segunda-feira, 23 de julho de 2012

Ah, os médicos...

Desconfio que em breve os médicos de Porto Alegre alertarão suas secretárias para que não me deixem agendar consultas com eles, mas enquanto isso não acontece, continuo com minha campanha pela humanização da medicina que iniciei no post A angústia da espera.  Poderia até dizer que esta é uma parte 2 daquela explanação.

O fato é que, passados 6 meses daquele post, finalmente fui consultar outro mastologista para pedir uma segunda opinião sobre operar ou não o nódulo (supostamente benigno) que tenho no seio. Desta vez escolhi uma mulher, acreditando que ela valorizaria mais o pedaço do meu seio que querem arrancar.

Ela foi simpática, atenciosa, etc, mas disse exatamente essas palavras: "não tenho a menor dúvida de que tem que operar". Pior: elogiou o ser antipático que me atendeu em janeiro, dizendo que eu deveria fazer a cirurgia com ele, porque ele é ótimo. Super ética, não me quis como paciente, me mandou de volta pro bossal!

Juro que estou começando a acreditar que eu deva ter um karma de outra vida com o bossal!

O problema dos médicos (e tenho uma irmã médica) é justamente acreditar que basta o cara ser tecnicamente bom pra ser um bom médico, o que, do ponto de vista do paciente, é uma inverdade. Do nosso ponto de vista, pro cara ser bom, ele tem que ser um pouco mais que isso. Valorizo atitudes como atenção, saber ouvir e demonstrar um mínimo de interesse pelo meu conforto e bem estar. Médico interessado em operar na sexta-feira de tarde, pra me deixar dormir no hospital, porque ele tem mais o que fazer do que esperar 3 horas lá pra me dar alta, não tem a menor chance comigo... Pessoas que retiram tumores saem do hospital no mesmo dia, por que eu, que vou tirar um pedacinho de nada, tenho que dormir lá?

Quem não gosta de gente, tem que fazer faculdade de ciências da computação, não medicina (ah, mas aí o cara não vai ter o "status").

Então, se algum doutor estiver lendo isso, aprenda. Eu vou continuar procurando um mastologista de confiança, porque está bem difícil.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

16 meses

Não sei se existe uma idade em que as crianças passam a entender as coisas, mas posso dizer que com 1 ano e 4 meses, meu gurizinho já entende pra caramba o que a gente diz. O vocabulário dele continua pequeno, mas entende tudo. Sabe quando vai passear, quando vai tomar banho, que tem que colocar babeiro pra comer, que tem que levar o prato pra pia depois de comer, enxerga o que há na mamadeira... sabe quando é xingado e o que fez de errado pra ser tratado daquela maneira.

Já sabe que precisa esperar o "homenzinho verde" aparecer pra atravessar a rua, que deve dar a mão para atravessar a rua, que chaves abrem portas e portões e que certas coisas devem ser colocadas no lixo (mas não a mamadeira dele).

Meu guri sabe mostrar seu nariz, seu umbigo, sua cabeça, sua língua e sua orelha. Mostra também a mão e o pé. Quando digo "vamos escovar os dentinhos", corre para o banheiro e espera a pasta de dente.

Já sabe mandar beijo, mas só quando ele está a fim. Não gosta de trocar fraldas, mas gosta de colocar o casaco, porque faz isso antes de ir para a rua.

Sabe o que é "cacaca" e insiste em colocar na boca mesmo assim.

E o mais bonitinho de tudo: sabe rodopiar e sambar.

domingo, 24 de junho de 2012

15 meses

Achei que quando o menino completasse 1 ano e 3 meses seu repertório de palavrinhas estaria maior, mas que nada. A única adição de palavra no mês foi o "cacaca". Para qualquer coisa agora ele diz "cacaca" antes de levar à boca. Qualquer coisa mesmo: terra, inseto, papel, seu próprio sapato, o controle remoto da TV, nada escapa.

O que estou gostando nessa fase é que os livros de histórias estão começando a chamar a sua atenção. Ele tem um livro de bichinhos de fazenda, adora folhear o livro e fazer os barulhinhos dos bichos. Minha mãe também guardou alguns livros de histórias do nosso tempo de infância que ele adora folhear.

