Parece mentira, mas o guri está com quase um ano.
No último mês, nasceram os dois dentinhos de cima, quase juntos. Ele sofreu bastante até os dentes nascerem, mas passou a dormir melhor desde então. O problema passou a ser alimentá-lo. Ele pegou um resfriado há umas 3 semanas e não queria comer nada. Só queria suco, leite e fruta. Para dar comida, tínhamos que distrai-lo, colocando outra coisa na sua mão. Enquanto ele olhava o objeto, com as mãozinhas ocupadas, eu empurrava a comida.
Passou mais ou menos uma semana assim. Depois, aos pouquinhos, o apetite foi voltando. Aí, hoje, acordou com febrão. Ainda não sabemos o que é, mas estou antevendo novas noites sem sono e manha para comer.
Parei definitivamente de amamentar. Sempre me disseram que seria difícil, mas não foi. O leite foi diminuindo, já não conseguia satisfazê-lo. Eu fui substituindo, então, por mamadeira e agora é ele quem não quer mais o peito.
Mas a grande novidade chegou no dia 17 de fevereiro. Foi quando ele começou a dar passinhos, sem se segurar. Antes ele já havia se arriscado, mas nesse dia fez isso várias vezes. Agora ele dá entre 5 e 8 passinhos. Coisa mais bonitinha de se ver. Faz isso, via de regra, quando está com as mãos ocupadas ou quando enxerga logo a frente o lugar onde vai se apoiar.
É bonito de se observar, nessa fase, como as coisas parecem ganhar significado pra ele. Quando empurra carrinhos ou caminhões de brinquedo, ele já faz o tradicional "vrrrrrrrrrrrrummmmmmm". Ás vezes, repete o "não" de reprovação. Mas continua enfiando o dedo onde não deve. Ele também fala bastante o "mamã" agora. Só que a palavra não se refere somente a mim, mas a qualquer coisa que ele queira. Dá uma dor no coração quando ele chora dizendo o "mamã".
Dias atrás, ele cometeu a primeira travessura mais grave. Quebrou um saleiro no restaurante. Claro que pagamos o estrago, pois era o restaurante em que íamos seguidamente aos sábados com ele. As pessoas lá é que não gostaram muito, mesmo assim. Se antes eram todos sorrisos e brincadeiras com o guri, agora mal olham pra ele. Sei que tenho que educar meu filho, mas existe uma "big" diferença quando uma criança de 3 anos quebra um saleiro e quando uma de 11 meses faz isso. Essa última ainda não consegue entender o que pode ou não pegar e jogar no chão, então acidentes acontecem. Fiquei sem entender a intolerância.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Diário de mãe: 10 meses e meio
Estão todos aguardando ansiosamente o momento em que o gurizinho dará seus primeiros passos. Ele já consegue ficar em pé, sem apoio, por um bom tempo, mas não tem coragem de caminhar sem se segurar. Quando mostramos algo que está fora do seu alcance como incentivo, ele senta e vem engatinhando. Estou começando a achar que ele é preguiçoso. Quando o levo para caminhar lá fora, ele insiste em não querer caminhar.
O segundo dentinho já apontou e ele consegue morder até pedaços de pão agora. Só acho estranho o quanto os dentes dele demoram a crescer. O do mês passado ainda está pequenininho lá.
As brincadeiras dele estão começando a mudar de foco também. Se antes, ele só queria rolar tudo no chão como se fosse uma bola, agora, ele prefere encaixar peças em outras peças. Atira tudo dentro de caixas, para depois tirar. Já entende uma série de coisas também. Se digo "onde está o sapo?", ele me alcança um sapo de pelúcia. Quer colocar coisas na minha boca também. E já faz associações: não apenas sabe ligar e desligar o interruptor de luz, mas sabe que ele faz a luz acender ou apagar. O mesmo vale para o controle remoto do ar condicionado. E na última semana, parece ter percebido que o controle remoto da TV serve para mudar o canal.
A pediatra liberou todas as frutas, com exceção de abacaxi e morango. Então, ele começou a tomar suquinho de melancia ou de mamão. Adorou. Mas não gostou de manga, é a única fruta que ele refugou. Toma em forma de suco, mas misturado com laranja.
Outra mania não muito legal que ele está pegando é ir para nossa cama no meio da noite. Sei que não é recomendável e tal, mas entre isso e ficar embalando pela casa na madrugada, prefiro isso. Seria tão bom se ele aceitasse a chupeta e ficasse quietinho na cama dele até dormir novamente...
O pai já disse que se algum dia ele perguntar por que não tem irmão terá a resposta na ponta da língua: por que tu choravas todas as noites, mesmo depois de grande.
