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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O segundo filho

Quando uma amiga se torna nova mãe, sempre digo a mesma coisa: os primeiros 30 dias são terríveis, mas passam. Falo isso pelos conselhos que eu própria ouvi e também pelo que passei com o meu primeiro filho e que relatei no passado aqui no blog.

O fato é que com o segundo filho não senti da mesma forma. Ainda estou dentro do chamado período caótico, mas está tudo relativamente tranquilo (até demais). Eu diria que se não fosse o comportamento do mais velho, que voltou a ser bebê em alguns aspectos, tudo estaria sob controle. Experiência? Em parte. A outra parte é um bebê bonzinho. Como essa segunda parte não é possível controlar, vou passar as dicas do que tem funcionado bastante com o nosso segundinho.

1) Enrolar o bebê para dormir. No nosso caso, como é verão, muitas vezes ligamos o ar condicionado para que ele fique enrolado. Percebemos que isso ajuda bastante a manter o sono do bebê, porque muitas vezes eles se assustam dormindo, abrem os braços e aí percebem que há espaço em excesso. Então acordam e choram, não necessariamente nessa ordem.

2) Não sair do quarto para amamentar à noite. No meu primeiro filho, eu tinha o hábito de ir pra sala, ligar a TV e luz pra que eu não dormisse enquanto amamentava. O resultado é que ele acordava bem, não identificava que ainda era noite e custava a dormir novamente. Desse modo, ele adormece novamente enquanto mama ou logo em seguida, porque tudo é escurinho e silencioso (deixamos uma lâmpada de abajur acesa somente).

3) Trocar o bebê antes da mamada. Isso ajuda ele a estar mais acordado no momento de mamar, então acaba mamando mais e mais rápido. Se ele mama meio dormindo, mama pouco e em seguida acorda novamente porque sente fome novamente.

4) Não acostumá-lo a dormir sendo embalado. Embalo só se ele está desesperado e chorando há pelo menos uns 20 minutos.

Outra coisa que pra nós tem ajudado bastante é dar 3 gotinhas de Simeticona (Mylicon, Luftal) antes de dormir. Claro que não aconselho ninguém a sair dando remédio pro seu bebê sem falar com o pediatra antes, mas no nosso caso, observamos que ele tinha muitos gases, especialmente à noite. A partir da quarta semana de vida, ele passava a noite inteira resmungando e se contorcendo no berço. Então, antes de dormir hoje ele toma remedinho pra refluxo (que ele tem desde que nasceu), as gotinhas e, quando percebo que o nariz está meio entupido, ainda coloco um Sorine ou Rinossoro pra que respire melhor. Ele ainda se contorce um pouco, mas são raras as noites em que acorda mais de uma vez. O normal dele é mamar em torno das 9h30min da noite, depois entre 3h e 4h da manhã e aí só pela manhã.

Uma coisa que meu primeiro filho teve apenas depois que começou com alimentação sólida, foi horário certo para mamar. Esse está funcionando quase que como reloginho de duas semanas pra cá. Mama 6 vezes por dia, em horários que quase sempre são os mesmos.

Então, tirando a barriga que está demorando mais pra voltar ao normal, pra quem quer tentar um segundinho, eu diria que tudo parece bem mais fácil.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

2013: um ano difícil e o nosso pequeno milagre

Este 2013 que está indo embora foi um ano bastante difícil para a minha família. Perdemos entes queridos e outros adoeceram gravemente. Mas o balanço que fica desse ano não é negativo. O final dele está me mostrando que só se conta a batalha como perdida quando chega realmente o final. E a pequena história de vida do meu segundo filho está aí pra mostrar isso.

Quem me conhece mais de perto sabe que tive muita dificuldade para engravidar do meu primeiro filho. Nós tivemos que optar por um tratamento que produziu mais embriões do que queríamos. Então, os mais "bonitos" (usando as palavras da minha médica) foram transferidos. Daí nasceu meu primeiro filho. Os demais ficaram congelados.

Meu segundo filho não era um desses embriões bem bonitos. Mas ele ficou lá, quietinho, durante quase 3 (três) anos a espera de que nós decidíssimos tentar novamente. E tentamos.

Em uma terça-feira, tive a confirmação da gravidez. A alegria durou pouco, porque já na quinta da mesma semana tive um sangramento forte. Que persistiu nos dias seguintes. O bebê ainda estava vivo, mas eu tinha um hematoma subcoriônico, que é uma espécie de deslocamento do saco gestacional. Quando esse hematoma é pequeno, geralmente regride em poucos dias. O meu era enorme, quase do tamanho do embrião. As chances da gravidez prosseguirem não eram boas. E mesmo que prosseguissem, os artigos da Internet me diziam que as chances de ter um parto prematuro ou um deslocamento de placenta mais adiante eram enormes.

Troquei de obstetra, por motivos que nem vou relatar aqui.

Esse hematoma ainda aumentou por duas semanas. Semanas de repouso absoluto, em que não podia sequer explicar pro meu filho mais velho as razões pelas quais ele não podia ganhar colo. Então, ele regrediu. E na semana seguinte sumiu. Era a décima-primeira semana de gestação. Alívio!

Menos de um mês depois, uma sinusite. Morrendo de medo, tive que tomar antibióticos. Logo depois disso, a pior gripe que já tive na minha existência. Mais antibióticos. Antes do final da gripe, uma tosse que durou meses e nada fazia passar. Remédio para asmático, sem que nunca tivesse tido asma na vida. E o bebê lá, firme.

