com grampões nos pés. No verão, ainda vale a subida pela vista de Vancouver, especialmente se o dia estiver claro. O acesso é feito através de um bondinho, parecido com aqueles do Rio de Janeiro. Em qualquer época do ano, é possível assistir ao chamado "Theatre in Sky", cinema em alta definição.
Preços e outras informações: http://www.grousemountain.com

3. Capilano Suspension Bridge & Park
Não muito longe da Grouse Mountain, outra atração é conhecer a ponte onde, dizem, foi filmado o primeiro Indiana Jones. Capilano é uma imensa ponte suspensa, a mais antiga do gênero de Vancouver, construída em 1889. Digamos que é desafiador caminhar por uma estreita e instável passagem 69 metros acima do andar do cânion, preso apenas por cordas. A ponte balança pra caramba, especialmente se você não está sozinho nela, mas não exige-se coragem de Indiana Jones para atravessá-la, não.

Além disso, o parque possui o chamado arvorismo contemplativo, o primeiro da América do Norte, você caminha por pontes que ligam árvores a 25 metros de altura. Transporte: Ônibus: 246

4. Canada Place
Talvez eu devesse ter iniciado as dicas por aqui, pois ali há um escritório de turismo em que você obtém mapas e informações, por isso é o melhor lugar para começar o city tour por Vancouver. Além disso, se você caminhar no centro em direção à baia, será o lugar que chamará a sua atenção, pois o prédio parece um "barco a vela gigante". É um centro cultural com salas de convenções.
Transporte: Ônibus 1 ou 5

5. Stanley Park & Vancouver Aquarium
Stanley Park é um parque imenso bem no centro de Vancouver. Foi criado em 1888 e é de frente para o oceano. Possui trilhas para caminhadas, jardins, laguinhos, patos e outros bichos. Uma atração gratuita ali é a coleção de totens no Brockton Point. 
Se for verão, um programa legal é alugar uma bicicleta para percorrê-lo, já que é imenso. Você encontrará onde alugar em lojas ao redor do parque. Também ali está o Vancouver Aquarium, um dos lugares que mais gostei de visitar em Vancouver, com suas belugas, golfinhos e outros animais aquáticos. Aliás, se você olhar séries americanas na TV depois de visitar o Aquarium vai perceber que muitas delas tiveram locações ali. 
Transporte: Se for a pé, é só pegar a direção contrária a de Gastown. Dá pra pegar a Robson St. à esquerda e ir sempre. Ônibus: 23, 35 e 135

6. Visão 360° no Harbour Centre
Na época eu achei caro demais pagar C$15 para olhar a cidade de cima, mas hoje não perderia a chance. Harbour Centre é um dos prédios mais altos da cidade, localizado no centro, entre o Canada Place e o bairro de Gastown. Possui elevador de vidro que leva 45 segundos para chegar ao topo. Lá em cima, você tem uma vista panorâmica de toda área de Vancouver. E o melhor de tudo é que fica pertinho de outras atrações.
Transporte: o prédio localiza-se na 555 West Hastings Street. Eu aconselharia a fazer o passeio em seguida à visita ao Canada Place ou Gastown.

7. Assistir a uma partida de hóquei no BC Place Stadium
Eu diria que é programa quase obrigatório, se você der sorte de estar acontecendo algum jogo do Canucks (time de hóquei de Vancouver) quando estiver lá. O estádio (BC Place) é amplo, confortável e, mesmo no inverno, você não sentirá frio. 


8. Chinese Garden
O jardim já existia quando da minha viagem, mas era pouco divulgado. Mas é a principal atração do bairro de Chinatown (Vancouver tem muitos imigrantes chineses). É possível chegar lá com 15 minutos de caminhada a partir do centro, fica na Carrall St. O jardim é um lugar calmo e muito bonito, onde você esquece por alguns minutos que está em uma metrópole.
Ônibus: 19 ou 22, ou pelo Skytrain, estação Stadium-Chinatown.

9. Mercado de Granville Island
Deixei o mercado de Granvlille Island por último, porque, particularmente, de todas as atrações que listei é que menos gostei, acho que por me lembrar um pouco o mercado público da minha cidade. Chega-se lá em uma viagem curta e baratinha de barco. O trajeto dura cinco minutos. É um lugar para sentar Aproveite para se sentar no deque da cervejaria Granville e tomar uma das melhores geladas da cidade.

Transporte em Vancouver: usar o transporte público na cidade é muito fácil, mas sobre isso falo aqui.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Parque Estadual do Turvo e seu Salto do Yucumã

O Parque Florestal Estadual do Turvo, localizado no município de Derrubadas(RS) foi o primeiro parque criado no Rio Grande do Sul, em março de 1947. Trata-se de um dos mais importantes paraísos ecológicos gaúchos, último reduto de animais como a onça pintada, o puma, o leão baio, a lontra e a jacutinga. O parque é mais conhecido por abrigar o Salto do Yucumã, uma das maiores (senão a maior) queda livre longitudinal do mundo. O salto tem queda longitudinal de 1800m de extensão e entre 12 e 15m de altura.

O parque possui 17.491,40 hectares, representando quase 50% da área total do município de Derrubadas, nos quais estão algumas das matas mais altas do Estado, com árvores de até 30 a 40 metros, últimos exemplares da floresta do Alto Uruguai.

É um lugar que, apesar da distância e dos municípios da região não oferecerem muitos outros atrativos turísticos, vale a pena conhecer, quer pelo salto que é lindo, quer pela possibilidade de, de repente, avistar um animal em extinção.

Importante saber antes de ir
  • O parque funciona de quarta a domingo, das 8h30 às 17h.
  • Após entrada do parque tem uns 15Km de estrada de chão até o salto.
  • Não há lancherias no parque, leve seu lanche se for passar o dia.
  • Junto à área do salto, o parque oferece cabanas com churrasqueiras, mesas, água encanada, pias e banheiros.
  • Não é permitido acampar.
  • A melhor época de visitação é de Novembro a Abril, quando as águas estão mais baixas. Se você for em época de cheias corre o risco de não ver os saltos.

Como ir
A distância de Porto Alegre a Derrubadas é de 466.3 quilômetros, pelo seguinte trajeto:
  • Sair de Porto Alegre pela BR116.
  • Depois pegar a BR-386 (estrada da produção) que passa por Nova Santa Rita, Lajeado e outras cidades.
  • Seguir pela BR-386 até o entroncamento com a BR-158 (após São José das Missões). Isso dá uns 340Km.
  • Seguir pela BR-158 até entroncamento com a RS-472 (após Seberi). Isso dá mais uns 34Km.
  • Seguir pela RS-472 até o entroncamento com a TE-999 (mais ou menos 60Km).

Trilhas do Salto
Trilha 1: trilha curta e fácil que inicia no estacionamento e segue pelo meio da mata até chegar ao leito do rio (cerca de 250 m). Caminhando-se mais 150 metros em meio a pedras de rocha basáltica, chega-se à beira da fenda, onde corre o rio Uruguai.

