quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Diário de mãe: o sexto mês - parte 2

Semana 3:
Meu gurizinho a cada dia descobre uma nova artimanha: agora ele aprendeu a tirar a meia do pé, atirar longe e chupar o dedão. Ele também quer pegar tudo o que encontra pela frente, principalmente aquilo que não é brinquedo. Tem loucura pelo controle remoto da TV e por papel. Sabe pacote de bisnaguinha Seven Boys? Aquilo é vermelho e faz barulho, então ele fica enloquecido pra pegar. E já chora quando a gente tira do alcance aquilo que ele quer pegar.

Trocar a fralda também está ficando difícil, pois ele se vira, tentando pegar e colocar na boca tudo o que está pela frente, desde a fralda suja, até a pomada das assaduras. Como diz minha mãe, ele é um curiosão. Quero só ver o que me espera quando começar a caminhar.


Semana 4:
Nessa semana iniciei a sopinha: coloco 1 colher de arroz, 1 batata pequena, meia cenoura, um pedacinho de moranga e uma pitada de sal. Poderia colocar também um pedaço de peito de frango, mas não tinha em casa no primeiro dia, então, fiz sem. Aliás, ainda bem, pois nos três primeiros dias ele comia só umas quatro colheradas e depois não queria mais. No quarto dia, segui o conselho da minha mãe e resolvi passar a sopa em uma peneira ao invés de só amassar com o garfo. Aí ele comeu bastante. Hoje (sexto dia de sopa) ele não só comeu tudo o que coloquei no prato, como ficou pedindo mais. Na pressa de dar mais, nem passei direito na peneira e ele comeu até grão de arroz sem reclamar. Acho que agora já posso tentar o frango desfiado.


Eu costumo fazer a sopa e guardar na geladeira por 2 dias, esquentando no microondas apenas o que vou dar para ele. Coloco de 15 a 30 segundos no microondas, depois amasso e misturo pra ficar um aquecimento uniforme.

Há algum tempo recebi um e-mail que dizia que o treinamento para dar papinha para o bebê era colocar um melão pendurado, balançando, fazer um buraco no melão e tentar enfiar uma colher por aquele buraco. Brincadeira à parte, é a pura verdade: ou ele acha que eu não sou rápida o bastante e fica tentando tirar a colher da minha mão, ou ele empurra a minha mão com o braço. Resultado: sujeira por todos os lados e moranga até dentro do nariz do guri após a papinha.

A consequência da alimentação pastosa é um assunto que não é dos mais agradáveis: já disse aqui que constipação não é um dos problemas do meu guri. Ele sempre fez o número 2 várias vezes ao dia. Pois agora, com a alimentação, agravou. Ele faz menos vezes, mas aumentou muito a quantidade. Cada vez que ele evacua, faz uma sujeirada braba de limpar. Raro é o dia em que não preciso trocar ele inteiro depois disso. Dias atrás, até precisei improvisar um banho de bacia, pois subiu até pro cabelo. Tomara que um dia ele leia isso pra saber o que eu passei e não seja mal-agradecido.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Diário de mãe: o sexto mês - parte 1

Semana 1:
Ele descobriu que quando o colocamos em pezinho pode ficar pulando sem parar. E adorou isso. Só quer fazer o dia inteiro. Haja braço da mãe. A propósito: meu marido nunca esteve tão musculoso na vida.

Finalmente, aos 5 meses ele entrou numa rotina de sono contínuo. Dorme às 21h, acorda entre meia-noite e 1h da manhã para mamar e depois vai até umas 8h da manhã dormindo. Claro que chorominga de vez em quando, mas parece conseguir se acalmar sozinho.

Nessa semana, introduzimos frutas na alimentação dele. Até então ele só mamava no peito, mas como ganhou pouco peso neste mês e no próximo já volto a trabalhar, a pediatra achou melhor dar uma frutinha por dia. Começamos com banana. No primeiro dia, ele só fez cara feia e cuspiu tudo. Começou a comer alguma coisa mesmo no terceiro dia. No quarto, já conseguiu comer quase uma banana inteira (quer dizer, sem as sementes que tenho que tirar, dá meia banana). O segredo: insistência e não usar colher de metal. Tenho usado uma de silicone nos últimos dias. Pode parecer frescura, mas o fato é que ele faz cara feia pra colher de metal. Pra de silicone, não.

Semana 2:
Ainda com relação às frutinhas, a pediatra liberou maçã argentina, banana prata, mamão papaia e pêra. Mas recomendou que repetisse a mesma fruta durante uns 3 dias para ter certeza de que ele não é alérgico a nenhuma. Li em alguns artigos na internet também que o bebê pode levar até 10 tentativas para aceitar um alimento novo, então, é complicado para o paladar que está se acostumando se a cada dia a gente vem com alguma coisa diferente. A fruta que ele aceitou melhor até agora foi pêra raspada.

Há algum tempo eu tenho o hábito de dançar e cantar na frente dele pra ele parar de chorar. Ele adora, dá gargalhadas. Pois agora, quando enxerga alguém dançando, até na TV, o guri ri sozinho. Aliás, ele ri tanto que está quase ganhando o apelido de bobo alegre.

