quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Pequeno Manual de Instruções

Existem vários manuais de instruções para a vida circulando pela internet, mas esse recebi de um antigo amigo e guardo já há anos pois, para mim, cada uma das frases é um ingrediente para uma vida boa e honrada. Eu quis que esse fosse o último texto do ano porque realmente desejo continuar me lembrando dessas frases ao longo de 2010 e, se as repasso, não através de e-mails ou correntes não solicitadas, é porque espero que possam ser úteis a mais alguém como me têm sido ao longo dos anos.

1. Diga aos outros mais do que eles esperam e faça isso com alegria.
2. Memorize sua canção ou poema favoritos.
3. Não acredite em tudo que escutar, não gaste tudo o que tiver, nem durma tanto quanto você quer.
4. Quando disser a alguém "Te Amo", sinta realmente isso.
5. Quando for dizer "desculpe", olhe nos olhos da pessoa.
6. Namore pelo menos seis meses antes de se casar com alguém.
7. Acredite no amor a primeira vista.
8. Nunca ria dos sonhos dos outros.
9. Ame profunda e apaixonadamente. É possivel que você saia ferido, mas é a única maneira de se viver a vida por inteiro.
10. Nos momentos de discórdia, jogue limpo. Não vale xingar.
11. Não julgue as pessoas pelos seus parentes.
12. Fale devagar mas pense depressa.
13. Quando alguém perguntar a você algo que nao gostaria de responder, sorria e diga: "Por que você quer saber isso?"
14. Lembre-se que um grande amor e grandes realizacoes envolvem grandes riscos.
15. Ligue para sua mãe quando puder.
16. Diga "saúde" quando ouvir alguém espirrar.
17. Ao perder algo, nao perca a lição.
18. Lembre-se dos três R: Respeito por si mesmo; Respeito pelos outros;Responsabilidade por tudo o que fizer.
19. Não deixe que uma pequena divergência arruine uma grande amizade.
20. Quando perceber que cometeu um erro, aja imediatamente para corrigir o mesmo.
21. Sorria quando atender o telefone. Quem estiver na linha vai perceber isso em sua voz.
22. Case-se com um homem/mulher com quem você adora conversar. Ao envelhecer, os infindáveis papos com ele/ela serão tão importantes quanto todo o resto.
23. Fique algum tempo sozinho.
24. Abra seus braços a mudança, mas não abra mão dos seus valores.
25. Lembre-se que o silêncio é, às vezes, a melhor resposta.
26. Leia mais livros e assista menos TV.
27. Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando ficar mais velho e olhar para trás, você irá desfrutá-la uma segunda vez.
28. Confie em Deus, mas não deixe de trancar o carro.
29. Um ambiente de amor e paz em casa é fundamental. Faça tudo o que puder para ter um lar tranquilo e harmonioso.
30. Nas desavenças com pessoas que você ama, trate do que está em discussão. Não traga a tona o passado.
31. Leia nas entrelinhas.
32. Partilhe com os outros os seus conhecimentos. É uma maneira de se alcançar a imortalidade.
33. Seja gentil com a terra.
34. Reze. Há um poder incomensurável nesse gesto.
35. Nunca interrompa quando alguém estiver elogiando você.
36. Cuide do que lhe diz respeito.
37. Não confie num homem/mulher que não fecha os olhos ao ser beijado.
38. Uma vez por ano, vá a algum lugar em que você nunca esteve antes.
39. Caso você ganhe muito dinheiro, utilize-o para ajudar os outros enquanto ainda estiver vivo. Esta é a maior satisfação que a riqueza pode dar.
40. Lembre-se que, às vezes, não conseguir o que se quer é um golpe de sorte.
41. Aprenda as regras, então deixe de cumprir algumas.
42. Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.
43. Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que abrir mão para chegar a ele.
44. Lembre-se que seu caráter é seu destino.
45. Dedique-se ao ato de amar e cozinhar sem nenhum limite.

Um bom Natal e uma boa entrada de ano a todos.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Passeio no ônibus de Turismo - Zona Sul

Quando indiquei 7 passeios em Porto Alegre, uma das opções era o passeio no ônibus de turismo de dois andares da prefeitura. Não havia feito o passeio pela Zona Sul na ocasião. Consegui finalmente há alguns finais de semana, então seguem as minhas dicas e impressões.

Dicas
  • O passeio deve ser reservado com antecedência. Você até pode chegar na hora e dar a sorte de conseguir embarcar, mas se o dia estiver bonito é mais difícil. As reservas são feitas pelo telefone:
  • O preço em dezembro de 2009 para o passeio Zonal Sul é de R$ 15.
  • Mesmo com reserva você deve chegar meia-hora antes do horário marcado para o passeio.
  • O passeio dura cerca de 1 hora e meia.
  • O ônibus não faz paradas durante o passeio. Então não é muito fácil para fotografar, mas se consegue.

O Trajeto
A saída é no largo da Epatur (Travessa do Carmo, 84 - Cidade Baixa).

O ônibus segue primeiramente pela Av. Borges de Medeiros, passando pelo shopping Praia de Belas e o Parque Marinha do Brasil. Na passagem pelo parque o guia nos conta que este é considerado o pulmão da cidade com seus 70 ha.

Em seguida, passamos pelo Estádio Beira-Rio. As turistas atrás de mim gostaram muito do estádio (era dia de jogo do inter), mas eu prefiro não comentar a respeito. Aliás, existem três assuntos proibidos nesse blog: futebol, religião e visão político-partidária. Cada um tem sua preferência e que viva feliz com ela.