Com 33 semanas de gravidez, coceira insuportável, o que fez minha obstetra suspeitar de colestase obstétrica, uma doença hepática que traz riscos para o bebê. Mais angústia até sair o resultado do exame de sangue. Não era. Só uma baita alergia mesmo.

Então, com exatas 38 semanas, num sábado pela manhã, a bolsa rompeu. O problema é que não havia nenhuma dor ou contração. Só água escorrendo. O parto seria cesárea. Até aí tudo bem, o meu primeiro parto também teve que ser por ausência de dilatação. O problema é que meu primeiro parto foi rapidíssimo. Esse começou a demorar e eu a ficar angustiada. Possivelmente guardarei pra sempre na memória o interminável intervalo de tempo em que ouvi a médica pedir fórceps e o momento em que ouvi o choro do meu filho.

E ele nasceu bem. Mais sujinho e roxinho do que o irmão, mas saudável, forte e com bons pulmões. É um menino bonzinho, que adora dormir, mas sabe fazer valer sua vontade quando a fome aperta.

Por tudo isso, meu recado pra 2014 é esse: enquanto há vida, há esperança. Um 2014 de muita esperança pra todo mundo!

sábado, 26 de outubro de 2013

Ser ou não ser mãe

O caderno Donna da Zero Hora de 20/10/13 trazia uma matéria sobre a tendência de mais e mais casais não terem filhos. Trazia também vários depoimentos de pessoas que fizeram essa opção.

Durante muito tempo estive incluída nesse grupo. Na verdade, com 20 anos eu dizia que seria mãe aos 30, independente de ter ou não um parceiro. Com 30, eu já tinha um companheiro legal, mas achava que ainda não era hora. Com 32, iniciamos algumas  tentativas e como as naturais foram infrutíferas, tomei a decisão de não ter filhos, porque me parecia que não tinha muito instinto maternal mesmo, já que achava as crianças lindinhas, porém não tinha paciência pra ficar 24 horas em torno delas.

Um pouco antes de fazer 36, eu e meu marido tivemos uma conversa séria e decidimos tentar um tratamento, muito mais pelo nosso medo de arrependimento do que propriamente por vontade de ter um filho naquele momento. Eu continuo achando que a natureza é cruel com nós mulheres, porque temos que ter filhos nos nossos melhores anos. Se pudesse adiar, teria deixado pra ser mãe lá pelos 45, mas infelizmente nessa idade as possibilidades são muito menores. Engana-se quem diz que hoje a mulher pode ser mãe quando quiser. Com seus próprios óvulos, apenas um pequeno percentual consegue engravidar depois dos 40.

Pois bem, concordo com quase tudo o que foi dito na matéria da Zero Hora. Não ter filhos simplifica bastante a vida. Eu diria que, se você tiver saúde, não tendo filhos a sua vida vira uma "barbada". Você pode, por exemplo, decidir trocar de profissão aos 40, sem grandes traumas ou medos. É possível viajar muito mais, estudar mais, ler mais livros, todas coisas
que amo fazer. É possível chegar em casa, depois de um dia extenuante de trabalho, se atirar no sofá e não fazer absolutamente nada. Ou decidir, de última hora, ir naquela última sessão de cinema. Acredito até que um casamento tem muito mais chance de dar certo sem filhos, porque você pode se dedicar quase que inteiramente àquela relação. Enfim, acredito que é possível ser plenamente feliz sem filhos. Eu era bastante feliz e acho que, tirando alguns momentos de pressão familiar, continuaria sendo bem feliz.

Todavia, posso dizer que a experiência de ser mãe mudou quase que totalmente a pessoa que eu era. Poderia até dizer que me tornou uma pessoa melhor, mas isso faria parecer que mães são mulheres melhores, o que não é uma verdade absoluta. Ser mãe foi, pra mim, sim, a experiência mais impactante pela qual passei em termos de amadurecimento pessoal. Ser mãe me tornou mais desprendida, mais tolerante, muito menos egoísta. Ser mãe me tornou menos impulsiva e mais corajosa. Não aquela coragem que me fez saltar de paraquedas em uma ocasião, e sim aquela coragem pra falar o que me incomoda ou pra calar diante do perigo. Ser mãe me tornou mais preocupada em fazer a coisa certa, mesmo que seja a mais difícil. Ser mãe me ensinou a cuidar mais de mim mesma, para que eu tenha condições de cuidar de outra pessoa. Ser mãe faz a gente ser menos filha. Fez sentir-me verdadeiramente adulta e orgulhosa de mim mesma, ao ver que sou capaz de cuidar de alguém que depende de mim.

O próprio significado da palavra felicidade muda quando a gente é mãe e é por isso que não vemos muitas mães arrependidas por aí. Há dias em que você não dorme direito, não come direito, não tem tempo pra si, mas sente uma espécie de "redenção" em tudo isso. Você faz coisas que não são pra você sem esperar nada em troca e esse é pra mim o maior significado de amor verdadeiro. E sendo bem honesta, eu jamais tinha sentido algo assim antes de passar pela experiência da maternidade.

Então, me perdoem aquelas que são felizes sem serem mães. Eu realmente acredito na felicidade de vocês. Porém, agradeço todos os dias por ter tido a oportunidade de passar por essa experiência. E não é porque acho meu filho lindinho e especial (como todas as mães acham). É porque ele me ensinou que se doar pra alguém não é sacrifício, mas uma das formas mais plenas de felicidade.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Recebendo ordens de criança

Meu filho já está com 2 anos e 3 meses e a linguagem está bem desenvolvida. Ele já forma frases direitinho. Fala muito errado ainda, isso sim. Não tem jeito, por exemplo, de falar "comeu" ou "acabou". É "pomeu" e "apabou". Tablet é "pabit". A pediatra disse que essas trocas são preocupantes apenas a partir dos 4 anos. Então, por enquanto, apenas falo certo e peço pra ele repetir, mas não tem jeito. É "pomeu" mesmo.