As noites estão bem mais tranquilas agora, mas ontem aprontou uma: acordou à 1h da manhã, mamou e nada de dormir depois. O pai embalou, ele dormiu, mas foi só largar no berço que o guri despertou. Deitei-o na minha cama pra segurá-lo, porque se não faço isso ele fica sacudindo aqueles braços sem parar, ficando cada vez mais agitado. Dormiu. Acordou de novo quando o pai tentou colocá-lo no berço. Resumo: voltou pro berço dele só às 4h30min da manhã. Segundo o pai, isso lhe custará 5 mesadas em breve.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Bebê cibernético

Palavras digitadas pelo meu guri medonho de 5 meses para o pai dele no Gtalk:


ljh\
\\\\\\==[[p
;-]
yuu
\\\\\\\\\ v\
u'Gsdev]p[pytb vu]

Juro que ele fez a "carinha" sozinho. Não ajudei em nada.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Diário de mãe: o quinto mês - parte 2

Semana 3:
Muitos acontecimentos nessa semana. Finalmente levei ele para tomar a segunda dose da vacina contra o rotavírus. Demorei para criar coragem porque na primeira dose ele ficou chorando por 24 horas. Mas foi tudo bem na segunda dose, ele parece não ter tido reação, a exceção do fato de praticamente não ter dormido durante o dia. À noite, porém, dormiu como tem dormido: deitado na minha cama, ao meu lado, sem embalar e em menos de 15 minutos.

Acredite se quiser, a única reação aparente à vacina foi que ele perdeu o gosto recém adquirido pela chupeta. Não quis saber dela por três dias, só no quarto voltou lentamente a gostar. Mas uma coisa é certa: ele gosta da chupeta apenas quando tem sono e fome. O que até acho bom.

Nessa semana, ele também fez a primeira viagem para a serra. Fomos até Nova Petrópolis. Viagem tranquilíssima: dormiu tanto na ida, quanto na volta e foi sozinho no bebê-conforto, no banco de trás. Quanto ao passeio, ele estava no céu. Muitas coisas novas pra olhar, várias pessoas lhe dando atenção e conversando com ele... esqueceu até de mamar. Preferia ficar olhando o ambiente.

Mas o pior da semana foi o susto. Deixei-o sem cinto no bebê-conforto por 2 minutos e este estava sobre a cama. Pois nesse tempo ele conseguiu se jogar pra fora do bebê-conforto e cair de barriga pra baixo no chão. Por sorte foi apenas o susto mesmo, ele não bateu com a cabeça, nem nada e parou de chorar logo que eu o peguei. Todavia, aprendi que não dá pra deixar mais ele sozinho e solto em lugar algum, pois já se mexe o suficiente pra se jogar.

Semana 4:
Ele está quase sentando sozinho. Consegue erguer o corpo até a metade do caminho. E aprendeu que pode se apoiar nos cotovelos pra fazer isso. Também adora ficar em pezinho agora. Claro que só consegue fazer isso com a nossa ajuda, mas adora fingir que está caminhando.

Meu guri se tornou um bebê bem risonho. Não é daqueles que estranha as pessoas, ri sem distinção pra todo mundo quando está feliz. E fica feliz quase todo o tempo, principalmente quando está na rua.

Porém, quase aos 5 meses continua aprontando. Uso fraldas descartáveis de boas marcas, mas volta e meia acontece um acidente. O cocô sobe para as costas e suja a roupa inteira. O mais engraçado disso tudo é que ele parece escolher justamente horários em que estamos atrasados para alguma coisa para fazer isso ou os eventos festivos. Então a gente nunca pode sair de casa sem uma muda de roupa completa pra ele.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Diário de mãe: o quinto mês - parte 1

Semana 1:
Quando o bebê completa 4 meses, é necessário repetir todas as vacinas que foram dadas com 2 meses. Como fiquei com trauma daquela do rotavírus, decidi iniciar pela tetravalente (no meu caso penta) e a pneumo-13.

Não sei se foi devido às vacinas, mas passou a semana dormindo muito mal. Acorda no meio da noite e não adianta embalar, demora um tempão pra voltar a dormir e berra. Aliás, que goela ele tem! Talvez para mães com relógio biológico mais noturno seja um pouco mais fácil, mas para mim essa história das noites é o que há de pior em ser mãe. Eu adoro dormir cedo e acordar cedo, nem nos meus tempos de juventude eu gostava de passar a madrugada acordada. Portanto, o gurizinho me deixa de muito mau humor quando dorme mal... a ponto de pensar que ele vai ser filho único mesmo.

Sempre me diziam que depois dos 3 meses os bebês dormem a noite toda. Pura conversa pra gente não se desencorajar.

Os dias chuvosos também são terríveis. Como ele não sai para passear nesses dias fica completamente entediado dentro do apartamento. E ranzinza, claro.