Muito mais do que falar, seu interesse atual consiste em: subir e descer do sofá, ligar e desligar a TV sem parar, trocar de canal sem parar. Quando desliga a TV, gesticula com os bracinhos e fala "bou", de "acabou".

O que continuo não gostando é de acordar no meio da noite (logo eu, que acho que a noite foi feita para se dormir). Pois de uns tempos pra cá, o menino resolveu acordar no meio da noite e ficar acordado, se remexendo na cama. Chega a levar 2 horas para dormir novamente. Lógico que tentamos deixá-lo no próprio berço, mas aí ele fica em pé por horas. E como tenho medo que ele se jogue do berço, acabo ficando acordada também. O mais engraçado dessa história é que ele não tem dificuldade para dormir às 9h da noite, é muito tranquilo. Mas perde o sono de madrugada e aí não tem jeito.

A única coisa que faz com que ele durma uma noite completa é Hixizine (um antialérgico que dá sono). A pediatra disse que eu poderia usar por 10 dias. Foram dias melhores, mas tive que parar e aí o inferno voltou. Meu marido acha que ele é mal-educado e indisciplinado por minha causa, mas não me considero uma mãe permissiva, pelo contrário passo quase o dia inteiro xingando o guri. Deve, sim, ser castigo divino porque nunca tive a menor paciência com meninos hiperativos. Aliás, estou convencida de que mesmo com pais não-permissivos, algumas crianças são difíceis mesmo.

Ao que tudo indica o guri não vai ser daqueles que deixa a casa desorganizada. Ele adquiriu um novo hábito que é o de levar a mamadeira para a pia quando termina. Também já sabe colocar embalagens vazias no lixo. E o mais engraçado de tudo: ele pega o papel higiênico e passa no meio das pernas (por cima da roupa) como se estivesse se limpando.

Com 1 ano e três meses, foi necessário fazer o reforço das vacinas Pentavalente e Pneumo. Ele nunca tinha feito escândalo pra tomar a picada, mas dessa vez, fiquei envergonhada. Entrou na sala de vacinas e já começou a chorar. Será que ele lembra da última vez? Impossível.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Mau momento

Dias atrás me deparei com um texto que expressa muito bem o que aconteceu com minha família recentemente. Foi escrito por Cláudia Laitano, para a Zero Hora e publicado em 07.04.2012. Chama-se "Cair do Cavalo". Em resumo, o que ela comenta é que todo mundo um dia cai do cavalo (alguns literalmente).

Meu pai submeteu-se a uma cirurgia de grande porte semana passada. As primeiras 48 horas seriam determinantes pro sucesso. A cirurgia foi super bem sucedida, as primeiras 48 horas foram tranquilas e ele já contava com a alta da UTI no dia seguinte. Todos nós contávamos. Cheguei em casa na noite de quinta-feira feliz e aliviada. Então, na última noite de UTI, sofreu um infarto que o colocou numa situação bem mais complicada.

Agora estamos todos aqui, tentando assimilar o que aconteceu, rezando e tentando tocar a vida. Claro que como toda a desgraça vem acompanhada de desgraças menores, estamos tendo outros pequenos problemas pra resolver. E a gente fica o tempo todo pensando que o dia de amanhã vai ser melhor.

Segundo o texto que citei acima (que peço a licença para transcrever), "para Montaigne, a vida é aquilo que acontece quando estamos fazendo outros planos, e nossa atenção tem que estar o tempo todo sendo reorientada para onde ela deveria estar: aqui e agora. Cair do cavalo pode ser inevitável, mas prestar atenção na paisagem é o que faz o passeio valer a pena".

O problema numa hora dessas é tentar tirar alguma coisa de positivo sem pensar em futuro. Porque a gente passa a maior parte do tempo pensando que amanhã vai ser melhor. Aliás, ao longo dos últimos anos, tenho sempre pensado que tudo vai melhorar. Meu filho passava noites chorando enquanto bebê? Até ele completar um ano passa. Ele já está com um ano e continua a berrar. Então, penso que quando ficar um pouco mais velho passa. O trabalho está ruim? Vou passar num concurso melhor. E aí se vão mais de 3 anos no mesmo trabalho ruim e sem a menor perspectiva de um novo concurso.

