domingo, 18 de março de 2012

O primeiro aniversário

Com mais ou menos 11 meses e meio, podemos dizer que meu filhote começou a caminhar pra valer. Poderíamos ter apressado o processo com um andador, mas, além de pediatras e ortopedistas acharem perigoso, cheguei a conclusão de que realmente você corta uma fase se usar o andador. Explico: antes de começar a caminhar, o guri aprendeu a levantar, sentar, apoiar-se, equilibrar-se. Quando finalmente caminhou, ele já sabia o mais importante: como cair sentado. Tanto, que nunca caiu "de boca" no chão. Tenho a impressão que crianças habituadas ao andador perdem a noção do perigo. Sabem caminhar, mas falta coordenação motora para que não ocorram acidentes. Percebo hoje, que o guri já aprendeu a caminhar sabendo se virar para voltar, sabendo quando tem que dar uma paradinha para recuperar o equilíbrio e também o que considero mais difícil, acocorar e levantar sem apoio.

Pouco antes do primeiro aniversário, teve que tomar antibiótico pela primeira vez devido a uma otite. Minha tese de que o leite materno o protegia deve estar certa, porque isso aconteceu logo após o desmame definitivo. Aliás, fui assustada por pessoas que diziam que o desmame era difícil para bebês maiores, mas foi muito fácil. Fui introduzindo a mamadeira aos poucos e foi ele quem largou o peito e não eu quem o desmamou. Simplesmente um dia não quis mais saber, provavelmente porque o leite já era escasso mesmo e não matava a fome.

Ele começou a frequentar a escolinha também. Adaptou-se super bem, interagiu com as outras crianças e no terceiro dia já havia descoberto como abrir o portão que o mantém na sala de aula. No quarto dia, aprendeu a escalar o portão. Ele deixou, aliás, de ser o paspalho na frente das outras crianças. Antes, qualquer uma tirava um brinquedo dele. Agora é ele quem tira o brinquedo dos outros. Mas ele gosta de crianças e, principalmente, imita as maiorzinhas.

Coisa mais bonitinha é vê-lo brincando na pracinha. As meninas maiores, de 3 ou 4 anos, todas querem brincar e cuidar dele. Já os meninos maiorzinhos não o deixam se aproximar dos brinquedos. Pra ver como o homem é territorialista desde cedo, ao passo que a mulher é maternal. Ele não está nem aí se tem permissão ou não, o negócio é caminhar e mexer no máximo de coisas possíveis... Mas é fato que prefere as crianças maiores do que ele do que as menores.

Optamos por fazer um bolinho familiar no primeiro aniversário. Seria legal uma festa grande, num lugar com esses brinquedos de crianças, mas achamos que ele ficaria muito cansado. Fica pra quando estiver maiorzinho. Na festa simples, em casa mesmo, ele já estava cansado na hora do bolo. Não bateu palmas no parabéns, não assoprou a velinha, mas pelo menos não chorou, nem meteu a mão no bolo, o que é um progresso.

Andei ficando preocupada com o pouco interesse dele por comida. Tem sido uma briga para fazê-lo almoçar, tanto que tem engordado super pouco. Prefere leite, fruta, pão e suco. E danoninho. Como a pediatra liberou
alimentação de adulto pra ele, resolvi deixá-lo comer. Não preciso dizer que ele amou. Pra completar, ainda teve uma diarréia. Mas a médica acha que a inapetência pra comer deve significar vermes. Ele está tomando remédio desde segunda e parece que o apetite voltou.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Turismo em Itá - Santa Catarina (parte 2)

Na segunda parte do post, uma lista de coisas possíveis de serem feitas em Itá.


Visão panorâmica: Existe um passeio que pode ser feito a pé ou de carro que é até ao Mirante Caracol. Nesse mirante é possível ter uma vista linda do lago, da hidrelétrica e de uma das pontes que dividem Santa Catarina do Rio Grande do Sul. Partindo da entrada da cidade, caminha-se por algo entre 6 e 8Km, primeiro na estrada que leva até a hidrelétrica, depois por uma estrada de terra que chega até o morro. Peça indicações aos moradores locais, não é difícil de encontrar (embora seja difícil de explicar).

Hidrelétrica de Itá: A hidrelétrica foi inaugurada em 2000 e sua história confunde-se com a própria história da nova cidade de Itá. É possível visitá-la, mas a visita tem que ser agendada e é uma visita mais técnica. Se o objetivo for só apreciar a vista, um dos pontos bacanas é o Mirante do Caracol, listado acima. Outros pontos são na própria SC-485, estrada que chega até o município. Há um mirante bonitinho, com telhado e tudo.

