terça-feira, 29 de maio de 2012

Mau momento

Dias atrás me deparei com um texto que expressa muito bem o que aconteceu com minha família recentemente. Foi escrito por Cláudia Laitano, para a Zero Hora e publicado em 07.04.2012. Chama-se "Cair do Cavalo". Em resumo, o que ela comenta é que todo mundo um dia cai do cavalo (alguns literalmente).

Meu pai submeteu-se a uma cirurgia de grande porte semana passada. As primeiras 48 horas seriam determinantes pro sucesso. A cirurgia foi super bem sucedida, as primeiras 48 horas foram tranquilas e ele já contava com a alta da UTI no dia seguinte. Todos nós contávamos. Cheguei em casa na noite de quinta-feira feliz e aliviada. Então, na última noite de UTI, sofreu um infarto que o colocou numa situação bem mais complicada.

Agora estamos todos aqui, tentando assimilar o que aconteceu, rezando e tentando tocar a vida. Claro que como toda a desgraça vem acompanhada de desgraças menores, estamos tendo outros pequenos problemas pra resolver. E a gente fica o tempo todo pensando que o dia de amanhã vai ser melhor.

Segundo o texto que citei acima (que peço a licença para transcrever), "para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena".

O problema numa hora dessas é tentar tirar alguma coisa de positivo sem pensar em futuro. Porque a gente passa a maior parte do tempo pensando que amanhã vai ser melhor. Aliás, ao longo dos últimos anos, tenho sempre pensado que tudo vai melhorar. Meu filho passava noites chorando enquanto bebê? Até ele completar um ano passa. Ele já está com um ano e continua a berrar. Então, penso que quando ficar um pouco mais velho passa. O trabalho está ruim? Vou passar num concurso melhor. E aí se vão mais de 3 anos no mesmo trabalho ruim e sem a menor perspectiva de um novo concurso.

Nesse tempo, se eu não prestar bem a atenção, talvez eu não perceba como é bom dormir com meu filho ao meu lado na cama e talvez esqueça que este mesmo trabalho ruim me dá a chance de ficar mais tempo com ele e também de desenvolver outros projetos, que podem não render nada financeiramente, mas que são importantes pra que me sinta útil na sociedade.

Então, por mais difícil que a situação se apresente, não dá pra pensar em ser feliz amanhã. A vida tem que seguir o seu curso e se a gente não encontrar uma forma de ser feliz com o que tem, talvez não seja feliz nunca.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A escolinha e o bebê de 1 ano

Uma questão sempre polêmica é o quando colocar um bebê na escolinha. Tenho uma opinião pessoal que não é embasada em nenhum artigo científico. Também não sou psicóloga, nem pedagoga, nem estudiosa do tema. Minha opinião é baseada unicamente na minha experiência como mãe.

Se eu tivesse a opção de não colocar meu filho na escola antes dos 2 anos, não colocaria. Meu bebê começou a ir com 1 ano, pela necessidade. Mas não vi grandes benefícios pra ele desde que entrou.Os benefícios são pra nós, já que a escola fica próxima de casa e não perdemos muito tempo.

Primeiro: dizem que crianças que vão para a escolinha aprendem a dormir sozinhas. Meu guri vai apenas meio turno, então, essa parte ficou prejudicada, pois ele dorme antes de ir. Também dizem que se tornam mais independentes. O que notei foi exatamente o contrário: ele ficou muito mais grudado em mim, desde que começou a ir pra lá.

Mas o que de pior aconteceu foram as doenças: em três meses de escolinha, ele pegou duas gastroenterites, uma amigdalite, um resfriado atrás do outro e ainda uma tosse, que não deixava nem ele, nem nós dormirmos direito à noite. Tivemos uma semana de trégua e novo resfriado com tosse. Quando esse resfriado parecia controlado, febre de quase 39 C.

Comecei a ficar preocupada com esse monte de doenças, mas, então, uma colega, que tem a filha com 11 meses me disse ontem que decidiu tirá-la da escolinha por enquanto. Fazia dois meses que a menina tinha uma gripe que não sarava. Quer dizer, parece que escolinha e esse nosso clima de sobreviventes (e olha que o clima nem tem estado tão ruim assim) não combinam.