O segundo dentinho já apontou e ele consegue morder até pedaços de pão agora. Só acho estranho o quanto os dentes dele demoram a crescer. O do mês passado ainda está pequenininho lá.
As brincadeiras dele estão começando a mudar de foco também. Se antes, ele só queria rolar tudo no chão como se fosse uma bola, agora, ele prefere encaixar peças em outras peças. Atira tudo dentro de caixas, para depois tirar. Já entende uma série de coisas também. Se digo "onde está o sapo?", ele me alcança um sapo de pelúcia. Quer colocar coisas na minha boca também. E já faz associações: não apenas sabe ligar e desligar o interruptor de luz, mas sabe que ele faz a luz acender ou apagar. O mesmo vale para o controle remoto do ar condicionado. E na última semana, parece ter percebido que o controle remoto da TV serve para mudar o canal.
A pediatra liberou todas as frutas, com exceção de abacaxi e morango. Então, ele começou a tomar suquinho de melancia ou de mamão. Adorou. Mas não gostou de manga, é a única fruta que ele refugou. Toma em forma de suco, mas misturado com laranja.
Outra mania não muito legal que ele está pegando é ir para nossa cama no meio da noite. Sei que não é recomendável e tal, mas entre isso e ficar embalando pela casa na madrugada, prefiro isso. Seria tão bom se ele aceitasse a chupeta e ficasse quietinho na cama dele até dormir novamente...
O pai já disse que se algum dia ele perguntar por que não tem irmão terá a resposta na ponta da língua: por que tu choravas todas as noites, mesmo depois de grande.
Marcadores:
Diário de mãe
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
A angústia da espera
Não gosto de médicos. Acho que a maioria deles falha em deixar de tratar-nos como seres humanos únicos. Lógico que eu sei que sou apenas uma no meio de 6 bilhões de humanos, mas eu me considero importante (assim como você que me lê também deve se considerar), então, gostaria de ser tratada como uma pessoa pensante, que tem emoções e sentimentos.
Estou passando por uma situação que ilustra bem o quanto os médicos, em sua objetividade, se esquecem de que somos humanos e únicos. Descobri um nódulo na minha mama. Em consulta ao mastologista, inicialmente, disse não tratar-se de nada preocupante, mas pediu alguns exames. Infelizmente, a ecografia acusou realmente um nódulo classificado como IVb no sistema Birads. Isso significa "possibilidade moderada de ser câncer".
Claro que pesquisei bastante sobre o assunto em sites especializados, mas quando finalmente fui mostrar o exame ao médico, esse, não pareceu muito disposto a me tranquilizar.
Em termos percentuais, disse que havia 50% de chance de ser câncer, que eu teria que fazer uma biópsia, mas que essa biópsia seria apenas para ele decidir o tipo de cirurgia que faria, já que "tinha que tirar o nódulo". Isso tudo, enquanto atendia ao telefone celular e dizia para alguém que achava que "não conseguiria ir, pois ainda tinha que atender 3 pessoas".
Não sei qual o compromisso que ele tinha. Talvez fosse algo importante, como assistir à ecografia do primeiro filho. Mas eu era uma paciente angustiada com o resultado de um exame e que havia esperado dias pela consulta, isso sem contar os 50 minutos para ser atendida. Então, o mínimo que esperava era que ele me dissesse quais eram as possibilidades e alternativas, até para que eu me preparasse para o que estava por vir. Não consegui nada além do que já sabia da Internet.
Quando insisti um pouco mais, afirmando, inclusive, que estava assustada, ele apenas afirmou que "não era o momento de ter uma conversa sobre câncer", mas superficialmente falando, eu não tinha motivo para preocupações, pois, ainda que tivesse que fazer quimioterapia, era um nódulo pequeno. Tudo isso num tom de voz semelhante ao usado para prescrever um antibiótico.
Para marcar a tal biópsia, outra novela. Não adianta você ter plano de saúde, só para dali a 2 semanas. Enquanto isso, o pobre mortal fica à deriva, sem qualquer acompanhamento médico ou psicológico, fazendo mil elocubrações e sem conseguir levar a vida adiante.
Honestamente, doutores: sei que vocês trabalham muito e acham que ganham pouco por consulta, muito embora, ainda ganhem mais do que a maior parcela da população brasileira. Sei que a pessoa que está ali pode ser apenas "mais uma paciente" pra vocês. Só que essa pessoa pode ser a filha, a mãe, a avó, a melhor amiga ou o amor de alguém. E se fosse o seu, como você gostaria que fosse tratado?