Semana 2:
A grande novidade da semana foi que ele finalmente começou a gostar de chupeta. O segredo? Honestamente não sei. Volta e meia quando ele estava agitado eu tentava a chupeta e ele virava o rosto ou só ficava com a gente segurando. Mas, sem mais nem menos, começou a chupar sozinho. Percebi apenas que ele tentava sugar tudo o que encontrava pela frente e aí tentei a chupeta de novo. Deu certo.

E que benção pra nós, pais, a chupeta! Ele fica quietinho chupando e assistindo TV por um bom tempo, não fica nervoso quando está com sono e dorme mais fácil.

Dormir à noite, aliás, está bem fácil agora. Deito com ele na minha cama, ele no travesseiro dele, enrolado nas cobertas, com a sua chupeta. Quando está quase dormindo eu tiro a chupeta, ele se vira para o meu lado e dorme. Em alguns dias leva menos do que 15 minutos.

O problema é que tem acordado diariamente às 4h da manhã e custa a dormir novamente. Para este problema ainda não encontramos solução.

Ele coloca a boca em tudo o que aparece pela frente agora. E tenta agarrar tudo o que aparece pela frente, o que torna o banho dele bem engraçado. Primeiro, porque ele tenta beber a água do banho e faz cara feia. Segundo, porque ele tenta, em vão, agarrar a água.

Pra terminar: ouvi comentários de que eu assusto quem quer ser mãe com o que escrevo. Quanto a isso não se preocupem... como comentou meu amigo Gabriel dias atrás aqui, gargalhada de bebê é a coisa mais gostosa do mundo!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Diário de mãe: o quarto mês

Semana 1:
Fisiologicamente, um bebê de 6 quilos é capaz de ficar entre 6 e 8 horas sem mamar, o que daria a mãe quase uma noite inteira de sono. Na prática não é bem assim. Minha mãe sempre disse que depois dos 3 meses o bebê dorme quase a noite inteira, então, eu, na minha santa ingenuidade, achei que o meu dormiria tranquilo a noite toda. Bom, talvez eu dormisse a noite inteira com 3 meses, mas o mesmo não ocorre com o guri. Quer dizer, às 9h da noite, ele capota até mais ou menos 1h da manhã, mas depois fica se remexendo a noite inteira. E há dias que só volta a acalmar se mamar. Duvido que seja fome. É mania de mamar mesmo.

A boa notícia é que agora ele fica entre 4h e 4h30min durante o dia sem mamar. Isso significa que já consigo fazer outras coisas entre as mamadas, como atender ao telefone e tomar conta dos processos dos meus clientes.

Tentei todas as técnicas sugeridas na internet pra ele dormir sozinho: deixar chorar um tempo, colocar no berço e esperar dormir do lado, banho e berço, enfim, tudo o que se possa imaginar. Não adianta: de noite ele só dorme no colo e sendo embalado. Sinto-me uma total incompetente como mãe nesse ponto. Às 4h da manhã, realmente me falta paciência pra esperar ele dormir sozinho (o que pode levar horas).

Estou de olho naquelas cadeirinhas de balanço pra bebê. É meu atual sonho de consumo.

Semana 2:
Santa vacina contra a meningite! No dia em que tomou a vacina, ficou 9h sem mamar e dormiu ininterruptamente das 9h da noite às 5h da manhã. Recorde.

Com três meses completos, os bebês já interagem bastante e começam a tentar pegar tudo o que veem pela frente. Pois bem, o meu agora deu para pegar no meu rosto quando está em pezinho para arrotar. Ele fica tentando pegar o meu nariz, a minha boca, os meus dentes, o meu queixo... o problema é que ele tem uma força danada, chega a doer.

A coisa que ele mais gosta sempre foi ficar pelado, mas agora ele age para que eu não recoloque a fralda na hora da troca. Fica chutando e se empurrando pra trás. E faz isso rindo sem parar, o danado!

Semana 3:
Ele agora dorme quase 2 horas no horário do meio-dia. É a maior dormidinha dele durante o dia, porque no turno da tarde fica bem desperto. Uma enorme evolução pra quem, no máximo, dormia uns 20 minutos por soneca. Isso dá tempo a mãe aqui de almoçar mais descansada e até de trabalhar um pouco em casa.

Outra coisa muito engraçada que ele já faz é tentar se arrastar. A gente coloca ele de bruços, com os braços apoiados nos cotovelos e ele mexe as pernas tentando se arrastar. Claro que ainda não consegue sair do lugar, mas é uma graça ver ele tentar.

Agora também já distribui sorrisos para todo mundo quando está de bom humor. É um menino muito simpático quando quer. Porque também quando fica bravo, sai de perto! Ouviu uma sirene de ambulância passando ao lado dele na rua e se assustou. Abriu um berreiro, só.