Trilha 2: trilha também fácil que chega próximo ao início das quedas. A trilha começa ao lado da churrasqueira coberta, desce um pequeno barranco no meio da mata até encontrar o leito do rio (200 m). Para chegar junto às quedas, percorre-se cerca de 60 metros por dentro do rio, o que é recomendável de fazer apenas nas épocas mais secas (novembro a abril).
Fonte: Bem-te-vi Brasil

Curiosidade
Salto do Yucumã em tupi guarani significa "Grande Roncador".

domingo, 31 de outubro de 2010

Fim de tarde no Taim

Algumas vezes, as viagens nos trazem gratas surpresas que não foram planejadas. Retornando do Uruguai pelo Chuí, passamos no final de tarde pela Reserva do Taim e captamos o momento da foto ao lado.

Até onde sei não existe um roteiro de visita turística ecológica à reserva, pois o objetivo principal é proteger o ecossistema e estudá-lo. Mas se você desacelerar e parar no acostamento (não existem muitos pontos de parada e, em tese, a velocidade máxima é de 60Km, embora poucos respeitem), vai conseguir ver capivaras, muitas aves, tartarugas e, quem sabe, até jacarés.

sábado, 16 de outubro de 2010

Dia e noite em Cabo Polônio

Amigos sempre nos diziam que Cabo Polônio era um lugar único. Depois da visita, tendo a concordar com a afirmação. Talvez não seja um lugar único, mas é um dos poucos lugares em que você consegue ficar quase  afastado da civilização. Mas chega a ser um lugar onde você fica sem comunicação ou sem nenhuma espécie de energia elétrica. Consegue-se relativo conforto e até banho quente. Aí vão as dicas pra quem quiser ser aventurar.

Como chegar
Você não vai a Cabo Polônio com seu carro, a menos que ele seja uma caminhonete 4x4. Existem duas opções de acesso:

1) Por Valizas: Você deve deixar o carro na Barra de Valizas, senão a caminhada é maior. Não há estacionamento pago e coberto, mas fora de temporada você consegue deixar o carro em uma das vagas próximas da praia. Dali nos disseram que são cerca de 8Km de caminhada pela praia, mas olhando parece mais.

Lembre-se que, durante essa caminhada, você passará por praias desertas, sem nenhuma estrutura de apoio.

2) Com veículos próprios: Existe um ponto facilmente visível na estrada de onde saem os caminhões de transporte para Cabo Polônio. O valor do transporte fica em torno de R$ 15 (ida e volta). Existem horários fixos fora da temporada. O último sai às 19h30min. Para retornar, os horários fixos são às 6h, às 11h, às 14h, às 16h, às 18h e às 20h. No entanto, se existem passageiros, os caminhões saem conforme vão se preenchendo. No verão, com certeza eles são mais frequentes.

São 7Km pelo areal, com direito a muitos solavancos. Você pode fazer esse trajeto a pé também, mas não deve ser nada fácil caminhar 7Km por dunas e areia fofa. Não recomendo. Depois, o veículo anda mais uns 2Km pela praia até chegar no que se chama de vila de Cabo Polônio, onde é o ponto final. O trajeto completo dura entre 20-30 minutos.

Você pode deixar o carro no estacionamento improvisado em torno desse local onde se pega o transporte. Não dá pra dizer que ele será vigiado, mas como é na entrada de um parque, pelo menos há guardas florestais durante a noite e bastante movimento durante o dia. Como o Uruguai ainda é um lugar tranquilo em relação a furto de automóvel, creio que dá pra confiar.

Infra-estrutura
Esse é o ponto que gera mais curiosidade em quem pretende ir a Cabo Polônio. Primeiro: há telefone. Os públicos são de ondas curtas, movidos a energia solar. Raridade. Mas fique calmo, porque há sinal de  celular.

Não há energia elétrica pública, exceto no farol. Observamos que os moradores, pousadas e restaurantes possuem algum tipo de energia: solar, eólica ou geradores. Obviamente, os geradores são ligados no final da tarde e desligados em torno das 10h30min da noite, fora da temporada. Não sei dizer se no verão ficam até mais tarde.

As pousadas são simples. Ficamos no que dizem ser a melhor delas, a La Perla del Cabo, fone (598) 470. 5125, e Mariemar, fone (598) 470.5164 A diária saiu R$ 80 para o casal, em um quarto pequeno, mas bem limpo, com banheiro privativo, banho bem quente e café da manhã. O único problema é que o vaso sanitário não tinha tampa, o que para nós, mulheres, é um problema. A pousada também tem uma localização excelente: a beira-mar e próxima ao farol e ao ponto de observação dos lobos-marinhos.

Nas pousadas, normalmente se serve janta (a parte), mas comer não me pareceu um problema. Há alguns restaurantes improvisados, que servem peixes, massas e até omelete de algas.

Existem outras pousadas mais econômicas, um hostel e também é possível ficar em casas de moradores locais, dizem que se consegue até preços de US$ 10 nessas acomodações mais simples.

Não há muito o que fazer de noite. Na nossa pousada, ao desligar o gerador, exatamente às 10h30min da noite, reinava o silêncio absoluto.

Venta muito à tarde e o vento é frio. Fomos em outubro e precisei de blusão de lã e casaco. Pra caminhar e aproveitar a praia, o melhor mesmo parece ser o período da manhã.

O que fazer em Cabo Polônio
1) Visite o farol. Você pode subir os 132 degraus e avistar o povoado inteiro, pagando R$ 1,50. A vista é linda.

2) Caminhe pelo povoado. É uma sensação única, pois não há ruas ou pátios de residências próprios. Você caminha por onde quer, seguindo apenas sua orientação e desviando das galinhas e pássaros do caminho. Aliás, quase fomos atacados por um casal de quero-queros que cuidava do seu ninho, supostamente enterrado no chão por onde estávamos passando.

3) Caminhe pela praia deserta até as dunas. Não é uma caminhada muito longa e Cabo Polônio ainda é dos poucos lugares em que você consegue subir nelas e ficar de bobeira apreciando a vista em total silêncio e privacidade.
4) Se estiver quente o suficiente, curta a praia sem ser incomodado por NENHUM vendedor.

5) Para quem gosta, é possível surfar em Cabo Polônio.

6) Observe os lobos marinhos. Eles ficam nas pedras próximas ao farol e também em três pequenas ilhas que se avista dali.

7) Passe uma noite em Cabo Polônio. Saímos para a rua em torno da meia-noite para observar as estrelas. O céu é muito, mas muito diferente do céu da cidade. A única luz disponível nesse horário é a que vem do farol. Uma experiência diferente de tudo o que você está acostumado.

    sexta-feira, 8 de outubro de 2010

    4 horas em Curitiba

    Se você tiver apenas quatro horas em Curitiba um dos lugares mais interessantes pra se visitar é o Jardim Botânico. O lugar é lindíssimo e muito bem cuidado. Além disso, não há custo para visitação.

    No nosso caso, tínhamos um intervalo entre uma conexão e outra de aproximadamente quatro horas. Como o aeroporto de Curitiba é em São José dos Pinhais, ficaria um pouco caro pegar táxi para ir até o Jardim e retornar ao aeroporto (dá mais ou menos uns R$ 80 por trecho).

    Porém, existe um serviço de micro-ônibus que sai do aeroporto e passa por alguns pontos no centro de Curitiba. O valor da passagem é R$ 8 e a viagem dura em torno de 30 minutos. Além disso, em dias úteis, o intervalo a cada viagem é de 20 minutos. E ele é bastante pontual.

    Descemos na primeira parada, a rodoviária. Lá facilmente encontramos um táxi que nos levasse até o Jardim Botânico por menos de R$ 10.