Nesse tempo, se eu não prestar bem a atenção, talvez eu não perceba como é bom dormir com meu filho ao meu lado na cama e talvez esqueça que este mesmo trabalho ruim me dá a chance de ficar mais tempo com ele e também de desenvolver outros projetos, que podem não render nada financeiramente, mas que são importantes pra que me sinta útil na sociedade.

Então, por mais difícil que a situação se apresente, não dá pra pensar em ser feliz amanhã. A vida tem que seguir o seu curso e se a gente não encontrar uma forma de ser feliz com o que tem, talvez não seja feliz nunca.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A escolinha e o bebê de 1 ano

Uma questão sempre polêmica é o quando colocar um bebê na escolinha. Tenho uma opinião pessoal que não é embasada em nenhum artigo científico. Também não sou psicóloga, nem pedagoga, nem estudiosa do tema. Minha opinião é baseada unicamente na minha experiência como mãe.

Se eu tivesse a opção de não colocar meu filho na escola antes dos 2 anos, não colocaria. Meu bebê começou a ir com 1 ano, pela necessidade. Mas não vi grandes benefícios pra ele desde que entrou.Os benefícios são pra nós, já que a escola fica próxima de casa e não perdemos muito tempo.

Primeiro: dizem que crianças que vão para a escolinha aprendem a dormir sozinhas. Meu guri vai apenas meio turno, então, essa parte ficou prejudicada, pois ele dorme antes de ir. Também dizem que se tornam mais independentes. O que notei foi exatamente o contrário: ele ficou muito mais grudado em mim, desde que começou a ir pra lá.

Mas o que de pior aconteceu foram as doenças: em três meses de escolinha, ele pegou duas gastroenterites, uma amigdalite, um resfriado atrás do outro e ainda uma tosse, que não deixava nem ele, nem nós dormirmos direito à noite. Tivemos uma semana de trégua e novo resfriado com tosse. Quando esse resfriado parecia controlado, febre de quase 39 C.

Comecei a ficar preocupada com esse monte de doenças, mas, então, uma colega, que tem a filha com 11 meses me disse ontem que decidiu tirá-la da escolinha por enquanto. Fazia dois meses que a menina tinha uma gripe que não sarava. Quer dizer, parece que escolinha e esse nosso clima de sobreviventes (e olha que o clima nem tem estado tão ruim assim) não combinam.

Pra completar, ele nem sempre come a comida da escolinha, o que nos obriga a sempre ter uma janta extra em casa. Aliás, a janta, nas escolinhas, é servida antes das 17h, então, mesmo que jante, ele vai ter que jantar novamente em casa depois.

O que eu vi de beneficio até agora: apenas o convívio social com outras crianças. Creio que ele aprendeu a se defender delas, mas ainda não gosta de brincar com elas. Na verdade, ele não se interessa muito por brincar com crianças da sua idade. Gosta é de olhar os grandes correndo na pracinha.

Na apresentação do dia das mães estava esperando que ele dançasse, como faz aqui em casa. Mas que nada: ficou assustado com aquele monte de gente e só queria colo.

Também acho bobagem fazê-los fazerem trabalhinhos nessa idade ou "portfólio", como sei que algumas escolas montam. Eles ainda não tem concentração suficiente pra isso, já foi uma briga fazê-lo parar quieto 1 minuto pra colocar a mãozinha na tinta num cartão para as avós.

Enfim, se tivesse outra opção, nesse exato momento, daria um tempo na escolinha.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Diário de mãe: 14 meses

Antes de completar 14 meses, aconteceu o que talvez tenha sido o momento mais emocionante desde o nascimento do meu filho. Ele olhou bem nos meus olhos e chamou: mamã. Depois disso, passou a fazer isso com frequência. Quando me vê, diz o mamã e também fala o papá ou babá para o pai. É lindo ver que aquele serzinho que era tão pequenino agora já corre por aí e fala palavras com significado. Li em algum lugar que com 1 ano e 3 meses, 75% das crianças fala mamá, papá e mais três palavras. O meu já fala "gol" quando atira uma bola, o "não, não" sacudindo os dedinhos e o "nenê", para fotos de crianças.

