domingo, 28 de fevereiro de 2010

Trilha da Lagoinha do Leste, tentativa 2 e muito barro

A dica número 1 é: só se aventure nessa trilha em época de chuva se você não tem problema com lama e tiver um pisante bem velhinho. Vai ser difícil fazer com que meias e tênis voltem a ser o que eram, caso contrário.

Dica número 2: não acredite nas estimativas de tempo dos catarinas. A placa na entrada da trilha diz 45 minutos. Levamos 1 hora e 10 minutos. Tá certo, tinha muita lama e tínhamos que ser cuidadosos pra não escorregar. Mas apenas um nativo faz em 45 minutos. Na melhor das hipóteses, sem o barro, poderíamos ter feito em 1 hora.

Feitas essas considerações, vamos a ela.

A entrada da trilha é na rua que inicia no bar do Maneca. Tivemos um certo problema para encontrar a rua, porque ela não tem placa indicativa de nome. O site GuiaFloripa diz que é Rua Manoel Pedro de Oliveira. Enfim, procure pelo bar do Maneca. A melhor maneira de encontrá-lo é ir pela estrada em direção ao Pântano do Sul. Um pouco antes da placa indicativa do Balneário Açores e da Praia da Solidão está a rua, só que ela fica a esquerda de quem está indo para o sul. Suba essa ladeira e em poucos metros você encontrará uma placa indicativa bem grande do início da trilha.

Os primeiros 20 minutos de trilha são na mata fechada, com muita umidade e barro. Sei que não deve ter barro sempre, mas fomos em uma época em que choveu muito em Florianópolis, então, tinha muito, mas muito barro, o que tornava a trilha bem escorregadia. Havia muitos mosquitos também, mas eles não foram um problema porque fui armada com repelente. A parte boa desse trecho da trilha é que o sol praticamente não passa, então você não vai tomar um torrão.

Com mais ou menos 35 minutos de trilha, você avistará um mirante. Você sai um pouquinho da trilha para chegar nele, mas tem placa indicando, ninguém se perde. No mirante, avista-se a Praia do Pântano Sul, lá longe. No nosso caso, avistamos uma aparente tempestade se aproximando, que acabou se revelando ser alarme falso.

A segunda parte da trilha tem mais um pouco de mata, mas não tão fechada. A parte mais difícil fica para os 25 minutos finais: descida pelas pedras até a Praia da Lagoinha do Leste. Alguns trechos tem pedras bem grandes, então exige-se bastante dos pobres joelhinhos, mas pelo menos não havia barro. Esse trecho também não tem mata fechada, o que significa que se o dia estiver ensolarado, você vai se queimar. Não se esqueça de parar um pouquinho durante a descida para admirar a praia lá embaixo. Temos a tendência a cuidar demais quando estamos andando em pedras e perdemos a melhor parte. A melhor foto é durante a descida e não da praia.

Chegando lá, você vai encontrar aluguel de cadeiras e até um protótipo de bar que vende bebidas. A praia é bem bonitinha e tem o título de mais bela da ilha. Realmente é bonitinha, como você vê ao lado, mas para mais bonita da ilha, tenho outras preferências. Talvez se tivesse feito a trilha pela Armação pensasse diferente, pois dizem que a visão mais bonita é vindo daquele lado.

Para retornar, você terá duas opções: pegar um barco de pescadores ou retornar pela trilha. O barco custa R$ 15 por pessoa (em janeiro de 2010) e leva cerca de 25 minutos, deixando você na Praia do Pântano do Sul. Não cabem muitas pessoas e para chegar nele, você encara um bote que vai cortando as ondas. Nós voltamos pela própria trilha, que estava até movimentada naquele entardecer. Tirando os 25 minutos iniciais de subida que são bem cansativos e exigem bastante dos pobres joelhinhos (na foto ao lado você tem uma ideia da subida), parece mais tranquilo voltar do que ir.