    Para retornar ao aeoroporto, tomamos novamente um táxi no Jardim, mas pedimos para que nos levasse ao Shopping Estação que é o último ponto do micro-ônibus antes de retornar ao aeroporto. É um shopping bem bonitinho, construído em uma antiga estação de trem. Ainda deu tempo de uma visita relâmpago nele. Igualmente gastamos uns R$ 10.

    Como já disse o lugar é lindo. Os gramados e flores são muito bem cuidados. A construção que aparece nos cartões-postais de Curitiba é uma estufa, que abriga plantas da floresta atlântica brasileira.

    Além disso, o Jardim Botânico conta com um espaço bem interessante chamado de "Jardim das Sensações", lago, um espaço para exposições, quadras esportivas e um velódromo.

    Com relação ao Jardim das Sensações cabe um comentário: é uma trilha de 200 metros de extensão que você pode percorrer de olhos vendados, sentindo as plantas com as mãos, e aspirando seu perfume. Mesmo que não queira vendar os olhos, o lugar oferece uma sensação de calma e paz raras na cidade grande.

    Visitas: diariamente, das 6 h às 21 h (no verão) e das 7 h às 20 h (no inverno).

    domingo, 3 de outubro de 2010

    Os últimos passeios em Foz

    Pra terminar os posts sobre Foz, seguem outros passeios que você pode aproveitar para fazer por lá.

    Parque das Aves
    Este parque privado fica em frente ao Parque Nacional das Cataratas. Você pega o mesmo ônibus para chegar lá (Aeroporto-Parque Nacional). A diferença é que deve descer na penúltima parada.

    Lá são encontradas aves tropicais coloridas que voam em amplos viveiros integrados à floresta. Os visitantes têm a oportunidade de entrar nesses viveiros para conhecer de perto a vida das aves. Além delas, há jacarés, sucuris, jibóias, sagüis e borboletas.

    Site Oficial: http://www.parquedasaves.com.br/v2/br.htm

    Mesquita Muçulmana
    Para quem se interessa por conhecer uma cultura diferente, faça uma visita à mesquita. É recomendável que você agende antes, para receber explicações e ter uma visita completa. Nós fomos num sábado pela manhã e só conseguimos ver o templo, que é belíssimo e tirar algumas fotos. Se você passa por perto à noite, a iluminação dele, inclusive, chama a atenção. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 9h às 18h.

    Para chegar lá, Você pode pegar no Terminal Central qualquer ônibus onde esteja escrito "Ponte de Amizade" ou "Conjunto C" e descer na primeira parada após o Supermercado Big. Siga pela rua do Big por umas três quadras, vire à esquerda e depois a direita e você estará no templo.

    Templo Budista
    Não chegamos a visitá-lo, pois é um pouco afastado da cidade, mas nos aconselharam a ir de táxi ou pelo menos ir com a linha de ônibus "Porto Belo" até a Vila Porto Belo e depois pegar um táxi, já que a vizinhança não parece ser muito amistosa. O templo fica aberto à visitação de terça à domingo das 9h às 17h (domingo fecha mais cedo).

    Marco das Três Fronteiras
    Você pode visitar o marco tanto no lado brasileiro, como no lado argentino. Fomos aconselhados a visitar pelo lado argentino, que dá uma melhor visão dos três marcos: o brasileiro, o paraguaio e o próprio argentino. Mas depois visitamos também o brasileiro e não achei muita diferença. Na foto ao lado, você vê o marco brasileiro e lá, bem ao fundo, o argentino. O paraguaio está escondido à direita na foto.

    Você pode aproveitar para visitar o marco argentino quando for visitar o lado argentino das cataratas. Se estiver de carro, entre na cidade de Porto Iguaçu e peça indicações. Se estiver de ônibus, igualmente, peça indicações na rodoviária, pois você precisará pegar um ônibus local. O ônibus que vem do Brasil não passa por lá.


    Para visitar o marco do lado brasileiro, você pode pegar no Terminal de Transporte Urbano (TTU) o ônibus "Porto Meira" e descer no final do ponto. Ainda terá que caminhar um pouquinho, peça informações ao cobrador.

    O lugar é meio ermo, não vá à noite. Na volta ainda tivemos que andar um pouco mais para pegar um ônibus que passa mais frequentemente, pois fomos avisados alguns ônibus só vão até esse ponto do marco se tiver gente para desembarcar ali.

    Passeio de Helicóptero
    Esse é para os mais afortunados, pois o passeio é curto e caro, mas deve ser muito bonito. Você verá as cataratas pelo lado de cima. A partida do passeio fica bem em frente ao Parque das Aves. Se for de ônibus desça na mesma parada.

    Para terminar, quero responder à dúvida da Paula que postou um comentário aqui dias atrás, sobre a facilidade ou não de ir de carro para o lado argentino.

    Você consegue chegar de carro até o parque, não é difícil, mas dentro do parque não consegue circular com ele. Terá que deixar no estacionamento antes da entrada.

    As indicações são claras, basta seguir a placa que indica a Argentina na Rodovia das Cataratas. Siga sempre por aquela estrada e preste atenção às placas.

    domingo, 26 de setembro de 2010

    Compras no Paraguai

    Garimpei algumas dicas sobre compras no Paraguai, para quem quiser aproveitar a viagem em Foz para umas comprinhas.

    1) Não é necessário contratar um serviço de táxi ou de transporte privado para ir às compras em Ciudad del Leste, no Paraguai. Existe um ônibus que passa seguidamente, ao custo de R$ 3,30 a passagem. Não tente compará-lo com o ônibus que vai para a Argentina, por favor.

    Esse ônibus não pára no TTU (o terminal central de Foz). Então, você pode pegá-lo em frente ao Mac Donalds da Av. Jorge Schimmelpfeng (que é uma continuação da Av. das Cataratas) ou na Av. Juscelino Kubitschek. É importante pegar este ônibus e não outro, porque este cruza a Ponte da Amizade. O final da linha é logo depois da fronteira. Fomos desaconselhados a cruzar a ponte a pé, muito embora seja mais rápido.

    2) Evite ir a Ciudad del Leste nas quartas, sábados e feriados, dias reconhecidos como pertencentes aos sacoleiros. Fomos em uma segunda-feira e foi relativamente tranquilo, se é que Ciudad del Leste pode ser considerada tranquila.

    3) Optamos por não levar máquina fotográfica. A confusão é grande e você pode facilmente perdê-la ou sofrer um furto.

    4) Cuide do que vai comer. Vende-se churrasquinho, frutas e toda espécie de coisa pelas ruas. Eu não arriscaria. Como já comentei em outro post, encontramos um Burguer King barato e limpinho lá. Também há restaurantes com um aspecto bem limpo, normalmente nos chamados shoppings, que nada mais são do que galerias de lojas. Dizer shopping seria forçar um pouco.

    5) Você pode comprar seus produtos em lojas de departamentos, como a Monalisa e também nos camelôs ou nas galerias. Eu não compraria eletrônicos de camelôs, procuraria comprar em lojas de certo nome. O mesmo vale para perfumes e bebidas. Você encontra bons preços de eletrônicos, mesmo em lojas. Já para perfumes e cosméticos, o preço basicamente é o mesmo do free shop de Porto Iguaçu na Argentina.