 Recentemente, ele descobriu "A Galinha Pintadinha". Realmente é um santo remédio, como dizem. Ele fica vidrado no computador assistindo e dançando por uns bons minutos. Já faz até o gesto dos dedinhos quando eles se saúdam na música e dá voltinha.

A fase atual é a fase das travessuras. Ele já fez algumas nos últimos tempos:
1) Virou um balde cheio de água na área de serviço e me "ajudou" a secar, espalhando tudo para os dois lados, com as mãozinhas.
2) Virou um saco de arroz na cozinha, enquanto eu cozinhava (e também ajudou a juntar espalhando tudo pro lado).
3) Todos os dias puxa o rolo de papel higiênico, tira pedacinhos e me traz.
4) Todos os dias leva a balança (de pesar) para algum lugar e sobe para ficar mais alto e alcançar o objeto de desejo.

O pequeno também já cumpre algumas ordens. Ele tem a mania de bater na gente e puxar o cabelo. Pois quando digo, "na fulana é só carinho", ele pára de bater e passa a mãozinha delicadamente pelo rosto da pessoa. Também já traz alguns objetos quando peço e já se encaminha pro banheiro, quando falamos que é hora do banho. Também sacode a cabeça afirmativamente quando pergunto se ele quer papá (comida).

Apesar de ser uma fase em que a gente tem que ficar todo o tempo de olho neles (haja energia), talvez estejamos vivendo o melhor momento desde que ele nasceu. Ele faz uma descoberta nova a cada dia e a gente vibra muito com isso. É uma fase boa também porque ele já tem um horário fixo de soninho durante o dia e dorme quase 2 horas, o que nos dá algum descanso.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

13 meses

Fiquei impressionada em como o entendimento do guri aumentou depois que completou 1 aninho. Ele ainda não fala muita coisa, mas já diz "nenê", quando vê uma criança, "gol", quando lança uma bola e "vrrrrrrrrr", quando empurra seus carrinhos. Também fala "papa" quando me vê preparando sua comida e a campeã de todas as palavras: "não, não", sacudindo o dedinho indicador. Só que entende quase tudo o que a gente diz, desde que não esteja bravo ou com sono.

Dias desses nos deu novo susto. Virou-se no trocador no momento em que estava sendo vestido, após o banho e não fui rápida o bastante para segurar: caiu e bateu de testa no chão. Acho que nunca o vi chorar tanto e tão gritado, pobrezinho. Depois, foi ficando sonolento e decidi levá-lo a uma emergência em um hospital. Poderia ter ficado só observando em casa, mas fiquei com medo, principalmente, por causa do sono dele. O guri teve que fazer a primeira tomografia da vida dele. Provavelmente não se lembrará, porque apagou antes dela, mas ficamos todos mais tranquilos. Já posso chamá-lo de "cabeça-dura" agora. Não quebrou nada, graças a Deus!

Na atual fase, ele está muito interessado por brinquedos de rosquear e encaixar. Tem um interesse especial por chaves, uma vez que parece compreender que estas abrem portas.

Anda muito briguento para dormir durante o dia. Não quer de jeito nenhum. O que tenho feito é deixá-lo acordado pela manhã, dar o almoço em torno das 11h30min e depois deixá-lo dormir tomando o suco. Se dorme bem nesse horário, depois vai bem até às 21h. Se não dorme, acaba ficando com sono no fim da tarde, o que é péssimo, porque atrapalha o horário de ir para a cama à noite.