Claro que não vou mencionar aqui o nome do médico, até porque não é meu objetivo denegrir ninguém. Porém, pra terminar, preciso fazer justiça a uma profissional que foge a essa regra: a pediatra do meu filho, Dra. Natacha Uchoa. Essa sim, médica disponível quase que 24h, preocupada, que trata cada paciente de forma especial, não tem pressa de despachar ninguém, não faz pouco caso de nenhuma reclamação e não deixa sem resposta nenhuma indagação. Quem dera o médico que consultei tivesse um pouquinho só da boa vontade que ela sempre demonstrou com o meu guri.
Atualizando em 06/02/2012: No final das contas não era nada sério. Mas as semanas de angústia vividas, não desejo pra ninguém. Ah, e o médico (aquele) ainda quer operar.
Estou passando por uma situação que ilustra bem o quanto os médicos, em sua objetividade, se esquecem de que somos humanos e únicos. Descobri um nódulo na minha mama. Em consulta ao mastologista, inicialmente, disse não tratar-se de nada preocupante, mas pediu alguns exames. Infelizmente, a ecografia acusou realmente um nódulo classificado como IVb no sistema Birads. Isso significa "possibilidade moderada de ser câncer".
Claro que pesquisei bastante sobre o assunto em sites especializados, mas quando finalmente fui mostrar o exame ao médico, esse, não pareceu muito disposto a me tranquilizar.
Em termos percentuais, disse que havia 50% de chance de ser câncer, que eu teria que fazer uma biópsia, mas que essa biópsia seria apenas para ele decidir o tipo de cirurgia que faria, já que "tinha que tirar o nódulo". Isso tudo, enquanto atendia ao telefone celular e dizia para alguém que achava que "não conseguiria ir, pois ainda tinha que atender 3 pessoas".
Não sei qual o compromisso que ele tinha. Talvez fosse algo importante, como assistir à ecografia do primeiro filho. Mas eu era uma paciente angustiada com o resultado de um exame e que havia esperado dias pela consulta, isso sem contar os 50 minutos para ser atendida. Então, o mínimo que esperava era que ele me dissesse quais eram as possibilidades e alternativas, até para que eu me preparasse para o que estava por vir. Não consegui nada além do que já sabia da Internet.
Quando insisti um pouco mais, afirmando, inclusive, que estava assustada, ele apenas afirmou que "não era o momento de ter uma conversa sobre câncer", mas superficialmente falando, eu não tinha motivo para preocupações, pois, ainda que tivesse que fazer quimioterapia, era um nódulo pequeno. Tudo isso num tom de voz semelhante ao usado para prescrever um antibiótico.
Para marcar a tal biópsia, outra novela. Não adianta você ter plano de saúde, só para dali a 2 semanas. Enquanto isso, o pobre mortal fica à deriva, sem qualquer acompanhamento médico ou psicológico, fazendo mil elocubrações e sem conseguir levar a vida adiante.
Honestamente, doutores: sei que vocês trabalham muito e acham que ganham pouco por consulta, muito embora, ainda ganhem mais do que a maior parcela da população brasileira. Sei que a pessoa que está ali pode ser apenas "mais uma paciente" pra vocês. Só que essa pessoa pode ser a filha, a mãe, a avó, a melhor amiga ou o amor de alguém. E se fosse o seu, como você gostaria que fosse tratado?
Claro que não vou mencionar aqui o nome do médico, até porque não é meu objetivo denegrir ninguém. Porém, pra terminar, preciso fazer justiça a uma profissional que foge a essa regra: a pediatra do meu filho, Dra. Natacha Uchoa. Essa sim, médica disponível quase que 24h, preocupada, que trata cada paciente de forma especial, não tem pressa de despachar ninguém, não faz pouco caso de nenhuma reclamação e não deixa sem resposta nenhuma indagação. Quem dera o médico que consultei tivesse um pouquinho só da boa vontade que ela sempre demonstrou com o meu guri.
Atualizando em 06/02/2012: No final das contas não era nada sério. Mas as semanas de angústia vividas, não desejo pra ninguém. Ah, e o médico (aquele) ainda quer operar.
Marcadores:
A vida como ela é...
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Enfrentando a free-way (BR 290) com um bebê
Quem é gaúcho sabe que quem trabalha nos meses de verão e vai para o nosso litoral nos finais de semana, sofre. Com um bebê, então, a viagem pode virar um pesadelo.
Parece óbvio, mas o segredo é evitar os horários de pico. Claro que isso nem sempre é possível, mas tentamos adequar os horários de viagem aos horários em que nosso bebê costuma dormir. Na primeira tentativa, não deu muito certo. Optamos por sair em torno das 22h que é o horário em que já está dormindo e é o primeiro sono da noite, ou seja, o mais pesado. Ele dormiu a maior parte da viagem, mas pegamos tranqueira e quando o carro parava, ele "meio que acordava" e chorava. Então, quando finalmente chegamos, tivemos que retirá-lo do carro e, então, ele acordou pra valer. Foi bem difícil fazê-lo dormir novamente naquela noite. Acordou várias vezes e ficou com aquele sono leve, resmungando o restante da noite.
