terça-feira, 28 de maio de 2013

Os trabalhinhos da escolinha e o trauma da mãe

A escolinha do meu filho recentemente mandou um "trabalhinho" para ser executado pela criança com seus pais. Veja bem: meu filho tem 2 anos, eu entendo que ele nem deveria estar fazendo trabalhinhos ainda, mas tudo bem.

O trabalhinho consistia no seguinte: a criança trouxe um boneco de pano para casa, feito de TNT com algum enchimento de espuma. O bonequinho vinha totalmente nu, ou seja, sem olhos, cabelo, nariz, boca ou roupas. A tarefa conjunta era completar o bonequinho.

Sempre tive trauma de trabalhos artísticos. Eu era péssima em qualquer coisa que envolvesse arte. Sabe aquelas crianças que criam coisas maravilhosas com argila? Eu nunca fui uma delas. Meus desenhos eram o básico: casinha, florzinha, árvore com frutas. Quer dizer, ser mãe é reviver todos esses traumas.

Sim, porque você acha que uma criança de 2 anos será capaz de costurar cabelos de lã em um boneco de TNT? Só ser for um superdotado em motricidade. Você vai dizer: "ah, mas é só colar, aí ele consegue". Pois bem, tente colar papel com cola escolar no TNT. Eu tentei em vão.

Pra resumir: passei a tarde de domingo costurando roupinhas em TNT pro boneco, depois costurando os fios de cabelo de lã do boneco, enquanto meu filho se divertia na pracinha com o pai dele, já que depois dos 2 minutos de empolgação iniciais, ele achou a tal atividade do boneco chata. Bela atividade de família. Depois a escola ainda vai expor trabalhos lindinhos feitos por crianças de 2 anos para alguns pais pensarem: "nossa, que crianças inteligentes".

Você vai dizer: "mas enfim você superou o trauma dos trabalhos artísticos". Não, não foi dessa vez que nasceu uma obra prima de arte. Melhor dizer que foi a criança de 2 anos que fez!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Diário de mãe: os 2 anos

Os dois anos são um marco importante no desenvolvimento de uma criança. É quando a gente percebe que não tem mais um bebê em casa e, sim, um menininho. No meu caso, a proximidade dos dois anos trouxe alguns avanços importantes: fralda agora só para saídas mais longas ou para dormir. A segunda mudança foram noites muito melhor dormidas.

A proximidade dos dois anos também tornou possível nossa primeira viagem de avião para mais longe. Nosso menino já come direitinho em restaurante, o que era uma dificuldade há uns meses atrás. Claro, tem que ter o básico, arroz, feijão e carne pra isso, mas as possibilidades de comer fora de casa com esse pequeno detalhe aumentaram de forma exponencial.

A linguagem já está bastante desenvolvida agora. Ele já fala frases inteiras e mais complexas, como " A fumiga subiu na mamãe." (a formiga subiu na mamãe) ou "vovó tá na casa dele". Ainda erra o gênero, mas se comunica bem. Sabe pedir algumas coisas que quer como "quer fazer xixi", "mamãe faz papá". Entende o "esse pode" e o "esse não pode". Também aprendeu a dizer onde dói. Essas coisas somadas, fazem parecer a vida de mãe praticamente o paraíso, em comparação ao post do primeiro mês há longínquos 2 anos atrás. Longínquos, sim, pois a pessoa que sou hoje é muito diferente da mãe apavorada daquele primeiro mês e que ainda não se enxergava como mãe de verdade.


Atualmente, o programa preferido do guri é ir a aniversários. Ele sabe que vai encontrar piscina de bolinhas e cama elástica, seus brinquedos preferidos. Sim, aniversários, não são mais como no meu tempo. A ausência desses brinquedos para as crianças nas festas hoje é o mesmo que a ausência de brigadeiro do nosso tempo. Na saída, a gente não leva mais um balão, mas sim lembrancinhas personalizadas. Enfim, foi difícil explicar dias atrás que a festa tinha acabado e que no dia seguinte não ia ter festa de novo.