Seguindo pela Diário de Notícias, subimos em direção à Vila Assunção. Aqui, quem senta no andar de cima sente um medinho. Como a Av. Guaíba é estreita, passamos junto aos fios e às árvores. E como estamos altos conseguimos ver algo que as casas próximas do rio escondem: o centro visto de longe, emoldurado pelo nosso rio/lago/estuário. Muito bonito. Olhando a orla sinto pena do que foi feito dela. Enquanto cidades como Montevideo a deixaram com praias e calçadões acessíveis à população, nossos antepassados a transformaram em clubes e em propriedades privadas.

Seguindo um pouco mais, passamos pela Tristeza e seus condomínios de casas da classe média-alta. As turistas atrás de mim dizem que se sentem nos Estados Unidos. Ouvimos do guia duas explicações interessantes sobre a origem do bairro: a primeira de que o antigo estancieiro daquelas terras (no tempo em que o bairro era uma estância) perdeu uma filha, atingida por um raio, mergulhando em uma tristeza sem fim. A segunda explicação é menos trágica: como Guaíba que ficava do outro lado do rio possuia um bairro chamado Alegria, batizou-se esse de Tristeza.


Andamos, então, em direção a Ipanema, que recebeu o nome porque se imaginava possível construir ali uma praia semelhante à Ipanema carioca. Percorremos a avenida devagar e o ônibus dá uma paradinha. Um dos poucos pontos possíveis de foto. Deve ser interessante fazer o passeio no horário do final de tarde e pegar o famoso pôr-do-sol de Ipanema.

Depois de Ipanema, o ônibus segue para a Cavalhada. Se você olhar para trás, enquanto o ônibus sobe a Av. Cavalhada terá uma bonita visão do rio. Passamos pela entrada da famosa casa do jogador Ronaldinho Gaúcho. Todos no ônibus olharam na direção, sem ver muita coisa. Diz o guia que apenas a partir das trilhas ecológicas do Morro do Osso se consegue ver a casa.


Seguimos em direção ao bairro Vila Nova e depois em direção ao Belém Velho, já considerados fora da zona urbana da cidade. Então subimos até o bairro Cascata no alto do Morro da Pedra Redonda, onde vimos o que considero o ponto alto do passeio, o Santuário Mãe de Deus. Aqui o ônibus não chega a parar totalmente, mas ele faz um giro de 360º que nos permite visualizar toda a cidade e até mesmo a Ponte do Guaíba lá longe. Apesar de viver há 15 anos em Porto Alegre nunca tinha subido lá. Vale a pena. Só lamentei não estar um dia mais ensolarado.

Seguindo o passeio passamos pelos bairros Glória, Medianeira, Azenha, o Estádio Olímpico e finalmente retornamos ao ponto de partida. Apesar de ser um passeio relativamente rápido, vi partes da cidade que realmente desconhecia. Deixo então a dica tanto para quem mora em Porto Alegre, como para quem está de passagem.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Os lugares mais setentrionais e mais meridionais do mundo

Esse é um assunto que não tem muita importância prática, mas como esse é um blog que fala muito sobre viagens e lugares, segue a título de curiosidade a lista das cidades (ou localidades) mais setentrionais e meridionais do mundo.


No continente Americano, a cidade com algum porte mais meridional é Ushuaia, como já falamos. No entanto, a pequenina Puerto Williams, localizada na Ilha Navarino, no Chile é a mais meridional não só das Américas, mas do mundo. Essa pequenina cidade, com seus 2.400 habitantes contém ainda o porto, a base naval e o centro comercial mais ao sul do mundo. E, acredite, mesmo com população tão pequena, a localidade ainda tem um hostel, um aeroporto, um museu e um iate clube. Ali também foram encontrados vestígios arqueológicos dos Yamanas antigo grupo étnico que habitava a região.



Com relação a cidade mais setentrional do mundo, há uma discussão entre aquelas que pleiteiam a honrosa, mas talvez inútil posição. Barrow (71º18'N), no Alasca, fundada em 1859, com área 55 km² e população aproximada de 4 600 habitantes, reinvindica o título de mais setentrional do mundo a ter mais de 2 mil habitantes. Como cidade é certamente a mais setentrional da Américas. No entanto, ainda nas Américas, mais precisamente na província de Nunavut, Canadá, próximo a Groenlândia, há a pequeníssima Alert (82º28'N). Localiza-se a apenas 817Km do Pólo Sul e possui 5 habitantes permanentes. O lugar é tão pequeno que não aparece no Google Earth.



Atendendo ao critério de possuir população significativa permanente, a localidade mais meridional da Europa e do mundo é Longyearbyen (78º13N). É a capital do arquipélago de Svalbard situado no extremo norte da Noruega. A localidade também é famosa pela maior quantidade de dias banhados sob o sol da meia noite.

Hammerfest, também na Noruega (70º39N) está longe de ser a mais setentrional do mundo, mas é a única com algum porte a reinvindicar o título. Possui cerca de 9.000 habitantes e parece ser a mais bonita.

Honningsvag (70º39N) não é a mais setentrional, mas é o ponto de partida privilegiado para o Cabo Norte, que as populações antigas diziam ser o "fim do mundo" e "ponto de partida da viagem em direção ao infinito". São apenas 34 Km pela estrada até o Cabo por uma estrada que termina sobre rochas que avançam sobre o Oceano Ártico. Hoje se sabe que o Cabo Norte não é o ponto geográfico mais setentrional do planeta, mas a fama permanece.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O que fazer em 2 dias em Cuzco


Cuzco, no Peru, era a capital do Império Inca. Acredita-se que seja a cidade habitada mais antiga da América. Em 1532, Francisco Pizarro invadiu a cidade e a saqueou. Os edifícios incas foram derrubados e sobre suas ruínas foram construídas Igrejas Católicas e edifícios dos dominadores. Prova disso é que a cidade tem muitas igrejas e a sua catedral é a mais rica em ouro que já vi.

Cuzco é uma cidade bastante alta. A Praça das Armas tem altitude de 3.360m em relação ao nível do mar e há pontos ainda mais altos ao redor.

