quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Diário de mãe: os 7 meses e a crise da separação

Mais ou menos uma semana depois que eu voltei a trabalhar, a fase boa terminou. Meu bebê começou a acordar durante a noite algumas vezes, berrando, choro desesperador mesmo. E não adianta dar a chupeta que ele recusa. Não adianta tentar acalmar no próprio berço. A única coisa que adianta é pegar no colo, colocar o rostinho dele no meu peito e embalar um pouco. Algumas vezes, tenho que dar o peito alguns minutos até ele acalmar e aceitar a chupeta. Aí dorme de novo. Passa algum tempo e tudo recomeça. Isso significa que estou novamente há várias noites sem dormir direito.

Pesquisei sobre o assunto na Internet e encontrei duas possíveis causas: nascimento de dentes e a tal crise da angústia da separação ou crise dos 8 meses.

Sobre os dentes, o que tenho a dizer é que nenhum apareceu ainda.

Sobre a crise da angústia da separação, li que o bebê passa por quatro crises durante o primeiro ano de vida, mas a mais grave é essa. Pode acontecer entre os 6 e os 9 meses de idade e se caracteriza pelo fato da criança apresentar novas reações a ausência da mãe, por perceber que a mãe e ela são seres distintos e não uma unidade. Dizem que dura entre três ou quatro semanas. Estou esperando, pelo menos duas semanas já faz que meu gurizinho está assim.

Os sintomas são alteração do sono, perda de apetite e agitação, mas é o sono que incomoda mais. Há crianças que chegam a acordar 15 vezes em uma noite.

Para passar por essa fase, a criança conta com algumas ferramentas para superar essa separação que traz a angústia. Geralmente a criança começa a se apegar a algum objeto:  um paninho, uma chupeta , um brinquedo. Esse objeto, para ela, representa a mãe, e é bom que aconteça esse apego, pois isso vai ajudá-la a entender que à noite as coisas não desaparecem. Coincidência ou não, a primeira coisa que meu bebê faz quando acorda é se agarrar numa almofada fofinha que fica a seu lado no berço.

Honestamente, não sei se meu filho está passando por essa crise. A maioria das pessoas a minha volta nunca ouviu falar disso e duvida. Vamos ter que aguardar os próximos capítulos da sua história para saber.

Pra completar a semana, ele ainda teve uma lesão no olho de tanto se arranhar. Susto brabo, ficou com o olho bem vermelho. E quem diz que deixa a gente pingar colírio? Mais berreiro, o vizinho do andar de baixo já deve estar irritado.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Diário de mãe: o retorno ao trabalho

Mãe que é mãe fica com sentimento de culpa quando retorna ao trabalho e tem que deixar o bebê aos cuidados de outrem. Claro que não foi diferente comigo.

Sobre isso o que tenho a dizer é que somos nós quem sofremos. O bebê não sofre tanto, não. Pelo menos o meu não sofreu. Meu bebê foi acostumado, desde cedo a ficar com os avós e a ir no colo de outras pessoas. Ele deve ter feito algum tipo de raciocínio de que, se sorri para as pessoas, elas são legais com ele. Então, sorri pra todo mundo e geralmente não faz manha quando vai com outra pessoa. Isso fez com que o meu retorno ao trabalho fosse bem tranquilo pra ele.

A única mudança que transpareceu foi o fato de que ele ficou mais cansado e agitado no final do dia. Talvez porque não fique comigo mais à tarde, quando chego em casa ele não pára. Agita os braços sem parar, quer pegar tudo o que vê pela frente e o principal: quer me morder inteira. Morde o meu queixo, a minha roupa e faz uma babança (acho que essa palavra não existe).

Com a minha volta ao trabalho, ele começou a comer papinha no final de tarde também. Só que não estamos dando os 250ml do meio-dia, porque ele precisa tomar leite no mínimo três vezes ao dia. Se ele come tanta papinha naquele horário, não quer o leite após o banho. E o leite tem nutrientes que a papinha não tem.

A propósito: continuo amamentando três vezes ao dia mesmo tendo retornado ao trabalho. E tenho a convicção que a excelente saúde do meu bebê se deve a isso.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Diário de mãe: o sétimo mês - parte 2

Mais ou menos na terceira semana do mês, meu bebê aprendeu a falar a-bá. Agora ele passa o dia falando a-bá-bá-bá. Outras vezes é ahhhhh-bá. E tem o ainda é-bá. O ma-ma ele só faz quando está chorando de brabeza.