Estou percebendo que a socialização está iniciando. Meu menino tem preferência pela companhia dos coleguinhas da escolinha ao de crianças desconhecidas. Ele, inclusive, já os chama pelo nome e fica bem feliz quando esses o acompanham nas brincadeiras, fazendo o mesmo que ele está fazendo.

Não houve festa no aniversário de 2 aninhos, mas houve bolo e, ao contrário do ano passado, ele tinha plena consciência do que se passava a sua volta. Assoprou a velinha umas 10 vezes, cantou parabéns e sabia que era o dia do aniversário dele e não dos outros amiguinhos.

É com alegria que digo, pois, que agora é que a diversão está começando.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Depois que a dor passar


Levei algum tempo para escrever sobre o incêndio em Santa Maria porque queria fazer isso sem o impacto da emoção. Fui diretamente envolvida pela tragédia, pois um primo em segundo grau, Ruan, faleceu lá. Difícil entender como a morte escolhe pra levar um guri querido, estudioso, tímido, super apegado aos pais, que tinha entrado numa universidade federal pelo próprio mérito aos 16 anos e poderia ter um futuro brilhante. Um guri que era filho de gente batalhadora (não rica, como vi em alguns comentários maldosos), que acordava de manhã e ia trabalhar pra poder proporcionar a ele o que não teve. Mas agora, passado mais de um mês do fato e depois de toda a repercussão que as 240 mortes tiveram, começo a pensar que o Ruan e os outros jovens deixaram de ter um suas próprias vidas para, quem sabe, entrar para a história, o que de certo modo os eternizará.

O que o tempo não trará, todavia, será uma cura para a dor dos pais e familiares próximos. Essa durará enquanto eles viverem. Ou sobrevirerem. Em tragédias como essa e em outras similares o que vemos é a comoção imediata da opinião pública, de autoridades que visitam familiares e prometem providências, o clamor por punições. Depois, o tempo passa e a vida continua. Uma das frases do filme "Um sonho de liberdade" (meu filme preferido) diz assim: "Get busy living or get busy dying". Traduzindo, seria algo como "ocupe-se de viver ou ocupe-se de morrer". Quer dizer, a vida tem que continuar mesmo e isso é uma coisa boa, já que a segunda opção não parece ser a mais sábia. Só acho que coisas como essas já aconteceram tantas vezes que deveríamos ter aprendido algo. E parece que não.

Hoje, só se fala em punir culpados e em indenizar as famílias. E aí entra a minha crítica. Indenizar, nesse caso, não vai amenizar a dor de ninguém. É possível, inclusive, que as pessoas se sintam culpadas por aceitar um dinheiro (se ele vier) em virtude da morte de um filho, como se a vida desse filho tivesse um valor financeiro. Culpados? Adianta condenar os donos da boate e integrantes da banda? Houve negligência da parte deles? Parece que sim. Mas só fizeram o que 90% dos empresários da noite fazem. Provavelmente viram outros fazer antes e "nunca dar em nada". A única diferença é que os outros foram brindados com melhor sorte. Quantas vezes já me vi em lugares superlotados em que sabia, conscientemente, que não conseguiria sair se fossem incendiados ou se um maluco entrasse atirando? A negligência é do Estado, é dos empresários, mas é nossa também, que nunca denunciamos superlotação e que um dia já achamos 'maneiro' entrar num lugar onde não se consegue nem respirar direito, quem dirá dançar.

Não pense, todavia, que eu acredite que devemos apenas esquecer. Na verdade, não podemos esquecer. Há 50 anos, um incêndio em um circo em Niterói, matou mais de 500 pessoas, 70% crianças. As causas? Segundo o escritor Mauro Ventura do livro "O espetáculo mais triste da Terra", foram material inflamável, ausência de extintores e saídas de emergência, além de grades dificultando a saída. Não parece ser mera coincidência. Perguntei aos meus pais, que eram jovens na época se lembram do fato e eles não recordam. Não se encontra muita coisa na Internet sobre o assunto. Quer dizer: optou-se por esquecer e, esquecendo, aconteceu de novo. Infelizmente é preciso punir, pagar indenizações e mudar leis porque é a única forma de construir um legado palpável.