Dia histórico:
No dia 22/06, com exatamente 3 meses e meio, ele dormiu sozinho, deitado na cama, sem ser balançado à noite. E repetiu o feito nas duas noites seguintes. Precisou apenas ficar no escuro, mas em uma posição que enxergue a luz do corredor e a gente por perto. Faz isso sem a chupeta, que ele está odiando agora. E eu, que não acreditava que fosse possível fazer ele dormir sozinho, tive que morder a língua. Se o meu guri danado conseguiu, qualquer um consegue. Mas em um aspecto todos os conselhos que li tem razão: não dá pra tentar forçar isso antes do bebê completar 3 meses. Alguns até podem conseguir, mas a partir dos 3 meses condicioná-los a determinados horários e atividades de rotina é muito mais fácil e muito menos frustrante.

Semana 4:
Ele está ficando cada vez mais engraçado. Já tenta erguer o corpo quando não quer ficar deitado em algum lugar ou quando não quer ficar no colo. Quando a gente tenta fazer pra ele ruídos como "brrrrrrrrrrrrrrrrrr", ele dá gargalhadas sonoras e tenta imitar. Aliás, pegou a mania de fazer "brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr" e se baba todo fazendo isso. Tenho a impressão que isso é até substituição pra chupeta, que ele não gosta. Começou, pois, a fase dos babeiros.

Mas a melhor descoberta da semana veio com o frio de gelar. Nós o colocamos para dormir em um cobertor com fecho que deixa a cabeça e as orelhas tapadas. Ele parou de se remexer a toda hora durante a madrugada. Agora dorme bem mais calmo. Ainda resmunga, mas ao invés de eu ter que levantar e fazer dormir de novo, na maioria das vezes, dar uma balançada no berço (o que eu faço só esticando o meu braço, sem levantar) resolve.

Pra eu voltar a ser feliz só falta mesmo ele dormir às 9h da noite e só acordar pra mamar lá pelas 8h da manhã seguinte.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

2 dias em Gramado

Esse post é muito mais para os leitores de fora do Rio Grande do Sul do que para aqueles que vivem por aqui, pois quem vive por aqui sabe até melhor do que eu o que fazer na serra gaúcha. Gramado é a cidade turística mais conhecida fora do Rio Grande do Sul e o lugar para onde os locais vão em lua-de-mel ou quando querem passar um final de semana romântico.

Particularmente não é meu local preferido para fazer turismo no estado, mas tenho que concordar em algo: Gramado é uma cidade que sabe explorar o turismo. Tem um povo que sabe recepcionar o turista e uma administração municipal que, ao longo dos anos, soube tornar a cidade atrativa em qualquer época do ano. Se você vai na época da Páscoa encontra chocolates artesanais que enchem os olhos. Se vai no inverno, tem o frio, com todos os seus atrativos. Se vai em agosto, o Festival de Cinema, e se vai na época de Natal, encontra as decorações e espetáculos do Natal Luz. Aliás, mesmo nos meses de janeiro e fevereiro, já há quem prefira a serra, longe do congestionamento do litoral.

As dicas que passo a mencionar aqui são meio óbvias para quem é gaúcho, mas para o turista de fora que tem pouco tempo, talvez ajudem a decidir o que fazer. Procurei listar lugares que, independentemente da época do ano, estarão abertos.

1. Comer
Particularmente, acho que é o que há de melhor em Gramado. Não existe melhor lugar para quem quer ganhar peso. Há várias casas de café colonial, de fondue, galeterias, de massas e, apesar de Gramado ter colonização alemã, churrascarias. Creio que para quem vem de fora, se for inverno, o que há de mais imperdível são os fondues e os chocolates. Com relação aos chocolates há vários que são ótimos, mas eu prefiro os da Lugano ou da Planalto. Os sorvetes da loja da Prawer (que também tem chocolates) são uma ótima pedida também.

Para quem nunca provou, vale ir a uma casa de café colonial, ao menos uma vez. Mas vá no almoço ou no jantar, porque é muito mais do que um café. Aliás, se não quiser, você nem precisa tomar o café, pois é servido suco de uva ou vinho.

2. Gramado Zoo
Inaugurado em 2008 e aberto diariamente das 9h às 17h, é o melhor zoológico da Serra Gaúcha (talvez do RS) e abriga 1500 animais, todos da fauna brasileira. O interessante desse zoológico é que ele procura reproduzir o habitat natural dos animais. Não há jaulas, mas vidros blindados para separar o visitante dos bichinhos. Vale a pena conhecer, mesmo se você não tem crianças. A entrada do zoo fica a 700m do pórtico de entrada da cidade pela RS115.

3. Lago Negro
O lago é uma das atrações mais antigas da cidade. Lá é possível dar uma caminhada a pé em volta do lago (ele não é grande) ou andar de pedalinho. O lugar é bonito para quem quer sentar e apreciar a natureza, mas não há muito mais o que fazer além disso. Os mais inquietos provavelmente vão detestar, os mais calmos vão adorar.

4. Minimundo
O parque apresenta réplicas em miniatura de castelos, ferrovias e casas européias. Apresenta também réplica  da Usina do Gasômetro e do porto de Porto Alegre. É bonitinho e diferente. Vale conhecer.