Ele agora come os 250ml de papinha bem feliz, assistindo seu Bob Esponja. Quase não faz sujeira, a não ser quando quer colocar a mão na boca enquanto come sopa. Aí, se eu me distraio, ele coloca a mão na roupa ou no bebê-conforto e faz aquela sujeirada.

Tenho tido dificuldades é com a fruta da tarde agora. Ele parece não gostar muito. A única fruta que come inteira é pêra. Só come meia maçã e tem rejeitado banana e mamão.

Ele também já fica bem sentadinho, brincando e consegue passar da posição sentado para bruços. Também já consegue virar de bruços e desvirar. Creio que mais um pouco e está engatinhando. Ele agora tem sempre que estar pegando alguma coisa. Pra ele tudo é brinquedo. O mais engraçado disso é que se liga em coisas mínimas. No berço, ele tenta pegar justamente a babá eletrônica que fica escondidinha, ou então a fita que amarra o protetor de berço.

Hoje retornei ao trabalho. No primeiro dia, ele se comportou super bem, parece não ter sentido minha falta. Vamos ver os próximos dias.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Diário de mãe: o sétimo mês - parte 1

Semana 1:
Enfim, meu bebê completou 6 meses. A gente acha que agora tudo entrou na rotina. Ele não sente mais cólica, não mama mais de 3 em 3 horas, já está comendo sopinha.... mas nem tudo é maravilha. Agora ele não pára mais quieto. Já consegue se virar de bruços, o que torna a tarefa de trocar a fralda ainda mais complicada, pois ele fica se virando pra tentar pegar tudo o que está ao alcance. E claro que a predileção é por aquilo que não é brinquedo, como o tubo da pomada contra assaduras.

Até agora não consegui fazer ele comer mamão. Banana, ele só come se estiver morrendo de fome. Mas picolé de limão... estava um sábado quente e fomos passear em Ipanema (digamos que é quase uma praia pra quem não é de Porto Alegre). Então, compramos picolé de limão. Resolvi deixar ele dar uma chupadinha, achando que não gostaria, já que é gelado e ele não está acostumado com nada gelado. Mas o guri grudou no picolé. Não queria devolver e chorava se a gente tirava. Definitivamente, ele está aprendendo o que é bom.

Semana 2:
O guri está ficando manhoso, pode? Agora, se ele quer pegar algum objeto e eu não deixo ou tiro esse objeto dele, ele chora. Mas chora horrores, alto, de dar vergonha. Nesse caso, ou deixo chorar ou dou outro objeto pra distrair. Sempre odiei criança manhosa e não vou deixar meu guri se tornar um desses, não.

Fazer ele comer a sopa também não tem sido fácil. Não que ele não queira. Ele está comendo super bem, mas não quer parar quieto enquanto come. Chora quando não deixo enfiar dos dedos no prato. Chora porque eu não sou rápida o bastante pra dar a sopa. Chora porque a sopa esfriou. Chora porque não quer ficar amarrado no bebê-conforto enquanto come a sopa. E faz brrrrrrrrr. Com a boca cheia de sopa, claro. Aí a sopa salta nos olhos e ele chora. Eu largo tudo, busco um guardanapo, limpo, dou a chupeta pra ele se acalmar um pouco e depois recomeço. Amamentar é mais rápido, pode crer.

Para dar a sopa, então, vou munida de: babeiro, guardanapo, dois brinquedos para distrai-lo, o prato de sopa, a colher da sopa, um banquinho pra colocar a sopa longe dele, pano para limpar o chão e a TV ligada no Bob Esponja. Ele adora Bob Esponja, diga-se de passagem. Estou considerando ainda a possibilidade de levar uma toalha pra tapá-lo inteiro e não sujar a roupa. E tem mais um detalhe: ele come a sopa no bebê-conforto que é pra poder ficar se balançando enquanto não vem a próxima colherada.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O novo labirinto de Nova Petrópolis

Li em algum lugar que a praça e o labirinto de Nova Petrópolis passaram por reforma. Então, quando estive lá há pouco tempo, esperava encontrar um labirinto novinho em folha e bem fechado. Ao lado, a foto do novo labirinto. Ainda vai levar algum tempo até o coitado retornar à antiga forma. De qualquer modo, a praça está bem bonita e florida pra não sairmos decepcionados de lá.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cocô de nenê

Já que entramos no assunto cocô de nenê (quem me viu e quem me vê...), aproveito pra responder para a Natália, do blog Mundinho Particular, que perguntou se mudou desde que o meu nenê começou com a alimentação mais sólida. Mudou, sim... está bem mais parecido com o de adulto. Claro que ainda é bem mais pastoso, mas a cor e o cheiro (infelizmente) estão ficando parecidos.

