sexta-feira, 14 de junho de 2013

Recebendo ordens de criança

Meu filho já está com 2 anos e 3 meses e a linguagem está bem desenvolvida. Ele já forma frases direitinho. Fala muito errado ainda, isso sim. Não tem jeito, por exemplo, de falar "comeu" ou "acabou". É "pomeu" e "apabou". Tablet é "pabit". A pediatra disse que essas trocas são preocupantes apenas a partir dos 4 anos. Então, por enquanto, apenas falo certo e peço pra ele repetir, mas não tem jeito. É "pomeu" mesmo.

O desenvolvimento da linguagem traz consigo um outro fenômeno peculiar. A criança começa a dar ordens. Dias atrás, enquanto observava um cachorrinho na vitrine da pet shop, ele ordenava:

- Bebe água, cachorro, vai lá e bebe pra ficar forte.

Mesmo a avó dizendo que o cachorrinho estava cansado e precisava dormir, a ordem continuava:

- Não tá na hora de naná, tá na hora de tomar água.

Hoje pela manhã, quando pedi para levantar porque iríamos a algum lugar a resposta foi pronta:

- Acho bom levar o "pabit".

Dias atrás, fomos jantar na casa de uma amiga e quase morri de vergonha quando ele estancou na frente da máquina de lavar, ordenando:

- Tem que botar mais roupa.

A máquina era um modelo avançado. Aberta na frente e não em cima, ao alcance do tamanho do guri. Imaginem só a hipnose durante metade da noite.

A conclusão é: se você só achar bonitinho e não impor certos limites agora, já era.

Também nessa fase, começa o replay interminável do mesmo desenho. Ele tem 3 ou 4 episódios do Peixonauta no tablet e os fica assistindo em loop (pros leitores não programadores, loop quer dizer repetição). Também adora outros desenhos que repetem quase que semanalmente o mesmo episódio. Agora entendo porque os canais infantis repetem tanto. Estão se adequando ao seu público.

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