Para quem deseja uma trilha mais curta, ir e voltar à Lagoinha do Leste pelo Pântano do Sul me parece a melhor opção, embora todos afirmem que o visual durante o trajeto não é tão atrativo. Pareceu-me ainda que é uma trilha mais segura do que a que inicia no Matadeiro, pois bastante gente a percorre e não há perigo de você pegar um atalho errado.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Trilha da Lagoinha do Leste, tentativa 1 e o Povoado de Ribeirão da Ilha

Nosso quinto dia de férias iniciou com boas perspectivas. Foi o primeiro dia que não amanheceu chovendo e o sol apareceu. Decidimos, então, percorrer a tão aguardada trilha da Lagoinha do Leste. Para isso, seguimos a pé até a Praia do Matadeiro (estávamos hospedados na Armação). Passamos por uma pequena ponte que separa as duas praias, percorremos toda a extensão do Matadeiro (que não é muita) e chegamos à extremidade direita da praia. Olhando na foto ao lado é bem à esquerda, onde se distingue uma casa. Ali, tem um pedacinho pequeno de trilha de concreto, por onde seguimos, passando por uma ponte e uma casa de madeira. Seguimos sempre pela direita, seguindo as indicações do pessoal local. Houve um ponto de dúvida em que achamos que tínhamos que subir, mas o correto é não sair da trilha até acabar aquele pedacinho concretado. 

Depois disso, muito barro e umidade. A trilha não é muito aberta e há vários pontos em que ficamos com dúvida. As pedras estavam bastante escorregadias devido ao excesso de chuva e o próprio córrego avançava pelas pedras da trilha. Como não havia mais ninguém tentando, nos haviam dito que era 2 horas de trilha e não sabíamos se a trilha inteira era assim, optamos por retornar e tentar pelo Pântano, cuja trilha era menor no dia seguinte.

As informações que obtivemos depois, caso você queira tentar (e nós tentaremos novamente em um período mais seco no inverno) foram:
  • A trilha tem duração aproximada de 2 horas, mas encontramos um pessoal lá na praia da Lagoinha que diz ter feito em 3 horas.
  • A mata é bem fechada nos primeiros 30-40 minutos de trilha. Depois disso, caminha-se por uma mistura de areia e vegetação rasteira, por uma hora e meia (previsão dos catarinas), margeando os costões, passando pela Ponta do Quebra-Remo, Ponta do Facão e Ponta da Lagoinha.
No restante desse dia, caminhamos até o ponto que separa as praias da Armação e do Matadeiro, tiramos fotos e aproveitamos a praia. Também fomos até o mirante do Convento de Morro das Pedras que é aberto ao público das 9h às 18h e tem uma vista bem bacana da orla do sudeste da ilha e da Lagoa do Peri. Repare na foto que em primeiro plano temos a Armação e lá no fundo, junto com a torre de celular se vê a praia do Pântano do Sul.

Aproveitamos também para ir (de carro) no final de tarde até o povoado de Ribeirão da Ilha, que fica na parte sudoeste da ilha. Ali, acreditamos que seria possível ver o pôr do sol no mar, mas o tempo nublou. O povoado é bem peculiar, guarda antigos prédios históricos no estilo açoriano. Sua Igreja é do século XVIII, mas infelizmente, está bem depredada. As casinhas coloridas no estilo açoriano, no entanto, formam um conjunto bem harmonioso. Da praia, em dias claros, se avistam os prédios altos do centro de Florianópolis.

Também ali há muitos restaurantes que servem ostras. O Nostradamus talvez seja o mais chique deles. Possui um ancoradouro, no qual os clientes deixam suas lanchas. Um bote, vai buscá-los e os leva direto para os fundos do restaurante, onde há uma entrada. Enfim, pra quem veio a passeio nessa encarnação!

De todo modo, Ribeirão merece uma visita, nem que seja para retornar ao passado. E há opções de restaurantes em conta também.

Para terminar o quinto dia, tivemos o episódio das baratas, quando retornamos ao nosso apartamento: quatro delas nos fizeram visita numa só noite. Prova de que todas as férias tem os seus episódios infelizes.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Floripa: Da Armação até a Praia do Saquinho com uma fiel seguidora (e a chuva)

A trilha do Saquinho pode ser uma trilha fácil ou díficil, rápida ou demorada, tudo vai depender do quanto você decidir caminhar. No nosso caso, como estávamos na Armação e queríamos caminhar um pouco optamos por ir a pé até a Praia da Solidão, passando por Pântano do Sul e Açores. O dia estava nublado e de vez em quando caía uma pancada de chuva, de modo que o calor até que não foi problema. Imagino que fazer o mesmo em um dia de sol no verão seja bem mais problemático.

Pois bem, da Armação até o Pântano são cerca de 4Km e você pode ir pelo acostamento da estrada mesmo. De Pântano a Açores optamos por ir pela beira da praia, mas também é possível seguir as indicações das setas e ir pela estrada. Pela praia nos pareceu mais perto e mais bonito.