Os voos que chegam a Cuzco normalmente partem de Lima. Vindo do Brasil, esse provavelmente será o seu caminho. Fato interessante é que a grande maioria parte de Lima nas primeiras horas do dia com destino à cidade por uma questão de segurança. Quando a tarde cai, a corrente de vento, canalizada entre a serra e as rochas, pode tornar o pouso perigoso. É interessante pousar em Cuzco, porque na realidade você quase não desce.

Quando ir
A temperatura média anual em Cuzco é entre 10°C e 13°C. À noite e pela manhã é mais frio, devido à altitude e durante o dia a temperatura alcança cerca de 20°C. Há duas estações bem definidas: a das chuvas (de novembro a março) e a seca (de março a outubro). Julho é o mês mais frio, a temperatura chega fácil aos 5°C e pode baixar de zero. O melhor mês para visitar, segundo nos orientaram é julho, apesar do frio. Estivemos lá no final de outubro e ao longo do dia havia períodos de chuviscos e de sol.

Onde ficar
Em Cuzco há acomodações para todos os gostos. Muita gente jovem visita a cidade, então, há albergues, pousadas e hotéis, alguns mais simples, outros mais luxuosos. Não lembro mais o nome do nosso hotel, mas era uma construção bastante antiga, com paredes em arco e bem localizado, creio que ficava a uns 300m da Praça das Armas.

O que fazer em dois dias


Plaza de Armas: Como toda cidade peruana que se preze, Cuzco tem a sua. Ela é lindíssima, limpa, com flores coloridas e com belas construções coloniais a sua volta. No seu entorno, também estão agências de viagens, casas de câmbio e restaurantes (aliás, eu gostei mais da comida de Cuzco do que a de Lima).

A Catedral: Você a vê a esquerda na foto. Foi construída entre 1560 e 1664, com grandes blocos de pedra avermelhadas. Foi construída sobre o que antes era o templo inca do deus Viracocha. 
O interior impressiona. A Catedral tem altares em ouro e prata e inúmeras obras de arte. Também abriga o maior sino da América do Sul. Existe um tour guiado pago, mas também é possível visitá-la sem pagar. Não é possível fotografar seu interior e a fiscalização é bem rigorosa quanto a esse aspecto.

Ainda na Praça das Armas (à direita na foto), você avista a Companhia de Jesus. Foi o templo colonial dos padres jesuítas, inaugurada em 1668. Há uma lenda interessante sobre a Igreja. Dizem que os jesuítas queriam construir a mais bela igreja de Cuzco, mas o bispo da cidade queria que este título fosse da Catedral. Coube ao Papa da época decidir. Não se sabe qual foi a resposta, mas quando ela chegou, A Companhia já estava quase pronta.

La Merced - A igreja e o convento, fundados em 1536, são dos mais antigos de Cuzco. Como outros prédios coloniais de Cusco, foram abalados pelo terremoto de 1650. A igreja, de estilo renascentista tardio, ganhou ares barrocos após a reforma. Como quase todas as atrações de Cuzco é fácil de encontrá-la, você pode ir a pé do centro, fica a poucas quadras da Praça das Armas. No caminho para La Merced, você passará pelo Arco de Santa Clara, outra construção bem interessante.


Convento de Santo Domingo e Qoricancha - A igreja e o convento de Santo Domingo foram construídos no local onde se situava o templo inca Qoricancha, dedicado ao culto do deus-sol. Aproveitou-se na construção parte das fundações do antigo templo. Por ironia, no terremoto de 1950 a edificação colonial foi destruída e os muros de pedra inca quase não foram atingidos. Hoje as duas construções convivem, formando um bonito visual. Para visitar o interior, é necessário pagar. Fica aberto de Seg. a sáb., das 8h30 às 18h30; dom., das 14h às 17h.

San Blas: É um bairro que abriga a Igreja de San Blas. O bairro é interessante por suas ruas estreitas e por suas construções antigas e a igreja conserva um púlpito de estilo barroco feito somente de uma peça de cedro, considerado uma das obras-primas da escultura em madeira em toda a América Colonial. Além disso possui inúmeras pinturas.



Em uma das manhãs, visite as quatro antigas construções incas nos arredores da cidade. Nós fomos a pé até a primeira, Sacsayhuamán, que fica a 2 Km do centro da cidade. Lá contratamos um passeio a cavalo que nos levaria até as outras três. Sacsayhuamán era um local sagrado dedicado ao culto do deus-sol. É a maior das quatro fortificações próximas à cidade e tem um aspecto de zigue-zague muito interessante, por isso se pensou, durante muito tempo, que fosse um forte. Qenqo fica a 1,5 km de Sacsayhuamán e a 3 km de Cuzco. Trata-se de um oratório dedicado ao deus da guerra, representado por um puma. O lugar era também um oráculo onde eram feitas consultas aos deuses antes de iniciarem uma guerra.

A terceira construção é Puca Pucara que fica a 8 km da cidade. O conjunto de pedra conserva muros, corredores, salas, aquedutos e fontes. A quarta, Tambomachay, foi a que achei mais interessante. É uma construção que contém terraços de pedra talhada, pelos quais a água flui. Acredita-se que pudesse ser um lugar de descanso, uma hospedaria ou mesmo um local para culto da água.

Nós visitamos essas construções a cavalo. Mas para quem quer economizar e tem algum preparo físico, também é possível ir a pé e pegar um ônibus para voltar. A volta não tem erro, pois todos os ônibus que passam em direção a Cuzco acabam parando no centro da cidade.O passeio a cavalo não foi muito bem sucedido. Primeiro, nos disseram que eles eram mansos, quando na verdade não eram tão mansos assim. Depois, quando começou a chuviscar o rapaz nos deixou em Puca Pucara e disse que tinha que retornar com os cavalos.