O desenvolvimento da linguagem traz consigo um outro fenômeno peculiar. A criança começa a dar ordens. Dias atrás, enquanto observava um cachorrinho na vitrine da pet shop, ele ordenava:

- Bebe água, cachorro, vai lá e bebe pra ficar forte.

Mesmo a avó dizendo que o cachorrinho estava cansado e precisava dormir, a ordem continuava:

- Não tá na hora de naná, tá na hora de tomar água.

Hoje pela manhã, quando pedi para levantar porque iríamos a algum lugar a resposta foi pronta:

- Acho bom levar o "pabit".

Dias atrás, fomos jantar na casa de uma amiga e quase morri de vergonha quando ele estancou na frente da máquina de lavar, ordenando:

- Tem que botar mais roupa.

A máquina era um modelo avançado. Aberta na frente e não em cima, ao alcance do tamanho do guri. Imaginem só a hipnose durante metade da noite.

A conclusão é: se você só achar bonitinho e não impor certos limites agora, já era.

Também nessa fase, começa o replay interminável do mesmo desenho. Ele tem 3 ou 4 episódios do Peixonauta no tablet e os fica assistindo em loop (pros leitores não programadores, loop quer dizer repetição). Também adora outros desenhos que repetem quase que semanalmente o mesmo episódio. Agora entendo porque os canais infantis repetem tanto. Estão se adequando ao seu público.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Os trabalhinhos da escolinha e o trauma da mãe

A escolinha do meu filho recentemente mandou um "trabalhinho" para ser executado pela criança com seus pais. Veja bem: meu filho tem 2 anos, eu entendo que ele nem deveria estar fazendo trabalhinhos ainda, mas tudo bem.

O trabalhinho consistia no seguinte: a criança trouxe um boneco de pano para casa, feito de TNT com algum enchimento de espuma. O bonequinho vinha totalmente nu, ou seja, sem olhos, cabelo, nariz, boca ou roupas. A tarefa conjunta era completar o bonequinho.

Sempre tive trauma de trabalhos artísticos. Eu era péssima em qualquer coisa que envolvesse arte. Sabe aquelas crianças que criam coisas maravilhosas com argila? Eu nunca fui uma delas. Meus desenhos eram o básico: casinha, florzinha, árvore com frutas. Quer dizer, ser mãe é reviver todos esses traumas.

Sim, porque você acha que uma criança de 2 anos será capaz de costurar cabelos de lã em um boneco de TNT? Só ser for um superdotado em motricidade. Você vai dizer: "ah, mas é só colar, aí ele consegue". Pois bem, tente colar papel com cola escolar no TNT. Eu tentei em vão.

Pra resumir: passei a tarde de domingo costurando roupinhas em TNT pro boneco, depois costurando os fios de cabelo de lã do boneco, enquanto meu filho se divertia na pracinha com o pai dele, já que depois dos 2 minutos de empolgação iniciais, ele achou a tal atividade do boneco chata. Bela atividade de família. Depois a escola ainda vai expor trabalhos lindinhos feitos por crianças de 2 anos para alguns pais pensarem: "nossa, que crianças inteligentes".

Você vai dizer: "mas enfim você superou o trauma dos trabalhos artísticos". Não, não foi dessa vez que nasceu uma obra prima de arte. Melhor dizer que foi a criança de 2 anos que fez!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Diário de mãe: os 2 anos

Os dois anos são um marco importante no desenvolvimento de uma criança. É quando a gente percebe que não tem mais um bebê em casa e, sim, um menininho. No meu caso, a proximidade dos dois anos trouxe alguns avanços importantes: fralda agora só para saídas mais longas ou para dormir. A segunda mudança foram noites muito melhor dormidas.

A proximidade dos dois anos também tornou possível nossa primeira viagem de avião para mais longe. Nosso menino já come direitinho em restaurante, o que era uma dificuldade há uns meses atrás. Claro, tem que ter o básico, arroz, feijão e carne pra isso, mas as possibilidades de comer fora de casa com esse pequeno detalhe aumentaram de forma exponencial.

A linguagem já está bastante desenvolvida agora. Ele já fala frases inteiras e mais complexas, como " A fumiga subiu na mamãe." (a formiga subiu na mamãe) ou "vovó tá na casa dele". Ainda erra o gênero, mas se comunica bem. Sabe pedir algumas coisas que quer como "quer fazer xixi", "mamãe faz papá". Entende o "esse pode" e o "esse não pode". Também aprendeu a dizer onde dói. Essas coisas somadas, fazem parecer a vida de mãe praticamente o paraíso, em comparação ao post do primeiro mês há longínquos 2 anos atrás. Longínquos, sim, pois a pessoa que sou hoje é muito diferente da mãe apavorada daquele primeiro mês e que ainda não se enxergava como mãe de verdade.


Atualmente, o programa preferido do guri é ir a aniversários. Ele sabe que vai encontrar piscina de bolinhas e cama elástica, seus brinquedos preferidos. Sim, aniversários, não são mais como no meu tempo. A ausência desses brinquedos para as crianças nas festas hoje é o mesmo que a ausência de brigadeiro do nosso tempo. Na saída, a gente não leva mais um balão, mas sim lembrancinhas personalizadas. Enfim, foi difícil explicar dias atrás que a festa tinha acabado e que no dia seguinte não ia ter festa de novo.

