terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Piriápolis - I

Como Punta del Este estava lotada de gente (era final de dezembro) e os preços estavam um pouco além do nosso orçamento, decidimos ir até Piriápolis, procurar algum lugar para passar os próximos 3 dias da nossa viagem. Eu havia passado rapidamente por lá uma vez há alguns anos e tinha achado um lugar bastante simpático e mais aconchegante que Punta. Eu não estava errada.

Quando chegamos lá, fomos direto ao Centro de Hotéis da cidade. Lá, fomos super bem atendidos, dissemos o que estávamos procurando e mais ou menos o quanto queríamos gastar e fomos encaminhados pro Hotel Budapest, uma hosteria 3* na qual pagamos 800 pesos (R$ 80) pela diária, com café da manhã. O lugar é um hotelzinho pequeno, mas bem familiar, somos atendidos pelo proprietário e sua irmã que são super simpáticos e atenciosos.

Imagino que Piriápolis já tenha vivido no passado dias melhores. Quando Punta se tornou "o point" perdeu glamour. Digo isso, porque existem várias construções antigas na cidade. Ela fica a aproximadamente 40 Km de Punta, em direção ao sul, por uma estrada mão-dupla super bem conservada. O prédio que mais chama a atenção é o Gran Hotel Argentino, construção de 1930. Logo que chegamos, fiquei bastante curiosa a respeito da história do hotel. O próprio hotel que paramos descobrimos depois, é bastante antigo, pertenceu ao avô do atual proprietário.

A história do balneário é bem interessante. Um desses visionários do passado, Francisco Piria, chegou àquela região onde nada havia, comprou (ou usucapiu) as terras e loteou-as pra revender em Buenos Aires e Montevideo como terrenos de veraneio. Tudo isso no início do século XX. Não contente com isso, foi criando infra-estrutura para que o local se tornasse mesmo um balneário. Construiu dois hotéis, o maior deles esse hotel que ficou pronto em 1930 e até hoje parece ser a maior construção da cidade, linha de trem e etc.

Piria reservou um lote, mais afastado do Rio de La Plata para sua família, onde construiu um castelo para ser sua residência de veraneio. Infelizmente, quando Piria faleceu, velhinho, com mais de 80 anos, ninguém manteve o que ele havia construído em Piriápolis. O filho mais velho, seu natural sucessor foi assassinado logo em seguida e os outros três filhos não tinham o menor interesse no lugar. O castelo acabou, depois de muita briga, nas mãos de sua amante que ele havia registrado como filha antes de falecer (Piria era viúvo, então). Só que quando isso ocorreu ele já havia sido completamente saqueado.

Esse castelo é hoje um museu aberto à visitação, com muitos documentos sobre a história do lugar. Ele foi reconstruído na medida do possível, porém, fala-se que era um lugar muito rico com pisos de mármore e estátuas de bronze e, obviamente, essa riqueza não foi recuperada.


Voltando para o presente, hoje Piriápolis é um lugar tranqüilo e agradável pra quem deseja passar alguns dias de férias. A praia é de rio, porém está tão próxima do mar que o gosto já é salgado (os mapas do início do século passado atestavam que ali era Oceano Atlântico... sabe como é, as pessoas chegavam lá, provavam a água e era salgada, então era mar).

Não encontramos muitos brasileiros por lá. Os freqüentadores são, em sua maioria, os próprios uruguaios. É comum a praia encher lá pelo final da tarde, depois das 6h. E as pessoas ficam até após o pôr-do-sol, que em dezembro ocorre em torno das 9h da noite. Aliás, o pôr-do-sol de Piriápolis é lindíssimo !

Um post apenas não é suficiente pra contar tudo, de modo que no próximo falarei mais sobre os lugares pra visitar e as trilhas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Meme Túnel do Tempo

Minha amiga Cássia Zanon fez um convite pra um meme túnel do tempo. Aceitei o convite e aí vai a minha listinha.

O que você estava fazendo em...