Dicas
  • Respeite os limites do seu corpo ao chegar em Cuzco. As pessoas sentem o efeito da altitude de formas diferentes. Algumas necessitam, inclusive, de oxigênio. Normalmente os hotéis têm. Peça se sentir-se muito mal. Os efeitos não começam logo que você chega, mas cerca de 3h-4h depois. Algumas pessoas sentem dor de cabeça, cansaço, suores frios. No meu caso, eu me sentia bem e, repentinamente, tudo "preteava" ao meu redor e eu suava frio, quase perdendo os sentidos. Então passei o restante daquele dia deitada e, no dia seguinte, estava bem.
  • Existem pílulas para os efeitos da altitude, as chamadas "Soroche Pills". Não sei ao certo dizer o quão eficientes são.
  • Para Cuzco valem os mesmos cuidados que em Lima. Cuide com a água que vai beber e com os táxis que vai tomar.
  • Seja cauteloso também em relação aos passeios que lhe oferecem enquanto anda na rua ou visita os pontos turísticos. Prefira contratá-los junto a alguma agência ou ao hotel. Você pode pagar um pouco a mais por isso, mas não correrá o risco de ser deixado no meio do passeio sob alegação de chuva, como ocorreu conosco.
  • Dizem que o chá de coca ajuda a amenizar os efeitos da altitude. Você chega ao hotel e é a primeira coisa que lhe oferecem. E, não, ele não dá "barato" algum. 
  • A cidade sofreu inúmeros terremotos ao longo dos anos. É curioso observar que nos hotéis há alarmes e instruções do que fazer em caso de terremoto (ficar sob a porta).
  • Existem bilhetes turísticos integrados. Você compra o bilhete e pode visitar algumas atrações com aquele bilhete que tem validade por x dias (o x é porque não lembro exatamente quantos dias são). São 3 circuitos diferentes, mas dois são na própria cidade. O das 4 construções que falei acima e o dos museus. O valor atual de cada bilhete é 70 soles. Mais informações no site oficial.

domingo, 22 de novembro de 2009

O Salar de Uyuni

Esse é um destino que ainda não tive o prazer de conhecer, mas os colegas de GCM Evandro e Márcia lá estiveram e postaram sobre os desafios que encontraram. Afinal, eles chegaram até lá por via rodoviária, partindo daqui de Porto Alegre dirigindo na altitude e em estradas que não eram mais do que trilhas.

Apenas uma breve introdução para quem nunca ouviu falar: o Salar de Uyuni está localizado no altiplano boliviano, a 3.650m de altitude e, segundo a Wikipedia, é a maior planície salgada do mundo. O lugar é conhecido como o "Deserto de Sal", pois estima-se que contenha em torno de 10 bilhões de toneladas de sal. Ele deve ser visitado entre abril e novembro, pois no verão, devido ao descongelamento de geleiras do Andes, fica inundado.

Não deixe de ver as fotos, dicas e o relato do Evandro em seu blog. Vale a pena conhecer mais sobre o Salar, mesmo que você não tenha a intenção de visitá-lo. Outra boa referência é o site Alta Montanha.

domingo, 15 de novembro de 2009

O que fazer em 2 dias em: Lima - Peru

Estava assistindo ao programa Amazing Race - América Latina, no Discovery Channel e, no episódio em questão, os competidores estavam em Lima, no Peru. Foi quando recordei da nossa estada lá. Normalmente quem vai ao Peru apenas passa pelo aeroporto de Lima ou dorme uma noite na cidade, já que as cidades turísticas são em outras regiões. No entanto, Lima tem lugares que valem a pena serem conhecidos. Em dois dias lá você pode visitar:


Plaza Mayor ou Plaza de las Armas: Em torno das praça ficam alguns dos prédios mais importantes: a Casa do Gobierno, a Catedral, a residência do Arcebispo e a prefeitura. A Catedral é impressionante, enorme e antiquíssima, foi construída em 1555. Esses lugares ficam bem no centro da cidade.

Igreja de São Francisco: Pertinho da Plaza Mayor fica o convento e a Igreja de São Francisco, com sua fachada amarela. Também é um prédio antigo e um dos poucos que sobreviveu ao terremoto de 1746 que assolou Lima. No subsolo, há catacumbas, abertas à visitação, que contém ossos de aproximadamente 70.000 pessoas.


Museu Nacional: Lima tem inúmeros museus, mas se for para visitar apenas um deles, eu escolheria o Museu Nacional do Peru. Visitar o museu é uma aula de história peruana e o custo é baixo, apenas 6 soles para adultos. Se você gosta de museus, outro muito bem recomendado é o Museu Larco, um museu privado que fica numa mansão do século 18 e mostra 3 mil anos do Peru pré-colombiano, organizado em ordem geográfica e histórica. O museu também possui uma coleção de artigos de ouro e prata do antigo Peru. O custo é um pouco mais alto que do Museu Nacional, em torno de 30 soles.


Miraflores: É um dos bairros mais simpáticos de Lima. Lá você tem uma visão panorâmica das praias e pode visitar também o Larcomar, que é um shopping center à beira-mar, com uma parte aberta. Nesse bairro, também é possível visitar a Huaca Pucllana, que é um site arqueológico pré-colombiano, onde você pode, inclusive, ver os arqueólogos trabalhando. Infelizmente estava fechado no dia em que passamos, só conseguimos ver do lado de fora. Em Miraflores há ainda o Parque del Amor, um parque bom para caminhar, com uma enorme estátua de um casal se beijando e, que, para mim, pareceu de gosto duvidoso. Mas vale conhecer. É diferente.