Parque aquático: Se você não for se hospedar no Itá Thermas Resort, pode apenas frequentar o parque aquático ligado ao resort. São 18 piscinas, quadras esportivas e espaço para caminhada.

Praia? A prainha faz parte do Thermas Itá, mas creio que é aberta a visitantes. Foi projetada para quem quer tomar um banho no lago da usina, com faixa de areia, banheiros, bar, choupanas e trapiche. Você pode chegar até ela caminhando por uma estrada asfaltada ou de carro. O caminho é "intuitivo", não tem como se perder.

As torres da Igreja: Cartão postal da cidade, as torres da Igreja da antiga cidade de Itá são iluminadas à noite. Não é possível chegar exatamente na ilha das Torres (antes existia uma passarela, que foi cortada, devido ao vandalismo), mas é possível chegar bem próximo de carro ou então em um passeio de barco, feito sempre ao entardecer. De carro, basta entrar na estrada junto ao posto de gasolina Ipiranga (na entrada da cidade) e seguir as indicações.

Passeio de barco: um dos passeios mais legais é de barco pela represa da hidrelétrica. O passeio é no final de tarde, com direito a pôr-do-sol e chega pertinho das torres da igreja, emolduradas pela iluminação noturna.

Museu: Localiza-se no centro da cidade nova e é composto de 2 casas que foram trazidas da cidade antiga, uma em estilo alemão e outra em estilo italiano. Tem objetos que contam um pouco da história do município. Achei interessante, você assiste também um vídeo contando toda a história da cidade e, principalmente, como foi conduzida a questão do desenvolvimento da usina, da mudança das pessoas, das construções e destruições.

Zoo: Não é um grande zoológico, mas possui uma boa coleção de 70 espécies de aves. Mais informações em http://www.itaecoaventura.com.br

Arborismo e Tirolesa: Pra quem gosta de se aventurar um pouquinho mais, no próprio Zoo há percurso de arborismo(percurso de aproximadamente 200 metros). A tirolesa tem o segundo maior percurso do País), com 1.628,50 metros de extensão. O interessante dela é que passa por praticamente a cidade inteira! Parte do centro da cidade de Itá, passando sobre o Zoobotânico, lateral do parque Termas Itá, parte do lago da Usina Hidrelétrica, até a rodovia que conduz a antiga cidade.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Turismo em Itá - Santa Catarina

Provavelmente você já ouviu falar da Usina de Itá. Mas provavelmente não ouviu falar da cidade de Itá como destino turístico. Pois saiba que o lugar é um exemplo clássico da série "renascidos das cinzas".

A antiga cidade de Itá era um povoado pacato de cerca de 3 mil habitantes, no sul do estado de Santa Catarina, divisa com o Rio Grande do Sul e próximo ao Rio Uruguai.

Foi quando decidiu-se construir uma hidrelétrica na região. Como uma hidrelétrica precisa de um lago, a cidade seria inundada. Obviamente que a população foi contra a ideia, pois perderiam suas casas, terras, memórias...

Aos poucos, porém, a coisa não se mostrou tão ruim assim. Uma nova cidade foi construída pelos idealizadores da hidrelétrica, com prefeitura, escola, parque, hospital. Quem tinha uma casa na rua principal da antiga cidade, poderia receber o equivalente na nova cidade. Se optasse por uma casa em um ponto mais afastado, poderia receber a diferença em dinheiro ou em benfeitorias na nova casa. As casas entregues foram todas de alvenaria.

Houve preocupação em preservar, inclusive, a memória da antiga cidade. Duas de suas antigas casas, uma com padrão italiano e outra alemão, foram movidas para a nova cidade e viraram museu. Na nova cidade, há, inclusive, uma réplica da antiga igreja.

A igreja, aliás, tem uma história à parte. Era para ter sido totalmente demolida, assim como foram as antigas construções. Mas tentaram, por duas vezes, e as torres permaneceram em pé. Então, viraram atração turística, como mostra a foto ao lado.

O que se percebe, após mais de uma década de todo esse episódio é que a cidade renasceu mesmo. Hoje é um destino turístico bom belas paisagens, ergueu um resort, sua população duplicou daquela época e possui um carnaval de rua que chega a reunir 50 mil pessoas.