5. Aldeia do Papai Noel
Essa é uma atração mais direcionada para quem vem com crianças. A aldeia do Papai Noel, como o nome diz, simula a morada do velhinho. Lá estão sua casa, sua fábrica de brinquedos, a árvore dos desejos, entre outros atrativos. Para os adultos, o que se pode dizer é que a aldeia fica no Parque Knorr e de lá se tem uma bela vista para o Vale do Quilombo, que é muito bonito. Ah, tem também o monorail, que é uma espécie de trem com trilho para cima, que liga a casa do Papai Noel à fábrica, em um trajeto bem interessante.
Mais informações: http://www.papainoel.com

6. Green Land
Fica ao lado da Aldeia do Papai Noel, então pode ser visitado na saída da visita à Aldeia. Lá estão um lago com lodo terápico, alguns animais, trilhas suspensas e uma ponte pênsil.

7. Vista do Vale do Quilombo
Na saída da cidade, em direção a Canela, há um mirante do Vale do Quilombo. É comum ver as pessoas estacionarem os carros por ali e pararem para admirar o vale. Gasta-se pouco tempo e, se o dia estiver claro, as fotos ficam bonitas.

8. Museus
Gramado tem museus para todos os gostos, quase todos privados. Em dois dias, o melhor é você escolher apenas alguns para conhecer, de acordo com o que gosta mais de fazer. Há o Museu do Perfume, o do Chocolate (junto a Prawer), o DreamLand (museu de cera), o Harley Moto Show (museu de motos), o de minerais e pedras preciosas (com loja), o do Piano, o Medieval e o Mundo Encantado (que é mais um parque que um museu). São todos museus pequenos, para visitas rápidas.

9. Passeio pela cidade
O centro de Gramado é bem pequeno e a melhor alternativa para conhecê-lo é estacionar o carro e andar a pé. Nesse passeio, não deixe de entrar na Igreja de São Pedro, com sua estrutura de pedra basáltica e sua torre de 46 metros. Eu, que gosto de conhecer igrejas, a considero muito bonita, principalmente, externamente. Para quem gosta de tirar fotos com estátuas, na rótula da Bandeiras, há um enorme Kikito, o símbolo do festival de cinema da cidade. Outros cartões postais são a prefeitura e o Palácio dos Festivais, onde acontece a premiação do festival de cinema.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Diário de mãe: o terceiro mês

Semana 1:
O terceiro mês se inicia com as vacinas que devem ser dadas aos 2 meses completos. São a tetravalente (coqueluche, difteria, tétano e meningite), a contra a poliomelite, a contra o rotavírus e ainda a tal de pneumo-10, que nas clínicas privadas é a 13 (protege contra 3 tipos a mais).

A pediatra nos deu a opção de fazer essa tetravalente nos postos públicos ou substitui-la pela hexavalente que acumula a antipólio e também é a segunda dose da Hepatite-B. O argumento decisivo foi o fato de que a vacina pública causa febre e dor por 48 horas em 65% das crianças, enquanto na privada o número cai para 3%. Considerando o histórico de choro do nosso menino, apesar do custo, decidimos não arriscar com a gratuita. Graças a Deus ele não estava nos 3%. A vacina do rotavírus foi feita na rede pública.

Juro que fiquei com pena dele na hora de tomar as vacinas, que são injetáveis na perna (a exceção do rotavírus que é oral). Ele chegou todo alegre na clínica, deitou na maca e estava distribuindo sorrisos. E eu pensando: coitado, não tem ideia do que vem a seguir. Quando foi espetado, o sorriso foi sumindo e o rosto dele foi se ficando num vermelhão só, enquanto ele tomava fôlego para abrir o berreiro. No momento em que abriu, parecia que o mundo ia acabar. Mas passou rápido.

No início do terceiro mês a gente já começa a retomar a vida. Nos primeiros dias de vida, ele levava uma hora e meia entre mamada e arroto. Como fazia isso a cada 3 horas, eu ficava mais ou menos 12 horas por dia em função das mamadas. Agora, ele leva uns 20-25 minutos para mamar e geralmente arrota em mais 10, o que reduziu o tempo diário em função das mamadas pra umas 5 horas.

Então, mães que se desesperaram nas primeiras semanas como eu: existe luz no fim do túnel.

Semana 2:
Ele pegou um resfriado e regrediu ao estágio recém-nascido. Não dorme direito à noite e com isso acaba mamando de 3 em 3 horas novamente. Chora para acordar o prédio inteiro de madrugada. Só quer dormir no colo e em posição fetal. Sabe todos aqueles progressos que havia feito? Nada. De volta a estaca zero.

Quando finalmente melhorou do resfriado, tomou a vacina do Rotavírus. Pois teve reação à vacina. Chorou (ou melhor, berrou) a noite inteira. Nos dois dias seguintes, ficou bem chatinho e teve gases como nunca. Resultado: noites muito mal dormidas.

Semana 3:
Ele retomou os progressos que o resfriado e as vacinas tinham eliminado. Agora mama depois do banho, em torno das 19h30min e vai até meia-noite. Alguns dias é melhor ainda, vai até às 3h da manhã. Daí mama de novo e só mama de novo de manhã. De dia mesmo, os intervalos entre as mamadas estão aos poucos aumentando.