Aliás, na noite passada, pela primeira vez (acredite se quiser), consegui fazê-lo passar a noite inteira sem mamar. Jantou às 17h e, novamente, às 19h30min, além de tomar 240ml de leite antes de deitar. Sempre invejei mães que dizem o filho dormir a noite inteira desde os 3 meses. O meu até estava dormindo bem, mas virava bicho, se não tinha leite ali pela 1h da manhã. Espero que de agora em diante, eu consiga finalmente eliminar essa mamadeira do início da madrugada.

Depois de um mês frequentando a escolinha, não posso dizer que houve uma grande evolução ou regressão no comportamento dele. É fato, que agora pega muito mais "ites". Em pouco mais de um mês foram 3 (gastroenterite, otite, amigdalite), isso sem contar um resfriado. Mas, falando de evoluções, acho que apenas aprendeu a se defender de outras crianças (antes ele era bem paspalho). O lado ruim, é que aprendeu a tirar brinquedos dos outros também, o que não achei uma boa. Ah, e agora sabe dar voltinha dançando. Uma graça de ver!

domingo, 18 de março de 2012

O primeiro aniversário

Com mais ou menos 11 meses e meio, podemos dizer que meu filhote começou a caminhar pra valer. Poderíamos ter apressado o processo com um andador, mas, além de pediatras e ortopedistas acharem perigoso, cheguei a conclusão de que realmente você corta uma fase se usar o andador. Explico: antes de começar a caminhar, o guri aprendeu a levantar, sentar, apoiar-se, equilibrar-se. Quando finalmente caminhou, ele já sabia o mais importante: como cair sentado. Tanto, que nunca caiu "de boca" no chão. Tenho a impressão que crianças habituadas ao andador perdem a noção do perigo. Sabem caminhar, mas falta coordenação motora para que não ocorram acidentes. Percebo hoje, que o guri já aprendeu a caminhar sabendo se virar para voltar, sabendo quando tem que dar uma paradinha para recuperar o equilíbrio e também o que considero mais difícil, acocorar e levantar sem apoio.

Pouco antes do primeiro aniversário, teve que tomar antibiótico pela primeira vez devido a uma otite. Minha tese de que o leite materno o protegia deve estar certa, porque isso aconteceu logo após o desmame definitivo. Aliás, fui assustada por pessoas que diziam que o desmame era difícil para bebês maiores, mas foi muito fácil. Fui introduzindo a mamadeira aos poucos e foi ele quem largou o peito e não eu quem o desmamou. Simplesmente um dia não quis mais saber, provavelmente porque o leite já era escasso mesmo e não matava a fome.

Ele começou a frequentar a escolinha também. Adaptou-se super bem, interagiu com as outras crianças e no terceiro dia já havia descoberto como abrir o portão que o mantém na sala de aula. No quarto dia, aprendeu a escalar o portão. Ele deixou, aliás, de ser o paspalho na frente das outras crianças. Antes, qualquer uma tirava um brinquedo dele. Agora é ele quem tira o brinquedo dos outros. Mas ele gosta de crianças e, principalmente, imita as maiorzinhas.

Coisa mais bonitinha é vê-lo brincando na pracinha. As meninas maiores, de 3 ou 4 anos, todas querem brincar e cuidar dele. Já os meninos maiorzinhos não o deixam se aproximar dos brinquedos. Pra ver como o homem é territorialista desde cedo, ao passo que a mulher é maternal. Ele não está nem aí se tem permissão ou não, o negócio é caminhar e mexer no máximo de coisas possíveis... Mas é fato que prefere as crianças maiores do que ele do que as menores.

Optamos por fazer um bolinho familiar no primeiro aniversário. Seria legal uma festa grande, num lugar com esses brinquedos de crianças, mas achamos que ele ficaria muito cansado. Fica pra quando estiver maiorzinho. Na festa simples, em casa mesmo, ele já estava cansado na hora do bolo. Não bateu palmas no parabéns, não assoprou a velinha, mas pelo menos não chorou, nem meteu a mão no bolo, o que é um progresso.