1978?
Tinha 4 anos. Foi o ano em que eu "me dei por gente". Entrei pra escola e a minha lembrança mais remota do jardim de infância é uma folha de papel em branco em que eu tinha que desenhar. Tinha uma colega chamada Nina que desenhava lindamente (hoje ela é arquiteta) e eu mal conseguia desenhar uma casinha com flores do lado. Foi quando eu descobri que jamais seria desenhista. Foi também o ano do trauma do patinho. Na formatura do jardim da infância nós ganhamos um filhote de pato vivo. Nós levamos ele pro sítio da mãe da Nina com a desculpa de que eu iria sempre visitá-lo. Minha mãe nunca mais me levou pra ver o bicho e eu fiquei traumatizada. Viagem naquela época era ir pra Silveira Martins e Tramandaí. Ah, nos domingos o meu pai levava a gente pra passear de carro.

1983?
Fui pra 4a série e mudei de colégio. No colégio anterior eu era filha de professora, então era a rainha do colégio. No colégio novo, grande, de freiras, eu não era nada. Acho que exatamente por isso eu não lembro muita coisa desse ano. No final do ano, houve uma apresentação teatral na escola e o meu personagem era "a sala de brinquedos", ou seja, só a minha voz aparecia na peça. Decepção total ! Nunca mais quis saber de teatro na vida.

1988?
Estava iniciando o curso de magistério lá em Gravataí. Minha diversão preferida era tomar sorvete com as amigas no Econômico (antigo super lá de Gravataí). Passava muito tempo no colégio jogando vôlei. Debutei. Foi difícil encontrar um par pro debut, porque eu não tinha nenhum colega menino na escola. Acabou sendo o Alexandre, vizinho da minha prima aqui de Porto Alegre, porque o meu primo segundo (filho da minha prima) era baixo demais pra ser meu par. No magistério inteiro, contando as sete turmas, eram três meninos. Foi o ano que meus pais deixaram eu começar a frequentar os bailes do Paladino. Eu e a Andréa, minha melhor amiga vestíamos as nossas minissaias de veludo e achávamos que fazíamos sucesso.

1993?
Comecei a fazer estágio na área de informática na Albarus. Saía de casa às 7h da manhã e voltava às 23h. Foi o ano que conheci o Juliano (meu marido), muito embora naquela época eu não tivesse a menor desconfiança que um dia ele seria meu marido. Eu era super CDF. Final de semana significava se reunir na casa dos colegas, juntar 3 computadores e fazer os trabalhos da faculdade. Ninguém acreditava que a gente realmente fizesse os trabalhos, mas a gente fazia. Madrugadas inteiras programando, domingos batendo a cabeça pra descobrir um bug no trabalho que a gente tinha que entregar na segunda. Com essa correria toda, eu podia ser facilmente confundida com um órfão da Somália: cheguei a pesar 47 Kg.

1998?
Foi o ano da virada na vida profissional. Tinha passado o ano anterior sendo
workaholic, viajava um monte trabalhando (instalando operadoras de internet ou treinando os sysops). Acreditem, nesse período eu conheci vários aeroportos e a sensação de um Focker 100 pousando no aeroporto de Araçatuba eu não desejo pra ninguém.
Já estava formada em computação há 3 anos e troquei de empresa. Larguei a NutecNet e fui trabalhar no Sebrae com desenvolvimento do site deles em ASP (acho que isso ainda existe em algum site antigo). Tinha acabado de passar da fase "louca da minha vida", quando logo depois da formatura eu saía quase todas as noites em que estava em Poa. Comecei a sair com o ex, mas é melhor pular essa parte porque o atual pode vir a ler esse blog. Ia muito ao cinema e fazia programas alternativos pra caramba, tipo ir assistir a um filme iraniano chamado "O silêncio" que fazia realmente jus ao título.