Para chegar na Praia da Solidão, você deve seguir as indicações, não é difícil. Vai subir uma ladeira asfaltada com mais 1Km no final da Praia de Açores. Chegando à Praia da Solidão, você pode percorrer duas trilhas:

a) a da Cachoeira: é uma trilha bem curtinha, de cerca de 15 minutos que leva à Cachoeira da Praia da Solidão. Para chegar até ela basta virar à direita após a ponte de madeira.

b) a da Praia do Saquinho: Essa trilha inicia com aproximadamente 1.400m de "trilha concretada". Para encontrá-la, basta passar a ponte de madeira e seguir reto. Já havíamos caminhado uns 7km, mas decidmos encarar. A trilha é muito fácil, como você vê ao lado, o único risco que se corre é escorregar nos pontos mais úmidos. A vista da Praia da Solidão que se tem dela é das mais bonitas do sul da ilha. O final da parte concretada é na comunidade do Saquinho, onde algumas famílias insistem em viver sem luz elétrica. Inclusive presenciamos uma curiosidade: os nativos transportam congêneres para a comunidade com dois enrmes cestos amarrados de cada lado de um cavalo. O coitado do bicho está tão treinado que faz a trilha quase sozinho.

Quando acaba a parte concretada, você pode seguir adiante, se desejar. Em mais ou menos duas horas vai chegar na Ponta do Pasto ou Pastinho que é uma península coberta por grama. Em tese, você pode continuar dali até Naufragados, mas não é recomendável sem um conhecedor da região, pois a trilha está coberta pelo mato. O caminho pelo costão também não deve ser seguido, pois é bastante perigoso devido às pedras.

Se optar por não seguir adiante, ficará na Praia do Saquinho, que tem, nesse ponto, aproximadamente 750m, com pedras à direita e à esquerda. É uma praia onde poucos vão, então você se sentirá quase numa praia particular. Ao lado a vista da praia quando ainda estamos na parte de cima da trilha.

Nessa trilha também nos acompanhou do início ao fim uma fiel companheira: uma cachorrinha vira-lata com coleira que praticamente nos adotou, já que, apesar de outras pessoas estarem na trilha, ela seguia mesmo era a gente. Deu vontade de trazer o bichinho pra Poa, mas ela tinha coleira, então poderia ter dono. Além do mais, considero crueldade levar pra um apartamento de 85m2 uma cachorrinha criada na praia a vida toda. Enfim, tivemos que fugir dela no final da trilha, já em Açores, pois ela estava realmente determinada a nos seguir.

No retorno, optamos por voltar de ônibus de Açores até a Armação. O caminho completo de ida e volta daria uns 17Km, assim caminhamos uns 12Km apenas. Ao lado, como brinde, a vista das Praias do Pântano e da Solidão que se tem da trilha. Belíssima, apesar do dia nublado.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Floripa: Trilha de Naufragados e mais chuva

Nossas férias começaram para valer no terceiro dia, quando decidimos que a chuva não nos impediria de aproveitar. O dia amanheceu nublado, mas acreditamos que conseguiríamos fazer nossa primeira trilha mesmo assim. Optamos pela trilha de Naufragados, porque era a mais curta do programa, de modo que uma eventual chuva não atrapalharia tanto. Estávamos certos.

Onde fica
Naufragados é a praia mais ao sul da ilha de Florianópolis. Recebeu esse nome devido ao naufrágio de dois navios portugueses que levavam colonos açorianos para o RS ocorrido ali em 1753, do qual apenas 77 passageiros sobreviveram. O acesso se dá exclusivamente pela trilha (ou por barco).

Como chegar ao início da trilha
Vindo do centro, dirija-se ao sul da ilha. Siga as indicações em direção ao povoado de Ribeirão da Ilha. O povoado é muito bonitinho, nós paramos para olhar, mas deixamos para voltar com mais tempo em outro dia. Passando o povoado, siga sempre reto, você terá o mar a sua direita durante todo o percurso, de cerca de 20Km. A estrada é uma mistura de pontos com calçamento e outros com asfalto. Você vai passar por Caieira e vai parar no final da estrada, onde também termina a linha de ônibus e onde há um terreno transformado em estacionamento para carros (R$5, em janeiro de 2010). Há uma placa indicativa do início da trilha no estacionamento.

Caso você não queira encarar a trilha, pode contratar barco ali. O valor é do barco e o barco comporta até 4 pessoas, dizia uma placa. 