O maior aprendizado que essa tragédia pode trazer, porém, é algo que jamais poderá ser medido e que pode levar muitos anos pra ser percebido. Um sobrevivente, dias atrás, falou o seguinte para o site G1: “As pessoas param de brigar por bobagens. Uma amiga que não falava comigo há dois anos veio se desculpar. Caras que não se davam bem por causa de mulheres deixaram as brigas de lado. As pessoas perceberam que a vida é muito curta e somos muito vulneráveis”. Outro disse isso para o Jornal Zero Hora: "Tem alguma missão muito especial para eu fazer aqui na Terra."

O que quero dizer é: muitos jovens estavam lá e sobreviveram a isso. Outros não estavam, mas perderam amigos ou familiares. Esses jovens, um dia, estarão na posição de quem toma decisões. Muito cedo, esses jovens tiveram a chance de perceber que NADA, mas NADA, tem mais valor do que a vida humana. E entender esse pequeno detalhe é o primeiro passo para construir uma comunidade, uma cidade, um país, em que pessoas de diferentes opiniões, credos ou times de futebol possam conviver em harmonia. Ou pelo menos com tolerância. Como diz outra frase do meu filme preferido: "A esperança é uma coisa boa... talvez a melhor coisa. E tudo o que é bom nunca morre". Deposito, então, minha esperança para que desta vez a gente aprenda.

domingo, 6 de janeiro de 2013

1 ano e 10 meses

Nos últimos dois meses a linguagem do pequeno deslanchou de vez. Ele passa o dia inteiro feito um papagaio repetindo tudo o que a gente fala. Repete sem parar expressões como "bate bumbum" ou "não pode" ou "ador desligado" (ventilador desligado) ou "dodói tá bom" ou "dodói da mamãe tá bom". A mais bonitinha dessas expressões é "luia no céu" (lua no céu).

Ele já fala expressões de 3 ou 4 palavrinhas, o que já pode caracterizar frases simples. Creio que o máximo de complexidade que ele atingiu foi "dodói caiu na rua", para se referir que ele caiu na rua e com isso fez dodói.

Estão também começando a surgir as palavrinhas mais educadas como "culpa" e "obigada" (desculpa e obrigada). Elas surgem muitas vezes espontaneamente, sem que a gente peça pra ele dizer. Também surgem espontaneamente os beijinhos. Quando eu vejo, está ele agarrado nas minhas pernas, distribuindo beijinhos.

Parece que meu guri não vai ser muito fã do sol. Várias vezes quando sai na rua ele comenta "sol tá quente" e "não, sol", meio que pedindo para que ele vá embora. Então, pára na sombra e diz "esse bom".

Impressionante também como já nessa idade ele começa a manifestar sua opinião. Se o programa de TV não agrada, ele diz "esse chato" ou "esse ruim". Se eu dou água, ele pede "ota água", que é como ele chama o refrigerante que fica na geladeira (e que eu não dou mais que uns 6 goles).

Também não parece muito fã de praia ainda. Ele vai, brinca um pouco na areia, brinca um pouco na água e pede "simboia" (se embora). Mas gosta bastante de meter a mão no balde de água com roupa de molho. E ajuda a varrer o chão.

O fascínio pela máquina de lavar roupa aos poucos perde espaço para o fascínio por todo e qualquer tipo de ventilação. Tudo pra ele é "ador": ventiladores de teto, de chão, os cataventos do Parque Eólico e os splits. E ele pára para admirar todos eles, onde quer que estejam.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

1 ano e 8 meses

Esse mês houve um baita aumento no número de palavrinhas que o guri fala. Ele também passou a repetir mais o que a gente fala. E para qualquer coisa agora é "esse é mamãe" ou "esse é papai" ou "esse é nono" ou ainda o "esse titio". Ou seja, qualquer, mas qualquer objeto mesmo tem que pertencer a alguém.