Aliás, tenho uma tese sobre o assunto: acho que o cocô é amarelinho, sem cheiro, quando a gente dá o peito pra não recebermos o filho já com nojo. Aí, quando ele muda, estamos tão acostumados a banhos de xixi, cocô e vômito, que nem ligamos.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Diário de mãe: o sexto mês - parte 2

Semana 3:
Meu gurizinho a cada dia descobre uma nova artimanha: agora ele aprendeu a tirar a meia do pé, atirar longe e chupar o dedão. Ele também quer pegar tudo o que encontra pela frente, principalmente aquilo que não é brinquedo. Tem loucura pelo controle remoto da TV e por papel. Sabe pacote de bisnaguinha Seven Boys? Aquilo é vermelho e faz barulho, então ele fica enloquecido pra pegar. E já chora quando a gente tira do alcance aquilo que ele quer pegar.

Trocar a fralda também está ficando difícil, pois ele se vira, tentando pegar e colocar na boca tudo o que está pela frente, desde a fralda suja, até a pomada das assaduras. Como diz minha mãe, ele é um curiosão. Quero só ver o que me espera quando começar a caminhar.


Semana 4:
Nessa semana iniciei a sopinha: coloco 1 colher de arroz, 1 batata pequena, meia cenoura, um pedacinho de moranga e uma pitada de sal. Poderia colocar também um pedaço de peito de frango, mas não tinha em casa no primeiro dia, então, fiz sem. Aliás, ainda bem, pois nos três primeiros dias ele comia só umas quatro colheradas e depois não queria mais. No quarto dia, segui o conselho da minha mãe e resolvi passar a sopa em uma peneira ao invés de só amassar com o garfo. Aí ele comeu bastante. Hoje (sexto dia de sopa) ele não só comeu tudo o que coloquei no prato, como ficou pedindo mais. Na pressa de dar mais, nem passei direito na peneira e ele comeu até grão de arroz sem reclamar. Acho que agora já posso tentar o frango desfiado.


Eu costumo fazer a sopa e guardar na geladeira por 2 dias, esquentando no microondas apenas o que vou dar para ele. Coloco de 15 a 30 segundos no microondas, depois amasso e misturo pra ficar um aquecimento uniforme.

Há algum tempo recebi um e-mail que dizia que o treinamento para dar papinha para o bebê era colocar um melão pendurado, balançando, fazer um buraco no melão e tentar enfiar uma colher por aquele buraco. Brincadeira à parte, é a pura verdade: ou ele acha que eu não sou rápida o bastante e fica tentando tirar a colher da minha mão, ou ele empurra a minha mão com o braço. Resultado: sujeira por todos os lados e moranga até dentro do nariz do guri após a papinha.

A consequência da alimentação pastosa é um assunto que não é dos mais agradáveis: já disse aqui que constipação não é um dos problemas do meu guri. Ele sempre fez o número 2 várias vezes ao dia. Pois agora, com a alimentação, agravou. Ele faz menos vezes, mas aumentou muito a quantidade. Cada vez que ele evacua, faz uma sujeirada braba de limpar. Raro é o dia em que não preciso trocar ele inteiro depois disso. Dias atrás, até precisei improvisar um banho de bacia, pois subiu até pro cabelo. Tomara que um dia ele leia isso pra saber o que eu passei e não seja mal-agradecido.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Diário de mãe: o sexto mês - parte 1

Semana 1:
Ele descobriu que quando o colocamos em pezinho pode ficar pulando sem parar. E adorou isso. Só quer fazer o dia inteiro. Haja braço da mãe. A propósito: meu marido nunca esteve tão musculoso na vida.

Finalmente, aos 5 meses ele entrou numa rotina de sono contínuo. Dorme às 21h, acorda entre meia-noite e 1h da manhã para mamar e depois vai até umas 8h da manhã dormindo. Claro que chorominga de vez em quando, mas parece conseguir se acalmar sozinho.

Nessa semana, introduzimos frutas na alimentação dele. Até então ele só mamava no peito, mas como ganhou pouco peso neste mês e no próximo já volto a trabalhar, a pediatra achou melhor dar uma frutinha por dia. Começamos com banana. No primeiro dia, ele só fez cara feia e cuspiu tudo. Começou a comer alguma coisa mesmo no terceiro dia. No quarto, já conseguiu comer quase uma banana inteira (quer dizer, sem as sementes que tenho que tirar, dá meia banana). O segredo: insistência e não usar colher de metal. Tenho usado uma de silicone nos últimos dias. Pode parecer frescura, mas o fato é que ele faz cara feia pra colher de metal. Pra de silicone, não.