2003?
2003 foi um dos anos mais marcantes da minha vida. O ano começou com uma viagem muito legal pra Porto de Galinhas com as minhas amigas. Viajei muito: fui pra Punta de Leste, pro Itaimbezinho e pra Califórnia (a viagem pra São Paulo pra tirar o visto pra ir pros EUA eu pulo, até porque eu passei tão mal que não vale o relato). Foi o ano em que deixei de ser desenvolvedora pra virar coordenadora, foi o ano em que decidi fazer vestibular pra direito e iniciei uma rígida rotina de estudos diários (eu viria a passar no vestibular no início de 2004). Eu guardo várias imagens daquele ano, mas tem duas que guardo mais:
  • Uma praia chamada Carneiros lá em Pernambuco, que estava super vazia no dia em que eu e as gurias fomos. Aquele dia ficou conhecido como o "nosso dia de rainhas". Nos sentíamos donas da praia, que lembrava muito uma daquelas ilhas do caribe.
  • O dia em que eu assisti ao pôr-do-sol no pacífico. Isso foi numa praia nos arredores de Los Angeles e foi a realização de um sonho. Eu sempre achei que o nosso pôr-do-sol na praia era sem-graça, achava lindo quando via nos filmes o sol se pondo no oceano. E realmente é lindo, lindo... só vi algo parecido de novo esse ano lá no Uruguai (mas eu sei que ali o sol não se põe no mar, que é rio, viu!).

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Parque Santa Tereza


Não confunda o parque com o forte. O forte está localizado no Parque (um pouco antes da entrada pra quem vem pela estrada), mas são coisas diferentes.

O Parque Santa Tereza é um imenso parque com área pra camping, aluguel de cabanas e várias praias. Tem, inclusive, alguns lugares para observação de aves marinhas e baleias, mas acho que nessa época do ano as baleias estão longe. É área militar, mas você vai se lembrar disso apenas quando encontrá-los pelo caminho.

O mais engraçado da nossa ida ao parque foi que nos disseram que era apenas 4 Km de caminhada pela praia e estávamos lá. O que é verdade. O que não imaginávamos era o tamanho do parque. Creio que caminhamos mais uma hora até chegar à Capatacia, que é a entrada "oficial" por onde os carros chegam. Lá existe um "sombráculo"e um "invernáculo" muito bonitos, com várias plantas e o ruído dos pássaros.

Após uma breve parada na Capitacia, fomos andando pelo parque em direção ao forte. Outra pernada. Durante uma parte do caminho topamos com pica-paus nas árvores... pra quem lê isso aqui pode parecer bobagem, mas eu não estou acostumada a ver pica-paus todos os dias, ainda mais 3, 4 reunidos. Então paramos para observá-los. Fotografar foi bem mais difícil.

Existe ainda um mini-zoo e área pra piquenique no parque. Isso sem contar nas praias: Moza, do Barco, das Achiras... a maior área de camping está próxima a Playa de la Moza.

Foi um passeio bem agradável, acho que vale passar um dia no parque. É possível fazer isso no mesmo dia em que for visitar a Fortaleza de Santa Tereza. O que percebi é que os turistas vão muito na Fortaleza, mas no parque só os nativos mesmo. Mas as praias de mar mais próximas do Brasil e que não parecem exatamente o litoral do RS, estão ali.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Punta del Diablo

Nossa primeira parada no Uruguai foi Punta del Diablo. O nome do lugar parece assustador, mas é só o nome que assusta mesmo. Acredito que seja um lugar que só agora esteja sendo descoberto como destino turístico. Até onde ouvimos, o nome "Punta del Diablo" se deve ao relevo da costa que se assemelha a um tridente.

Você tem basicamente três coisas pra fazer em Punta del Diablo: ir à praia ou surfar, pois pra quem pratica surf parece ser um bom lugar. A terceira opção não agradaria a todo mundo, mas é caminhar. Nós decidimos ir, pela beira da praia, até o Parque Santa Tereza, que fica a uns 4 Km de distância. Tudo bem, com 4 Km de caminhada você chega no parque, mas dali até chegar às áreas mais nobres é outra bela caminhada, que deixo pra relatar depois.