O que percebemos, então, é que temos que ir durante o dia, mas nos horários de soneca dele. Então, nos domingos, voltamos no horário da soneca da tarde e não vamos mais nas sextas, mas nos sábados, bem cedinho, pela manhã.
Enfim, cada bebê é um bebê e o que serve pra mim pode não servir pra você, porém, a melhor opção parece ser observar os horários de sono e tentar levá-lo em horários próximos a esses soninhos. No meu caso, ainda com a ressalva de que não pode ser o sono da noite, pois quando ele chega, fatalmente acorda.
Parece óbvio, mas o segredo é evitar os horários de pico. Claro que isso nem sempre é possível, mas tentamos adequar os horários de viagem aos horários em que nosso bebê costuma dormir. Na primeira tentativa, não deu muito certo. Optamos por sair em torno das 22h que é o horário em que já está dormindo e é o primeiro sono da noite, ou seja, o mais pesado. Ele dormiu a maior parte da viagem, mas pegamos tranqueira e quando o carro parava, ele "meio que acordava" e chorava. Então, quando finalmente chegamos, tivemos que retirá-lo do carro e, então, ele acordou pra valer. Foi bem difícil fazê-lo dormir novamente naquela noite. Acordou várias vezes e ficou com aquele sono leve, resmungando o restante da noite.
O que percebemos, então, é que temos que ir durante o dia, mas nos horários de soneca dele. Então, nos domingos, voltamos no horário da soneca da tarde e não vamos mais nas sextas, mas nos sábados, bem cedinho, pela manhã.
Enfim, cada bebê é um bebê e o que serve pra mim pode não servir pra você, porém, a melhor opção parece ser observar os horários de sono e tentar levá-lo em horários próximos a esses soninhos. No meu caso, ainda com a ressalva de que não pode ser o sono da noite, pois quando ele chega, fatalmente acorda.
Marcadores:
Diário de mãe
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Diário de mãe: chegamos aos 10 meses
O gurizinho completou 10 meses de vida. Inacreditável como o tempo passa rápido! Sinto que agora ele está cada vez mais menino e menos bebê e já bate aquela saudade de quando ele ficava quietinho, mamando no meu colo. Ele faz manha para ir para o colo agora apenas quando quer ir pegar coisas em algum lugar. Então, ele aponta para o objeto de desejo até alguém aproximá-lo o bastante para que consiga pegar. Quem normalmente faz isso, claro, são os avós. Pai e mãe ficam com o papel chato de colocar um mínimo de limite e fazê-lo entender que ele não vai poder ter tudo na vida.
Antes, ele chorava quando não havia nenhuma pessoa presente em seu campo de visão. Pois agora, ele aprendeu a ir atrás da pessoa, engatinhando. Também foge para a cozinha e fica espiando na porta, só com os olhinhos pra fora, esperando que alguém o siga. Se ninguém vai, ele volta, contrariado.
Passamos a virada do ano na praia e ele conseguiu ficar acordado até às 23h30min. Aí capotou. Não viu os fogos de ano novo e entrou 2012 enrolado em uma manta (estava friozinho) no meu colo. Foi pra ele meu primeiro beijo do ano, óbvio.
À propósito, não gostou muito do mar. Na primeira vez que foi, ficou de boca aberta, admirado, mas não chegou a ficar com medo. Na segunda vez, sentiu um misto de fascínio e medo. Ficava puxando a gente para que o levássemos caminhando até a beira, mas chegando lá queria colo e ficava agarradinho, com um certo temor. Não gostou da areia, nem quis engatinhar lá. E olha que o que ele mais gosta de fazer atualmente é sair por aí, livre, engatinhando.
O que o atraiu no litoral, na verdade, foram as casas dos avós. Casas com garagens grandes para ele engatinhar bastante, quintal e balanço. Ele engatinhou livre até ficar com os joelhos e pés de um gurizinho de rua. Viu cachorro, cavalo, galinha... uma série de coisas que pouco via na cidade. Só estranhou um pouco na hora de dormir. Acordou várias vezes durantes as noites e terminou dormindo conosco.
A única intercorrência do mês foi uma alergia estranha. Estranha, porque estou acostumada com bolhas pelo corpo. Mas na dele aparecia uma única bolha, que crescia até ficar enorme, com um vermelho em volta. Esse processo demorava mais ou menos 30 minutos. Então, a bolha sumia e aparecia em outro lugar. Dei antialérgico por 3 dias e tudo resolveu-se.