A trilha
O percurso da trilha é de 2.7Km e é bem fácil, sem grandes subidas ou descidas por meio da mata, o que em dias de sol é um presente, embora não fosse o nosso caso. A trilha é bem aberta e, obviamente, estava bem úmida. Você caminha em torno de 10-15 minutos e a trilha se divide em duas. Se for sempre pela direita, caminhando cerca de 40 minutos mais vai chegar no farol. Se for pela esquerda, chegará, mais ou menos no mesmo tempo à Praia de Naufragados. Há dois bares ali, caso decida passar o dia.

É possível tanto do farol chegar na praia, quanto da praia chegar no farol, com mais uns 20 minutos de caminhada. Nós fomos primeiro pela praia, então tivemos que atravessar um córrego e subir pelas pedras, onde encontramos uma trilha que levava ao farol. O mais difícil é subir nas pedras, mas passando isso, também foi fácil.

A chuva nos encontrou na praia, então, as fotos ficaram bem ruinzinhas, como você vê ao lado. Mas ficamos imaginando a vista em dias de sol. Quando estivemos na Praia do Sonho, tivemos a oportunidade de ver as ruínas do Forte de Nossa Senhora da Conceição (1742), erguido na ilha de Araçatuba, em um dia de sol e era infinitamente mais bonito.

Retornamos pela trilha do farol, seguindo sempre pela nossa esquerda no retorno. A chuva nos pegou em cheio no retorno, ficou fechadão mesmo, tornando a trilha um pouco mais difícil, mas nada apavorante, o que significa que ela deve ser realmente fácil em dias secos. Aconselho todos a fazerem, o visual do final vai encantá-los em um dia bom e você não se cansará muito.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Breve resumo das férias em Floripa

A partir de hoje começo a narrar aqui as férias deste ano em Florianópolis com algumas dicas de trilhas. Dada a escassez do tempo, abaixo segue um breve resumo que será detalhado aos poucos ao longo dos próximos posts.

Dia 1: Atropelada por uma criança de bicicleta
Dia 2: Muita chuva e engarrafamento na saída do Shopping
Dia 3: Trilha de Naufragados e mais chuva
Dia 4: Da Armação até a Praia do Saquinho com uma fiel seguidora (e a chuva)
Dia 5: Trilha da Lagoinha do Leste, tentativa 1 e as baratas
Dia 6: Trilha da Lagoinha do Leste, tentativa 2 e muito barro
Dia 7: Sol, mar e descanso

Por enquanto, segue a primeira dica para quem quer paz e tranquilidade. Vá para o sul da ilha. Ficamos na Praia da Armação que além de bonita é bem calma. Vejo duas grandes vantagens em ficar no sul: os preços são mais baixos (pagamos R$ 80 a diária de um apartamento no residencial Estrela do Mar e há vários outros nessa faixa de preço) e a possibilidade de curtir a praia sem ser interrompida por um vendedor "do que quer que seja" a cada 5 minutos. Além disso, as praias não deixam nada a dever para o norte.

Pra quem tem crianças, as águas do ponto onde ficamos não são das mais calmas. Creio que no sul seria mais recomendável ficar um pouco adiante no Pântano do Sul. Como eu sou um pouco fiasquenta para entrar na água, a Armação foi perfeita: dois passos na água, você cai num buraco e a próxima onda termina de molhá-lo. Quer dizer, não precisa de muita coragem. A temperatura e a cor do mar estavam perfeitas, como quase sempre.

A ida para o sul da ilha tem um probleminha de trânsito até o Campeche, a estrada está pedindo duplicação. Depois disso, é bem tranquilo também. Para quem gosta de comércio, porém, o sul é mais limitado do que o norte. Não há muitas lojinhas e shopping, esqueça. Na segunda-feira, para jantar, fomos até Campeche, pois as opções estavam bem limitadas.

Como eu comecei dizendo, para quem que paz, tranquilidade, praias e trilhas é PERFEITO.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Trilhas em Bombinhas, Canto Grande - Parte II

Estava em férias e em breve aqui falarei disso por aqui. Por enquanto, vamos a segunda parte das trilhas em Canto Grande.

A trilha mais longa que pode ser percorrida em Bombinhas e que pode iniciar em Canto Grande é a COSTEIRA DE ZIMBROS. Se você não é muito adepto a grandes caminhadas, é melhor ir de carro até o final da praia de Zimbros e só iniciar a trilha lá. Nós optamos por percorrê-la inteira, o que significa andar mais ou menos 6Km pela beira da praia de Canto Grande até a extremidade direita de Zimbros. Lá, há (ou havia na época em que fomos) um quiosque de beira de praia no qual você pode comprar água ou algum lanchinho pra carregar. É ali que o carro também será deixado se você optar por ir de Canto Grande a Zimbros de carro.