Por tudo isso, achamos que seria um bom lugar para passar férias com nosso bebê. Nesse post e no próximo, algumas dicas do que vimos por lá.

Como chegar:
Itá fica a quase 500Km de Porto Alegre. Se fosse em linha reta, seria muito menos, mas ir pela estrada que passa por Aratiba (que não passaria por Concórdia) nos foi contraindicada. Se alguém, tiver uma opinião diferente, fique a vontade para manifestar-se.

Saímos de Porto Alegre pela BR-116. Depois disso, tomamos a BR-386, passando por Lajeado, Marques e Souza, Pouso Novo, São José do Herval, Soledade, Tio Hugo, para citar algumas cidades. Em Tio Hugo, optamos por seguir até Carazinho, mas poderíamos ter seguido pela RS-153 até Passo Fundo. Lá, continua-se pela RS-153, passando por Erechim, até a fronteira. Por sinal, que bela ponte divide o RS de SC!

Dali, seguimos pela mesma estrada até Concórdia (SC-461). Em Concórdia, nos perdemos. A sinalização não é nada clara, mas dar alguma referência, você pode seguir reto até o hospital da cidade. Então vire a direita, depois a esquerda e a esquerda novamente. Siga até uma rotatória. Nessa rotatória, na primeira (ou segunda) saída à direita, haverá uma placa indicando Seara e Chapecó. É essa a estrada que você deve tomar. Itá não aparece nas placas indicativas, no início da rodovia.

Onde ficar:
Se você procura o conforto de um lugar onde pode se hospedar, fazer as refeições, esquentar as papinhas do bebê, que ofereça segurança pra largar crianças por aí, o lugar é o Itá Thermas Resort. A bem da verdade se você quiser chegar no resort e passar lá uma semana, sem sair, é possível, pois eles oferecem uma agenda diárias de atividades tanto para crianças (a partir de 3 anos), adolescentes e adultos.

Claro que esse conforto todo tem um preço, mas se você considerar que tem todas as refeições incluídas, mais piscinas, caminhadas guiadas, hidroginástica, entre outras atividades, é barato. Afinal, você vai gastar praticamente só a diária e o que beber. Em fevereiro de 2012, nós gastamos pouco menos de R$ 200 diários por pessoa (sem contar o bebê). Mas os preços devem variar conforme a época do ano ou a procura.

Para opções de hospedagem: http://www.ita.sc.gov.br/turismo/item/Hospedagem/

No próximo post, veja o que fazer por lá.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Diário de mãe: 11 meses

Parece mentira, mas o guri está com quase um ano.

No último mês, nasceram os dois dentinhos de cima, quase juntos. Ele sofreu bastante até os dentes nascerem, mas passou a dormir melhor desde então. O problema passou a ser alimentá-lo. Ele pegou um resfriado há umas 3 semanas e não queria comer nada. Só queria suco, leite e fruta. Para dar comida, tínhamos que distrai-lo, colocando outra coisa na sua mão. Enquanto ele olhava o objeto, com as mãozinhas ocupadas, eu empurrava a comida.

Passou mais ou menos uma semana assim. Depois, aos pouquinhos, o apetite foi voltando. Aí, hoje, acordou com febrão. Ainda não sabemos o que é, mas estou antevendo novas noites sem sono e manha para comer.

Parei definitivamente de amamentar. Sempre me disseram que seria difícil, mas não foi. O leite foi diminuindo, já não conseguia satisfazê-lo. Eu fui substituindo, então, por mamadeira e agora é ele quem não quer mais o peito.

Mas a grande novidade chegou no dia 17 de fevereiro. Foi quando ele começou a dar passinhos, sem se segurar. Antes ele já havia se arriscado, mas nesse dia fez isso várias vezes. Agora ele dá entre 5 e 8 passinhos. Coisa mais bonitinha de se ver. Faz isso, via de regra, quando está com as mãos ocupadas ou quando enxerga logo a frente o lugar onde vai se apoiar.

É bonito de se observar, nessa fase, como as coisas parecem ganhar significado pra ele. Quando empurra carrinhos ou caminhões de brinquedo, ele já faz o tradicional "vrrrrrrrrrrrrummmmmmm". Ás vezes, repete o "não" de reprovação. Mas continua enfiando o dedo onde não deve. Ele também fala bastante o "mamã" agora. Só que a palavra não se refere somente a mim, mas a qualquer coisa que ele queira. Dá uma dor no coração quando ele chora dizendo o "mamã".