Pra terminar: o guri está virando "polenteiro". Ele não gosta muito de comida sólida, prefere aquelas papas com tudo misturado e amassadadas, mas estamos tentando introduzir a comida um pouco mais sólida e separada, ou seja, mais próxima da nossa, apesar do único dente. Ele não curtiu muito brócolis e arroz com lentilha, quando não misturados com outras coisas. Agora, polenta e purê de moranga, ele come e pede mais, quer dizer, não nega as origens.
Antes, ele chorava quando não havia nenhuma pessoa presente em seu campo de visão. Pois agora, ele aprendeu a ir atrás da pessoa, engatinhando. Também foge para a cozinha e fica espiando na porta, só com os olhinhos pra fora, esperando que alguém o siga. Se ninguém vai, ele volta, contrariado.
Passamos a virada do ano na praia e ele conseguiu ficar acordado até às 23h30min. Aí capotou. Não viu os fogos de ano novo e entrou 2012 enrolado em uma manta (estava friozinho) no meu colo. Foi pra ele meu primeiro beijo do ano, óbvio.
À propósito, não gostou muito do mar. Na primeira vez que foi, ficou de boca aberta, admirado, mas não chegou a ficar com medo. Na segunda vez, sentiu um misto de fascínio e medo. Ficava puxando a gente para que o levássemos caminhando até a beira, mas chegando lá queria colo e ficava agarradinho, com um certo temor. Não gostou da areia, nem quis engatinhar lá. E olha que o que ele mais gosta de fazer atualmente é sair por aí, livre, engatinhando.
O que o atraiu no litoral, na verdade, foram as casas dos avós. Casas com garagens grandes para ele engatinhar bastante, quintal e balanço. Ele engatinhou livre até ficar com os joelhos e pés de um gurizinho de rua. Viu cachorro, cavalo, galinha... uma série de coisas que pouco via na cidade. Só estranhou um pouco na hora de dormir. Acordou várias vezes durantes as noites e terminou dormindo conosco.
A única intercorrência do mês foi uma alergia estranha. Estranha, porque estou acostumada com bolhas pelo corpo. Mas na dele aparecia uma única bolha, que crescia até ficar enorme, com um vermelho em volta. Esse processo demorava mais ou menos 30 minutos. Então, a bolha sumia e aparecia em outro lugar. Dei antialérgico por 3 dias e tudo resolveu-se.
Pra terminar: o guri está virando "polenteiro". Ele não gosta muito de comida sólida, prefere aquelas papas com tudo misturado e amassadadas, mas estamos tentando introduzir a comida um pouco mais sólida e separada, ou seja, mais próxima da nossa, apesar do único dente. Ele não curtiu muito brócolis e arroz com lentilha, quando não misturados com outras coisas. Agora, polenta e purê de moranga, ele come e pede mais, quer dizer, não nega as origens.
Marcadores:
Diário de mãe
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Diário de mãe: o primeiro Natal
Acho que não preciso dizer que as famílias estavam ansiosíssimas para o primeiro Natal do guri fora da barriga. Já ele não entendeu muito bem o que estava se passando. Primeiro, não deu muita bola para a decoração de Natal (bem gurizinho, mesmo). Depois, parece ter se aborrecido com tanta gente o apertando e o beijando. Ele queria mesmo era engatinhar, mas aquele monte de gente no meio do caminho não estava deixando. Com relação aos presentes, gostou mais de morder os pacotes. E posou direitinho pra foto de família. Quer saber o segredo? Deixamos a máquina no automático e, nesse modo, ela pisca e faz um barulhinho até disparar. Foi o suficiente para paralisá-lo durante alguns segundos.
Aguentou até às 23h. Depois, desmaiou. Não ouviu nem os fogueteiros do Natal.
Hoje, dia 26, acordou com uma tremenda ressaca dos dois dias de festa. Dormiu super bem a noite passada, aliás, sem resmungar até quase às 8h da manhã. Acordou desesperado de fome e, depois de mamar, foi direto pros seus brinquedos favoritos: qualquer móvel que ele possa bater ou arrastar ou se apoiar pra ficar em pé, ou seja, nada mudou. Não que ele não tenha gostado dos brinquedos de Natal. Gostou. Mas a utilização preferida dele para os brinquedos continua sendo rolar todos como se fossem a bolinha. Pobre ursinho! Virou pano de chão.
Estou deixando ele bater com vontade especialmente um volante (de carro) cheio de barulhinhos de buzina e de motor irritantes que ele ganhou de pessoas provavelmente surdas. Mãe má.