Pertinho de Miraflores, dois bairros merecem visita: Barranco um bairro boêmio e colorido (seria uma mistura entre Cidade Baixa e Bom Fim, comparando com Porto Alegre). Lá há uma ponte dos suspiros e também bela vista da cidade. Para quem gosta da noite é o lugar. Outro bairro ali perto é San Isidro, considerado o bairro chique da cidade.

Parque de La Reserva: O Parque foi inaugurado em 2007 e apresenta o maior complexo de fontes de água do mundo. São 13, algumas interativas e todas iluminadas por luz à noite. O parque ainda não existia quando estivemos em Lima, mas a julgar pelas fotos, vale uma visita.

Praias: Apesar de localizar-se às margens do pacífico, os habitantes de Lima parecem não frequentar muito as praias da cidade. Não sei dizer a razão, se o frio ou o mar agitado. Vi apenas surfistas na água. Nós chegamos pertinho, porque afinal de contas, tínhamos que molhar as mãos nas águas do Pacífico, mas foi só isso. Há praias mais famosas e procuradas por surfistas fora da cidade, a mais ou menos 50 quilômetros como Punta Hermosa, Punta Negra e San Bartolo. Dizem os surfistas que as ondas são as melhores do continente, mas para quem tem apenas dois dias e não é surfista, não me pareceu a melhor opção.

Onde ficar: Ficamos em um hotel no bairro de Miraflores que é um bairro moderno e bem agradável. Não recomendo ficar no centro ou no centro histórico, quando cai a noite me pareceu não ser muito seguro. Ficamos próximos do Larcomar. Para nós foi bastante conveniente porque fazíamos as refeições lá, onde o tempero não era tão forte e tínhamos uma certa confiança na origem da água.

Clima: Não existe muita variação de clima ao longo do ano. Chove pouquíssimo na cidade, todavia, a umidade é alta, o que faz com que haja constante névoa. A temperatura é amena e praticamente não há diferença entre inverno e verão. Em janeiro, fica entre 19 e 25 ºC e em julho entre 15 e 18 ºC. Portanto, não existe época do ano ideal.

Dicas:
  • Não tente levar folhas de coca como lembrança ou para preparar seu chá ao sair do Peru para o Brasil. A bagagem é cuidadosamente revistada, a segurança da revista, tanto na entrada, como na saída supera a dos Estados Unidos (pelo menos no voo que peguei).
  • Muito cuidado com a água, pelo menos foi o que nos disseram.Verifique o rótulo da água que você está comprando, mesmo que seja mineral.
  • Acredite se quiser, era difícil encontrar Coca Cola no Peru. Os peruanos tem muito orgulho da sua Inca-Kola, que, apesar do nome, não é nada parecida com a Coca. É refrigerante de cor amarela e, para ser honesta, não foi feito para o meu paladar.
  • Se quiser provar um drinque tipicamente peruano, peça o Pisco Sour, preparado à base de pisco (aguardente peruana feita de uva) e suco de limão.
  • É necessário vacina contra a febre amarela, especialmente se você vai passear também pela região dos Andes depois.
  • O transporte público em Lima não é muito bom. O melhor meio de locomoção são os táxis, cujo custo é bem razoável. Os confiáveis são na cor preta ou amarela, mas pode haver fraude na identificação, então, peça no hotel ou local em que estiver hospedado. Negocie o preço antes, pois muitas vezes eles não têm taxímetro.

sábado, 7 de novembro de 2009

Rafting e Templo Budista em Três Coroas - II

Quando fizemos o rafting, optamos por fazê-lo pela manhã,o que nos deu tempo (após um salsi-pão), de visitar o Templo Budista, também em Três Coroas, ainda no mesmo dia.

Templo Budista 


O que falar do templo? É um lugar que recebe visitas de gente que vem de longe, de outros estados e países, inclusive. Independentemente de sua crença, vale a pena visitá-lo ao menos uma vez, pois é um lugar muito bonito, localizado em uma parte alta da cidade, de onde se tem bonita visão da região. Além de tudo, é um lugar que nos traz calma e serenidade.

Como chegar: O Templo localiza-se no município de Três Coroas. Vindo de Porto Alegre, há duas opções.

  • Vindo pela RS-020: passa-se por Taquara e anda-se em direção a São Francisco de Paula. Dobre à esquerda na parada de ônibus 177 e siga a sinalização. O caminho por aqui é mais perto.

  • Vindo pela RS-115: dobre à direita no primeiro trevo de Três Coroas em direção ao bairro Águas Brancas e siga por 7 km em estrada de terra. Nas bifurcações, entre sempre à esquerda. A estrada é bem estreita em alguns pontos. Para não se perder, lembre-se que o templo fica em local alto, então pense que você deve subir.

Vindo do Parque das Laranjeiras, que foi o nosso caso: voltamos à RS-115 e andamos em direção a Porto Alegre até o próximo trevo. Viramos à esquerda e seguimos.

Horários: Sábados e domingos: das 9h às 16h30min. Nas segundas, o templo é fechado à visitação. De terças a sextas: das 9h às 11h30min e das 13h30 às 17h.

O que fazer lá: Quando você chega de carro, há um portão, trancado. Você deve apertar a campainha e identificar-se pelo número da placa do veículo. Lá dentro, há espaço para estacionar, bem próximo ao templo.

Você será convidado, após sua entrada ser permitida, a ir até o centro de visitantes, onde receberá explicações básicas sobre a doutrina budista e sobre o centro em um vídeo. É importante assisti-lo para entender o que você está vendo.

Após o vídeo, você provavelmente visitará o templo, que é a maior construção do local. Não é possível fotografar na parte interna do templo. Ninguém entra lá de calçados também. Você será convidado a retirá-los na entrada. O templo é lindíssimo. Há locais específicos para os praticantes realizarem suas preces e explicações sobre a doutrina budista em cada canto. O colorido é muito bonito.