Pra completar, ele nem sempre come a comida da escolinha, o que nos obriga a sempre ter uma janta extra em casa. Aliás, a janta, nas escolinhas, é servida antes das 17h, então, mesmo que jante, ele vai ter que jantar novamente em casa depois.

O que eu vi de beneficio até agora: apenas o convívio social com outras crianças. Creio que ele aprendeu a se defender delas, mas ainda não gosta de brincar com elas. Na verdade, ele não se interessa muito por brincar com crianças da sua idade. Gosta é de olhar os grandes correndo na pracinha.

Na apresentação do dia das mães estava esperando que ele dançasse, como faz aqui em casa. Mas que nada: ficou assustado com aquele monte de gente e só queria colo.

Também acho bobagem fazê-los fazerem trabalhinhos nessa idade ou "portfólio", como sei que algumas escolas montam. Eles ainda não tem concentração suficiente pra isso, já foi uma briga fazê-lo parar quieto 1 minuto pra colocar a mãozinha na tinta num cartão para as avós.

Enfim, se tivesse outra opção, nesse exato momento, daria um tempo na escolinha.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Diário de mãe: 14 meses

Antes de completar 14 meses, aconteceu o que talvez tenha sido o momento mais emocionante desde o nascimento do meu filho. Ele olhou bem nos meus olhos e chamou: mamã. Depois disso, passou a fazer isso com frequência. Quando me vê, diz o mamã e também fala o papá ou babá para o pai. É lindo ver que aquele serzinho que era tão pequenino agora já corre por aí e fala palavras com significado. Li em algum lugar que com 1 ano e 3 meses, 75% das crianças fala mamá, papá e mais três palavras. O meu já fala "gol" quando atira uma bola, o "não, não" sacudindo os dedinhos e o "nenê", para fotos de crianças.

 Recentemente, ele descobriu "A Galinha Pintadinha". Realmente é um santo remédio, como dizem. Ele fica vidrado no computador assistindo e dançando por uns bons minutos. Já faz até o gesto dos dedinhos quando eles se saúdam na música e dá voltinha.

A fase atual é a fase das travessuras. Ele já fez algumas nos últimos tempos:
1) Virou um balde cheio de água na área de serviço e me "ajudou" a secar, espalhando tudo para os dois lados, com as mãozinhas.
2) Virou um saco de arroz na cozinha, enquanto eu cozinhava (e também ajudou a juntar espalhando tudo pro lado).
3) Todos os dias puxa o rolo de papel higiênico, tira pedacinhos e me traz.
4) Todos os dias leva a balança (de pesar) para algum lugar e sobe para ficar mais alto e alcançar o objeto de desejo.

O pequeno também já cumpre algumas ordens. Ele tem a mania de bater na gente e puxar o cabelo. Pois quando digo, "na fulana é só carinho", ele pára de bater e passa a mãozinha delicadamente pelo rosto da pessoa. Também já traz alguns objetos quando peço e já se encaminha pro banheiro, quando falamos que é hora do banho. Também sacode a cabeça afirmativamente quando pergunto se ele quer papá (comida).

Apesar de ser uma fase em que a gente tem que ficar todo o tempo de olho neles (haja energia), talvez estejamos vivendo o melhor momento desde que ele nasceu. Ele faz uma descoberta nova a cada dia e a gente vibra muito com isso. É uma fase boa também porque ele já tem um horário fixo de soninho durante o dia e dorme quase 2 horas, o que nos dá algum descanso.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

13 meses

Fiquei impressionada em como o entendimento do guri aumentou depois que completou 1 aninho. Ele ainda não fala muita coisa, mas já diz "nenê", quando vê uma criança, "gol", quando lança uma bola e "vrrrrrrrrr", quando empurra seus carrinhos. Também fala "papa" quando me vê preparando sua comida e a campeã de todas as palavras: "não, não", sacudindo o dedinho indicador. Só que entende quase tudo o que a gente diz, desde que não esteja bravo ou com sono.

Dias desses nos deu novo susto. Virou-se no trocador no momento em que estava sendo vestido, após o banho e não fui rápida o bastante para segurar: caiu e bateu de testa no chão. Acho que nunca o vi chorar tanto e tão gritado, pobrezinho. Depois, foi ficando sonolento e decidi levá-lo a uma emergência em um hospital. Poderia ter ficado só observando em casa, mas fiquei com medo, principalmente, por causa do sono dele. O guri teve que fazer a primeira tomografia da vida dele. Provavelmente não se lembrará, porque apagou antes dela, mas ficamos todos mais tranquilos. Já posso chamá-lo de "cabeça-dura" agora. Não quebrou nada, graças a Deus!