Estou percebendo que a socialização está iniciando. Meu menino tem preferência pela companhia dos coleguinhas da escolinha ao de crianças desconhecidas. Ele, inclusive, já os chama pelo nome e fica bem feliz quando esses o acompanham nas brincadeiras, fazendo o mesmo que ele está fazendo.

Não houve festa no aniversário de 2 aninhos, mas houve bolo e, ao contrário do ano passado, ele tinha plena consciência do que se passava a sua volta. Assoprou a velinha umas 10 vezes, cantou parabéns e sabia que era o dia do aniversário dele e não dos outros amiguinhos.

É com alegria que digo, pois, que agora é que a diversão está começando.

domingo, 6 de janeiro de 2013

1 ano e 10 meses

Nos últimos dois meses a linguagem do pequeno deslanchou de vez. Ele passa o dia inteiro feito um papagaio repetindo tudo o que a gente fala. Repete sem parar expressões como "bate bumbum" ou "não pode" ou "ador desligado" (ventilador desligado) ou "dodói tá bom" ou "dodói da mamãe tá bom". A mais bonitinha dessas expressões é "luia no céu" (lua no céu).

Ele já fala expressões de 3 ou 4 palavrinhas, o que já pode caracterizar frases simples. Creio que o máximo de complexidade que ele atingiu foi "dodói caiu na rua", para se referir que ele caiu na rua e com isso fez dodói.

Estão também começando a surgir as palavrinhas mais educadas como "culpa" e "obigada" (desculpa e obrigada). Elas surgem muitas vezes espontaneamente, sem que a gente peça pra ele dizer. Também surgem espontaneamente os beijinhos. Quando eu vejo, está ele agarrado nas minhas pernas, distribuindo beijinhos.

Parece que meu guri não vai ser muito fã do sol. Várias vezes quando sai na rua ele comenta "sol tá quente" e "não, sol", meio que pedindo para que ele vá embora. Então, pára na sombra e diz "esse bom".

Impressionante também como já nessa idade ele começa a manifestar sua opinião. Se o programa de TV não agrada, ele diz "esse chato" ou "esse ruim". Se eu dou água, ele pede "ota água", que é como ele chama o refrigerante que fica na geladeira (e que eu não dou mais que uns 6 goles).

Também não parece muito fã de praia ainda. Ele vai, brinca um pouco na areia, brinca um pouco na água e pede "simboia" (se embora). Mas gosta bastante de meter a mão no balde de água com roupa de molho. E ajuda a varrer o chão.

O fascínio pela máquina de lavar roupa aos poucos perde espaço para o fascínio por todo e qualquer tipo de ventilação. Tudo pra ele é "ador": ventiladores de teto, de chão, os cataventos do Parque Eólico e os splits. E ele pára para admirar todos eles, onde quer que estejam.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

1 ano e 8 meses

Esse mês houve um baita aumento no número de palavrinhas que o guri fala. Ele também passou a repetir mais o que a gente fala. E para qualquer coisa agora é "esse é mamãe" ou "esse é papai" ou "esse é nono" ou ainda o "esse titio". Ou seja, qualquer, mas qualquer objeto mesmo tem que pertencer a alguém.

Por essa razão, torna-se tarefa difícil ficar descalça na sala de casa. Daqui a pouco lá vem ele, carregando meu sapato e dizendo "esse mamãe". Mas carros, só podem pertencer ao papai ou ao nono. Pra ele, mamãe não tem carro, só sapato, brinco e relógio.

Aliás, deve ser já o efeito da testosterona o fascínio que um carro exerce sobre ele. É capaz de ficar horas sentado no banco dianteiro mexendo na direção, no câmbio, no rádio e nos piscas. Fica realizado girando a direção e dizendo "brummmmm". E não é fácil enganá-lo pra tirá-lo de lá, não. Se eu digo, vamos voltar pra pegar a chave do carro, quando ele chega em casa procura a chave até encontrar e me dá pra voltar pra garagem.

Desisti de fazê-lo dormir a noite inteira em sua cama. Azar, quando crescer ele aprende. Podem me crucificar todas as educadoras de crianças, mas eu não podia mais aguentar o olhar dos vizinhos de cima e de baixo no dia seguinte com o choro a 1h da manhã. O de cima, sequer me cumprimenta (ele sempre foi chato mesmo) e o de baixo olha pro guri com jeito de "vou te esfolar criança". Depois dizem que mulher sozinha é que tem mau humor. Pra desmentir mais esse mito, meus dois vizinhos são homens de meia idade e moram sozinhos.

Por sinal, dias atrás o vizinho de baixo me veio com um conselho "que a criança chora porque vai dormir muito cedo". Na realidade, com o horário de verão, o guri vai dormir lá pelas 21h30min, o que não é exatamente cedo pra uma criança de 1 ano e 8 meses. Mesmo indo dormir mais tarde, tem um determinado horário na madrugada que ele acorda. Volta a dormir de novo, mas inevitavelmente acorda e se agita. Lógico que fiquei com vontade de perguntar "por um acaso você tem filhos?", mas apenas dei uma risadinha e suspirei.

Aliás, a idade está me deixando sem paciência pra dar explicações. Pense o que quiser e entre com uma medida cautelar contra mim quem se sentir incomodado. Pelo menos não vou ter custo com advogado.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ugun

Com 1 ano e 7 meses, o fascínio do meu bebê voltou-se quase que exclusivamente para o objeto que ele chama de "ugun". Trata-se da máquina de lavar roupa. O guri é louco por ela, se deixar fica horas olhando-a lavar, enxaguar e centrifugar. Se está desligada, ele quer pegar a roupa e colocar lá dentro, porque, segundo seu raciocínio, assim, ela voltará a funcionar.