Também é possível visitar a Casa das Lamparinas, as rodas de oração e ver as estátuas, todas muito detalhadas. Chamou-me a atenção as rodas de oração. Elas giram 24 horas por dia mandando preces e bençãos a todos os povos. Uma forma mecânica de oração, o que me pareceu, sem dúvida, mais inteligente do que os meios tradicionais.

Aprende-se bastante sobre a doutrina budista lá. No próprio templo, há placas contando a história de Buda, um príncipe que abandonou a riqueza para buscar a "cura do sofrimento". Anos mais tarde,  sentado sob uma árvore Bodhi, em uma noite de lua cheia, ele, de repente, experimentou extraordinária sabedoria, compreendendo a verdade suprema do universo e alcançando profunda visão dos caminhos da vida humana (a iluminação).

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Rafting e Templo Budista em Três Coroas - I

Esses dois passeios podem ser feitos em um final de semana, para quem mora na região Metropolitana de Porto Alegre, Serra ou Vale do Sinos. O primeiro é mais bacana se você reunir uma turma de no mínimo umas 6 pessoas. O segundo pode ser feito na sequência, no mesmo dia, e não, necessariamente, em turma.

Rafting

Tudo bem, o rafting é uma aventura. Mas ali em Três Coroas, no Rio Paranhana, ele é de nível 2 ou 3, ou seja, o mais tranquilinho, na escala que vai até 6. Exige algum esforço físico apenas nos braços, mas não o suficiente para doer. O ponto de partida é o Parque das Laranjeiras, em Três Coroas. Ali há pelo menos umas 3 empresas que realizam o passeio.

Duração: O passeio dura de 1:30 a 2 horas

Como é: Uma vez contratado o passeio, primeiro, você recebe o material (macacão estilo surfista e capacete), veste e ouve algumas explicações do guia. As explicações são importantes, porque ali você vai aprender os comandos básicos para manejar o remo para frente ou para trás e quando deve parar de remar e sentar no centro do bote.

Depois, rumamos na caçamba de um caminhão até o ponto de partida do rafting que é próximo a uma represa. Descemos, ajudamos a carregar o bote e "caímos" na água.

As pessoas mais pesadas do grupo sentam na parte da frente do bote, o instrutor e uma pessoa mais leve atrás. O restante do grupo se acomoda nas outras posições. Em um bote é possível arranjar até 9 pessoas. Nesse caso, uma não rema.

O importante é seguir sempre as instruções do guia. Quando alguém cai na água, não há motivo pra pânico (eu caí), pois todos usam coletes salva-vidas. Basta agarrar o companheiro pelo colete e puxar.

Durante a próxima hora você vai alternar períodos de corredeira, com períodos de mansidão. Rema-se apenas na corredeira. Na mansidão deixa-se o bote levar. A sensação no período de corredeira é muito parecida com a sensação de descer uma ladeira de carro, dá um certo friozinho na barriga.

Para o nosso grupo, foram realizadas duas atividades fora do bote. Na primeira, encostamos o bote, descemos e cada "senta" na corredeira deixando ela levá-lo, até um ponto onde se agarra uma corda. A segunda é bem parecida, mas fazemos isso em trenzinho, um companheiro segurando o colete do outro.


No finalzinho do rafting, houve uma parte em que remamos em direção a uma grande pedra (é o que retrata a foto ao lado). Parece que o bote vai virar, mas não. E é bem divertido pra quem está na frente.

Parque das Laranjeiras, como chegar: O Parque fica a aproximadamente 92 Km de Porto Alegre e a 20Km de Gramado. Indo em direção a Gramado pela RS-115, em Três Coroas, vira-se à direita. Existem placas sinalizando, basta ficar atento a elas quando se aproximar da rótula de entrada para Três Coroas. Segue-se uns 15 Km, parte por asfalto, parte por calçamento e parte por estrada de chão e chega-se ao parque.

Além do rafting podem ser realizadas outras atividades lá como rapel, trekking e tirolesa. Há uma pousada (com restaurante) e cabanas para serem alugadas. Também há churrasqueiras que podem ser utilizadas pelos visitantes.


Como contratar o rafting: Nós fizemos o passeio pela CENTRAL SUL RAFT e foi tudo bem. Eles foram super atenciosos e nos entregaram sãos e salvos no final. O nosso instrutor era engraçadíssimo, inclusive. Outras empresas são a Raft Adventure e a Exxtreme.

O que usar: Você vai receber macacão, capacete e colete salva-vidas. Digo com 100% de certeza que vai molhar o calçado, então use algo que possa ser molhado. O ideal é algo que não seja escorregadio, então chinelos não são aconselháveis. Eu usei uma sapatilha-tênis de pano lilás (para facilitar a identificação embaixo da água :-) ), mas poderia ser tênis comum ou papete.

Quando ir: A água do rio é muito fria, mas você sente mais logo que se molha, depois esquece o frio e vai estar com a roupa própria, então, em tese pode ser feito a qualquer época do ano. Dias bem quentes são os mais convidativos, você não sente muito o sol exatamente por conta da água fria. No alto do inverno, com chuva, não deve ser muito agradável, não.

Sobre o Templo Budista, falarei no próximo post.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

As buscas mais inusitadas deste blog

Uma das coisas mais legais de se usar um sistema de medição de audiência é descobrir como as pessoas chegam ao seu blog. Uso o Google Analytics e através dele consigo ver como as pessoas que chegam a este blog através do Google o descobrem. Tenho que confessar que tornou-se um passatempo consultar o Analytics e encontrar os termos de busca.