Na atual fase, ele está muito interessado por brinquedos de rosquear e encaixar. Tem um interesse especial por chaves, uma vez que parece compreender que estas abrem portas.

Anda muito briguento para dormir durante o dia. Não quer de jeito nenhum. O que tenho feito é deixá-lo acordado pela manhã, dar o almoço em torno das 11h30min e depois deixá-lo dormir tomando o suco. Se dorme bem nesse horário, depois vai bem até às 21h. Se não dorme, acaba ficando com sono no fim da tarde, o que é péssimo, porque atrapalha o horário de ir para a cama à noite.

Aliás, na noite passada, pela primeira vez (acredite se quiser), consegui fazê-lo passar a noite inteira sem mamar. Jantou às 17h e, novamente, às 19h30min, além de tomar 240ml de leite antes de deitar. Sempre invejei mães que dizem o filho dormir a noite inteira desde os 3 meses. O meu até estava dormindo bem, mas virava bicho, se não tinha leite ali pela 1h da manhã. Espero que de agora em diante, eu consiga finalmente eliminar essa mamadeira do início da madrugada.

Depois de um mês frequentando a escolinha, não posso dizer que houve uma grande evolução ou regressão no comportamento dele. É fato, que agora pega muito mais "ites". Em pouco mais de um mês foram 3 (gastroenterite, otite, amigdalite), isso sem contar um resfriado. Mas, falando de evoluções, acho que apenas aprendeu a se defender de outras crianças (antes ele era bem paspalho). O lado ruim, é que aprendeu a tirar brinquedos dos outros também, o que não achei uma boa. Ah, e agora sabe dar voltinha dançando. Uma graça de ver!

domingo, 18 de março de 2012

O primeiro aniversário

Com mais ou menos 11 meses e meio, podemos dizer que meu filhote começou a caminhar pra valer. Poderíamos ter apressado o processo com um andador, mas, além de pediatras e ortopedistas acharem perigoso, cheguei a conclusão de que realmente você corta uma fase se usar o andador. Explico: antes de começar a caminhar, o guri aprendeu a levantar, sentar, apoiar-se, equilibrar-se. Quando finalmente caminhou, ele já sabia o mais importante: como cair sentado. Tanto, que nunca caiu "de boca" no chão. Tenho a impressão que crianças habituadas ao andador perdem a noção do perigo. Sabem caminhar, mas falta coordenação motora para que não ocorram acidentes. Percebo hoje, que o guri já aprendeu a caminhar sabendo se virar para voltar, sabendo quando tem que dar uma paradinha para recuperar o equilíbrio e também o que considero mais difícil, acocorar e levantar sem apoio.

Pouco antes do primeiro aniversário, teve que tomar antibiótico pela primeira vez devido a uma otite. Minha tese de que o leite materno o protegia deve estar certa, porque isso aconteceu logo após o desmame definitivo. Aliás, fui assustada por pessoas que diziam que o desmame era difícil para bebês maiores, mas foi muito fácil. Fui introduzindo a mamadeira aos poucos e foi ele quem largou o peito e não eu quem o desmamou. Simplesmente um dia não quis mais saber, provavelmente porque o leite já era escasso mesmo e não matava a fome.

Ele começou a frequentar a escolinha também. Adaptou-se super bem, interagiu com as outras crianças e no terceiro dia já havia descoberto como abrir o portão que o mantém na sala de aula. No quarto dia, aprendeu a escalar o portão. Ele deixou, aliás, de ser o paspalho na frente das outras crianças. Antes, qualquer uma tirava um brinquedo dele. Agora é ele quem tira o brinquedo dos outros. Mas ele gosta de crianças e, principalmente, imita as maiorzinhas.

Coisa mais bonitinha é vê-lo brincando na pracinha. As meninas maiores, de 3 ou 4 anos, todas querem brincar e cuidar dele. Já os meninos maiorzinhos não o deixam se aproximar dos brinquedos. Pra ver como o homem é territorialista desde cedo, ao passo que a mulher é maternal. Ele não está nem aí se tem permissão ou não, o negócio é caminhar e mexer no máximo de coisas possíveis... Mas é fato que prefere as crianças maiores do que ele do que as menores.