Agora ele consegue não apenas subir, mas descer a escada, segurado pela mão. Está começando a atinar também que pode subir a escada com os dois pés. Até então, ele dava um passo, colocava o pé no mesmo degrau e só então subia o outro.

Estamos tentando fazer com que aprenda a pilotar um triciclo, mas ele não tem paciência pra ficar muito tempo sentado nele. Prefere empurrar. Prefere, na verdade, qualquer brincadeira que envolva rua e corrida. E está aprendendo a chutar a bola. Pega suas duas bolas e se encaminha pra porta quando quer sair.

Não percebi grande evolução silábica no mês. Uma meia dúzia de palavras novas apenas. Algumas ele fala uma vez e depois nunca mais, como "pota" (porta). A pediatra diz que nos meninos isso é assim mesmo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

1 ano e meio

É inacreditável como o tempo voa quando você tem uma criança pra cuidar. Parece que foi ontem que eu cheguei em casa com um bebezinho de 49cm. Hoje esse bebezinho é um bebezão com quase o dobro desse tamanho.

Nos últimos dois meses, os dentes se multiplicaram. Há dois meses, ele tinha apenas 6 dentes. Agora já são 11. Já apontaram 3 dos 4 pré-molares, o que faz com que as mordidas estejam cada vez mais perigosas. Qualquer hora, um dedo meu será arrancado.

No último mês, adquiriu a habilidade de subir escadas quase sozinho. Basta segurá-lo por uma das mãos agora e ele praticamente vai. O resultado é a resistência em utilizar o elevador. Um dos comportamentos indesejados que tem se intensificado, aliás, é a chamada birra. Não adianta mais apenas fingir que estou indo embora. Quando ele quer ficar em determinado lugar, muitas vezes grita e se joga no chão, o que é meio caminho para o castigo. Não tenho muita paciência pra esse tipo de comportamento. Havendo possibilidade, quando isso acontece ele vai pra casa e fica sentado, pensando no que fez. E incrivelmente ele fica sentado.

Por outro lado, ele é uma criança super carinhosa, que chega, abraça a gente, faz carinho, pula nas nossas pernas. E na escolinha dizem que é "super educado" e come sozinho sem fazer sujeira. Difícil de acreditar. Em casa ele até come sozinho, mas em regra, dou uma colher na sua mão, ele fica remexendo a comida, mas come mesmo quando eu lhe dou com a minha colher. Talvez até comesse sozinho, porém me falta paciência para esperar por enquanto.

Andei lendo em sites que espera-se que a criança aos 18 meses possua um vocabulário de cerca de 50 palavras e seja capaz de juntar duas palavras, como "quero colo". Meu filho ainda não tem essa habilidade frasal. Diz apenas uma palavra para expressar o que quer. Ultimamente a palavra preferida tem sido "bua" (rua).

Contei as palavras que diz e não consegui somar as 50 também. Creio que fale umas 30, contando com os sons ininteligíveis, como "adita" que parece se referir a canetinha (hidrocor), que ele adora, e "dish" (lixo). Talvez não fale porque não lhe interessa, uma vez que entende praticamente tudo e tem boa memória. No supermercado, é capaz de encontrar cenouras, batatas e bananas quando eu peço para me mostrar, dizendo "aí" ou "ali". Dias atrás, eu estava guardando a roupa limpa (minha, dele e da casa) e pedi para que segurasse uma toalha de rosto. Para minha surpresa, ele pegou a toalha e levou para o banheiro, colocando-a no armário no exato lugar em que eu guardo as toalhas de rosto.

A sabedoria popular diz que meninos são mais enjoados pra falar que meninas. Estou começando a achar que é verdade, entretanto, por via das dúvidas, vou questionar a pediatra sobre isso na próxima consulta.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Aprendendo a usar o peniquinho

Talvez ainda seja muito cedo para tirar as fraldas de uma criança de 1 ano e meio, mas o meu gurizinho começou a dizer "cocô" quando fazia o número 2. Então, achei que poderia orientá-lo a ir pro peniquinho antes de fazer isso.

No início foi muito difícil. Ele odiou o peniquinho, não queria sentar nele de jeito algum. Nem a musiquinha ajudou.

Então, deixamos lá num canto e sempre perguntávamos antes do banho se ele queria usá-lo (pra ele o líquido e o sólido são a mesma coisa: cocô).

Depois de mais ou menos uma semana, ele pediu para sentar no vaso de gente grande. Seguramos ele lá e ele começou a pelo menos fazer o xixi antes do banho lá. Depois disso, começou a fazer nos dois lugares: no vaso e no penico. Ultimamente tem anunciado quando faz o xixi na fralda e se perguntamos se quer fazer no peniquinho, ele faz força e o xixi vem. Claro que a maioria do xixi ainda fica na fralda, mas ele já está adquirindo a consciência de que existe um lugar pra fazer aquilo.

Também já vínhamos fazendo o seguinte depois do cocô: eu tirava a fralda e o levava comigo até o banheiro para que ele me visse despejar o número 2 no vaso sanitário e dar a descarga. Esse procedimento exerce, por incrível que pareça, fascínio numa criança de 1 ano.

Então, hoje, pela primeira vez, consegui com que fizesse o número 2 no peniquinho. Ele ficou muito faceiro com isso.

Não pretendo tirar a fralda ainda, vou esperar mais para o verão, mas se ele já consegue entender o que deve usar, creio que não será tão difícil.

domingo, 19 de agosto de 2012

1 ano e 5 meses

Impressionante como ao longo do último mês, meu filhote fez vários avanços silábicos. Claro, ele só fala aquilo que lhe interessa, mas é bonitinho de vê-lo se comunicando.