Dias atrás, ele cometeu a primeira travessura mais grave. Quebrou um saleiro no restaurante. Claro que pagamos o estrago, pois era o restaurante em que íamos seguidamente aos sábados com ele. As pessoas lá é que não gostaram muito, mesmo assim. Se antes eram todos sorrisos e brincadeiras com o guri, agora mal olham pra ele. Sei que tenho que educar meu filho, mas existe uma "big" diferença quando uma criança de 3 anos quebra um saleiro e quando uma de 11 meses faz isso. Essa última ainda não consegue entender o que pode ou não pegar e jogar no chão, então acidentes acontecem. Fiquei sem entender a intolerância.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Diário de mãe: 10 meses e meio

Estão todos aguardando ansiosamente o momento em que o gurizinho dará seus primeiros passos. Ele já consegue ficar em pé, sem apoio, por um bom tempo, mas não tem coragem de caminhar sem se segurar. Quando mostramos algo que está fora do seu alcance como incentivo, ele senta e vem engatinhando. Estou começando a achar que ele é preguiçoso. Quando o levo para caminhar lá fora, ele insiste em não querer caminhar.

O segundo dentinho já apontou e ele consegue morder até pedaços de pão agora. Só acho estranho o quanto os dentes dele demoram a crescer. O do mês passado ainda está pequenininho lá.

As brincadeiras dele estão começando a mudar de foco também. Se antes, ele só queria rolar tudo no chão como se fosse uma bola, agora, ele prefere encaixar peças em outras peças. Atira tudo dentro de caixas, para depois tirar. Já entende uma série de coisas também. Se digo "onde está o sapo?", ele me alcança um sapo de pelúcia. Quer colocar coisas na minha boca também. E já faz associações: não apenas sabe ligar e desligar o interruptor de luz, mas sabe que ele faz a luz acender ou apagar. O mesmo vale para o controle remoto do ar condicionado. E na última semana, parece ter percebido que o controle remoto da TV serve para mudar o canal.

A pediatra liberou todas as frutas, com exceção de abacaxi e morango. Então, ele começou a tomar suquinho de melancia ou de mamão. Adorou. Mas não gostou de manga, é a única fruta que ele refugou. Toma em forma de suco, mas misturado com laranja.

Outra mania não muito legal que ele está pegando é ir para nossa cama no meio da noite. Sei que não é recomendável e tal, mas entre isso e ficar embalando pela casa na madrugada, prefiro isso. Seria tão bom se ele aceitasse a chupeta e ficasse quietinho na cama dele até dormir novamente...

O pai já disse que se algum dia ele perguntar por que não tem irmão terá a resposta na ponta da língua: por que tu choravas todas as noites, mesmo depois de grande.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A angústia da espera

Não gosto de médicos. Acho que a maioria deles falha em deixar de tratar-nos como seres humanos únicos. Lógico que eu sei que sou apenas uma no meio de 6 bilhões de humanos, mas eu me considero importante (assim como você que me lê também deve se considerar), então, gostaria de ser tratada como uma pessoa pensante, que tem emoções e sentimentos.

Estou passando por uma situação que ilustra bem o quanto os médicos, em sua objetividade, se esquecem de que somos humanos e únicos. Descobri um nódulo na minha mama. Em consulta ao mastologista, inicialmente, disse não tratar-se de nada preocupante, mas pediu alguns exames. Infelizmente, a ecografia acusou realmente um nódulo classificado como IVb no sistema Birads. Isso significa "possibilidade moderada de ser câncer".

Claro que pesquisei bastante sobre o assunto em sites especializados, mas quando finalmente fui mostrar o exame ao médico, esse, não pareceu muito disposto a me tranquilizar.

Em termos percentuais, disse que havia 50% de chance de ser câncer, que eu teria que fazer uma biópsia, mas que essa biópsia seria apenas para ele decidir o tipo de cirurgia que faria, já que "tinha que tirar o nódulo". Isso tudo, enquanto atendia ao telefone celular e dizia para alguém que achava que "não conseguiria ir, pois ainda tinha que atender 3 pessoas".

Não sei qual o compromisso que ele tinha. Talvez fosse algo importante, como assistir à ecografia do primeiro filho. Mas eu era uma paciente angustiada com o resultado de um exame e que havia esperado dias pela consulta, isso sem contar os 50 minutos para ser atendida. Então, o mínimo que esperava era que ele me dissesse quais eram as possibilidades e alternativas, até para que eu me preparasse para o que estava por vir. Não consegui nada além do que já sabia da Internet.