Optamos por fazer um bolinho familiar no primeiro aniversário. Seria legal uma festa grande, num lugar com esses brinquedos de crianças, mas achamos que ele ficaria muito cansado. Fica pra quando estiver maiorzinho. Na festa simples, em casa mesmo, ele já estava cansado na hora do bolo. Não bateu palmas no parabéns, não assoprou a velinha, mas pelo menos não chorou, nem meteu a mão no bolo, o que é um progresso.

Andei ficando preocupada com o pouco interesse dele por comida. Tem sido uma briga para fazê-lo almoçar, tanto que tem engordado super pouco. Prefere leite, fruta, pão e suco. E danoninho. Como a pediatra liberou
alimentação de adulto pra ele, resolvi deixá-lo comer. Não preciso dizer que ele amou. Pra completar, ainda teve uma diarréia. Mas a médica acha que a inapetência pra comer deve significar vermes. Ele está tomando remédio desde segunda e parece que o apetite voltou.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Turismo em Itá - Santa Catarina (parte 2)

Na segunda parte do post, uma lista de coisas possíveis de serem feitas em Itá.


Visão panorâmica: Existe um passeio que pode ser feito a pé ou de carro que é até ao Mirante Caracol. Nesse mirante é possível ter uma vista linda do lago, da hidrelétrica e de uma das pontes que dividem Santa Catarina do Rio Grande do Sul. Partindo da entrada da cidade, caminha-se por algo entre 6 e 8Km, primeiro na estrada que leva até a hidrelétrica, depois por uma estrada de terra que chega até o morro. Peça indicações aos moradores locais, não é difícil de encontrar (embora seja difícil de explicar).

Hidrelétrica de Itá: A hidrelétrica foi inaugurada em 2000 e sua história confunde-se com a própria história da nova cidade de Itá. É possível visitá-la, mas a visita tem que ser agendada e é uma visita mais técnica. Se o objetivo for só apreciar a vista, um dos pontos bacanas é o Mirante do Caracol, listado acima. Outros pontos são na própria SC-485, estrada que chega até o município. Há um mirante bonitinho, com telhado e tudo.

Parque aquático: Se você não for se hospedar no Itá Thermas Resort, pode apenas frequentar o parque aquático ligado ao resort. São 18 piscinas, quadras esportivas e espaço para caminhada.

Praia? A prainha faz parte do Thermas Itá, mas creio que é aberta a visitantes. Foi projetada para quem quer tomar um banho no lago da usina, com faixa de areia, banheiros, bar, choupanas e trapiche. Você pode chegar até ela caminhando por uma estrada asfaltada ou de carro. O caminho é "intuitivo", não tem como se perder.

As torres da Igreja: Cartão postal da cidade, as torres da Igreja da antiga cidade de Itá são iluminadas à noite. Não é possível chegar exatamente na ilha das Torres (antes existia uma passarela, que foi cortada, devido ao vandalismo), mas é possível chegar bem próximo de carro ou então em um passeio de barco, feito sempre ao entardecer. De carro, basta entrar na estrada junto ao posto de gasolina Ipiranga (na entrada da cidade) e seguir as indicações.

Passeio de barco: um dos passeios mais legais é de barco pela represa da hidrelétrica. O passeio é no final de tarde, com direito a pôr-do-sol e chega pertinho das torres da igreja, emolduradas pela iluminação noturna.

Museu: Localiza-se no centro da cidade nova e é composto de 2 casas que foram trazidas da cidade antiga, uma em estilo alemão e outra em estilo italiano. Tem objetos que contam um pouco da história do município. Achei interessante, você assiste também um vídeo contando toda a história da cidade e, principalmente, como foi conduzida a questão do desenvolvimento da usina, da mudança das pessoas, das construções e destruições.

Zoo: Não é um grande zoológico, mas possui uma boa coleção de 70 espécies de aves. Mais informações em http://www.itaecoaventura.com.br

Arborismo e Tirolesa: Pra quem gosta de se aventurar um pouquinho mais, no próprio Zoo há percurso de arborismo(percurso de aproximadamente 200 metros). A tirolesa tem o segundo maior percurso do País), com 1.628,50 metros de extensão. O interessante dela é que passa por praticamente a cidade inteira! Parte do centro da cidade de Itá, passando sobre o Zoobotânico, lateral do parque Termas Itá, parte do lago da Usina Hidrelétrica, até a rodovia que conduz a antiga cidade.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Turismo em Itá - Santa Catarina

Provavelmente você já ouviu falar da Usina de Itá. Mas provavelmente não ouviu falar da cidade de Itá como destino turístico. Pois saiba que o lugar é um exemplo clássico da série "renascidos das cinzas".