Aprendeu a dizer "esse" para o objeto que está escolhendo. Também diz "aqui" ou "ali" para mostrar onde está determinada coisa ou pessoa. Já fala direitinho "papai" e "mamãe". Também diz "mãe" e atira objetos no chão apenas para dizer "caiu".

Ele tem palavras (embora não corretas) para mostrar o que quer: "adi" significa "abre", "muma" significa "arruma", "ninina" é "menina" e "au" seguido de um abano é "tchau".

"Din don" é o balanço da pracinha. Ele ama ir pra pracinha. Pega a chave, corre pra porta e diz "din don". Não sei como ele aprendeu, mas sobe sozinho no escorregador. Quando chega lá em cima, senta direitinho. O único problema é escorregar propriamente. Ele ainda se desequilibra pra escorregar e a gente tem que ficar de olho.

Também aprendeu a dizer "cocô" quando enxerga sua fralda suja. Aliás, quando faz cocô, ele chega perto da gente e anuncia. O próximo passo é fazê-lo dizer isso antes de sujar a fralda.

Não sei se com todas as crianças é assim, mas o espertinho testa cada vez mais seus limites. Se antes ele parava quando a gente dizia "não", agora ele sabe que é "não", mas faz mesmo assim, encarando. Obviamente que ele aprendeu o significado da palavra castigo. Não tem sido muito eficiente deixá-lo sentado num cantinho, como as psicólogas orientam, já que ele é muito inquieto. Mas colocá-lo no quarto e fechar a porta por 1 minuto, tem ajudado bastante. Ele volta bem comportado.

Essa coisa do castigo, aliás, tem-me feito passar por situações embaraçosas na rua. Nós o ameaçávamos dizendo que se fazia algo errado era "pá". Pois agora, na rua ou no supermercado, quando eu olho bem séria, ele imita o "pá" batendo na perninha. As pessoas devem pensar que o coitado é espancado em casa.

Ele está naquela idade em que faz escândalos, esperneando quando contrariado. Hoje mesmo, na rua fez dessas. Quando faz isso, não cedo para ele ficar quieto. Eu o retiro do lugar onde está falando baixo, mas bem sério. Não sei se é o melhor remédio, mas sempre odiei criança birrenta e prefiro os olhares de reprovação do que filho mal-educado.

A questão toda é que o mau humor e sua birra são na maioria das vezes em casa. Na pracinha, ele brinca direitinho, não tira brinquedo das outras crianças, fica ao lado, esperando a sua vez. Sabe repartir os brinquedos. Quando quer brincar com algo, ele dá uma coisa sua em troca. O problema é que ele simplesmente não gosta de voltar pra casa, como se o lugar em que mora fosse o consultório do dentista.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

16 meses

Não sei se existe uma idade em que as crianças passam a entender as coisas, mas posso dizer que com 1 ano e 4 meses, meu gurizinho já entende pra caramba o que a gente diz. O vocabulário dele continua pequeno, mas entende tudo. Sabe quando vai passear, quando vai tomar banho, que tem que colocar babeiro pra comer, que tem que levar o prato pra pia depois de comer, enxerga o que há na mamadeira... sabe quando é xingado e o que fez de errado pra ser tratado daquela maneira.

Já sabe que precisa esperar o "homenzinho verde" aparecer pra atravessar a rua, que deve dar a mão para atravessar a rua, que chaves abrem portas e portões e que certas coisas devem ser colocadas no lixo (mas não a mamadeira dele).

Meu guri sabe mostrar seu nariz, seu umbigo, sua cabeça, sua língua e sua orelha. Mostra também a mão e o pé. Quando digo "vamos escovar os dentinhos", corre para o banheiro e espera a pasta de dente.

Já sabe mandar beijo, mas só quando ele está a fim. Não gosta de trocar fraldas, mas gosta de colocar o casaco, porque faz isso antes de ir para a rua.

Sabe o que é "cacaca" e insiste em colocar na boca mesmo assim.

E o mais bonitinho de tudo: sabe rodopiar e sambar.

domingo, 24 de junho de 2012

15 meses

Achei que quando o menino completasse 1 ano e 3 meses seu repertório de palavrinhas estaria maior, mas que nada. A única adição de palavra no mês foi o "cacaca". Para qualquer coisa agora ele diz "cacaca" antes de levar à boca. Qualquer coisa mesmo: terra, inseto, papel, seu próprio sapato, o controle remoto da TV, nada escapa.

O que estou gostando nessa fase é que os livros de histórias estão começando a chamar a sua atenção. Ele tem um livro de bichinhos de fazenda, adora folhear o livro e fazer os barulhinhos dos bichos. Minha mãe também guardou alguns livros de histórias do nosso tempo de infância que ele adora folhear.

Muito mais do que falar, seu interesse atual consiste em: subir e descer do sofá, ligar e desligar a TV sem parar, trocar de canal sem parar. Quando desliga a TV, gesticula com os bracinhos e fala "bou", de "acabou".

O que continuo não gostando é de acordar no meio da noite (logo eu, que acho que a noite foi feita para se dormir). Pois de uns tempos pra cá, o menino resolveu acordar no meio da noite e ficar acordado, se remexendo na cama. Chega a levar 2 horas para dormir novamente. Lógico que tentamos deixá-lo no próprio berço, mas aí ele fica em pé por horas. E como tenho medo que ele se jogue do berço, acabo ficando acordada também. O mais engraçado dessa história é que ele não tem dificuldade para dormir às 9h da noite, é muito tranquilo. Mas perde o sono de madrugada e aí não tem jeito.