    6) A cota atual ou limite de isenção é de US$300 e só pode ser usado uma vez a cada 30 dias.

    7) Os preços são sempre em dólares, mas lojas e camelôs aceitam reais.

    8) Em geral as lojas abrem às 7h e fecham por volta das 17h.

    9) Uma última dica: tenha paciência. O lugar é caótico, o trânsito é resolvido no grito, quase não há espaço nas calçadas para caminhar e você será assediado por vendedores ambulantes a cada passo que der nas ruas. Eles chegam a acompanhar você por quadras (aliás, tivemos que entrar numa galeria pra fugir de um). É muito pior do que qualquer lugar de comércio que você já tenha ido. Então, esteja preparado.

    10) Pra finalizar: observe um pouco a sua volta e você verá cenas engraçadas. A primeira foi uma ambulante que andava com um cesto de maçãs na cabeça e sua bolsa da grife Dolce Gabbana a tiracolo. A segunda foi a resposta de uma vendedora que pediu pra trocar uma nota de 10 dólares que havíamos dado em pagamento. Quando perguntamos se a nota era falsa, ela respondeu: "amigo, você está no Paraguai. Aqui não importa se é falso ou verdadeiro".

    domingo, 19 de setembro de 2010

    Passeios em Itaipu

    A maioria das pessoas que visita Itaipu faz apenas o passeio panorâmico. Se você nunca fez é interessante fazê-lo ao menos uma vez para conhecer a usina, mas o passeio não é muito bonito, nem empolgante, a menos que o vertedouro esteja aberto. O vertedouro é a estrutura mais conhecida da usina, por onde é escoada a água em excesso que chega ao reservatório durante o período de chuvas. Normalmente é o que aparece nas fotos e vídeos que você encontra de Itaipu. O que pouca gente sabe é que ele fica fechado 90% do tempo. Só é aberto em época de cheia. Então, esqueça aquelas imagens de água vertendo numa imensa onda, porque será exceção você ver essa imagem. Ainda, assim, descrevo os passeios que fizemos em Itaipu, pois alguns deles são bem legais.

    Como chegar:
    A alternativa mais barata é o transporte público. O ônibus que chega à usina é o "Conjunto C" (tanto faz se norte ou sul) que você pega no TTU, o terminal integrado. A linha é meio demorada, especialmente à noite. Descobrimos, inclusive, que depois de determinado horário a linha dificilmente chega até ao ponto de ônibus da usina, quer dizer, faz a volta antes. O conselho se fizer algum dos passeios noturnos é cuidar para pegar o ônibus que passa mais ou menos às 21h20min. Quando tem iluminação noturna (sextas e sábados), ele passa no ponto e chega incrivelmente rápido no centro.

    Se não quiser confiar no ônibus, é melhor marcar com algum motorista de táxi antes. Não existe ponto de táxi na usina e os motoristas não vão até lá esperar passageiro.

    Um táxi do centro até Itaipu deve sair em torno de R$ 40 (preços de agosto de 2010).

    Os passeios:

    Visita Panorâmica: A visita tem cerca de 1h30min de duração e costuma haver saídas de hora em hora. Primeiro, assistimos a um vídeo institucional de 20 minutos. Depois, embarcamos em um ônibus de 2 andares, daqueles em que a parte de cima é aberta. A visita tem duas paradas para observação: a primeira na represa, a segunda no lago. Como já falei acima, é uma visita interessante, mas não chega a empolgar.

    Na foto ao lado você observa as unidades geradoras de energia. Por cada cano branco daqueles passa 700 mil litros de água por segundo que movimentam as turbinas da usina.

    Iluminação da Barragem: Ocorre apenas nas sextas e sábados às 20h (21h no horário de verão). Subimos no mesmo ônibus de dois andares da visita panorâmica. Um detalhe importante: se for inverno e você optar por ir no andar superior, leve casaco. Venta muito com o ônibus em movimento e você não conseguirá aproveitar o passeio se estiver com muito frio. Somos levados até a barragem para observar o espetáculo das luzes. Assistimos a um vídeo e depois disso, ao som de uma música, a iluminação vai sendo acesa. Quando a música termina, a barragem está totalmente iluminada. Bonitinho, mas eu esperava mais.

    Depois disso, voltamos para o ônibus e ele dá mais uma volta pela usina para observar mais de perto a iluminação. O roteiro é semelhante ao da visita panorâmica, mas um pouco mais curto. Todo o passeio leva cerca de 1h.


    Refúgio Bela Vista: Foi o passeio que mais gostei em Itaipu. O refúgio foi criado nos anos 70 para receber os animais “desalojados” pela construção da usina. Ali hoje, Itaipu pesquisa a produção de mudas florestais, plantas medicinais, a reprodução de animais silvestres em cativeiro e a recuperação de áreas degradadas.

    O que vemos no passeio na verdade é uma pequena parte do refúgio, já que os animais estão soltos por uma área de mais de  1.000 hectares. O passeio sai da sede de Itaipu em um veículo similar a um trenzinho que sacode pra caramba quando entra nas ruas com calçamento. Mas faz parte da diversão.

    Quando chegamos à sede do refúgio a primeira coisa que chama a atenção é o telhado das construções. Ele é inclinado e todo coberto com grama. Isso porque é muito quente em Foz no verão e pesquisas demonstram que cobrir o telhado com vegetação ajuda a diminuir a temperatura no interior das construções.

    Acompanhados por uma bióloga vamos percorrendo a trilha dos animais, onde vemos uma amostra dos animais que vivem nos 1000 hectares do refúgio. Na realidade, os animais que estão ali já são velhos ou possuem algum probleminha que tornaria a vida deles soltos pela mata inviável. Por este motivo eles são cuidados e podem ser observados ao longo da trilha. Eles não ficam em jaulas, ficam em espaços bem maiores do que ficariam em um zoológico. Encontramos uma jaguatirica, corujas, um casal de furões, aves, jacarés, um tamanduá, macacos, um veado, 2 onças, entre outros animais. A ideia do refúgio é que eles sejam observados, mas sem domesticá-los, para que não percam seus instintos naturais, pois alguns deles serão novamente soltos quando tiverem condições de caçar.

    O passeio dura cerca de 2h30min e agrada bastante tanto as crianças como adultos que gostam do contato com a natureza.


    Pólo astronômico: Este é um passeio novo e não é exatamente turístico, mas pra quem não está acostumado a frequentar lugares do tipo é uma excelente opção para ter um contato inicial com astronomia. O lugar reúne planetário e observatório astronômico e, neste passeio, você tem a oportunidade tanto de assistir a uma sessão de planetário, quanto de olhar em um telescópio. O mais interessante é fazer o passeio noturno, que inicia às 19h (no inverno) e tem cerca de 2h de duração (no nosso caso foram 2h30min).

    A noite em que fomos não estava muito propícia para observação, pois era lua cheia e o céu não estava muito limpo. O melhor período para observar planetas é quando a lua não está tão brilhante no céu. No início da noite seria em períodos de lua crescente. Mesmo assim, fizemos algumas atividades:

    1) Assistimos um vídeo sobre a história da astronomia.
    2) Fizemos uma observação do céu a olho nu, à noite, deitados em cadeiras de praia, com algumas explicações sobre as estrelas e astros que víamos.
    3) Cada membro do grupo pôde observar a lua no telescópio (naquela data não era possível observar os planetas).
    4) Assistimos à sessão do planetário, segundo explicações, um dos poucos programas adaptados para o céu brasileiro existentes.