Quando insisti um pouco mais, afirmando, inclusive, que estava assustada, ele apenas afirmou que "não era o momento de ter uma conversa sobre câncer", mas superficialmente falando, eu não tinha motivo para preocupações, pois, ainda que tivesse que fazer quimioterapia, era um nódulo pequeno. Tudo isso num tom de voz semelhante ao usado para prescrever um antibiótico.

Para marcar a tal biópsia, outra novela. Não adianta você ter plano de saúde, só para dali a 2 semanas. Enquanto isso, o pobre mortal fica à deriva, sem qualquer acompanhamento médico ou psicológico, fazendo mil elocubrações e sem conseguir levar a vida adiante.

Honestamente, doutores: sei que vocês trabalham muito e acham que ganham pouco por consulta, muito embora, ainda ganhem mais do que a maior parcela da população brasileira. Sei que a pessoa que está ali pode ser apenas "mais uma paciente" pra vocês. Só que essa pessoa pode ser a filha, a mãe, a avó, a melhor amiga ou o amor de alguém. E se fosse o seu, como você gostaria que fosse tratado?

Claro que não vou mencionar aqui o nome do médico, até porque não é meu objetivo denegrir ninguém. Porém, pra terminar, preciso fazer justiça a uma profissional que foge a essa regra: a pediatra do meu filho, Dra. Natacha Uchoa. Essa sim, médica disponível quase que 24h, preocupada, que trata cada paciente de forma especial, não tem pressa de despachar ninguém, não faz pouco caso de nenhuma reclamação e não deixa sem resposta nenhuma indagação. Quem dera o médico que consultei tivesse um pouquinho só da boa vontade que ela sempre demonstrou com o meu guri.

Atualizando em 06/02/2012: No final das contas não era nada sério. Mas as semanas de angústia vividas, não desejo pra ninguém. Ah, e o médico (aquele) ainda quer operar.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Enfrentando a free-way (BR 290) com um bebê

Quem é gaúcho sabe que quem trabalha nos meses de verão e vai para o nosso litoral nos finais de semana, sofre. Com um bebê, então, a viagem pode virar um pesadelo.

Parece óbvio, mas o segredo é evitar os horários de pico. Claro que isso nem sempre é possível, mas tentamos adequar os horários de viagem aos horários em que nosso bebê costuma dormir. Na primeira tentativa, não deu muito certo. Optamos por sair em torno das 22h que é o horário em que já está dormindo e é o primeiro sono da noite, ou seja, o mais pesado. Ele dormiu a maior parte da viagem, mas pegamos tranqueira e quando o carro parava, ele "meio que acordava" e chorava. Então, quando finalmente chegamos, tivemos que retirá-lo do carro e, então, ele acordou pra valer. Foi bem difícil fazê-lo dormir novamente naquela noite. Acordou várias vezes e ficou com aquele sono leve, resmungando o restante da noite.

O que percebemos, então, é que temos que ir durante o dia, mas nos horários de soneca dele. Então, nos domingos, voltamos no horário da soneca da tarde e não vamos mais nas sextas, mas nos sábados, bem cedinho, pela manhã.

Enfim, cada bebê é um bebê e o que serve pra mim pode não servir pra você, porém, a melhor opção parece ser observar os horários de sono e tentar levá-lo em horários próximos a esses soninhos. No meu caso, ainda com a ressalva de que não pode ser o sono da noite, pois quando ele chega, fatalmente acorda.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Diário de mãe: chegamos aos 10 meses

O gurizinho completou 10 meses de vida. Inacreditável como o tempo passa rápido! Sinto que agora ele está cada vez mais menino e menos bebê e já bate aquela saudade de quando ele ficava quietinho, mamando no meu colo. Ele faz manha para ir para o colo agora apenas quando quer ir pegar coisas em algum lugar. Então, ele aponta para o objeto de desejo até alguém aproximá-lo o bastante para que consiga pegar. Quem normalmente faz isso, claro, são os avós. Pai e mãe ficam com o papel chato de colocar um mínimo de limite e fazê-lo entender que ele não vai poder ter tudo na vida.

Antes, ele chorava quando não havia nenhuma pessoa presente em seu campo de visão. Pois agora, ele aprendeu a ir atrás da pessoa, engatinhando. Também foge para a cozinha e fica espiando na porta, só com os olhinhos pra fora, esperando que alguém o siga. Se ninguém vai, ele volta, contrariado.