O nosso grande pesadelo que era fazer ele adormecer sem berrar em volta das 21h está terminando. Agora vamos com ele para o quarto nesse horário, com a luz acesa e deixamos ele brincar na cama, se quiser. Depois diminuimos as luzes, pegamos no colo (dormir sozinho no berço, que seria a glória, ele ainda não dorme), ele vai acalmando até dormir. Tem vezes que ele apaga direto após a última mamada, nem precisa ir pro quarto.

Descobrimos um segredinho para dormir. Quando está muito agitado, uso um pouco de funchicória na chupeta. Aliás, é a única maneira de mantê-la na boca, porque ele não é chegado nas chupetas. E olha que já tentamos quatro modelos diferentes. Mas para não preocupar os pediatras: só uso a funchicória quando a situação realmente está desesperadora.

Confirmei a minha desconfiança de que ele adora igrejas. Foi na missa de 100 anos de vida de uma tia do meu marido e continuou encantado com a igreja, em especial, com o candelabro. Acho que vou começar a levá-lo na missa nos sábados.

Mas a melhor notícia de todas foi ele ter se comportado no jantar de aniversário da tia. Ficou lá, no bebê-conforto, bonitinho, enquanto a gente comia. Depois resmungou um pouco, levantei, ele dormiu e ficou lá, quietinho, dormindo, a ponto de as pessoas pensarem que eu minto quando digo que ele é danado.

Semana 4
Acredite ou não, ele está quase gostando de chupeta. Agora toda a vez que tem sono, fica chupando o que encontra pela frente: a blusa da gente, a mão da gente, o pescoço, a mão inteira dele... como a mãe aqui está ficando esperta, aproveito para dar a chupeta nesse momento. Ele segura ela por uns instantes sozinho e segura até a minha mão na chupeta pra que ela não caia. Aí acaba dormindo.

As mamadas do dia também estão ficando mais espaçadas, estão aumentando pra quase de 4 em 4 horas.

Ele está começando a ficar viciado em TV. Aliás, TV é um santo remédio para acalmá-lo quando está prestes a completar 3 meses. Só tem um problema: ele gosta de assistir TV no colo, de barriga pra baixo e sendo balançado. Haja força, ainda mais considerando que ele já passa dos 6,5Kg. Mais uma vez: não acredito em quem diz que eles só fazem manha a partir de um ano.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Diário de mãe: o segundo mês

O segundo mês ainda está longe de ser o paraíso, mas as coisas começam a melhorar. Aí vai um resumo da minha experiência, dividida nas semanas desse segundo mês.

Semana 1:
Tenho uma amiga que diz que o primeiro mês poderia ser chamado de fase negra, depois começa a melhorar. Faço minhas as palavras dela. Quando meu bebê completou um mês parou de chorar durante todo o tempo em que estava acordado. Antes, eu o havia apelidado de "Senhor Ranço", pois só parava de chorar em dois momentos: quando mamava e quando dormia. Com um mês completo ele começou a sorrir, especialmente pela manhã. Também começou lentamente a se relacionar com o mundo a sua volta. Tomou conhecimento da TV e, me perdoem os pais muito zelosos, mas para mim foi uma benção: pelo menos ele se distrai sozinho por alguns minutos para que eu possa ir ao banheiro. 

O primeiro filme animado que tomou conhecimento foi "O corcel indomável", que passou na sessão da tarde daquele dia. Chamou tanto a atenção dele que conseguiu ficar mais de 1 hora sem reclamar. Inacreditável.

Cheguei a conclusão nessa semana que pessoas mais velhas devem ter memória curta ou os bebês de hoje é que são terríveis. Todas elas dizem que seus bebês dormiam a noite inteira sem mamar e praticamente não tinham cólica que é pra fazer a gente se sentir a mais incompetente das mães. Então, minha leitora que tem um filho chorão, acredite em mim: o meu acorda de 3-4 horas durante a noite para mamar e tem cólica em quase todo o entardecer. E eu já li vários artigos de especialistas na internet que dizem que a MAIORIA dos bebês é assim. As cólicas duram até aproximadamente 10 semanas e as mamadas noturnas até os 6 meses. Se passar disso é que começa a ser anormal.

Semana 2:
Ele já acompanha as vozes. Quando várias pessoas estão falando a cabeça dele fica igual iô-iô: vai para um lado e para o outro tentando acompanhar. Até então eu achava que ele não conhecia minha voz, mas agora parece reconhecer. Se várias pessoas desconhecidas estão falando, ele parece prestar mais atenção ao meu tom. 

Ele continua o mais danado dos seres, mas já sei o que fazer para acalmá-lo na hora. Se está nervoso em casa, basta levar para passear a pé ou de carro. O mau humor passa na hora. Pelo jeito, o guri vai ser festeiro.

Não sei porque, mas o barulho da máquina de lavar centrifugando deixa o guri hipnotizado. Ele chega até a dormir ouvindo. Quando ele está agitado de noite, o pai tenta massagear as têmporas dizendo: "você está com sono". Mal sabe ele que a máquina de lavar faz isso com muito mais eficiência.