    Gostei do passeio, as explicações foram muito bacanas e geraram um conhecimento que não se perde. Uma pena não termos pegado uma noite mais propícia.

    Para valores das entradas, descontos e isenções, consulte o site www.turismoitaipu.com.br. O Ecomuseu estava fechado durante a nossa visita, por este motivo não falamos nada sobre ele.

    sexta-feira, 10 de setembro de 2010

    As Cataratas do Iguaçu - lado argentino

    Você só fará uma visita completa as Cataratas do Iguaçu se visitar o lado argentino. Posso dizer isso com convicção, pois na primeira vez em que estive lá, há cerca de 10 anos, visitei apenas o lado brasileiro. Achei a visão linda, mas o que me impressionou mesmo foi quando cheguei pertinho da Garganta do Diabo, no lado argentino desta segunda vez. A trilha argentina faz com que você veja a Garganta do lado de cima e ali você consegue ter a noção exata da quantidade de água que cai. E é muita, como se pode observar na foto ao lado.

    Mas vamos do início. Para chegar ao lado argentino, você pode contratar algum passeio em Foz ou optar pelo ônibus de linha. A vantagem de optar pelo passeio particular é que você não precisa se preocupar com nada: não precisa trocar reais por pesos, não precisa descer na fronteira para fazer a entrada na Argentina, não precisa trocar de ônibus e ainda tem a vantagem de ser acompanhado por um guia que sabe das manhas para não ser atropelado por milhões de pessoas e pegar as melhores fotos. Fizemos o nosso passeio com o Roberto (e-mail: crsmaha@hotmail.com). Ele leva apenas grupos pequenos de até 6 pessoas e faz o passeio completo: Parque das Cataratas argentino, Porto Iguaçu com o marco das 3 fronteiras e, ainda, parada no Free Shop de Porto Iguaçu na volta.

    Se optar pelo ônibus de linha e você estiver hospedado em um dos hotéis da Av. das Cataratas, pode pegá-lo ali. O ônibus também passa pela Av. Juscelino Kubitschek, aquela que fica próxima ao TTU. O conforto nem se compara ao ônibus que vai para o Paraguai. Tem ar condicionado, poltronas confortáveis e até balinha oferecida pelo motorista. Ele passa de 30 em 30 minutos e você precisa cuidar apenas o último horário de retorno que é às 18h30min. Vai precisar também descer na fronteira e levar sua carteira de identidade original e sem rasuras ou passaporte. Não vale carteira de motorista, nem aquelas carteiras de conselhos profissionais, como da OAB. O custo em agosto de 2010 era de R$ 3,00.

    Esse ônibus lhe deixa na estação rodoviária de Porto Iguaçu. Lá mesmo, você pega outro ônibus que vai direto ao parque. Esse ônibus passa em intervalos de 15 minutos. É importante trocar reais por pesos quando chegar a Porto Iguaçu ou antes de sair de Foz, pois não são aceitos reais para pagamento da entrada do parque. Dentro do parque, nas lanchonetes, são amplamente aceitos.

    Dentro do parque argentino, a locomoção é feita através de um trem. São três estações: Cataratas, Central e Garganta. Aconselho a pegar o trem na Estação Central. É mais rápido caminhar pela trilha que leva até esta estação do que esperar para pegar o trem na estação Cataratas e descer na Central. São cerca de 700m e você caminha por uma trilha com calçamento que passa no meio de um bosque.

    Conselho que para nós deu muito certo: vá primeiro na Trilha da Garganta do Diabo. Pegue o trem na Estação Central e procure ser dos primeiros a descer. Se não for dos primeiros, é mais negócio esperar uns 15 minutos no bar antes de entrar na trilha. Como conseguimos descer primeiro e somos rápidos, conseguimos boas fotos. Depois da descida do trem, você vai precisar caminhar cerca de 1Km pela trilha até a Garganta. A trilha é toda em passarela suspensa com estrutura de metal. O chão é todo "furado".

    O parque todo é muito bonito e todas as trilhas oferecem bonitas visões sob diferentes ângulos, mas a Garganta realmente impressiona pelo volume de água. A água é tanta que, dependendo do volume, forma uma névoa que torna difícil enxergar lá embaixo.

    De volta ao trenzinho e desembarcando na estação central, você pode percorrer as outras duas trilhas que não exigem barco: o Circuito Superior e o Circuito Inferior. Como o nome diz, a primeira é um circuito que vai passando por diversos saltos, todos pelo seu lado superior. A segunda, que possui várias escadas, vai passando por vários saltos pelo seu lado inferior. Essa trilha também leva até o passeio de barco que chega pertinho das quedas. Esse passeio também é oferecido no Brasil, mas dizem que o passeio argentino é mais emocionante. O meu atual estado de saúde não me permitiu fazer esse passeio (ele tem algumas restrições, como grávidas e cardíacos, porém, é liberado para crianças de qualquer idade), mas o Juliano fez e adorou.

    As outras três trilhas do parque são na Isla San Martin que é uma ilha dentro do próprio parque. No entanto, o acesso se dá apenas por barco (sem custo) a partir da trilha do circuito inferior. Esse barco se toma no mesmo local das saídas para o passeio do Macuco. O trajeto é curtinho, mas tem um porém: a ilha passa a maior parte do tempo fechada. Se as águas sobem um pouco, eles já fecham. Nós não conseguimos fazer essas trilhas por isso. E o pior é que não tem um aviso bem visível na entrada do parque alertando sobre isso.


    Dicas Finais:

    • Conselho importantíssimo: chegue cedo ao parque, de preferência antes das excursões se quiser aproveitar e tirar boas fotos. O parque argentino é bem mais movimentado que o brasileiro.
    • Às mulheres: Nem pense em usar qualquer coisa de salto que você não vai conseguir andar nas passarelas. Elas são parecidas com a foto ao lado.
    • É proibido alimentar os quatis e você deve tomar muito cuidado para se alimentar ao ar livre, na presença deles. Vi um quati pular em uma senhora para roubar sua empanada e um grupo de quatis roubarem um pacote de salgadinho. Apesar da cena engraçada isso é um perigo para os bichinhos: além de não ser o tipo de alimentação mais recomendada para estes animais, eles se tornam obesos e  ficam sem forças para fugir dos predadores naturais.

    domingo, 5 de setembro de 2010

    Trilha do Poço Preto no Parque das Cataratas

    Ainda no lado brasileiro do Parque Nacional das Cataratas há um passeio relativamente leve e bastante interessante de ser feito para quem gosta de apreciar a natureza: a Trilha do Poço Preto.

    O início do passeio é na primeira parada do ônibus que circula por dentro do Parque Nacional brasileiro. O ingresso é a parte e ele só pode ser feito com guia. Primeiramente, percorrem-se 9Km de trilha por dentro da mata até o Rio Iguaçu. Essa trilha pode ser percorrida a pé ou de bicicleta (fornecida por eles) e é bem leve,
    quase que totalmente plana ou com descida. Existe uma pequena subida de pouco mais de 1 Km apenas lá pelo Km 5.