Por essa razão, torna-se tarefa difícil ficar descalça na sala de casa. Daqui a pouco lá vem ele, carregando meu sapato e dizendo "esse mamãe". Mas carros, só podem pertencer ao papai ou ao nono. Pra ele, mamãe não tem carro, só sapato, brinco e relógio.

Aliás, deve ser já o efeito da testosterona o fascínio que um carro exerce sobre ele. É capaz de ficar horas sentado no banco dianteiro mexendo na direção, no câmbio, no rádio e nos piscas. Fica realizado girando a direção e dizendo "brummmmm". E não é fácil enganá-lo pra tirá-lo de lá, não. Se eu digo, vamos voltar pra pegar a chave do carro, quando ele chega em casa procura a chave até encontrar e me dá pra voltar pra garagem.

Desisti de fazê-lo dormir a noite inteira em sua cama. Azar, quando crescer ele aprende. Podem me crucificar todas as educadoras de crianças, mas eu não podia mais aguentar o olhar dos vizinhos de cima e de baixo no dia seguinte com o choro a 1h da manhã. O de cima, sequer me cumprimenta (ele sempre foi chato mesmo) e o de baixo olha pro guri com jeito de "vou te esfolar criança". Depois dizem que mulher sozinha é que tem mau humor. Pra desmentir mais esse mito, meus dois vizinhos são homens de meia idade e moram sozinhos.

Por sinal, dias atrás o vizinho de baixo me veio com um conselho "que a criança chora porque vai dormir muito cedo". Na realidade, com o horário de verão, o guri vai dormir lá pelas 21h30min, o que não é exatamente cedo pra uma criança de 1 ano e 8 meses. Mesmo indo dormir mais tarde, tem um determinado horário na madrugada que ele acorda. Volta a dormir de novo, mas inevitavelmente acorda e se agita. Lógico que fiquei com vontade de perguntar "por um acaso você tem filhos?", mas apenas dei uma risadinha e suspirei.

Aliás, a idade está me deixando sem paciência pra dar explicações. Pense o que quiser e entre com uma medida cautelar contra mim quem se sentir incomodado. Pelo menos não vou ter custo com advogado.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Passeio no Pampa Safari

 Um passeio que pode ser bem interessante para crianças na região metropolitana de Porto Alegre é o Pampa Safari, em Gravataí. O parque tem uma área de 320 hectares, com mais de 2.000 exemplares de animais. Esses animais são observados "in natura", ou seja, não ficam em jaulas. Por esse motivo, o caminho é percorrido no carro, não é possível descer. Em algumas ocasiões você pode ter que parar para esperar que uma ema desocupe a estrada.

Existem zebras, camelos, hipopótamos, cervos, flamingos, emas, avestruzes, capivaras, antílopes, lhamas, macacos-prego, búfalos, cisnes e pavões.

O custo da entrada do parque é por veículo, ou seja, não importa quantas pessoas estão dentro do automóvel, o custo será o mesmo. Há um custo diferenciado para micro-ônibus.

Depois que o "safari" termina, é possível estacionar o carro e visitar o chamado museu ao ar livre, com locomotivas e trens antigos, bondes que circulavam em Porto Alegre e tanques de guerra. Também há uma pracinha, uma mini-fazendinha e alguns jardins, um deles com uma enorme estátua de Buda e outro com uma de dinossauro.

Quando menina, visitei o parque e fiquei um pouco desapontada apenas com o estado em que se encontra. As locomotivas e bondes estão se deteriorando, velhos e enferrujados. A infra-estrutura da lancheria também é um pouco precária. Há apenas biscoitos e salgadinhos prontos, embora se possa pedir que seja feito um cachorro-quente ou uma torrada. Creio ser mais agradável e divertido para as crianças programar um piquenique (há umas poucas mesas próximas à pracinha) do que esperar pela lanchonete.