Aguentou até às 23h. Depois, desmaiou. Não ouviu nem os fogueteiros do Natal.
Hoje, dia 26, acordou com uma tremenda ressaca dos dois dias de festa. Dormiu super bem a noite passada, aliás, sem resmungar até quase às 8h da manhã. Acordou desesperado de fome e, depois de mamar, foi direto pros seus brinquedos favoritos: qualquer móvel que ele possa bater ou arrastar ou se apoiar pra ficar em pé, ou seja, nada mudou. Não que ele não tenha gostado dos brinquedos de Natal. Gostou. Mas a utilização preferida dele para os brinquedos continua sendo rolar todos como se fossem a bolinha. Pobre ursinho! Virou pano de chão.
Estou deixando ele bater com vontade especialmente um volante (de carro) cheio de barulhinhos de buzina e de motor irritantes que ele ganhou de pessoas provavelmente surdas. Mãe má.
Marcadores:
Diário de mãe
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Diário de mãe: enfim o primeiro dente
Como todos devem perceber pela leitura dos meus posts passados, andava angustiada com os dentes que não vinham. Apesar de saber que é perfeitamente normal uma criança de 1 ano não ter nenhum dente, não me conformava com o meu gurizinho ser tão atrasado nesse aspecto. Então, com exatamente 9 meses e 13 dias de vida apareceu o seu primeiro dentinho. Ele ainda está pequenino, mas já dá pra sentir uma "serrinha" na gengiva dele.
Essa, aliás, foi a grande novidade da semana natalina, porque ele não gostou do Papai Noel do shopping. Também não causou empolgação a árvore de Natal. Ele prefere ver ventilador de teto rodando.
Essa, aliás, foi a grande novidade da semana natalina, porque ele não gostou do Papai Noel do shopping. Também não causou empolgação a árvore de Natal. Ele prefere ver ventilador de teto rodando.
Marcadores:
Diário de mãe
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Diário de mãe: o primeiro concerto
Penso que bebês devem ser brindados com boa música. Nunca apresentei pro meu pequeno funk ou rebolation, estilos que não gosto e que tem pouca validade. Mas apresentei desde seus primeiros dias a música clássica que é universal e sobrevive aos séculos.
Pois fazia tempos que queria levá-lo para assistir um concerto. Mas temia que ele não gostasse ou começasse a fazer barulho, então, um ambiente fechado era inviável. Consegui finalmente levá-lo ao concerto de Natal do Zaffari, no último domingo, no Parcão. Se ele começasse a chorar era fácil de sair e seu resmungo não seria tão notado.
Sabe aqueles momentos em que você sente a maior felicidade em ser mãe? Foi o que aconteceu ali. No início, ele estava curioso e quieto, prestando atenção às pessoas, às luzes, às árvores e ao palco. Depois, ficou numa alegria só. Dava gargalhadas, pulava no colo, parava para ouvir as pessoas aplaudirem... e quando elas paravam de aplaudir, aí começava a vez dele bater palminha. Cantou aaaaaaaaahhhhhhhh junto com o tenor, flertou com uma menina que estava ao seu lado e em nenhum momento chorou. Aguentou uma hora de concerto. Não exigimos mais dele, pois já começava a ficar frio e tarde.
Na hora de voltar pra casa, ele ficou excitadíssimo. Fomos e voltamos a pé e, para voltar, passamos em meio ao parcão. A satisfação dele olhando para as sombras que as árvores e as luzes da noite faziam, era imensa. Ele ria e sacudia os bracinhos em total felicidade.
Bebês são assim: se chateiam com pouco, porém, se alegram com menos ainda. Mas a alegria dele é tão pura, genuína e contagiante, que me faz pensar por que para nós, adultos, não é tão simples assim.
Pois fazia tempos que queria levá-lo para assistir um concerto. Mas temia que ele não gostasse ou começasse a fazer barulho, então, um ambiente fechado era inviável. Consegui finalmente levá-lo ao concerto de Natal do Zaffari, no último domingo, no Parcão. Se ele começasse a chorar era fácil de sair e seu resmungo não seria tão notado.
Sabe aqueles momentos em que você sente a maior felicidade em ser mãe? Foi o que aconteceu ali. No início, ele estava curioso e quieto, prestando atenção às pessoas, às luzes, às árvores e ao palco. Depois, ficou numa alegria só. Dava gargalhadas, pulava no colo, parava para ouvir as pessoas aplaudirem... e quando elas paravam de aplaudir, aí começava a vez dele bater palminha. Cantou aaaaaaaaahhhhhhhh junto com o tenor, flertou com uma menina que estava ao seu lado e em nenhum momento chorou. Aguentou uma hora de concerto. Não exigimos mais dele, pois já começava a ficar frio e tarde.