    Optamos por percorrer de bicicleta e não nos arrependemos. A trilha é na verdade uma estradinha de chão e o passeio de bicicleta foi mais divertido do que caminhar 9Km. Além do mais, caminhando levaríamos quase 2 horas, enquanto de bicicleta, levamos 1 hora e 15 minutos. E fomos devagar.

    No final dessa trilha, embarcamos num pequeno barco para um passeio pelo alto do rio Iguaçu, passando pelo Arquipélago das Taquaras. Não  gosto muito de passeios de barco, pois enjoo bastante, mas esse foi ótimo. O rio nesse ponto é calmo e nesse dia, pela ausência de vento, estava ainda melhor. Conseguimos observar vários pássaros e jacarés (foto ao lado). Descobrimos, ainda, porque a trilha tem esse nome. De barco, alcançamos um ponto chamado de Poço Preto, um buraco redondo, na verdade uma falha geológica, mas que parece um poço mesmo dentro do rio, com 27m de profundidade e que torna a água naquele ponto mais escura.

    Depois disso, o passeio oferece ainda a possibilidade de você remar num caiaque por cerca de uns 800m (acho) no Rio Iguaçu, até o ponto em que o barco atraca. Não se preocupe, pois o barco e o guia permanecem por perto durante todo o tempo. Por fim, atracamos no ponto da Trilha das Bananeiras e percorremos mais uns 1.200m na mata até o ponto do ônibus.

    Ficamos sabendo que ali que, embora improvável, é possível, inclusive, avistar onças. Um grupo que passou por ali dias antes viu uma dupla. Os biólogos dizem que são irmãos e que um deles está com algum tipo de problema físico, de modo que o outro de certo modo o protege, o que é incomum com onças, que são animais solitários.

    Nosso guia nos dá ainda um conselho caso nos deparemos com uma: jamais correr, pois o animal está acostumado a perseguir a presa em movimento, é nessa situação que ele é melhor. O conselho é ficar parado com os braços para cima, para parecermos maiores e gritar. A onça não reconhecerá os gritos como os de nenhum animal a que ela está acostumada e provavelmente fugirá.

    De bicicleta, o passeio todo durou pouco menos de 3h. Se fosse a pé duraria mais de 4h, segundo o guia. Enfim, é uma atividade interessante, divertida, e, sem ser nada radical, ainda agrega conhecimento sobre a natureza.

    segunda-feira, 30 de agosto de 2010

    As Cataratas do Iguaçu - lado brasileiro

    Questão polêmica é qual o lado das cataratas deve ser visitado: o brasileiro ou o argentino? Sabe-se que a maior quantidade de saltos pertence a Argentina, mas o Brasil gaba-se de oferecer a melhor visão. Discordo em parte dessa visão. Realmente, para fotos panorâmicas, o lado brasileiro é melhor. Mas o lado argentino é belíssimo também e oferece as melhores trilhas. Então, se tiver a oportunidade, visite os dois lados.

    Para chegar ao Parque Nacional das Cataratas de ônibus, você deve tomar a linha "Parque Nacional/Aeroporto". O parque é o ponto final da linha de ônibus. Se você optar por ir de carro, terá que deixá-lo no estacionamento da entrada do parque e ainda pagar um adicional ao preço do ingresso pelo estacionamento. O valor do ingresso em agosto de 2010 é de R$ 22 para brasileiros.

    O meio de transporte utilizado no parque é um ônibus de dois andares. Ele aparece de 15 em 15 minutos ou até menos, basta ele estar lotado ou quase lotado. Para fazer a trilha das cataratas você deve descer na terceira parada. Quem não quiser caminhar e preferir diretamente a visão da Garganta do Diabo deve descer na quarta parada. A grande maioria das pessoas desce na terceira parada, percorre a trilha e pega o ônibus na quarta para voltar, não retornando pela trilha. Como gostamos de caminhar, preferimos ir e voltar. Não é uma caminhada longa, mas há uma placa avisando logo na entrada que são 504 degraus. Não contei, mas achei a estimativa um pouco exagerada. Se são mesmo 504, não senti, pois na maioria das vezes, os degraus são espaçados.

    A trilha das cataratas brasileiras é bem fácil de ser percorrida. O caminho todo é semelhante a foto ao lado. A maior dificuldade para algumas pessoas são os degraus mesmo. Mas vi gente de bengala e, inclusive, uma mulher com um bebê de colo que não deveria ter mais de dois meses.

    O ponto alto é perto do final da trilha, quando você passa por uma passarela e chega pertinho das quedas (foto ao lado). Você vai precisar de capa de chuva, pois respinga bastante água e ela é bem gelada. Quem for no verão, talvez dispense a capa para se refrescar.

    Depois desse ponto em que se chega pertinho das quedas, continuando pela trilha, você chegará perto de um elevador panorâmico. Nesse ponto, você fica tão pertinho da queda que é possível tocá-la, se esticar o braço. O elevador é bacana também, mas se a fila estiver muito grande você não vai perder muito se dispensá-lo. A vantagem é que saindo do elevador você também está no final da trilha, o que, para quem estiver cansado de caminhar pode ser uma boa pedida.

    No final da trilha, há banheiros e uma praça de alimentação, com lanchonete e restaurante. Os preços não são exatamente baratos, mas também não são absurdos. Você pode preferir levar o seu lanche e fazer um piquenique, mas terá que cuidar os quatis. Eles realmente pulam no seu colo e roubam a comida. No dia em que fomos no parque brasileiro, eles se esconderam de nós, mas no lado argentino vimos muitos.

    Caminhando na volta, fomos brindados com o animalzinho da foto ao lado. Não sabemos ao certo se é um esquilo, pois foi o único similar que vimos por lá, mas parece ser.

    quinta-feira, 26 de agosto de 2010

    Foz do Iguaçu

    Fizemos uma viagem de seis dias por Foz do Iguaçu. Voltamos com várias dicas que pretendo compartilhar nos próximos posts. Espero que sejam úteis e que ajudem outras pessoas a não passarem por alguns dos nossos percalços.

    Como chegar:
    Existem basicamente duas opções: avião ou ônibus. TAM e Gol oferecem vários voos, quase todos com conexão em Curitiba ou São Paulo. A Trip tem dois voos diários e diretos Porto Alegre-Foz do Iguaçu. Conseguimos passagens promocionais na TAM, com conexão em Curitiba. Perderam a nossa bagagem, que foi encontrada no dia seguinte. A melhor parte foi a piada da moça que aceitou nosso formulário de reclamação. Caso não encontrassem a bagagem depois de 24 horas, receberíamos uma ajuda emergencial de R$ 50 para comprar roupas para duas pessoas para passar uma semana em Foz. Achei melhor acreditar que era piada para não estragar a viagem.

    Na outra vez fui de ônibus de linha. A Unesul opera o trajeto Porto Alegre-Foz e tem um horário que possui ônibus leito (se for sexta-feira ou véspera de feriado). A viagem dura umas 14 horas.


    Onde ficar:
    Os melhores hotéis ficam na Av. das Cataratas, entre o aeroporto e o centro de Foz. Existe também um albergue que fica em uma rua perpendicular a Av. das Cataratas. Ficamos no Viale, localizado a 8 km do aeroporto e a uns 3,5km do centro. E ele é um dos mais próximos do centro. Existem outros: Carimã, Bourbon, Panorama, San Juan, só para citar alguns. O hotel era muito bom, mas como na maioria dos hotéis lá, você encontrará algumas dificuldades. Por exemplo, para ir jantar no centro, terá que tomar um táxi ou o ônibus. Os taxistas cobram em torno de R$ 10 para percorrer os 3Km até o centro. A outra opção é tomar um chá de banco esperando o ônibus. Existe a opção de jantar no hotel, mas os preços são bem salgados.