A antiga cidade de Itá era um povoado pacato de cerca de 3 mil habitantes, no sul do estado de Santa Catarina, divisa com o Rio Grande do Sul e próximo ao Rio Uruguai.

Foi quando decidiu-se construir uma hidrelétrica na região. Como uma hidrelétrica precisa de um lago, a cidade seria inundada. Obviamente que a população foi contra a ideia, pois perderiam suas casas, terras, memórias...

Aos poucos, porém, a coisa não se mostrou tão ruim assim. Uma nova cidade foi construída pelos idealizadores da hidrelétrica, com prefeitura, escola, parque, hospital. Quem tinha uma casa na rua principal da antiga cidade, poderia receber o equivalente na nova cidade. Se optasse por uma casa em um ponto mais afastado, poderia receber a diferença em dinheiro ou em benfeitorias na nova casa. As casas entregues foram todas de alvenaria.

Houve preocupação em preservar, inclusive, a memória da antiga cidade. Duas de suas antigas casas, uma com padrão italiano e outra alemão, foram movidas para a nova cidade e viraram museu. Na nova cidade, há, inclusive, uma réplica da antiga igreja.

A igreja, aliás, tem uma história à parte. Era para ter sido totalmente demolida, assim como foram as antigas construções. Mas tentaram, por duas vezes, e as torres permaneceram em pé. Então, viraram atração turística, como mostra a foto ao lado.

O que se percebe, após mais de uma década de todo esse episódio é que a cidade renasceu mesmo. Hoje é um destino turístico bom belas paisagens, ergueu um resort, sua população duplicou daquela época e possui um carnaval de rua que chega a reunir 50 mil pessoas.

Por tudo isso, achamos que seria um bom lugar para passar férias com nosso bebê. Nesse post e no próximo, algumas dicas do que vimos por lá.

Como chegar:
Itá fica a quase 500Km de Porto Alegre. Se fosse em linha reta, seria muito menos, mas ir pela estrada que passa por Aratiba (que não passaria por Concórdia) nos foi contraindicada. Se alguém, tiver uma opinião diferente, fique a vontade para manifestar-se.

Saímos de Porto Alegre pela BR-116. Depois disso, tomamos a BR-386, passando por Lajeado, Marques e Souza, Pouso Novo, São José do Herval, Soledade, Tio Hugo, para citar algumas cidades. Em Tio Hugo, optamos por seguir até Carazinho, mas poderíamos ter seguido pela RS-153 até Passo Fundo. Lá, continua-se pela RS-153, passando por Erechim, até a fronteira. Por sinal, que bela ponte divide o RS de SC!

Dali, seguimos pela mesma estrada até Concórdia (SC-461). Em Concórdia, nos perdemos. A sinalização não é nada clara, mas dar alguma referência, você pode seguir reto até o hospital da cidade. Então vire a direita, depois a esquerda e a esquerda novamente. Siga até uma rotatória. Nessa rotatória, na primeira (ou segunda) saída à direita, haverá uma placa indicando Seara e Chapecó. É essa a estrada que você deve tomar. Itá não aparece nas placas indicativas, no início da rodovia.

Onde ficar:
Se você procura o conforto de um lugar onde pode se hospedar, fazer as refeições, esquentar as papinhas do bebê, que ofereça segurança pra largar crianças por aí, o lugar é o Itá Thermas Resort. A bem da verdade se você quiser chegar no resort e passar lá uma semana, sem sair, é possível, pois eles oferecem uma agenda diárias de atividades tanto para crianças (a partir de 3 anos), adolescentes e adultos.

Claro que esse conforto todo tem um preço, mas se você considerar que tem todas as refeições incluídas, mais piscinas, caminhadas guiadas, hidroginástica, entre outras atividades, é barato. Afinal, você vai gastar praticamente só a diária e o que beber. Em fevereiro de 2012, nós gastamos pouco menos de R$ 200 diários por pessoa (sem contar o bebê). Mas os preços devem variar conforme a época do ano ou a procura.