Foi então que minha amiga Cássia Zanon, do blog O dia se Espatifa, teve uma ideia ótima. Responder às buscas mais inusitadas que levam ao seu blog. Faço o mesmo hoje com o meu, até porque pode ter algum internauta ansioso por respostas. Os termos são:

  • Festa de reveillon em montevideo: Até onde nos disseram quando estivemos lá, apenas privadas, em clubes. Se quiser festa de reveillon na beira da praia, melhor ficar no Brasil. Esse não é exatamente um termo inusitado, mas chamou a minha atenção a quantidade das pessoas que busca por ele, sinal de quem tem bastante gente pensando em passar a virada de ano lá.

  • As dez cidades mais chuvosas do mundo: Assim como você, também já pesquisei no passado e não encontrei nenhum resultado científico.
  • Aquiçilas: Eu não tenho a menor ideia do que o internauta estava buscando quando digitou, mas se é a região embaixo do braço, escreve-se axilas, como mencionei no passado.
  • Banheiro caminhada Itupava: Durante o caminho, esqueça. O negócio é sair da trilha um pouquinho e procurar um lugar. No final, da caminhada, no centro de visitantes encontra-se banheiro, com papel higiênico, inclusive.
  • Casal sem filhos, quem herda? O assunto é longo. Vai depender do regime de bens , se é casamento ou união estável e se existiam bem exclusivos do falecido (adquiridos antes da união). Para simplificar, vamos usar o exemplo de casados em comunhão parcial que é o regime padrão e considerando que não há bens exclusivos do falecido:
    1. Se o casal tem pai e mãe vivos, o cônjuge herda 1/3, a mãe 1/3 e o pai 1/3. Se tem apenas mãe ou pai vivos, o cônjuge herda metade, o pai ou mãe a outra.
    2. Se não tem pais vivos, o cônjuge herda metade, a outra metade é dividida entre os avós, ou seja 1/4 para a linha materna, 1/4 para a linha materna.
    3. Se o casal não tem ancestrais em linha reta, o cônjuge herda tudo.
    1. Cemitério de Rolante: Até onde lembro, nunca estive lá.
    • Lojas calçados trekking Porto Alegre: Por favor, se você encontrou, mande as dicas para o blog publicar.
    • Que ônibus pegar no centro de Porto Alegre para chegar no Centro Administrativo: se eu fosse turista e estivesse a passeio, iria a pé, mas quase todos os ônibus que param na Borges de Medeiros passam por lá. O C1 da Carris também. Informações sobre itinerários de ônibus em Porto Alegre podem ser obtidas no site da EPTC.

    • Entrada da trilha da pedra furada: é difícil de encontrar mesmo. Conselho: não tente sem guia. Se fechar o tempo (e é fácil fechar) você pode se perder. E possuir um celular lá em cima, não vai fazer muita diferença.
    • Criação de trutas no município de Caraá-RS: Bug do Google. Nunca falei sobre o assunto e os posts que falam sobre "trutas" e "Caraá" não guardam nenhuma relação.

    Mas o que me deixa mais feliz em escrever um blog é saber que o que escrevi está lá e pode ajudar alguém mesmo depois de anos que eu tenha escrito. Como o comentário que recebi sobre as dicas para iniciantes no trekking que auxiliaram um visitante dias atrás.

    sábado, 24 de outubro de 2009

    O que fazer em 2 dias em: Ushuaia


    Localização

    Ushuaia é conhecida com a cidade onde o mundo acaba. Mas isso não é bem verdade. Digamos que seja a última cidade de algum porte antes da Antártida. Localiza-se na Terra do Fogo, Argentina, 3.500Km ao sul de Buenos Aires, sobre as coordenadas 54°S e 68°W.

    Sobre a cidade

    O nome da cidade provém dos idiomas indígenas yámanas: ush (ao fundo) e wuaia (baía). Foi fundada em 1884, mas tornou-se mais conhecida devido à instalação de um presídio que funcionou de 1902 a 1947. Para lá eram levados os presos mais perigosos. Reza a lenda de que o presídio não necessitava de muita segurança: quem fugisse acabava morrendo de frio e fome. Não havia lugar próximo onde se esconder.


    Onde ficar

    Existem hotéis e hosterias, todos muito bons. A cidade vive do turismo, então, é fácil encontrar bons hotéis e as reservas podem ser feitas pela internet. Nós ficamos no Hotel Lennox, super bem localizado e com um café da manhã muito bom. O restaurante fica no último andar e a vista da cidade de lá é bem bonita.


    Clima


    O clima é frio, mesmo no verão. Há a presença constante do vento que vem da Antártida. Imagine o nosso Minuano aqui do sul, multiplicado por 3. É o vento constante de lá. No verão, você sente uma sensação estranha, inclusive. Se fica no sol, sente ele te queimar (o buraco da camada de Ozônio está bem em cima de você), mas continua sentindo o vento frio. Se vai para a sombra precisa colocar o casaco. A temperatura média em janeiro fica em torno dos 10° C e em julho fica em 1° C. Quer dizer, a variação não é tão grande assim ao longo do ano. Chove mais no outono e no inverno.


    Quando ir

    Ushuaia tem atrações durante todo o ano, mas em junho, você terá 17 horas de escuridão, enquanto em dezembro terá 20 horas de sol. Nós fomos em fevereiro. Anoitecia próximo das 22h, o que nos permitiu fazer vários passeios nos dias em que lá passamos.

    Disseram-nos que a época em que a região fica mais bonita é o outono. Se você vai até ao Parque Nacional da Terra do Fogo no início do outono verá as árvores com os mais diversos tons de cores, que torna a paisagem linda. Nessa época não existe tanta luminosidade, mas ainda é possível aproveitar o dia.

    O inverno é a melhor época para quem gosta de esportes na neve. É possível esquiar a cerca de 10 minutos do centro.