Se quiser ficar em Punta del Diablo...
  • Não espere luxo. Não existem hotéis e pelo que vi existe uma hosteria apenas. Nós não fomos com nada reservado, chegamos lá e alugamos uma cabana. Existem muitas, todas bastante simples.
  • Não é recomendável ir sem reserva em janeiro ou no carnaval.
  • Não existem ruas asfaltadas em Punta del Diablo. Pra falar a verdade, existe uma rua principal e ruelas nas quais passa no máximo um veículo de cada vez.
  • Quando nós estivemos lá (dezembro) havia apenas um restaurante bom aberto, o Don Quijote, que é uma rede de restaurantes no Uruguai. Tentamos, no primeiro dia, um outro, menorzinho, na rua principal, mas não agradou. E o preço nem era melhor do que o Don Quijote.
  • Contato com a natureza é a palavra-chave para aproveitar o lugar.
Se quiser mais informações sobre o que fazer no lugar e onde ficar dê uma olhada no site Portal del Diablo.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Uruguai - As Fortalezas de Santa Tereza e São Miguel

As primeiras atrações turísticas quando você chega de carro ao Uruguai pelo Chuy são essas duas fortalezas. São Miguel localiza-se a uns 8Km do Chuy e Santa Tereza a uns 20 Km. Para o primeiro é preciso sair da Ruta 9 e virar à direita após a fronteira. Já o segundo é possível avistar da própria estrada, a esquerda de quem vai em direção ao sul.

Santa Tereza é bem maior e está em melhor estado de conservação que São Miguel, então caso tenha tempo para visitar apenas um deles, eu indicaria Santa Tereza. São Miguel é menor e eu diria que mais "simpático". Justamente por ser menor, ele também fica bem melhor nas fotografias, pois é possível enquadrá-lo quase inteiro. Juntamente com São Miguel, é possível visitar o Museu Indígena. Já Santa Tereza fica no parque que leva o mesmo nome e que também vale uma visita.



Originalmente, Santa Tereza foi construído pelos portugueses. No entanto, foi tomado pelos espanhóis em 1763 e foram eles quem terminaram a construção e aumentaram as proporções do forte. São Miguel, pelo contrário, foi construído originalmente pelos espanhóis, porém, foram os portugueses quem terminaram a construção. Mais tarde, São Miguel também passou para o domínio espanhol. Os dois fortes caíram no esquecimento por todo o século XIX e nos idos dos anos 30 do século passado iniciou-se a restauração.

Apesar da semelhança, eu diria que ambos vale a pena visitá-los. Você se sente um pouco viajante na história ao entrar nos aposentos: capela, cozinha, dormitórios, estábulos, armazém, enfermaria e etc. Chamou a atenção em Santa Tereza uma coisa: enquanto os soldados dormiam em um dormitório coletivo, o capelão possuía aposentos próprios, junto à sacristia da capela. O que me fez pensar que bom mesmo era ser padre naquela época.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Uruguai de carro

No final do ano passado, viajamos de carro pelo litoral uruguaio, seguindo de Porto Alegre até Colônia do Sacramento. É um passeio bem bacana de se fazer, especialmente em épocas de duplicação da BR-101, em que uma viagem até Bombinhas pode levar 11 horas como ocorreu com alguns amigos. Com 11 horas de viagem em direção ao sul, você praticamente chega em Montevidéo.

Antes de sair nós fizemos apenas um planejamento básico dos lugares que gostaríamos de conhecer e quantos dias pretendíamos ficar em cada lugar. A viagem teve muitos pontos altos, mas não conseguimos cumprir o planejado, então achei por bem passar no blog a nossa experiência pra quem pretende fazer a mesma coisa, pra que não caia nas mesmas roubadas que nós caímos.

Boas razões para ir ao Uruguai

  • A estrada é boa e tranquila. Você só vai pegar movimento de Porto Alegre à Rio Grande e isso se for em dia de semana. Nós viajamos no dia 25/12 e a estrada estava super calma. De Rio Grande em diante é uma tranquilidade só.
  • O limite de velocidade na maioria das estradas è 110 Km no Uruguai
  • Segurança. No hotel que ficamos em Piriápolis eles deixavam a porta aberta durante à noite. Sem ninguém na portaria.
  • A gorjeta nos restaurantes é opcional, como deveria ser sempre, diga-se de passagem.
  • O leite, o iogurte, o sorvete e a carne deles são melhores que o nosso, não tem como comparar.
  • Comprinhas no Chuy.
  • Pra quem não gosta de tomar café da manhã no hotel, é possível optar por diária sem café da manhã, mais em conta.
  • Os uruguaios não têm a mania de colocar o som a todo volume na beira da praia, cada carro competindo com o outro pra ver quem tem o som melhor.
Coisas não tão boas no Uruguai