Para opções de hospedagem: http://www.ita.sc.gov.br/turismo/item/Hospedagem/

No próximo post, veja o que fazer por lá.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Diário de mãe: 11 meses

Parece mentira, mas o guri está com quase um ano.

No último mês, nasceram os dois dentinhos de cima, quase juntos. Ele sofreu bastante até os dentes nascerem, mas passou a dormir melhor desde então. O problema passou a ser alimentá-lo. Ele pegou um resfriado há umas 3 semanas e não queria comer nada. Só queria suco, leite e fruta. Para dar comida, tínhamos que distrai-lo, colocando outra coisa na sua mão. Enquanto ele olhava o objeto, com as mãozinhas ocupadas, eu empurrava a comida.

Passou mais ou menos uma semana assim. Depois, aos pouquinhos, o apetite foi voltando. Aí, hoje, acordou com febrão. Ainda não sabemos o que é, mas estou antevendo novas noites sem sono e manha para comer.

Parei definitivamente de amamentar. Sempre me disseram que seria difícil, mas não foi. O leite foi diminuindo, já não conseguia satisfazê-lo. Eu fui substituindo, então, por mamadeira e agora é ele quem não quer mais o peito.

Mas a grande novidade chegou no dia 17 de fevereiro. Foi quando ele começou a dar passinhos, sem se segurar. Antes ele já havia se arriscado, mas nesse dia fez isso várias vezes. Agora ele dá entre 5 e 8 passinhos. Coisa mais bonitinha de se ver. Faz isso, via de regra, quando está com as mãos ocupadas ou quando enxerga logo a frente o lugar onde vai se apoiar.

É bonito de se observar, nessa fase, como as coisas parecem ganhar significado pra ele. Quando empurra carrinhos ou caminhões de brinquedo, ele já faz o tradicional "vrrrrrrrrrrrrummmmmmm". Ás vezes, repete o "não" de reprovação. Mas continua enfiando o dedo onde não deve. Ele também fala bastante o "mamã" agora. Só que a palavra não se refere somente a mim, mas a qualquer coisa que ele queira. Dá uma dor no coração quando ele chora dizendo o "mamã".

Dias atrás, ele cometeu a primeira travessura mais grave. Quebrou um saleiro no restaurante. Claro que pagamos o estrago, pois era o restaurante em que íamos seguidamente aos sábados com ele. As pessoas lá é que não gostaram muito, mesmo assim. Se antes eram todos sorrisos e brincadeiras com o guri, agora mal olham pra ele. Sei que tenho que educar meu filho, mas existe uma "big" diferença quando uma criança de 3 anos quebra um saleiro e quando uma de 11 meses faz isso. Essa última ainda não consegue entender o que pode ou não pegar e jogar no chão, então acidentes acontecem. Fiquei sem entender a intolerância.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Diário de mãe: 10 meses e meio

Estão todos aguardando ansiosamente o momento em que o gurizinho dará seus primeiros passos. Ele já consegue ficar em pé, sem apoio, por um bom tempo, mas não tem coragem de caminhar sem se segurar. Quando mostramos algo que está fora do seu alcance como incentivo, ele senta e vem engatinhando. Estou começando a achar que ele é preguiçoso. Quando o levo para caminhar lá fora, ele insiste em não querer caminhar.

O segundo dentinho já apontou e ele consegue morder até pedaços de pão agora. Só acho estranho o quanto os dentes dele demoram a crescer. O do mês passado ainda está pequenininho lá.

As brincadeiras dele estão começando a mudar de foco também. Se antes, ele só queria rolar tudo no chão como se fosse uma bola, agora, ele prefere encaixar peças em outras peças. Atira tudo dentro de caixas, para depois tirar. Já entende uma série de coisas também. Se digo "onde está o sapo?", ele me alcança um sapo de pelúcia. Quer colocar coisas na minha boca também. E já faz associações: não apenas sabe ligar e desligar o interruptor de luz, mas sabe que ele faz a luz acender ou apagar. O mesmo vale para o controle remoto do ar condicionado. E na última semana, parece ter percebido que o controle remoto da TV serve para mudar o canal.