Semana 2:
Ainda com relação às frutinhas, a pediatra liberou maçã argentina, banana prata, mamão papaia e pêra. Mas recomendou que repetisse a mesma fruta durante uns 3 dias para ter certeza de que ele não é alérgico a nenhuma. Li em alguns artigos na internet também que o bebê pode levar até 10 tentativas para aceitar um alimento novo, então, é complicado para o paladar que está se acostumando se a cada dia a gente vem com alguma coisa diferente. A fruta que ele aceitou melhor até agora foi pêra raspada.

Há algum tempo eu tenho o hábito de dançar e cantar na frente dele pra ele parar de chorar. Ele adora, dá gargalhadas. Pois agora, quando enxerga alguém dançando, até na TV, o guri ri sozinho. Aliás, ele ri tanto que está quase ganhando o apelido de bobo alegre.

As noites estão bem mais tranquilas agora, mas ontem aprontou uma: acordou à 1h da manhã, mamou e nada de dormir depois. O pai embalou, ele dormiu, mas foi só largar no berço que o guri despertou. Deitei-o na minha cama pra segurá-lo, porque se não faço isso ele fica sacudindo aqueles braços sem parar, ficando cada vez mais agitado. Dormiu. Acordou de novo quando o pai tentou colocá-lo no berço. Resumo: voltou pro berço dele só às 4h30min da manhã. Segundo o pai, isso lhe custará 5 mesadas em breve.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Bebê cibernético

Palavras digitadas pelo meu guri medonho de 5 meses para o pai dele no Gtalk:


ljh\
\\\\\\==[[p
;-]
yuu
\\\\\\\\\ v\
u'Gsdev]p[pytb vu]

Juro que ele fez a "carinha" sozinho. Não ajudei em nada.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Diário de mãe: o quinto mês - parte 2

Semana 3:
Muitos acontecimentos nessa semana. Finalmente levei ele para tomar a segunda dose da vacina contra o rotavírus. Demorei para criar coragem porque na primeira dose ele ficou chorando por 24 horas. Mas foi tudo bem na segunda dose, ele parece não ter tido reação, a exceção do fato de praticamente não ter dormido durante o dia. À noite, porém, dormiu como tem dormido: deitado na minha cama, ao meu lado, sem embalar e em menos de 15 minutos.

Acredite se quiser, a única reação aparente à vacina foi que ele perdeu o gosto recém adquirido pela chupeta. Não quis saber dela por três dias, só no quarto voltou lentamente a gostar. Mas uma coisa é certa: ele gosta da chupeta apenas quando tem sono e fome. O que até acho bom.

Nessa semana, ele também fez a primeira viagem para a serra. Fomos até Nova Petrópolis. Viagem tranquilíssima: dormiu tanto na ida, quanto na volta e foi sozinho no bebê-conforto, no banco de trás. Quanto ao passeio, ele estava no céu. Muitas coisas novas pra olhar, várias pessoas lhe dando atenção e conversando com ele... esqueceu até de mamar. Preferia ficar olhando o ambiente.

Mas o pior da semana foi o susto. Deixei-o sem cinto no bebê-conforto por 2 minutos e este estava sobre a cama. Pois nesse tempo ele conseguiu se jogar pra fora do bebê-conforto e cair de barriga pra baixo no chão. Por sorte foi apenas o susto mesmo, ele não bateu com a cabeça, nem nada e parou de chorar logo que eu o peguei. Todavia, aprendi que não dá pra deixar mais ele sozinho e solto em lugar algum, pois já se mexe o suficiente pra se jogar.

Semana 4:
Ele está quase sentando sozinho. Consegue erguer o corpo até a metade do caminho. E aprendeu que pode se apoiar nos cotovelos pra fazer isso. Também adora ficar em pezinho agora. Claro que só consegue fazer isso com a nossa ajuda, mas adora fingir que está caminhando.

Meu guri se tornou um bebê bem risonho. Não é daqueles que estranha as pessoas, ri sem distinção pra todo mundo quando está feliz. E fica feliz quase todo o tempo, principalmente quando está na rua.

Porém, quase aos 5 meses continua aprontando. Uso fraldas descartáveis de boas marcas, mas volta e meia acontece um acidente. O cocô sobe para as costas e suja a roupa inteira. O mais engraçado disso tudo é que ele parece escolher justamente horários em que estamos atrasados para alguma coisa para fazer isso ou os eventos festivos. Então a gente nunca pode sair de casa sem uma muda de roupa completa pra ele.