A trilha passa por 4 praias: Praia do Cardoso, da Lagoa, Praia Triste e Praia Vermelha. O acesso só é possível através da trilha, de modo que quanto mais afastada a praia, mais deserta.

Alguns trechos da trilha são mais acentuados. No início há uma subida e para chegar à cachoeira não é muito fácil, não. É necessário de 2 a 3 horas para ir e retornar. Não é aconselhável, portanto, ir no final do dia.

1 - Praia do Cardoso

Com uns 20 minutos de trilha, a primeira praia que você avistará é a do Cardoso. É uma praia pequena, que possui extensão aproximada de 130 metros e por não ser tão longe ainda é frequentada por famílias e casais.

2 - Praia da Lagoa

Seguindo pela trilha, a próxima praia é a da Lagoa, que, como o nome diz, tem uma lagoa entre sua areia e a mata que a cerca. A extensão é de cerca de 300 metros.

3 - Praia Triste

Bem mais longe, está a Praia Triste. Não sei o motivo do nome, mas não pareceu ser uma praia tão triste assim, pelo contrário é bonita e bucólica. Possui extensão de 380 metros e é bastante deserta, com suas águas calmas, que convidam para um banho de mar. É aqui também que existe uma trilha alternativa, mais para dentro da mata que leva a uma cachoeira. A trilha é curta, cerca de 15-20 minutos, no entanto, tem uma descida bem pesada quando chega próxima à cachoeira. Na época em que fomos, havia, inclusive, cordas e cipós para auxiliar a descida.

4 - Praia Vermelha

A última praia e também a mais distante é a Praia Vermelha, que possui esse nome devido ao barro que escorre das encostas e colore a praia. É um pouco mais extensa que as demais (600 metros), bastante deserta e repleta de mosquitos. Por isso é bom ter repelente às mãos. A caminhada é um pouco mais difícil nesse trecho, com algumas subidas. Na minha opinião é a menos bonita das quatro praias, mas certamente vale chegar até ela e conhecê-la, até para você dizer que percorreu a trilha inteira!

Uma última dica: tenha em mãos protetor solar e repelente para realizar essa trilha. Por ser próxima à mata e a lagoas, há os "borrachudos" da região. Além disso, como é longa, mesmo que tenha vento, o sol queima e muito. Há muito decidi que não faço trilhas na praia sem meu bom boné, com tecido com proteção UV.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Trilhas em Bombinhas, Canto Grande - Parte I

Bombinhas fica a cerca de 60Km ao norte de Florianópolis e é um destino mais procurado por paranaenses do que por gaúchos, dada a proximidade com o estado do Paraná. Sem dúvida, é um dos lugares mais bonitos em Santa Catarina e, onde ainda é possível conseguir alguma tranquilidade mesmo no carnaval, se você escolher a praia certa. Para quem gosta de águas calmas e está acompanhado de crianças, a melhor praia é Bombas. Para quem gosta de surf é Mariscal. Nós optamos por ficar em Canto Grande, uma das praias menos conhecidas e mais calmas. Explico: é o melhor lugar para quem quer alternar entre praia de mar calmo e praia de mar forte e também o melhor ponto para as trilhas.

Outro ponto a favor de Canto Grande é que não foi tão difícil encontrar lugar para ficar, a preço justo. Conseguimos uma casa com dois dormitórios, sala, cozinha e banheiro na rua principal, quase ao lado de supermercado e a umas duas quadras de uma sorveteria (muito importante!). Os preços caem a partir da quarta-feira de cinzas, inclusive.

Mas vamos às trilhas:

- Trilha do Morro do Macaco
A primeira trilha que você deve fazer em Canto Grande é ao Morro do Macaco. Ela é bastante curta, tem cerca de 760m apenas e leva ao ao 2º ponto mais elevado da cidade, com aproximadamente 180 metros de altitude e duração de aproximadamente 20 minutos. Encontrá-la é fácil. Vá até a última rua em direção à praia, a que fica mais próxima do morro com uma pedra, que se avista de bem longe. Você encontrará uma placa indicativa do ponto onde subir.

Depois disso, basta um pouquinho de fôlego. A trilha é curta, mas um pouco pesada, porque se sobe bastante. Há alguns degraus moldados nas pedras, o que facilita bastante. O sofrimento compensa. Você terá uma vista panorâmica de todo o município. Subindo ali você também consegue entender porque é possível alternar entre praia de mar fraco e mar forte nesse ponto da região: em um lado temos o Canto Grande propriamente dito, que é a parte calminha da praia. Do outro, as ondas do que seria a Praia da Conceição(ou continuação da Praia do Mariscal).