Andei ficando preocupada com o pouco interesse dele por comida. Tem sido uma briga para fazê-lo almoçar, tanto que tem engordado super pouco. Prefere leite, fruta, pão e suco. E danoninho. Como a pediatra liberou
alimentação de adulto pra ele, resolvi deixá-lo comer. Não preciso dizer que ele amou. Pra completar, ainda teve uma diarréia. Mas a médica acha que a inapetência pra comer deve significar vermes. Ele está tomando remédio desde segunda e parece que o apetite voltou.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Turismo em Itá - Santa Catarina (parte 2)

Na segunda parte do post, uma lista de coisas possíveis de serem feitas em Itá.


Visão panorâmica: Existe um passeio que pode ser feito a pé ou de carro que é até ao Mirante Caracol. Nesse mirante é possível ter uma vista linda do lago, da hidrelétrica e de uma das pontes que dividem Santa Catarina do Rio Grande do Sul. Partindo da entrada da cidade, caminha-se por algo entre 6 e 8Km, primeiro na estrada que leva até a hidrelétrica, depois por uma estrada de terra que chega até o morro. Peça indicações aos moradores locais, não é difícil de encontrar (embora seja difícil de explicar).

Hidrelétrica de Itá: A hidrelétrica foi inaugurada em 2000 e sua história confunde-se com a própria história da nova cidade de Itá. É possível visitá-la, mas a visita tem que ser agendada e é uma visita mais técnica. Se o objetivo for só apreciar a vista, um dos pontos bacanas é o Mirante do Caracol, listado acima. Outros pontos são na própria SC-485, estrada que chega até o município. Há um mirante bonitinho, com telhado e tudo.

Parque aquático: Se você não for se hospedar no Itá Thermas Resort, pode apenas frequentar o parque aquático ligado ao resort. São 18 piscinas, quadras esportivas e espaço para caminhada.

Praia? A prainha faz parte do Thermas Itá, mas creio que é aberta a visitantes. Foi projetada para quem quer tomar um banho no lago da usina, com faixa de areia, banheiros, bar, choupanas e trapiche. Você pode chegar até ela caminhando por uma estrada asfaltada ou de carro. O caminho é "intuitivo", não tem como se perder.

As torres da Igreja: Cartão postal da cidade, as torres da Igreja da antiga cidade de Itá são iluminadas à noite. Não é possível chegar exatamente na ilha das Torres (antes existia uma passarela, que foi cortada, devido ao vandalismo), mas é possível chegar bem próximo de carro ou então em um passeio de barco, feito sempre ao entardecer. De carro, basta entrar na estrada junto ao posto de gasolina Ipiranga (na entrada da cidade) e seguir as indicações.

Passeio de barco: um dos passeios mais legais é de barco pela represa da hidrelétrica. O passeio é no final de tarde, com direito a pôr-do-sol e chega pertinho das torres da igreja, emolduradas pela iluminação noturna.

Museu: Localiza-se no centro da cidade nova e é composto de 2 casas que foram trazidas da cidade antiga, uma em estilo alemão e outra em estilo italiano. Tem objetos que contam um pouco da história do município. Achei interessante, você assiste também um vídeo contando toda a história da cidade e, principalmente, como foi conduzida a questão do desenvolvimento da usina, da mudança das pessoas, das construções e destruições.

Zoo: Não é um grande zoológico, mas possui uma boa coleção de 70 espécies de aves. Mais informações em http://www.itaecoaventura.com.br

Arborismo e Tirolesa: Pra quem gosta de se aventurar um pouquinho mais, no próprio Zoo há percurso de arborismo(percurso de aproximadamente 200 metros). A tirolesa tem o segundo maior percurso do País), com 1.628,50 metros de extensão. O interessante dela é que passa por praticamente a cidade inteira! Parte do centro da cidade de Itá, passando sobre o Zoobotânico, lateral do parque Termas Itá, parte do lago da Usina Hidrelétrica, até a rodovia que conduz a antiga cidade.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Turismo em Itá - Santa Catarina

Provavelmente você já ouviu falar da Usina de Itá. Mas provavelmente não ouviu falar da cidade de Itá como destino turístico. Pois saiba que o lugar é um exemplo clássico da série "renascidos das cinzas".