De qualquer modo, as crianças se divertem vendo os bichos e com o playground da pracinha. Como eles vivem muito fechados em apartamentos, pelo menos podem aprender a reconhecer determinados bichos e que esses não têm botão de liga e desliga. Mesmo o meu pequenino, que tem 1 ano e meio, gostou bastante do "bambi" que ele chama de "bei". Juntando a criançada num piquenique, então, dá pra passar uma tarde divertida e com custo baixo.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ugun

Com 1 ano e 7 meses, o fascínio do meu bebê voltou-se quase que exclusivamente para o objeto que ele chama de "ugun". Trata-se da máquina de lavar roupa. O guri é louco por ela, se deixar fica horas olhando-a lavar, enxaguar e centrifugar. Se está desligada, ele quer pegar a roupa e colocar lá dentro, porque, segundo seu raciocínio, assim, ela voltará a funcionar.

Agora ele consegue não apenas subir, mas descer a escada, segurado pela mão. Está começando a atinar também que pode subir a escada com os dois pés. Até então, ele dava um passo, colocava o pé no mesmo degrau e só então subia o outro.

Estamos tentando fazer com que aprenda a pilotar um triciclo, mas ele não tem paciência pra ficar muito tempo sentado nele. Prefere empurrar. Prefere, na verdade, qualquer brincadeira que envolva rua e corrida. E está aprendendo a chutar a bola. Pega suas duas bolas e se encaminha pra porta quando quer sair.

Não percebi grande evolução silábica no mês. Uma meia dúzia de palavras novas apenas. Algumas ele fala uma vez e depois nunca mais, como "pota" (porta). A pediatra diz que nos meninos isso é assim mesmo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

1 ano e meio

É inacreditável como o tempo voa quando você tem uma criança pra cuidar. Parece que foi ontem que eu cheguei em casa com um bebezinho de 49cm. Hoje esse bebezinho é um bebezão com quase o dobro desse tamanho.

Nos últimos dois meses, os dentes se multiplicaram. Há dois meses, ele tinha apenas 6 dentes. Agora já são 11. Já apontaram 3 dos 4 pré-molares, o que faz com que as mordidas estejam cada vez mais perigosas. Qualquer hora, um dedo meu será arrancado.

No último mês, adquiriu a habilidade de subir escadas quase sozinho. Basta segurá-lo por uma das mãos agora e ele praticamente vai. O resultado é a resistência em utilizar o elevador. Um dos comportamentos indesejados que tem se intensificado, aliás, é a chamada birra. Não adianta mais apenas fingir que estou indo embora. Quando ele quer ficar em determinado lugar, muitas vezes grita e se joga no chão, o que é meio caminho para o castigo. Não tenho muita paciência pra esse tipo de comportamento. Havendo possibilidade, quando isso acontece ele vai pra casa e fica sentado, pensando no que fez. E incrivelmente ele fica sentado.

Por outro lado, ele é uma criança super carinhosa, que chega, abraça a gente, faz carinho, pula nas nossas pernas. E na escolinha dizem que é "super educado" e come sozinho sem fazer sujeira. Difícil de acreditar. Em casa ele até come sozinho, mas em regra, dou uma colher na sua mão, ele fica remexendo a comida, mas come mesmo quando eu lhe dou com a minha colher. Talvez até comesse sozinho, porém me falta paciência para esperar por enquanto.

Andei lendo em sites que espera-se que a criança aos 18 meses possua um vocabulário de cerca de 50 palavras e seja capaz de juntar duas palavras, como "quero colo". Meu filho ainda não tem essa habilidade frasal. Diz apenas uma palavra para expressar o que quer. Ultimamente a palavra preferida tem sido "bua" (rua).