    O que fazer em 2 dias


    1) Parque Nacional da Terra do Fogo

    É o parque mais austral da América do Sul e é enorme (63 mil hectares). Ocupa 6 Km do Canal de Beagle, fazendo divisa com o Chile. Localiza-se a 11 Km da cidade. É um lugar onde os moradores fazem piqueniques, levam crianças para brincar e onde se pode praticar trekking. Chama a atenção a quantidade de coelhos no parque. Você pára um pouquinho e logo está cercado por 20 coelhos (eles consideram os pobres bichinhos uma verdadeira praga). Além dos coelhos há raposas vermelhas e castores canadenses (importados, mas cuja reprodução saiu do controle).

    Dentro do Parque Nacional termina a Ruta Nacional n° 3, importante via argentina que vai até Buenos Aires e também estrada que cruza as Américas. Todos tiram a foto ao lado da placa indicativa que mostra a distância até o Alaska.

    Para quem curte trekking, há umas 10 trilhas para percorrer no parque. A Pampa Alta inicia a 3Km da entrada do parque na Ruta n° 3. São 5 km até um ponto onde se avista o Canal de Beagle. A trilha Costanera é um pouco maior, de cerca de 8 km e vai costeando o Canal de Beagle até um setor de camping. A mais difícil é a Cerro Guanaco. Sobe-se o cerro com 970m de onde se avista as ilhas chilenas de Hoste e Navarino.



    2) Passeio de barco pelo Canal de Beagle até a Pinguinera

    Esse passeio é imperdível. Dura cerca de 5 horas. Partimos em torno das 15h, andamos cerca de 2 horas em um barco (grande), passamos pelo farol do Canal de Beagle e chegamos até a uma pequena ilha, moradia dos pinguins. Lindo de se ver! Eles são uma simpatia e se chega muito próximo deles. Existem pequenas empresas que vão em barcos menores e conseguem descer na ilha. Com o barco maior você sente menos o movimento das águas, mas não desce.

    Fomos brindados por um arco-íris durante o passeio e também pelo entardecer no barco. Chegamos já à noitinha de volta.

    Creio que é um passeio fácil de se contratado na cidade mesmo, basta chegar ao cais. Existem vários guichês de venda. Nós o contratamos diretamente com a operadora de turismo que nos levou até a Ushuaia, mas é quase certo que se consegue mais barato direto.


    3) Trem do Fim do Mundo

    Parte do trajeto de trem que os presos faziam diariamente do presídio para trabalhar foi reconstruído e transformado em passeio para os turistas. As locomotivas não são da época, mas é como se fossem.Você viaja no trenzinho, vai escutando a história e faz umas duas paradas. Muito interessante para aprender a história do lugar e não exige esforço físico algum.

    4) Visita ao antigo presídio
    Fica bem próximo do centro da cidade e é possível ir a pé, para quem não se importa de caminhar um pouco. Parte das antigas alas também foi reconstruída e conta parte da história dos presos, com destaque para os mais ilustres. Uma das alas foi deixada como foi encontrada para dar uma visão do que era no passado.


    5) Glaciar Martial

    É um centro de esqui no inverno, o mais próximo da cidade, cerca de 7 Km. No verão, você sobe de teleférico e tem uma vista linda da cidade, do Canal de Beagle e da Ilha Navarino, no Chile. Quando não há neve no caminho, é possível seguir por uma trilha que leva até o Glaciar.

    Nós fomos brindados com neve em nossa visita, apesar do verão. Estávamos no teleférico e ela começou a cair. Para brasileiros, não acostumados com isso, foi um show. Tivemos a oportunidade de caminhar na neve e sentir o quão gelada ela pode ser, ainda mais com o ventinho do pólo sul.

    Além disso, você pode:
    - Caminhar pela cidade, pela beira-mar e encontrar a plaquinha onde diz "Ushuaia - Fim do Mundo".
    - Visitar o Museu Territorial, que possui vários artigos aborígenes.
    - Existe um passeio que não gostei muito, até os lagos Fagnano e Escondido. Os lugares, especialmente o Lago Escondido são bonitos, mas o Lago Fagnano fica a 100Km da cidade, então, o tempo pode ser melhor aproveitado. A visão mais bonita do Lago Escondido para fotos é a da estrada, antes de descer uma pequena trilha (de uns 20 minutos) até o lago.


    O que comprar
    Ushuaia é zona de livre comércio, então se encontra marcas de todo o mundo por preços razoáveis. Lembro que compramos tênis e camisetas esportivas lá. No mais, tudo é mais caro que no restante da Argentina, devido, obviamente à distância. Digamos que ocorre ali mais ou menos o que ocorre no norte do Brasil: distâncias maiores, obstáculos maiores para chegar, preços mais caros.

    Não sou exatamente uma consumista nata. Dificilmente passo muito tempo em lojas quando viajo, mas encontrei duas coisas que são bem difíceis de se encontrar em Porto Alegre: camisetas térmicas e meias de lã. Essas camisetas térmicas custavam em torno de R$ 19 na época e me ajudam bastante como roupa de baixo nos dias mais frios.

    Compramos também alfajores e doce de leite argentino.


    Curiosidades

    • Quando você olha a imagem do aeroporto no Google Earth fica com medo de cair na água, mas na realidade o aeroporto internacional tem uma pista bem comprida, com cerca de 3 Km. O avião para e ainda sobra muita pista pela frente. Dizem que esse tamanho de pista foi precaução. No aeroporto anterior, vários aviões caíram na água.
    • Apesar das placas onde se diz "Ushuaia - Fim do Mundo" ou "Capital do Fim do Mundo", ainda existe uma localidade mais austral, Puerto Williams, no Chile. No entanto, essa teve origem numa base militar e não deve ter mais do que 2 mil habitantes.
    • Ushuaia oferece várias opções de cursos de espanhol para quem deseja realizar intercâmbio lá. Apesar da distância pareceu ser bem interessante.
    • Ushuaia também é ponto de partida para expedições até a Antártida, que são bastante caras.