A pediatra liberou todas as frutas, com exceção de abacaxi e morango. Então, ele começou a tomar suquinho de melancia ou de mamão. Adorou. Mas não gostou de manga, é a única fruta que ele refugou. Toma em forma de suco, mas misturado com laranja.

Outra mania não muito legal que ele está pegando é ir para nossa cama no meio da noite. Sei que não é recomendável e tal, mas entre isso e ficar embalando pela casa na madrugada, prefiro isso. Seria tão bom se ele aceitasse a chupeta e ficasse quietinho na cama dele até dormir novamente...

O pai já disse que se algum dia ele perguntar por que não tem irmão terá a resposta na ponta da língua: por que tu choravas todas as noites, mesmo depois de grande.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A angústia da espera

Não gosto de médicos. Acho que a maioria deles falha em deixar de tratar-nos como seres humanos únicos. Lógico que eu sei que sou apenas uma no meio de 6 bilhões de humanos, mas eu me considero importante (assim como você que me lê também deve se considerar), então, gostaria de ser tratada como uma pessoa pensante, que tem emoções e sentimentos.

Estou passando por uma situação que ilustra bem o quanto os médicos, em sua objetividade, se esquecem de que somos humanos e únicos. Descobri um nódulo na minha mama. Em consulta ao mastologista, inicialmente, disse não tratar-se de nada preocupante, mas pediu alguns exames. Infelizmente, a ecografia acusou realmente um nódulo classificado como IVb no sistema Birads. Isso significa "possibilidade moderada de ser câncer".

Claro que pesquisei bastante sobre o assunto em sites especializados, mas quando finalmente fui mostrar o exame ao médico, esse, não pareceu muito disposto a me tranquilizar.

Em termos percentuais, disse que havia 50% de chance de ser câncer, que eu teria que fazer uma biópsia, mas que essa biópsia seria apenas para ele decidir o tipo de cirurgia que faria, já que "tinha que tirar o nódulo". Isso tudo, enquanto atendia ao telefone celular e dizia para alguém que achava que "não conseguiria ir, pois ainda tinha que atender 3 pessoas".

Não sei qual o compromisso que ele tinha. Talvez fosse algo importante, como assistir à ecografia do primeiro filho. Mas eu era uma paciente angustiada com o resultado de um exame e que havia esperado dias pela consulta, isso sem contar os 50 minutos para ser atendida. Então, o mínimo que esperava era que ele me dissesse quais eram as possibilidades e alternativas, até para que eu me preparasse para o que estava por vir. Não consegui nada além do que já sabia da Internet.

Quando insisti um pouco mais, afirmando, inclusive, que estava assustada, ele apenas afirmou que "não era o momento de ter uma conversa sobre câncer", mas superficialmente falando, eu não tinha motivo para preocupações, pois, ainda que tivesse que fazer quimioterapia, era um nódulo pequeno. Tudo isso num tom de voz semelhante ao usado para prescrever um antibiótico.

Para marcar a tal biópsia, outra novela. Não adianta você ter plano de saúde, só para dali a 2 semanas. Enquanto isso, o pobre mortal fica à deriva, sem qualquer acompanhamento médico ou psicológico, fazendo mil elocubrações e sem conseguir levar a vida adiante.

Honestamente, doutores: sei que vocês trabalham muito e acham que ganham pouco por consulta, muito embora, ainda ganhem mais do que a maior parcela da população brasileira. Sei que a pessoa que está ali pode ser apenas "mais uma paciente" pra vocês. Só que essa pessoa pode ser a filha, a mãe, a avó, a melhor amiga ou o amor de alguém. E se fosse o seu, como você gostaria que fosse tratado?

Claro que não vou mencionar aqui o nome do médico, até porque não é meu objetivo denegrir ninguém. Porém, pra terminar, preciso fazer justiça a uma profissional que foge a essa regra: a pediatra do meu filho, Dra. Natacha Uchoa. Essa sim, médica disponível quase que 24h, preocupada, que trata cada paciente de forma especial, não tem pressa de despachar ninguém, não faz pouco caso de nenhuma reclamação e não deixa sem resposta nenhuma indagação. Quem dera o médico que consultei tivesse um pouquinho só da boa vontade que ela sempre demonstrou com o meu guri.

Atualizando em 06/02/2012: No final das contas não era nada sério. Mas as semanas de angústia vividas, não desejo pra ninguém. Ah, e o médico (aquele) ainda quer operar.