  • Você vai gastar mais do que pra ir pra Santa Catarina. De Porto Alegre à Rio Grande são 5 pedágios, totalizando mais ou menos R$ 30.
  • As praias de mar do Uruguai têm águas frias. Mas não peguei nenhum dia em que a cor da água estivesse escura. Nas de rio, especialmente em Montevidéo e Colônia, a água é quente até demais.
  • Pra quem gosta de buffet livre, esqueça. O Uruguai não é o lugar.
  • As estradas são excelentes, mas você paga por isso. Cada pedágio custa em média $ 44 pesos (R$ 4,40).
  • É praticamente impossível chegar sem reserva em qualquer que possua praia de mar (de Punta del Este até Punta del Diablo) no período de janeiro ou fevereiro e conseguir um lugar bom, bonito e barato pra ficar. Em La Paloma queriam nos cobrar 90 dólares por um 2* que nem sequer ventilador de teto tinha. Não ficamos.
  • Os cafés da manhã dos hotéis e pousadas não se comparam com os do Brasil. São bem ruinzinhos, só café com pão e geléia mesmo. Às vezes, rola um suco de laranja.
IMPORTANTE: Pra atravessar a fronteira de carro, tem que fazer um seguro antes de sair do Brasil, que eles chamam de Carta Verde. Se não fizer, você não passa. Tem mais: o veículo tem que estar no nome do motorista. Se não estiver, tem que ter uma autorização firmada em cartório pelo proprietário.

Alguns preços

Jantar pra 2 pessoas: aproximadamente 30 reais, tomando refrigerante e pedindo um prato "normal": uma carne com guarnição ou massa.
Sorvete (diga,se de passagem, O SORVETE): 4,50 reais, dois sabores e bem servido.
Diária em hotel: Varia conforme o lugar e a época do ano. Em Montevideo, ficamos em um 4* muito bom por aproximadamente 100 reais, mas se consegue hotel até por 40. Em Piriápolis, ficamos em um 3* simples, mas aconchegante por 80 reais a diária. Em Punta del Este não havia nada por menos que 150 dólares. Não ficamos.
Cabanas para alugar em Punta del Diablo, aproximadamente 80 reais
Gasolina: mais ou menos o mesmo preço do Brasil (deve-se pedir nafta).
Pras meninas: é possível encontrar roupas com preços bem acessíveis.

Em geral, os outros preços regulam com os do Brasil.

Coisas Imperdíveis de se fazer na minha opinião

  • Em Montevidéo, apreciar um pôr do sol à beira-rio.
  • Subir o Cerro San Antonio em Piriápolis. A vista é linda.
  • Provar o sorvete da Arlecchino em Punta.
  • Caminhar no calçadão de Punta e se sentir chique.
  • Visitar a catedral de Montevideo. É muito bonita.
  • Se você tiver fôlego e gostar desse tipo de aventura, subir o Cerro Pan de Azucar em Piriápolis.
  • Visitar o Forte de Santa Teresa.
  • Tomar um banho no Rio da Prata.
  • Visitar Colônia do Sacramento, cidade histórica que a gente ouve falar muito nos tempos de escola.
  • Passar uma tarde em Cabo Polônio, a praia onde não há eletricidade ou água encanada (essa ficou pra próxima, pra nós).
Nos próximos dias, vou falar das cidades e praias que visitamos e suas atrações.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Prêmio Sem Noção

Instituí o Prêmio Sem Noção nesse blog, visando premiar simbolicamente aqueles que realmente não têm a menor noção da inutilidade do que estão fazendo.

No mês de janeiro, dividem o prêmio:

1) O funcionário da empresa de cartões de crédito que criou esse script de telemarketing, que tive que ouvir pacientemente ao telefone dias atrás aqui no trabalho.

Eis o diálogo:
- Aqui fala Beltrana da empresa de cartões Tal. Eu gostaria de falar com o Sr. Fulano.
- Ele não está no momento - disse.
- Qual o seu grau de parentesco com ele ?
- Nenhum.
- Aí é um local de trabalho ?
- Sim.
- Então a sra. poderia anotar um número de telefone e pedir pra ele retornar a ligação para um dos nossos atendentes até às 20h de hoje ? O número é xxx-xxxxx
- Ok (anotei)
- A sra. poderia repetir o número anotado ?