Passamos a virada do ano na praia e ele conseguiu ficar acordado até às 23h30min. Aí capotou. Não viu os fogos de ano novo e entrou 2012 enrolado em uma manta (estava friozinho) no meu colo. Foi pra ele meu primeiro beijo do ano, óbvio.

À propósito, não gostou muito do mar. Na primeira vez que foi, ficou de boca aberta, admirado, mas não chegou a ficar com medo. Na segunda vez, sentiu um misto de fascínio e medo. Ficava puxando a gente para que o levássemos caminhando até a beira, mas chegando lá queria colo e ficava agarradinho, com um certo temor. Não gostou da areia, nem quis engatinhar lá. E olha que o que ele mais gosta de fazer atualmente é sair por aí, livre, engatinhando.

O que o atraiu no litoral, na verdade, foram as casas dos avós. Casas com garagens grandes para ele engatinhar bastante, quintal e balanço. Ele engatinhou livre até ficar com os joelhos e pés de um gurizinho de rua. Viu cachorro, cavalo, galinha... uma série de coisas que pouco via na cidade. Só estranhou um pouco na hora de dormir. Acordou várias vezes durantes as noites e terminou dormindo conosco.

A única intercorrência do mês foi uma alergia estranha. Estranha, porque estou acostumada com bolhas pelo corpo. Mas na dele aparecia uma única bolha, que crescia até ficar enorme, com um vermelho em volta. Esse processo demorava mais ou menos 30 minutos. Então, a bolha sumia e aparecia em outro lugar. Dei antialérgico por 3 dias e tudo resolveu-se.

Pra terminar: o guri está virando "polenteiro". Ele não gosta muito de comida sólida, prefere aquelas papas com tudo misturado e amassadadas, mas estamos tentando introduzir a comida um pouco mais sólida e separada, ou seja, mais próxima da nossa, apesar do único dente. Ele não curtiu muito brócolis e arroz com lentilha, quando não misturados com outras coisas. Agora, polenta e purê de moranga, ele come e pede mais, quer dizer, não nega as origens.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Diário de mãe: o primeiro Natal

Acho que não preciso dizer que as famílias estavam ansiosíssimas para o primeiro Natal do guri fora da barriga. Já ele não entendeu muito bem o que estava se passando. Primeiro, não deu muita bola para a decoração de Natal (bem gurizinho, mesmo). Depois, parece ter se aborrecido com tanta gente o apertando e o beijando. Ele queria mesmo era engatinhar, mas aquele monte de gente no meio do caminho não estava deixando. Com relação aos presentes, gostou mais de morder os pacotes. E posou direitinho pra foto de família. Quer saber o segredo? Deixamos a máquina no automático e, nesse modo, ela pisca e faz um barulhinho até disparar. Foi o suficiente para paralisá-lo durante alguns segundos.

Aguentou até às 23h. Depois, desmaiou. Não ouviu nem os fogueteiros do Natal.

Hoje, dia 26, acordou com uma tremenda ressaca dos dois dias de festa. Dormiu super bem a noite passada, aliás, sem resmungar até quase às 8h da manhã. Acordou desesperado de fome e, depois de mamar, foi direto pros seus brinquedos favoritos: qualquer móvel que ele possa bater ou arrastar ou se apoiar pra ficar em pé, ou seja, nada mudou. Não que ele não tenha gostado dos brinquedos de Natal. Gostou. Mas a utilização preferida dele para os brinquedos continua sendo rolar todos como se fossem a bolinha. Pobre ursinho! Virou pano de chão.

Estou deixando ele bater com vontade especialmente um volante (de carro) cheio de barulhinhos de buzina e de motor irritantes que ele ganhou de pessoas provavelmente surdas. Mãe má.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Diário de mãe: enfim o primeiro dente

Como todos devem perceber pela leitura dos meus posts passados, andava angustiada com os dentes que não vinham. Apesar de saber que é perfeitamente normal uma criança de 1 ano não ter nenhum dente, não me conformava com o meu gurizinho ser tão atrasado nesse aspecto. Então, com exatamente 9 meses e 13 dias de vida apareceu o seu primeiro dentinho. Ele ainda está pequenino, mas já dá pra sentir uma "serrinha" na gengiva dele.

Essa, aliás, foi a grande novidade da semana natalina, porque ele não gostou do Papai Noel do shopping. Também não causou empolgação a árvore de Natal. Ele prefere ver ventilador de teto rodando.