- Trilha da Tainha – 1.700,00 m
Outra trilha bem interessante de se fazer, porém um pouco mais longa, é a que serve de acesso do Canto Grande à Praia da Tainha. O início da trilha é no Canto Grande (bem no canto mesmo, no fim da praia onde inicia a mata há uma entrada meio escondida). Se você acha que não vai encontrar, existe mapa na web. É uma trilha bem característica, com vegetação formada por mata atlântica. Há trechos onde é mais aberta, com vegetação rasteira e trechos onde é mata fechada mesmo. Não é uma trilha difícil, o máximo que você encontrará são algumas pedras e desníveis. Só é um pouco extensa, leva-se cerca de 1h para ir e outra pra voltar (na realidade a volta é sempre mais rápida).

A trilha termina em uma estrada. Seguindo mais alguns metros por esta estrada está a Praia da Tainha, uma das mais inacessíveis e, por isso mesmo, sossegada e tranqüila. É bom lembrar que não há nenhum tipo de comércio nesta praia (ou pelo menos não é para haver).

- Mirante Eco 360º
Quando você chega ao final da trilha da Tainha (na estrada) consegue avistar o Mirante Eco 360º, ponto mais alto do município que proporciona uma visão de 360
graus de toda a região de Bombinhas, onde (dizem) se vê um dos mais belos nascer e pôr-do-sol do litoral.

É possível chegar a pé, porém, a impressão que temos, ao avistar o mirante na trilha é que é perto. Não se engane, não é muito perto e a subida não é muito fácil. Nós acabamos indo de carro. Existe uma estrada que começa na praia de Conceição. Na base do mirante, há um museu com exemplares de espécies de fauna local empalhadas.

O mirante é de tirar o fôlego e realmente é 360º. Para cada um dos lados que você olhar terá uma visão linda da região.

Mais trilhas em Canto Grande na parte 2.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Um monte de ideias soltas

Fico mais filosófica numa época do ano em que se trabalha menos e se assiste TV demais em meio a reuniões familiares. Foram muitas reflexões no período de mini-férias que exponho parcialmente agora.
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Não sou muito chegada a Natais e, me desculpem os mais otimistas, a cada novo ano vou percebendo que a virada do ano é apenas um marco no calendário. De qualquer modo, sempre tive metas de ano novo. Esse ano, não. Decidi que minha única meta é não estabelecer metas e buscar dias perfeitos, ou, se não forem possíveis os dias perfeitos, que ao menos eu viva momentos perfeitos e seja capaz de proporcioná-los a todos aqueles que amo.
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Como o ano novo no Brasil só começa depois do Carnaval estou adiando meus desejos de feliz 2010 pra 18/02.
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Na véspera do Natal, se ainda estão lembrados o menino Sean Goldman, aquele cujo pai norte-americano brigava na justiça com a avó materna foi entregue ao pai por uma decisão do Min. Gilmar Mendes do STF. O que me impressionou no caso não foi a decisão: o menino tinha que ser entregue ao pai, já que não cabe a lei brasileira julgar o caso, já que o domicílio do casal era os EUA e o menino nasceu lá. Quer dizer, é a justiça americana quem tem que julgar mesmo.

O problema é a falta de sensibilidade e, na minha opinião, o desrespeito ao próprio Estatuto da Criança e do Adolescente: lá diz que antes da adoção de uma criança por um casal estrangeiro, exige-se um estágio de convivência de 30 dias aqui no Brasil. Convenhamos que a situação é quase a que se verifica numa adoção: o menino não tinha contato com o pai desde os 4 anos e aí, de repente, vai para o outro lado do mundo com esse estranho, e, ainda por cima num avião fretado por uma emissora de TV americana.