Bom, aí a calma foi embora e eu respondi:
- Não. Não posso.

Na boa, eu entendo que quem é atendente de telemarketing é obrigado a seguir um script, agora quem prepara esses scripts deveria ter mais noção de que 90% as pessoas que atendem o telefone são alfabetizadas.


2) O funcionário das empresas concessionárias de Pedágios entre Porto Alegre e Rio Grande (estrada pela qual passam muitos uruguaios e argentinos que visitam o nosso litoral) que criou a seguinte placa:

"Pedágio à 2 Km. Aceitamos pagamentos apenas em moeda nacional".

Detalhe: a mensagem está escrita apenas em português.

Agravante: tem mais de uma placa assim ao longo da rodovia.

Minha conclusão: Devem existir muitos brasileiros que costumam pagar em dólar ou pesos.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

7 Lugares Incríveis - Glaciar Perito Moreno

And the winner is...


A foto mais votada pelos meus amigos foi a do Glaciar Perito Moreno. Então, ele será o eleito como o sétimo lugar mais incrível no qual estive.

Esse glaciar fica no sul da Argentina, no Parque Nacional de Los Glaciares, mais ou menos a uns 700Km de Ushuaia, a cidade mais austral do mundo. Ali em volta do parque, quase tudo é deserto... deserto de casas, deserto de pessoas e deserto até mesmo de vegetação. Mas tem muita água, resultado dos glaciares. A cidade mais próxima fica a 80 Km, é El Calafate, que possui algo como 20 mil habitantes. Cidade de tamanho médio perto dali? Nenhuma num raio de 300Km, o que me faz pensar que se alguém necessita de cuidados médicos especializados, não vai encontrar.

Quando você entra no Parque de Los Glaciares a paisagem muda um pouco. Ali tem bastante vegetação e árvores relativamente altas.

Mas e o Glaciar ? É realmente imenso. Com o gradual derretimento dos pólos, talvez seja uma paisagem bem rara para os nossos netos. Os glaciares de todo o mundo estão diminuindo de tamanho ano-a-ano. Porém, o Perito Moreno é uma exceção: ele vem se mantendo mais ou menos estável ao longo dos anos. Outra curiosidade é que ele não flutua na água como um iceberg. Ele tem mais de 30 m de profundidade e o gelo que tem ali vai sendo formado gradativamente.

É possível caminhar por sobre o glaciar com aqueles "pregões" para neve, mas apenas em pequenos grupos acompanhados por guia, pois os guias sabem os pontos onde é seguro pisar. Nós resolvemos experimentar e é muito interessante. Você enxerga buracos em que vê a água escorrer por muitos metros abaixo e até mesmo pequenas cavernas ao longo da caminhada. Outra curiosidade é que o gelo ali parece "azulado" pelo reflexo da luz.

A todo momento, desprendem-se pequenos pedaços de gelo no lago, fazendo algum ruído. Porém, o mais fantástico sobre o Glaciar Perito Moreno eu não assisti. A pressão da água sobre o gelo vai criando ao longo do tempo uma espécie de túnel com uma abertura, por onde as águas do Rio Braço descem até o Lago Argentino. De tempos em tempos, esse túnel desaba, formando um espetáculo que deve ser lindo.

Esse processo se repete ao longo de intervalos irregulares: o último desabamento ocorreu em março de 2006 à noite, portanto não há imagens. Antes o último desabamento havia sido em 2004, 16 anos após o desabamento anterior.

O vídeo mostra o desabamento de 2004 (acho). Olhem lá pelo minuto 2:30 que é quando fica interessante.



Pra completar: o meu voto teria sido por a foto ali do Canto Grande (em Bombinhas/SC). Na realidade fiz uma montagem com 2 fotos. Isso porque o nome do lugar era "Mirante Eco 360 graus". O motivo da escolha: foi um dos únicos lugares em que estive que pra qualquer dos quatro lados que eu olhasse tinha uma paisagem bonita.