    No centro, existe o Continental Inn, que é bem próximo da avenida principal, o Rafain e o Bella Italia.

    Transporte em Foz do Iguaçu:
    Todos os atrativos ficam distantes uns dos outros, então você vai precisar de transporte, seja ele público ou não. Se optar por táxi, saiba que os taxistas em Foz não sabem o que é taxímetro. Eles combinam com você o preço antes da corrida. Comparados com os preços de táxi em Porto Alegre são bastante caros. Na chegada, nos cobraram R$ 30 para percorrer cerca de 8Km entre o aeroporto e o nosso hotel, em período de bandeira 1.

    O transporte público também não é dos melhores. A maioria dos ônibus tem apenas bancos de um lugar ao invés dos de dois lugares que estamos acostumados. Imagino que seja para que caibam mais pessoas em pé. Durante o dia, o tempo médio de espera é de 20 minutos, mas a partir das 7 da noite é terrível. Você pode esperar até uns 45 minutos na parada/ponto de ônibus. O valor da passagem é baixo (R$ 2,20 em agosto/2010). A boa notícia é que é possível fazer todos os passeios de ônibus.

    Para ir ao Paraguai e ao lado argentino das cataratas também existem ônibus, estes com horários bem mais previsíveis do que os de Foz. Os que vão para o Paraguai são bem frequentes. Sobre eles, falo quando mencionar os passeios.

    Se você escolheu um hotel que fica na Av. das Cataratas e chegou através do aeroporto, é fácil chegar nele de ônibus, pasta pegar, no aeroporto, a linha Aeroporto/Parque Nacional no sentido "TTU-Centro" (isso fica escrito na frente). Diga o nome do hotel para o cobrador e peça para ele lhe avisar quando chegar.

    Comer em Foz:
    A comida é cara em comparação a Porto Alegre. Aliás, com exceção do transporte público, achei Foz uma cidade cara, até mesmo para tomar sorvete. Disseram-nos que, para jantar, os restaurantes de Porto Iguaçu (na Argentina) são melhores, mas não experimentamos. Realmente a aparência deles é melhor, mas não dá pra cruzar a fronteira só pra jantar. E por incrível que pareça o Burguer King de Cidade de Leste tinha o banheiro público mais limpo que encontrei por lá. Aliás, os preços do Burguer King do Paraguai são em média 30% mais baratos que os nossos.

    Dicas para os passeios (os links serão completados nos próximos dias):
    Compras no Paraguai
    Cataratas do Iguaçu (lado brasileiro)
    Trilha do Poço Preto
    Cataratas do Iguaçu (lado argentino)
    Passeios em Itaipu

    Outros passeios

    sábado, 14 de agosto de 2010

    2 dias em Maceió

    Normalmente é mais vantajoso viajar ao nordeste através de algum pacote turístico que, via de regra é de 7 dias. Só as passagens saem mais caras que esses pacotes se você quiser viajar por conta própria. Em algumas situações, no entanto, essas minhas dicas podem valer a pena. De repente você pode ir estar lá a trabalho ou por algum congresso da sua profissão e aproveitar o final de semana ou, como no meu caso, usufruir das milhas adquiridas anteriormente para viajar.

    Sobre a cidade
    Maceió é uma das capitais mais calmas do nordeste, um lugar onde ainda é possível desfrutar com tranquilidade das praias, mesmo as da própria cidade, que ainda não são poluídas e sem o perigo de ter que se preocupar com os batedores de carteira, como em outras capitais maiores do nordeste.

    Onde ficar
    Procure por um hotel na orla. As praias mais centrais são a Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca. Se conseguir um hotel ou pousada em uma delas você está bem localizado. Fiquei no Hotel Sete Coqueiros, na Pajuçara. Não era um hotel de luxo, mas era bem confortável, com quartos com ar condicionado, TV, frigobar. O hotel também tinha piscina e um agente de viagens de uma das operadoras de turismo para informações e agendamento de passeios.

    O que fazer em 2 dias
    1) Caminhar pela orla
    Eu amo caminhar, então caminhava todos os dias de manhã da Pajuçara até a Jatiúca. Acho que dava uns 8Km de ida e volta. A vista das praias é linda e existe um calçadão bem conservado pela orla que facilita bastante a caminhada. Quem estiver com calor ainda pode parar em algum ponto e dar um mergulho de mar. Claro, se você é daqueles que gosta de ficar na praia mesmo, com guarda-sol, pertinho de um quiosque com todos os aperitivos possíveis, também vai encontrar seu lugar nessas praias.

    2) City tour com Praia do Francês
    Certamente alguma operadora de turismo vai lhe oferecer esse passeio que é, na minha opinião, obrigatório. A Praia do Francês fica a cerca de 20 Km do centro da cidade e é uma das praias mais movimentadas. A praia é bonita, o mar é convidativo e, se você fizer o passeio com alguma operadora, certamente eles vão parar próximos a algum restaurante que possui mesas com cadeiras e guarda-sol. A única coisa que realmente não gosto nessa questão de fazer o passeio com o ônibus de turismo é o fato de você ter que se adaptar aos horários deles. O sol do nordeste é bem forte pra quem vem do sul do país como nós e normalmente você permanece na praia mesmo ao meio-dia, o que pode lhe render belas queimaduras do sol.

    No nosso caso, ficamos na Praia do Francês até umas 14h e depois fizemos o City Tour. Ele é bastante rápido, pois Maceió ainda é uma cidade relativamente pequena e o trânsito não pareceu ser caótico. Passa por alguns prédios históricos como a sede do governo, a assembleia legislativa, a catedral. Também paramos numa parte mais alta da cidadde, com mirante, onde pudemos ver parte da cidade e as praias (foto ao lado).

    3) Andar de jangada e apreciar as piscinas naturais da Pajuçara
    O passeio às piscinas de Pajuçara é feito através de jangadas, que levam dez minutos para atravessar 2Km entre a praia e os recifes. Na maré baixa, você conseguirá ver os chamados aquários naturais com seus peixinhos coloridos, sem necessidade de nenhum equipamento de mergulho. O detalhe é que você só conseguirá fazer o passeio em períodos de lua cheia ou crescente, quando a maré fica baixa durante o dia. Os pescadores tentam convencê-lo a fazer o passeio mesmo com maré mais alta, mas não é bom, não.

    Se você tiver mais tempo, talvez prefira apreciar as piscinas naturais na praia da Paripueira. O passeio é feito em lanchas, dura cerca de duas horas e inclui snorkel. Mas provavelmente você vai precisar de mais de 2 dias na cidade para este passeio que leva também um dia inteiro.

    4) Praia do Gunga
    Foi a praia que mais gostei, tinha ares de ilha particular. Existem passeios por operadoras que levam ao Gunga, mas nesse caso, como eu não dispunha do dia inteiro, dividi um táxi com mais 3 turistas que também estavam hospedados no hotel. O taxista fez preço fechado e ficou lá conosco durante toda a manhã para nos levar embora no horário que desejássemos. O preço saiu bom, mas acho que se for apenas um casal sai caro. Para 4 pessoas é talvez quase empate com o preço do passeio de ônibus.