A única coisa que faz com que ele durma uma noite completa é Hixizine (um antialérgico que dá sono). A pediatra disse que eu poderia usar por 10 dias. Foram dias melhores, mas tive que parar e aí o inferno voltou. Meu marido acha que ele é mal-educado e indisciplinado por minha causa, mas não me considero uma mãe permissiva, pelo contrário passo quase o dia inteiro xingando o guri. Deve, sim, ser castigo divino porque nunca tive a menor paciência com meninos hiperativos. Aliás, estou convencida de que mesmo com pais não-permissivos, algumas crianças são difíceis mesmo.

Ao que tudo indica o guri não vai ser daqueles que deixa a casa desorganizada. Ele adquiriu um novo hábito que é o de levar a mamadeira para a pia quando termina. Também já sabe colocar embalagens vazias no lixo. E o mais engraçado de tudo: ele pega o papel higiênico e passa no meio das pernas (por cima da roupa) como se estivesse se limpando.

Com 1 ano e três meses, foi necessário fazer o reforço das vacinas Pentavalente e Pneumo. Ele nunca tinha feito escândalo pra tomar a picada, mas dessa vez, fiquei envergonhada. Entrou na sala de vacinas e já começou a chorar. Será que ele lembra da última vez? Impossível.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Diário de mãe: 14 meses

Antes de completar 14 meses, aconteceu o que talvez tenha sido o momento mais emocionante desde o nascimento do meu filho. Ele olhou bem nos meus olhos e chamou: mamã. Depois disso, passou a fazer isso com frequência. Quando me vê, diz o mamã e também fala o papá ou babá para o pai. É lindo ver que aquele serzinho que era tão pequenino agora já corre por aí e fala palavras com significado. Li em algum lugar que com 1 ano e 3 meses, 75% das crianças fala mamá, papá e mais três palavras. O meu já fala "gol" quando atira uma bola, o "não, não" sacudindo os dedinhos e o "nenê", para fotos de crianças.

 Recentemente, ele descobriu "A Galinha Pintadinha". Realmente é um santo remédio, como dizem. Ele fica vidrado no computador assistindo e dançando por uns bons minutos. Já faz até o gesto dos dedinhos quando eles se saúdam na música e dá voltinha.

A fase atual é a fase das travessuras. Ele já fez algumas nos últimos tempos:
1) Virou um balde cheio de água na área de serviço e me "ajudou" a secar, espalhando tudo para os dois lados, com as mãozinhas.
2) Virou um saco de arroz na cozinha, enquanto eu cozinhava (e também ajudou a juntar espalhando tudo pro lado).
3) Todos os dias puxa o rolo de papel higiênico, tira pedacinhos e me traz.
4) Todos os dias leva a balança (de pesar) para algum lugar e sobe para ficar mais alto e alcançar o objeto de desejo.

O pequeno também já cumpre algumas ordens. Ele tem a mania de bater na gente e puxar o cabelo. Pois quando digo, "na fulana é só carinho", ele pára de bater e passa a mãozinha delicadamente pelo rosto da pessoa. Também já traz alguns objetos quando peço e já se encaminha pro banheiro, quando falamos que é hora do banho. Também sacode a cabeça afirmativamente quando pergunto se ele quer papá (comida).

Apesar de ser uma fase em que a gente tem que ficar todo o tempo de olho neles (haja energia), talvez estejamos vivendo o melhor momento desde que ele nasceu. Ele faz uma descoberta nova a cada dia e a gente vibra muito com isso. É uma fase boa também porque ele já tem um horário fixo de soninho durante o dia e dorme quase 2 horas, o que nos dá algum descanso.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

13 meses

Fiquei impressionada em como o entendimento do guri aumentou depois que completou 1 aninho. Ele ainda não fala muita coisa, mas já diz "nenê", quando vê uma criança, "gol", quando lança uma bola e "vrrrrrrrrr", quando empurra seus carrinhos. Também fala "papa" quando me vê preparando sua comida e a campeã de todas as palavras: "não, não", sacudindo o dedinho indicador. Só que entende quase tudo o que a gente diz, desde que não esteja bravo ou com sono.

Dias desses nos deu novo susto. Virou-se no trocador no momento em que estava sendo vestido, após o banho e não fui rápida o bastante para segurar: caiu e bateu de testa no chão. Acho que nunca o vi chorar tanto e tão gritado, pobrezinho. Depois, foi ficando sonolento e decidi levá-lo a uma emergência em um hospital. Poderia ter ficado só observando em casa, mas fiquei com medo, principalmente, por causa do sono dele. O guri teve que fazer a primeira tomografia da vida dele. Provavelmente não se lembrará, porque apagou antes dela, mas ficamos todos mais tranquilos. Já posso chamá-lo de "cabeça-dura" agora. Não quebrou nada, graças a Deus!

Na atual fase, ele está muito interessado por brinquedos de rosquear e encaixar. Tem um interesse especial por chaves, uma vez que parece compreender que estas abrem portas.

Anda muito briguento para dormir durante o dia. Não quer de jeito nenhum. O que tenho feito é deixá-lo acordado pela manhã, dar o almoço em torno das 11h30min e depois deixá-lo dormir tomando o suco. Se dorme bem nesse horário, depois vai bem até às 21h. Se não dorme, acaba ficando com sono no fim da tarde, o que é péssimo, porque atrapalha o horário de ir para a cama à noite.