Na hora de voltar pra casa, ele ficou excitadíssimo. Fomos e voltamos a pé e, para voltar, passamos em meio ao parcão. A satisfação dele olhando para as sombras que as árvores e as luzes da noite faziam, era imensa. Ele ria e sacudia os bracinhos em total felicidade.
Bebês são assim: se chateiam com pouco, porém, se alegram com menos ainda. Mas a alegria dele é tão pura, genuína e contagiante, que me faz pensar por que para nós, adultos, não é tão simples assim.
Marcadores:
Diário de mãe
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Diário de mãe: engatinhando e dormindo melhor
Desde quando completou 8 meses, meu bebê já andava de barriga. Mais ou menos com 8 meses e meio, ele começou a engatinhar pra valer mesmo. E adquiriu agilidade nessa nova função muito rapidamente. Agora, com 9 meses completos, ele vai pra onde quer engatinhando. Ele joga sua "bolinha luminosa" e vai atrás, engatinhando. Também engatinha para alcançar algum móvel, que ofereça apoio para se levantar.
Não sei se ele já começa a entender o sentido de algumas palavras, mas se dizemos "bate palminha", normalmente ele bate, coisa mais bonitinha de se ver! Também parece entender a palavra "não", especialmente se dita em um tom de voz mais bravo. Aliás, algumas vezes quando ele não quer alguma coisa, sacode a cabeça de um lado para o outro mostrando o seu "não".
Estou convencida de que a palavra "mãe" ou mother ou madre ou mom ou mamma ou qualquer outra coisa similar em outro idioma, foi inventada porque quando o bebê fica bravo nessa fase sai um "mã-mã".
Quanto ao sono, imagino que meus estimados leitores estejam curiosos para saber se o guri está dormindo melhor. Eu diria que sim, na maioria das noites. Se foi algo que fizemos que mudou a história, já não sei dizer. O sono começou a melhorar quando levantamos a cabeceira do berço e ligamos o ar condicionado para ele dormir. Antes disso, já havíamos começado a deixar uma luzinha azul acesa durante a noite. Mas em algumas noites, ele ainda acorda às 3h ou 4h da madrugada e se levanta no berço. Fica todo esticadinho tentando nos alcançar pra nos "acordar". Se não acordamos e não damos atenção pra ele em uns 10 minutos, então ele abre o berrador.
Decidi, pois, usar o método da psicologia antiga: deixar chorar. Na primeira noite, ele chorou e se debateu por uns 40 minutos. Depois se atirou todo atravessado no berço e dormiu. Deu pena, claro. Aliás, filho, se um dia você ler isso, saiba que foi com profundo remorso que tomei essa atitude. Mas nem eu, nem o pai aguentávamos mais ficar andando pela casa, balançando 9 Kg durante 1 hora, às 4h da manhã diariamente.
Concluindo, ele continua acordando e tentando levantar de madrugada. A diferença é que nas últimas noites resmunga uns minutos, percebe que ninguém vai dar bola pra ele e volta a dormir. Só tem um probleminha nessa solução: agora ele deu pra chorar se fica sozinho na sala durante o dia. Se ele percebe que eu ou o pai estamos saindo da vista dele, abre o berreiro. Quer alguém com ele todo o tempo. E de preferência levando-o pra passear em qualquer lugar diferente, mesmo que esse lugar diferente seja o banheiro da residência.
Não sei se ele já começa a entender o sentido de algumas palavras, mas se dizemos "bate palminha", normalmente ele bate, coisa mais bonitinha de se ver! Também parece entender a palavra "não", especialmente se dita em um tom de voz mais bravo. Aliás, algumas vezes quando ele não quer alguma coisa, sacode a cabeça de um lado para o outro mostrando o seu "não".
Estou convencida de que a palavra "mãe" ou mother ou madre ou mom ou mamma ou qualquer outra coisa similar em outro idioma, foi inventada porque quando o bebê fica bravo nessa fase sai um "mã-mã".
Quanto ao sono, imagino que meus estimados leitores estejam curiosos para saber se o guri está dormindo melhor. Eu diria que sim, na maioria das noites. Se foi algo que fizemos que mudou a história, já não sei dizer. O sono começou a melhorar quando levantamos a cabeceira do berço e ligamos o ar condicionado para ele dormir. Antes disso, já havíamos começado a deixar uma luzinha azul acesa durante a noite. Mas em algumas noites, ele ainda acorda às 3h ou 4h da madrugada e se levanta no berço. Fica todo esticadinho tentando nos alcançar pra nos "acordar". Se não acordamos e não damos atenção pra ele em uns 10 minutos, então ele abre o berrador.