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Previsão pra 2010: no Natal, ninguém mais vai lembrar que o ator Charlie Sheen esteve preso no Natal de 2009.
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A notícia mais importante de 2009 e que terá grande impacto social se confirmada (imaginem a falência dos salões de beleza) foi essa: Cientistas estão desenvolvendo pílula para alisar o cabelo.
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Eu tinha certeza que o Latino ia gravar a versão brasileira de 'I gotta feeling' e que seria o hit do verão. Mas parece que essa previsão errei.
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Gostei muito de Avatar: da tecnologia 3D, da fotografia, dos efeitos visuais e até da historinha. Mas sabem qual a única coisa que eu queria pra mim do mundo mostrado no filme? A capacidade de colocar a minha mente de 35, num corpinho de 18.
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A virada de ano novo foi uma prova da evolução da humanidade. É um alívio ver foguetes perigosos e barulhentos serem substituídos por aqueles fogos coloridos silenciosos, luminosos e muito mais bonitos, mesmo em lugares como Cidreira.
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Eu sei que poderia ter postado tudo isso no Twitter, mas não gosto muito da ideia de ser limitada por 140 caracteres.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Pequeno Manual de Instruções

Existem vários manuais de instruções para a vida circulando pela internet, mas esse recebi de um antigo amigo e guardo já há anos pois, para mim, cada uma das frases é um ingrediente para uma vida boa e honrada. Eu quis que esse fosse o último texto do ano porque realmente desejo continuar me lembrando dessas frases ao longo de 2010 e, se as repasso, não através de e-mails ou correntes não solicitadas, é porque espero que possam ser úteis a mais alguém como me têm sido ao longo dos anos.

1. Diga aos outros mais do que eles esperam e faça isso com alegria.
2. Memorize sua canção ou poema favoritos.
3. Não acredite em tudo que escutar, não gaste tudo o que tiver, nem durma tanto quanto você quer.
4. Quando disser a alguém "Te Amo", sinta realmente isso.
5. Quando for dizer "desculpe", olhe nos olhos da pessoa.
6. Namore pelo menos seis meses antes de se casar com alguém.
7. Acredite no amor a primeira vista.
8. Nunca ria dos sonhos dos outros.
9. Ame profunda e apaixonadamente. É possivel que você saia ferido, mas é a única maneira de se viver a vida por inteiro.
10. Nos momentos de discórdia, jogue limpo. Não vale xingar.
11. Não julgue as pessoas pelos seus parentes.
12. Fale devagar mas pense depressa.
13. Quando alguém perguntar a você algo que nao gostaria de responder, sorria e diga: "Por que você quer saber isso?"
14. Lembre-se que um grande amor e grandes realizacoes envolvem grandes riscos.
15. Ligue para sua mãe quando puder.
16. Diga "saúde" quando ouvir alguém espirrar.
17. Ao perder algo, nao perca a lição.
18. Lembre-se dos três R: Respeito por si mesmo; Respeito pelos outros;Responsabilidade por tudo o que fizer.
19. Não deixe que uma pequena divergência arruine uma grande amizade.
20. Quando perceber que cometeu um erro, aja imediatamente para corrigir o mesmo.
21. Sorria quando atender o telefone. Quem estiver na linha vai perceber isso em sua voz.
22. Case-se com um homem/mulher com quem você adora conversar. Ao envelhecer, os infindáveis papos com ele/ela serão tão importantes quanto todo o resto.
23. Fique algum tempo sozinho.
24. Abra seus braços a mudança, mas não abra mão dos seus valores.
25. Lembre-se que o silêncio é, às vezes, a melhor resposta.
26. Leia mais livros e assista menos TV.
27. Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando ficar mais velho e olhar para trás, você irá desfrutá-la uma segunda vez.
28. Confie em Deus, mas não deixe de trancar o carro.
29. Um ambiente de amor e paz em casa é fundamental. Faça tudo o que puder para ter um lar tranquilo e harmonioso.
30. Nas desavenças com pessoas que você ama, trate do que está em discussão. Não traga a tona o passado.
31. Leia nas entrelinhas.
32. Partilhe com os outros os seus conhecimentos. É uma maneira de se alcançar a imortalidade.
33. Seja gentil com a terra.
34. Reze. Há um poder incomensurável nesse gesto.
35. Nunca interrompa quando alguém estiver elogiando você.
36. Cuide do que lhe diz respeito.
37. Não confie num homem/mulher que não fecha os olhos ao ser beijado.
38. Uma vez por ano, vá a algum lugar em que você nunca esteve antes.
39. Caso você ganhe muito dinheiro, utilize-o para ajudar os outros enquanto ainda estiver vivo. Esta é a maior satisfação que a riqueza pode dar.
40. Lembre-se que, às vezes, não conseguir o que se quer é um golpe de sorte.
41. Aprenda as regras, então deixe de cumprir algumas.
42. Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.
43. Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que abrir mão para chegar a ele.
44. Lembre-se que seu caráter é seu destino.
45. Dedique-se ao ato de amar e cozinhar sem nenhum limite.