Na semana de Páscoa passou vários dias bem calminho. Depois passou mais uns 3 dias nervosinho e dormindo mal. Mas vejo com bons olhos: já há dias em que ele consegue ficar um bom tempo acordado e feliz.

Semana 3:
Ele sorri bastante agora, mas continua mais risonho pela manhã, o que é praticamente uma afronta ao pai dele, conhecido por todos pelo mau humor matinal. Já chegaram inclusive a dizer (para o pai) que ele sofre de dupla personalidade: é uma pessoa de manhã, outra à tarde. Enfim, o guri parece não ter herdado o mau humor matinal, o que a mãe aqui agradece.

É difícil entender ainda o que causa o riso. Ele parece adorar tetos. Ri para o lustre da sala, ri para o ventilador de teto e parece rir até para o teto vazio. Foi fazer um exame no hospital Mãe de Deus e ficou fascinado com um pássaro pendurado no teto, a ponto de nem perceber o geladinho do gel usado na ecografia. A mãe iniciante finalmente entendeu porque existem móbiles para bebês. O meu não deve ser o único que adora tetos.

Comecei a usar nessa semana o bebê-canguru para passear com ele. Foi uma maravilha, ele senta no canguru, eu saio para caminhar e 10 minutos depois ele já está dormindo. O único problema é que se eu paro de caminhar ele acorda em 2. Aliás, dizem que bebês dessa idade não sabem fazer manha, mas então quero uma explicação para esta situação: vou no supermercado com ele no canguru e a criaturinha fica fascinada pelas prateleiras enquanto caminho. Um bom humor e um estado de excitação invejáveis, eu diria. Pois é parar na fila do pão para ele começar a reclamar. Se isso não é manha, não sei o que é.

Sempre insisti em colocar ele em uma rotina e começou a dar resultados. Agora ele mama, fica um tempo acordado, depois dorme uns 30-40 minutos. Três horas depois tudo de novo. De noite ele consegue até ficar mais tempo. Banho é todo dia no mesmo horário seguido de mamada e soninho. De todos os conselhos que li até hoje sobre bebês esse é o principal: bebês tem que ter rotina.

Semana 4:
No início dessa semana foi o batizado. Definitivamente tenho um filho que é do contra. Dormiu a missa inteira, enquanto as outras crianças resmungavam. Pelo jeito os cânticos lhe deram sono. Na hora do batizado, chorava sem parar, fiquei até com vergonha. Mas no momento da água na cabeça, enquanto as outras crianças novamente choravam, ele parou. Adorou a água, achou que estava tomando banho e até posou para a foto, olhando direitinho pra câmera enquanto ela era despejada.

Finalmente assimilei uma técnica para fazê-lo dar dormidinhas durante o dia com alguma facilidade. Ele fica um tempo acordado após as mamadas. Então quando começa a ficar manhoso, eu deito no meu colo, seguro os braços pra ele não se agitar (se eu deixo ele mexer os braços como quer, fica mais nervoso) e fico caminhando pela casa ou dou uma embalada. Ele dorme em seguidinha. Só que essas naninhas continuam curtas, duram uns 30 ou 40 minutos apenas. Mas já consigo almoçar.

Mais uma vitória: consigo tomar banho quando estou sozinha com ele em casa e com ele acordado. Até então só conseguia fazer isso com ele dormindo. A técnica foi colocá-lo no bebê-conforto e levar para a peça contígua ao banheiro. Ele resmungou um pouco, mas depois acabou dormindo sozinho. Tenho a impressão que o barulho da água do chuveiro correndo foi responsável pelo feito.

Um dia antes de completar 2 meses ele dorme das 11h da noite às 5h40min da manhã, sem mamar. A mamada anterior foi às 10h da noite. E isso sem mamadeira e sem funchicória, mas talvez algo tenha contribuído. A pediatra disse para dar 3 gotinhas de Mylicon diariamente às 18h, que é mais ou menos o horário em que a agitação noturna dele inicia. Depois disso, ele toma banho e solta gases durante o banho. Realmente tem ficado mais calmo depois disso.

domingo, 10 de abril de 2011

Diário de 30 dias como mãe

Bem que eu gostaria aqui de estar falando de como estamos viajando com o nosso baby, mas a verdade é que posso contar nos dedos as vezes em que saí de casa nos últimos 30 dias. É por isso que, nesse momento, quero compartilhar aqui minha experiência de mãe novata. Simplesmente não tenho outro assunto. Tenho consciência de que nem todos os bebês são iguais, portanto, saliento bem que é a minha experiência.

Dia 2: ainda no hospital, passamos nossa primeira noite em claro. O bebê chorou até as 4h da madrugada e nós, desesperados, não sabíamos o que fazer. Nesse momento cai a ficha: não há ninguém para você chamar. Você terá que entender aquele serzinho para que ele pare de chorar. Como não sei o que fazer, choro junto.