A antiga cidade de Itá era um povoado pacato de cerca de 3 mil habitantes, no sul do estado de Santa Catarina, divisa com o Rio Grande do Sul e próximo ao Rio Uruguai.

Foi quando decidiu-se construir uma hidrelétrica na região. Como uma hidrelétrica precisa de um lago, a cidade seria inundada. Obviamente que a população foi contra a ideia, pois perderiam suas casas, terras, memórias...

Aos poucos, porém, a coisa não se mostrou tão ruim assim. Uma nova cidade foi construída pelos idealizadores da hidrelétrica, com prefeitura, escola, parque, hospital. Quem tinha uma casa na rua principal da antiga cidade, poderia receber o equivalente na nova cidade. Se optasse por uma casa em um ponto mais afastado, poderia receber a diferença em dinheiro ou em benfeitorias na nova casa. As casas entregues foram todas de alvenaria.

Houve preocupação em preservar, inclusive, a memória da antiga cidade. Duas de suas antigas casas, uma com padrão italiano e outra alemão, foram movidas para a nova cidade e viraram museu. Na nova cidade, há, inclusive, uma réplica da antiga igreja.

A igreja, aliás, tem uma história à parte. Era para ter sido totalmente demolida, assim como foram as antigas construções. Mas tentaram, por duas vezes, e as torres permaneceram em pé. Então, viraram atração turística, como mostra a foto ao lado.

O que se percebe, após mais de uma década de todo esse episódio é que a cidade renasceu mesmo. Hoje é um destino turístico bom belas paisagens, ergueu um resort, sua população duplicou daquela época e possui um carnaval de rua que chega a reunir 50 mil pessoas.

Por tudo isso, achamos que seria um bom lugar para passar férias com nosso bebê. Nesse post e no próximo, algumas dicas do que vimos por lá.

Como chegar:
Itá fica a quase 500Km de Porto Alegre. Se fosse em linha reta, seria muito menos, mas ir pela estrada que passa por Aratiba (que não passaria por Concórdia) nos foi contraindicada. Se alguém, tiver uma opinião diferente, fique a vontade para manifestar-se.

Saímos de Porto Alegre pela BR-116. Depois disso, tomamos a BR-386, passando por Lajeado, Marques e Souza, Pouso Novo, São José do Herval, Soledade, Tio Hugo, para citar algumas cidades. Em Tio Hugo, optamos por seguir até Carazinho, mas poderíamos ter seguido pela RS-153 até Passo Fundo. Lá, continua-se pela RS-153, passando por Erechim, até a fronteira. Por sinal, que bela ponte divide o RS de SC!

Dali, seguimos pela mesma estrada até Concórdia (SC-461). Em Concórdia, nos perdemos. A sinalização não é nada clara, mas dar alguma referência, você pode seguir reto até o hospital da cidade. Então vire a direita, depois a esquerda e a esquerda novamente. Siga até uma rotatória. Nessa rotatória, na primeira (ou segunda) saída à direita, haverá uma placa indicando Seara e Chapecó. É essa a estrada que você deve tomar. Itá não aparece nas placas indicativas, no início da rodovia.

Onde ficar:
Se você procura o conforto de um lugar onde pode se hospedar, fazer as refeições, esquentar as papinhas do bebê, que ofereça segurança pra largar crianças por aí, o lugar é o Itá Thermas Resort. A bem da verdade se você quiser chegar no resort e passar lá uma semana, sem sair, é possível, pois eles oferecem uma agenda diárias de atividades tanto para crianças (a partir de 3 anos), adolescentes e adultos.

Claro que esse conforto todo tem um preço, mas se você considerar que tem todas as refeições incluídas, mais piscinas, caminhadas guiadas, hidroginástica, entre outras atividades, é barato. Afinal, você vai gastar praticamente só a diária e o que beber. Em fevereiro de 2012, nós gastamos pouco menos de R$ 200 diários por pessoa (sem contar o bebê). Mas os preços devem variar conforme a época do ano ou a procura.

Para opções de hospedagem: http://www.ita.sc.gov.br/turismo/item/Hospedagem/

No próximo post, veja o que fazer por lá.