Um bom Natal e uma boa entrada de ano a todos.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Passeio no ônibus de Turismo - Zona Sul

Quando indiquei 7 passeios em Porto Alegre, uma das opções era o passeio no ônibus de turismo de dois andares da prefeitura. Não havia feito o passeio pela Zona Sul na ocasião. Consegui finalmente há alguns finais de semana, então seguem as minhas dicas e impressões.

Dicas
  • O passeio deve ser reservado com antecedência. Você até pode chegar na hora e dar a sorte de conseguir embarcar, mas se o dia estiver bonito é mais difícil. As reservas são feitas pelo telefone:
  • O preço em dezembro de 2009 para o passeio Zonal Sul é de R$ 15.
  • Mesmo com reserva você deve chegar meia-hora antes do horário marcado para o passeio.
  • O passeio dura cerca de 1 hora e meia.
  • O ônibus não faz paradas durante o passeio. Então não é muito fácil para fotografar, mas se consegue.

O Trajeto
A saída é no largo da Epatur (Travessa do Carmo, 84 - Cidade Baixa).

O ônibus segue primeiramente pela Av. Borges de Medeiros, passando pelo shopping Praia de Belas e o Parque Marinha do Brasil. Na passagem pelo parque o guia nos conta que este é considerado o pulmão da cidade com seus 70 ha.

Em seguida, passamos pelo Estádio Beira-Rio. As turistas atrás de mim gostaram muito do estádio (era dia de jogo do inter), mas eu prefiro não comentar a respeito. Aliás, existem três assuntos proibidos nesse blog: futebol, religião e visão político-partidária. Cada um tem sua preferência e que viva feliz com ela.

Seguindo pela Diário de Notícias, subimos em direção à Vila Assunção. Aqui, quem senta no andar de cima sente um medinho. Como a Av. Guaíba é estreita, passamos junto aos fios e às árvores. E como estamos altos conseguimos ver algo que as casas próximas do rio escondem: o centro visto de longe, emoldurado pelo nosso rio/lago/estuário. Muito bonito. Olhando a orla sinto pena do que foi feito dela. Enquanto cidades como Montevideo a deixaram com praias e calçadões acessíveis à população, nossos antepassados a transformaram em clubes e em propriedades privadas.

Seguindo um pouco mais, passamos pela Tristeza e seus condomínios de casas da classe média-alta. As turistas atrás de mim dizem que se sentem nos Estados Unidos. Ouvimos do guia duas explicações interessantes sobre a origem do bairro: a primeira de que o antigo estancieiro daquelas terras (no tempo em que o bairro era uma estância) perdeu uma filha, atingida por um raio, mergulhando em uma tristeza sem fim. A segunda explicação é menos trágica: como Guaíba que ficava do outro lado do rio possuia um bairro chamado Alegria, batizou-se esse de Tristeza.


Andamos, então, em direção a Ipanema, que recebeu o nome porque se imaginava possível construir ali uma praia semelhante à Ipanema carioca. Percorremos a avenida devagar e o ônibus dá uma paradinha. Um dos poucos pontos possíveis de foto. Deve ser interessante fazer o passeio no horário do final de tarde e pegar o famoso pôr-do-sol de Ipanema.

Depois de Ipanema, o ônibus segue para a Cavalhada. Se você olhar para trás, enquanto o ônibus sobe a Av. Cavalhada terá uma bonita visão do rio. Passamos pela entrada da famosa casa do jogador Ronaldinho Gaúcho. Todos no ônibus olharam na direção, sem ver muita coisa. Diz o guia que apenas a partir das trilhas ecológicas do Morro do Osso se consegue ver a casa.


Seguimos em direção ao bairro Vila Nova e depois em direção ao Belém Velho, já considerados fora da zona urbana da cidade. Então subimos até o bairro Cascata no alto do Morro da Pedra Redonda, onde vimos o que considero o ponto alto do passeio, o Santuário Mãe de Deus. Aqui o ônibus não chega a parar totalmente, mas ele faz um giro de 360º que nos permite visualizar toda a cidade e até mesmo a Ponte do Guaíba lá longe. Apesar de viver há 15 anos em Porto Alegre nunca tinha subido lá. Vale a pena. Só lamentei não estar um dia mais ensolarado.

Seguindo o passeio passamos pelos bairros Glória, Medianeira, Azenha, o Estádio Olímpico e finalmente retornamos ao ponto de partida. Apesar de ser um passeio relativamente rápido, vi partes da cidade que realmente desconhecia. Deixo então a dica tanto para quem mora em Porto Alegre, como para quem está de passagem.