Os 7 lugares mais incríveis

1 - Laguna Torre (El Chaltén - Argentina)
2 - Lake Tahoe (Califórnia/Nevada - Estados Unidos)
3 - Capela Sistina (Vaticano)
4 - Machu Picchu (Peru)
5 - Cânions dos Aparados da Serra (Rio Grande do Sul - Brasil)
6 - Mônaco
7 - Glaciar Perito Moreno (Patagônia Argentina)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Dúvida cruel

Chegou a hora de escolher o último os 7 lugares incríveis. Confesso que não foi fácil escolher o último. Então, pra tornar esse blog democrático, vou postar fotos dos concorrentes a último local incrível e vou deixar pros meus leitores (todos os 4 de que tenho notícia e mais algum outro que possa existir) escolherem qual deles será o último. Então, escolham nos comentários qual deles acham mais bonito e vamos ver se seria o mesmo que eu teria escolhido. No próximo post falarei mais do lugar mais votado.





PS. As fotos estão sem descrição de local propositalmente.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Os 7 lugares mais incríveis - Mônaco

Fonte: http://www.visitmonaco.com
Por que um lugar com pouco menos de 2 Km2 de área está nessa lista ? Posso assegurar que o que me encantou em Mônaco não foi a riqueza ou o glamour, mas o fato de ser um lugar único, que parece ter saído dos contos de fada.

Eu cheguei lá de ônibus. O ônibus ia de Roma à Nice pela costa oeste da Itália. Eu diria que foi a viagem terrestre mais bonita que fiz na parte que visitei da Europa. Você passa por mais de 100 (sim, cem) túneis, circunda montanhas e a sua esquerda vê o mar de uma cor verde esmeralda muito intensa quando iluminado pelo sol. Eu já havia me encantado com Gênova, que só vi pela janela do ônibus durante a viagem, mas quando avistei Mônaco de longe pela mesma janela, sério que pensei naqueles castelos de contos de fada. Eu escolhi a foto desse post não por ser a foto mais bonita que encontrei do principado, mas porque ela lembra a primeira visão que tive do lugar.

Fiquei apenas algumas horas em Mônaco da tardinha até à noite. Eu não tinha cacife pra ficar hospedada lá, né... E não tenho boas fotos, pois foi em uma época em que as máquinas digitais estavam apenas chegando ao mercado. Mas eu fiquei com boas memórias.

Em primeiro lugar, impressionou-me a limpeza das ruas. Você não enxerga nenhuma sujeirinha. Eu passei por lá 2 dias após o Grande Prêmio de Fórmula-1 (em 2002) e Monte Carlo tinha tudo pra estar suja, mas não. Estava limpíssima, dava pra deitar no meio da rua se eu quisesse. Ouvi dizer em certa ocasião que as ruas do principado são lavadas todas as madrugadas, mas não sei até que ponto é verdade. Outra peculiaridade é a criminalidade zero. Existe um circuito fechado de câmeras. Se alguém é furtado, por exemplo, em 3 minutos um policial aparece. Aliás, o número de policiais é enorme, se não me engano 1 para cada 6 habitantes.

O castelo do rei Rainier (era o rei na época) parece um castelinho daqueles dos livros. Os jardins deles são lindíssimos também. Enfim, o lugar fica encravado nas montanhas, em plena Cote d'Azur, com águas lindíssimas e ainda por cima é super bem cuidado. Não tem como não gostar. Claro, que pra pessoas comuns é praticamente impossível consumir qualquer coisa, mas que você se sente quase uma princesa lá, ah, isso se sente.

Mônaco tinha 30.000 habitantes na época que o visitei. O interessante é que apenas 6.000 são monegascos. Isso porque para você se tornar um cidadão monegasco, sua família tem que viver ali por nada menos que SETE gerações.

Agora, alguém terá coragem de me dizer que não é um lugar único ?



Os 7 lugares mais incríveis

1 - Laguna Torre (El Chaltén - Argentina)
2 - Lake Tahoe (Califórnia/Nevada - Estados Unidos)
3 - Capela Sistina (Vaticano)
4 - Machu Picchu (Peru)
5 - Cânions dos Aparados da Serra (Rio Grande do Sul - Brasil)
6 - Mônaco
7 - ...

Falta só um.