    A praia do Gunga fica localizada 33Km ao sul de Maceió, na cidade de Barra de São Miguel. A praia fica dentro de uma fazenda de cocos particular e podendo ser acessada por uma estrada que corta a plantação, ou através de barco. Nosso taxista parecia ser conhecido do pessoal da fazenda e conseguimos passar de carro até a praia sem problemas. Não sei dizer se é assim pra todo mundo.

    As águas são bem calminhas e, se vai no mirante, você só vai enxergar coqueiros e águas... parece mesmo uma grande praia deserta. Muito bonita.


    5) Feira de artesanato da Pajuçara
    Ficava bem em frente ao hotel em que me hospedei. Grande variedade de artesanato típico da região a bons preços. Um excelente programa para o início da noite, antes do jantar.

    segunda-feira, 12 de julho de 2010

    Pra espantar turista

    Toda cidade que quer ser turística tem que aprender, antes de mais nada, a tratar bem do turista. Apesar de na maioria das vezes sermos muito bem recebidos, todo mundo já passou por algumas situações que são pra espantar turista. Abaixo relato algumas das nossas aventuras.

    1. Tenho o hábito de colecionar imãs de geladeira. Então, sempre que viajo pra um lugar novo, procuro trazer um da cidade que visitei. Em Barcelona, parei numa banca de revistas que também vendia cartões postais e imãs. Eles estavam pregados no alto, em um lugar onde eu não alcançava. Olhei para um que gostei e pedi para o vendedor me alcançar para dar uma olhada. Quando já estava com ele na mão, enxerguei outro que achei mais interessante e pedi para ele me alcançar, pois tinha me decidido pelo outro. O vendedor, muito bravo, rosnou: então, por que pediu esse se queria levar o outro?

    2. Ainda falando de vendedores: uma amiga relatou que estava em Roma, em uma loja com um balaio de roupas femininas em liquidação. Passou algum tempo olhando as roupas (e obviamente "pegando") como a gente faz no Brasil. Quando se decidiu, perguntou para a vendedora se poderia experimentar a peça. Muito mal-humorada, a mesma respondeu que peças na liquidação não poderiam ser experimentadas e nem trocadas depois. E complementou: vai levar ou não?

    3. Quando fiz intercâmbio em Vancouver, no Canadá, fui jantar, certa noite com amigos brasileiros. Assim como fazemos no Brasil, sentamos, pedimos, comemos com bastante calma e depois de comer ficamos algum tempo conversando, sem muita pressa. Algum tempo depois, percebemos que a garçonete e a moça da recepção nos olhavam de um jeito estranho, mas não nos importamos muito. Descobri depois, falando com canadenses, que não é costume deles você ficar sentado, num restaurante após consumir. Deve chegar, pedir, comer e, se não estiver consumindo mais nada, ir embora.

    4. Todo mundo comenta que franceses não gostam de pessoas que não falam francês. Eu não falo nenhuma palavra. Então, sempre pedia desculpas na hora de solicitar informações e perguntava se a pessoa falava em inglês. A um jovem, perguntei onde era a estação de metrô mais próxima. Ele me mandou para a direção oposta da estação, em uma vizinhança não muito amistosa, o que percebi cerca de três quadras depois.

    5. A melhor de todas aconteceu em São José dos Ausentes: vimos uma placa de um restaurante/pizzaria no centro da cidade e resolvemos jantar lá. Não lembro exatamente o que pedimos, tenho a impressão que foi ala minuta ou algo assim. O restaurante era pequeno, mas arrumadinho. Fomos atendidos por uma senhora que era quem também preparava a comida. Sua neta de aproximadamente 8 anos também estava lá.

    Só haviam duas mesas com fregueses. A comida era boa e levou o tempo normal pra ser servida. Até aí tudo bem. O problema começou quando começamos a comer. A menina ficou o tempo inteirinho com os bracinhos grudados na nossa mesa, perguntando de quando em quando se já havíamos terminado. Às vezes, ela alternava e ficava ao lado do pessoal da outra mesa, Mesmo com algumas "indiretas" deles, a menina não se tocava de ir dar uma volta e tampouco a avó, que estava ocupada assistindo a novela, a chamava.

    Enfim, chegou uma hora em que finalmente terminamos. Enquanto aguardávamos a conta, pudemos perceber que, então, ela foi espantar o grupo de jovens que estava na outra mesa.

    domingo, 4 de julho de 2010

    São José dos Ausentes - parte II

    Vamos ao que interessa: o que fazer em um final de semana em Ausentes.

    Monte Negro
    Já comentei aqui que o Monte Negro é o ponto culminante do RS, com seus 1.400m. Chega-se de carro até aproximadamente 300m do cânion que divide RS de SC. Uma pequena caminhada e, num dia claro, você verá a paisagem ao lado. Se tiver fôlego pra uma subida mais íngreme, sem trilha definida, chegará no topo do monte e poderá se vangloriar de ter "escalado" o ponto culminante do nosso estado.

    Trilha do Cachoeirão do Rodrigues
    Você chega de carro até a Pousada Cachoeirão do Rodrigues. Ali, estaciona e atravessa uma porteira, seguindo por uma trilha que acompanha o Rio Silveira. É possível agendar guia e três tipos de trilhas que passam pelo Cachoeirão, mas também é possível conhecê-lo sozinho, embora sem cruzá-lo. Essa foi a nossa opção.

    O Cachoeirão do Rodrigues é um dos principais pontos turísticos do município. É formado por uma sucessão de grandes quedas, a maior com aproximadamente 28m de altura.

    Serra da Rocinha
    Por ela passa uma estrada que liga Ausentes a Timbé do Sul, em SC. A estrada, obviamente, é ruim e de chão, mas você não transitará muito tempo por ela. Irá apenas até um mirante, um pouco mais acima do posto fiscal. A visão panoramica é linda em um dia de sol.

    Os cânions do município
    Ausentes possui vários cânions, não tão famosos quanto o Itaimbezinho e o Fortaleza, mas também muito bonitos. Você consegue ter a visão de um deles no Monte Negro, mas se deixar o carro próximo à sede da Pousada Fazenda Monte Negro e estiver disposto a caminhar um pouco, vai visualizar outros e também algumas cascatas. Existe, ainda, uma trilha que pode ser percorrida a cavalo se você estiver hospedado nessa pousada.


    Pesca e cachoeira
    No Sítio Vale das Trutas, existe um pesque e pague de trutas. Qualquer criança é capaz de pescar, é tão fácil que às vezes perde a graça. Você paga pelos peixes que pesca que ainda podem sair limpos par ser assados, pois o sítio oferece também esse serviço. Além disso, o local é muito bonito e bem próximo há uma cachoeira, onde é possível se refrescar no verão.

    Olhar para o céu à noite
    A noite de São José dos Ausentes, especialmente, se você estiver hospedado em uma das pousadas rurais é apaixonante. Estivemos lá no invernão, com muito frio, mas céu bem aberto. Longe das luzes da cidade, você consegue ver um céu tão claro de estrelas que dá pra entender porque nossa galáxia é chamada de Via Láctea. Você chega a ver o rastro leitoso de estrelas no céu.

    Para informações sobre como chegar e hospedagem, veja a parte I.