Decidi, pois, usar o método da psicologia antiga: deixar chorar. Na primeira noite, ele chorou e se debateu por uns 40 minutos. Depois se atirou todo atravessado no berço e dormiu. Deu pena, claro. Aliás, filho, se um dia você ler isso, saiba que foi com profundo remorso que tomei essa atitude. Mas nem eu, nem o pai aguentávamos mais ficar andando pela casa, balançando 9 Kg durante 1 hora, às 4h da manhã diariamente.
Concluindo, ele continua acordando e tentando levantar de madrugada. A diferença é que nas últimas noites resmunga uns minutos, percebe que ninguém vai dar bola pra ele e volta a dormir. Só tem um probleminha nessa solução: agora ele deu pra chorar se fica sozinho na sala durante o dia. Se ele percebe que eu ou o pai estamos saindo da vista dele, abre o berreiro. Quer alguém com ele todo o tempo. E de preferência levando-o pra passear em qualquer lugar diferente, mesmo que esse lugar diferente seja o banheiro da residência.
Marcadores:
Diário de mãe
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Diário de mãe: ainda o nono mês
A médica trocou o remédio que ele toma para o refluxo na tentativa de fazer com que ele durma melhor. Nas três primeiras noites foi horrível: ele passou a acordar de hora em hora ao invés de a cada 3 horas como vinha fazendo. Depois tivemos uma semana ótima, na qual ele vinha dormindo quase a noite inteira.
Mas então veio a noite fatídica: madrugada do dia 21/11. Ele acordou às 11h da noite e nada de dormir. Só berrava. Perto das 3h, ouvi passos no andar de cima e imaginei que se não saísse com o bebê de casa em breve me incomodaria com o vizinho. Foi o que fizemos. Afinal a criança tinha que estar sentindo alguma dor pra não dormir.
Nessa noite fizemos outra descoberta. Não basta você ter plano de saúde. Mesmo com ele, os pronto-atendimentos muitas vezes estão sem pediatra. Quando conseguimos uma, foi pra ouvi-la dizer que aparentemente o guri não tinha nada. Mas tomou um Alivium mesmo assim que lhe deu 2 horas de sono. Sim, 2 horas pra ele, porque eu já estava tão acesa que não consegui mais pregar o olho naquela noite.
No dia seguinte, fui até à pediatra normal e esta achou que ele podia estar com uma gripezinha. Passou, além do analgésico, um remedinho pra alergia, daqueles que dão sono. A noite seguinte foi uma maravilha. Pena que foi apenas uma noite: nessa última ele já voltou a acordar de 3 em 3 horas, com remedinho e tudo.
Pra mim o grande problema do sono dele chama-se ausência de chupeta. Ele passou a odiá-la de um mês pra cá, mas tem necessidade de sugar pra dormir. Como não suga nada, não dorme. E fica bravo por isso. Então, chora enloquecidamente a ponto de eu achar que qualquer dia o conselho tutelar vai aparecer lá em casa.
Mãe é profissão de tempo integral.
Mas então veio a noite fatídica: madrugada do dia 21/11. Ele acordou às 11h da noite e nada de dormir. Só berrava. Perto das 3h, ouvi passos no andar de cima e imaginei que se não saísse com o bebê de casa em breve me incomodaria com o vizinho. Foi o que fizemos. Afinal a criança tinha que estar sentindo alguma dor pra não dormir.
Nessa noite fizemos outra descoberta. Não basta você ter plano de saúde. Mesmo com ele, os pronto-atendimentos muitas vezes estão sem pediatra. Quando conseguimos uma, foi pra ouvi-la dizer que aparentemente o guri não tinha nada. Mas tomou um Alivium mesmo assim que lhe deu 2 horas de sono. Sim, 2 horas pra ele, porque eu já estava tão acesa que não consegui mais pregar o olho naquela noite.
No dia seguinte, fui até à pediatra normal e esta achou que ele podia estar com uma gripezinha. Passou, além do analgésico, um remedinho pra alergia, daqueles que dão sono. A noite seguinte foi uma maravilha. Pena que foi apenas uma noite: nessa última ele já voltou a acordar de 3 em 3 horas, com remedinho e tudo.
Pra mim o grande problema do sono dele chama-se ausência de chupeta. Ele passou a odiá-la de um mês pra cá, mas tem necessidade de sugar pra dormir. Como não suga nada, não dorme. E fica bravo por isso. Então, chora enloquecidamente a ponto de eu achar que qualquer dia o conselho tutelar vai aparecer lá em casa.
Mãe é profissão de tempo integral.
Marcadores:
Diário de mãe
Assinar:
Postagens (Atom)