Contei as palavras que diz e não consegui somar as 50 também. Creio que fale umas 30, contando com os sons ininteligíveis, como "adita" que parece se referir a canetinha (hidrocor), que ele adora, e "dish" (lixo). Talvez não fale porque não lhe interessa, uma vez que entende praticamente tudo e tem boa memória. No supermercado, é capaz de encontrar cenouras, batatas e bananas quando eu peço para me mostrar, dizendo "aí" ou "ali". Dias atrás, eu estava guardando a roupa limpa (minha, dele e da casa) e pedi para que segurasse uma toalha de rosto. Para minha surpresa, ele pegou a toalha e levou para o banheiro, colocando-a no armário no exato lugar em que eu guardo as toalhas de rosto.

A sabedoria popular diz que meninos são mais enjoados pra falar que meninas. Estou começando a achar que é verdade, entretanto, por via das dúvidas, vou questionar a pediatra sobre isso na próxima consulta.

domingo, 16 de setembro de 2012

Desfecho

Espero que esse post encerre o assunto que iniciei aqui e depois continuei aqui.

O fato é que, não conformada com as duas opiniões anteriores, marquei com uma terceira médica mastologista, essa bastante conhecida e conceituada. Fui atendida inicialmente por seu assistente que já me adiantou que eles creem que "a melhor cirurgia é aquela que não necessita ser feita".

De cara, senti mais confiança. Graças aos céus havia encontrado alguém que entendia que uma cirurgia só deveria ser feita em casos imprescindíveis. Foi solicitado novo exame, com um radiologista que trabalha no mesmo serviço que essa médica.

Então, durante o exame, a revelação: nada foi encontrado. O nódulo havia simplesmente desaparecido. Há tempos que eu já não o sentia, mas como no último exame a radiologista havia dito que ele continuava lá, não questionei o diagnóstico.

Qual o mistério? Não se sabe. O radiologista que me examinou por último disse que um nódulo categorizado como IV-b não desaparece espontaneamente, então, ele acredita que houve um erro de categorização no primeiro exame. Mas IV-b ou não, ele sumiu.

Não quero aqui que pensem que devemos duvidar de todos os diagnósticos médicos, porém, no meu caso, a dúvida e a minha resistência em operar algo que havia sido biopsiado como benigno acabou me livrando de uma cirurgia, de uma anestesia e de todas as suas possíveis implicações. Então, a lição que fica é a de não aceitar o primeiro diagnóstico, pesquisar e encontrar alguém com que você realmente se sinta confortável.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Aprendendo a usar o peniquinho

Talvez ainda seja muito cedo para tirar as fraldas de uma criança de 1 ano e meio, mas o meu gurizinho começou a dizer "cocô" quando fazia o número 2. Então, achei que poderia orientá-lo a ir pro peniquinho antes de fazer isso.

No início foi muito difícil. Ele odiou o peniquinho, não queria sentar nele de jeito algum. Nem a musiquinha ajudou.

Então, deixamos lá num canto e sempre perguntávamos antes do banho se ele queria usá-lo (pra ele o líquido e o sólido são a mesma coisa: cocô).

Depois de mais ou menos uma semana, ele pediu para sentar no vaso de gente grande. Seguramos ele lá e ele começou a pelo menos fazer o xixi antes do banho lá. Depois disso, começou a fazer nos dois lugares: no vaso e no penico. Ultimamente tem anunciado quando faz o xixi na fralda e se perguntamos se quer fazer no peniquinho, ele faz força e o xixi vem. Claro que a maioria do xixi ainda fica na fralda, mas ele já está adquirindo a consciência de que existe um lugar pra fazer aquilo.

Também já vínhamos fazendo o seguinte depois do cocô: eu tirava a fralda e o levava comigo até o banheiro para que ele me visse despejar o número 2 no vaso sanitário e dar a descarga. Esse procedimento exerce, por incrível que pareça, fascínio numa criança de 1 ano.

Então, hoje, pela primeira vez, consegui com que fizesse o número 2 no peniquinho. Ele ficou muito faceiro com isso.

Não pretendo tirar a fralda ainda, vou esperar mais para o verão, mas se ele já consegue entender o que deve usar, creio que não será tão difícil.