Dia 3: tomo o primeiro banho de xixi ao trocá-lo. Conselho para pais de meninos: deixe uma fralda de pano no trocador e coloque na sua frente na hora de trocá-lo.

Dia 4: até então o bebezinho tinha muita dificuldade em mamar, pois não sabia encontrar o bico do seio. Então, ele se desesperava e aí mesmo que chorava mais e não mamava. Pra completar, as mamas começam a ficar fissuradas. Surge então a solução mágica, que aconselho para todas as mães iniciantes com o mesmo problema: bicos de silicone para amamentação, encontrados nas farmácias. Ele pegou o seio na hora depois que comecei a usar. Agradeço ao inventor dos bicos.

Dia 5: pela primeira vez colocamos música clássica para ele se acalmar. Ele pára de chorar e ouve maravilhado, especialmente a Marcha dos Toreadores de Carmen..

Dia 6: os bicos de silicone precisam ser esterilizados a cada vez que são usados. Esqueço o fogo ligado e eles são fritados. Lá vamos nós pra farmácia de novo...

Dia 7: acho que ele está meio amarelado. Minha irmã diz que é "nóia", não é icterícia. Descubro ainda que funciona tirar o leite materno e deixar na mamadeira para ele. Existem umas bombas manuais baratinhas nas farmácias pra isso.

Dia 8: ele faz xixi na gente quase toda a vez em que é trocado. Penso que a melhor coisa que fiz foi trocar o carpete por laminado antes de ele nascer.

Dia 9: descobrimos que ele adora passear de carro. Pára de chorar na hora.

Dia 10: vamos ao pediatra e ele ainda não recuperou o peso que perdeu ao sair na maternidade. Como os bicos de silicone deixam passar pouco leite decido tentar amamentar sem eles algumas vezes. Aos poucos consigo. Quando volto ao pediatra no dia 17, ele já recuperou bem o peso.

Dia 13: consigo abandonar definitivamente os bicos de silicone.

Dia 14: não tenho leite suficiente no final do dia. Então lhe damos uma mamadeira e meia de leite Nan. Ele dorme da meia-noite às 7h da manhã e passa o dia inteiro sem fome. Acho que exageramos.

Dia 15: sem saber o que fazer para que ele pare de chorar decido deixar ele no berço pra ver se pára sozinho. Não é uma boa ideia. Ele se desespera muito mais e é mais difícil acalmá-lo depois. De repente, no colo, sem fazer nada de diferente, ele pára. Não entendo mais nada.

Dia 16: primeiro dia em que fico totalmente sozinha com ele, durante o dia inteiro. É desesperador. Você não se sente a vontade nem pra ir tomar banho deixando ele no berço.

Dia 18: descubro que ele adora sair de casa. Basta abrir a porta e ir até o saguão do prédio que o choro pára.

Dia 21: a única maneira de acalmar o choro de cólica é balançando ele muito em pé e com a barriga virada para baixo. Os braços dóem do tempo fazendo isso, mas ganho músculos.

Dia 22: o guri tem horrores de gases. Para soltá-los, usamos a técnica de encolher e esticar as pernas dele em direção a barriga. Várias vezes.

Dia 23: ele parece sempre irritado quando está acordado. Temos que balança-lo todo o tempo. Aliás, há tempos ele vem dormindo pouco durante o dia.

Dia 27: tento dar um passeio na rua com ele de carrinho. Ele odeia o carrinho e começa a berrar sem parar. As pessoas olham para mim como se eu estivesse maltratando a criança. Volto pra casa com ele no colo e empurrando o carrinho.

Dia 28: conseguimos fazer ele dormir 5h seguidas durante a noite, sem dar leite Nan pra isso. É a glória.

Dia 30: ele acorda bem-humorado pela manhã e sorri pra mim, ainda no berço. Penso que apesar de toda a trabalheira, começa a valer a pena.

Coisas eu aprendi nos 30 dias:
1. Todos tem sugestões e conselhos para acalmar choro, para cólica, para o seu leite vir, para o seu leite ficar "forte", para o que vestir nele. Na dúvida, prefiro seguir os conselhos da pediatra.
2. Em noites desesperadas, quando você realmente precisa dormir umas horas a mais não há nenhum mal em dar um pouquinho a mais de leite Nan fora o peito.
3. O que acalma o choro num dia, não necessariamente acalma no segundo dia.
4. Nem todo o bebê gosta de chupeta.
5. Nem todo o bebê dorme no carrinho.
6. O choro do bebê sempre tem uma causa e os bebês pequenos ainda não entendem o que é manha. A gente tem que tentar várias coisas até descobrir o que é.
7. Música ou barulhos ajudam a acalmar. Água correndo na pia e o barulho da máquina de lavar centrifugando são sugestões que deram certo para mim.
8. O horário da cólica costuma ser no final da tarde. No nosso caso vai até umas 11h da noite.
9. A gente tem que tentar mostrar pra eles a diferença entre dia e noite desde o início. Ou eles dormem na hora errada. Não deixo que ele durma mais que 2 horas seguidas durante o dia.