Aliás, na noite passada, pela primeira vez (acredite se quiser), consegui fazê-lo passar a noite inteira sem mamar. Jantou às 17h e, novamente, às 19h30min, além de tomar 240ml de leite antes de deitar. Sempre invejei mães que dizem o filho dormir a noite inteira desde os 3 meses. O meu até estava dormindo bem, mas virava bicho, se não tinha leite ali pela 1h da manhã. Espero que de agora em diante, eu consiga finalmente eliminar essa mamadeira do início da madrugada.

Depois de um mês frequentando a escolinha, não posso dizer que houve uma grande evolução ou regressão no comportamento dele. É fato, que agora pega muito mais "ites". Em pouco mais de um mês foram 3 (gastroenterite, otite, amigdalite), isso sem contar um resfriado. Mas, falando de evoluções, acho que apenas aprendeu a se defender de outras crianças (antes ele era bem paspalho). O lado ruim, é que aprendeu a tirar brinquedos dos outros também, o que não achei uma boa. Ah, e agora sabe dar voltinha dançando. Uma graça de ver!

domingo, 18 de março de 2012

O primeiro aniversário

Com mais ou menos 11 meses e meio, podemos dizer que meu filhote começou a caminhar pra valer. Poderíamos ter apressado o processo com um andador, mas, além de pediatras e ortopedistas acharem perigoso, cheguei a conclusão de que realmente você corta uma fase se usar o andador. Explico: antes de começar a caminhar, o guri aprendeu a levantar, sentar, apoiar-se, equilibrar-se. Quando finalmente caminhou, ele já sabia o mais importante: como cair sentado. Tanto, que nunca caiu "de boca" no chão. Tenho a impressão que crianças habituadas ao andador perdem a noção do perigo. Sabem caminhar, mas falta coordenação motora para que não ocorram acidentes. Percebo hoje, que o guri já aprendeu a caminhar sabendo se virar para voltar, sabendo quando tem que dar uma paradinha para recuperar o equilíbrio e também o que considero mais difícil, acocorar e levantar sem apoio.

Pouco antes do primeiro aniversário, teve que tomar antibiótico pela primeira vez devido a uma otite. Minha tese de que o leite materno o protegia deve estar certa, porque isso aconteceu logo após o desmame definitivo. Aliás, fui assustada por pessoas que diziam que o desmame era difícil para bebês maiores, mas foi muito fácil. Fui introduzindo a mamadeira aos poucos e foi ele quem largou o peito e não eu quem o desmamou. Simplesmente um dia não quis mais saber, provavelmente porque o leite já era escasso mesmo e não matava a fome.

Ele começou a frequentar a escolinha também. Adaptou-se super bem, interagiu com as outras crianças e no terceiro dia já havia descoberto como abrir o portão que o mantém na sala de aula. No quarto dia, aprendeu a escalar o portão. Ele deixou, aliás, de ser o paspalho na frente das outras crianças. Antes, qualquer uma tirava um brinquedo dele. Agora é ele quem tira o brinquedo dos outros. Mas ele gosta de crianças e, principalmente, imita as maiorzinhas.

Coisa mais bonitinha é vê-lo brincando na pracinha. As meninas maiores, de 3 ou 4 anos, todas querem brincar e cuidar dele. Já os meninos maiorzinhos não o deixam se aproximar dos brinquedos. Pra ver como o homem é territorialista desde cedo, ao passo que a mulher é maternal. Ele não está nem aí se tem permissão ou não, o negócio é caminhar e mexer no máximo de coisas possíveis... Mas é fato que prefere as crianças maiores do que ele do que as menores.

Optamos por fazer um bolinho familiar no primeiro aniversário. Seria legal uma festa grande, num lugar com esses brinquedos de crianças, mas achamos que ele ficaria muito cansado. Fica pra quando estiver maiorzinho. Na festa simples, em casa mesmo, ele já estava cansado na hora do bolo. Não bateu palmas no parabéns, não assoprou a velinha, mas pelo menos não chorou, nem meteu a mão no bolo, o que é um progresso.

Andei ficando preocupada com o pouco interesse dele por comida. Tem sido uma briga para fazê-lo almoçar, tanto que tem engordado super pouco. Prefere leite, fruta, pão e suco. E danoninho. Como a pediatra liberou
alimentação de adulto pra ele, resolvi deixá-lo comer. Não preciso dizer que ele amou. Pra completar, ainda teve uma diarréia. Mas a médica acha que a inapetência pra comer deve significar vermes. Ele está tomando remédio desde segunda e parece que o apetite voltou.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Diário de mãe: 11 meses

Parece mentira, mas o guri está com quase um ano.

No último mês, nasceram os dois dentinhos de cima, quase juntos. Ele sofreu bastante até os dentes nascerem, mas passou a dormir melhor desde então. O problema passou a ser alimentá-lo. Ele pegou um resfriado há umas 3 semanas e não queria comer nada. Só queria suco, leite e fruta. Para dar comida, tínhamos que distrai-lo, colocando outra coisa na sua mão. Enquanto ele olhava o objeto, com as mãozinhas ocupadas, eu empurrava a comida.

Passou mais ou menos uma semana assim. Depois, aos pouquinhos, o apetite foi voltando. Aí, hoje, acordou com febrão. Ainda não sabemos o que é, mas estou antevendo novas noites sem sono e manha para comer.

Parei definitivamente de amamentar. Sempre me disseram que seria difícil, mas não foi. O leite foi diminuindo, já não conseguia satisfazê-lo. Eu fui substituindo, então, por mamadeira e agora é ele quem não quer mais o peito.

Mas a grande novidade chegou no dia 17 de fevereiro. Foi quando ele começou a dar passinhos, sem se segurar. Antes ele já havia se arriscado, mas nesse dia fez isso várias vezes. Agora ele dá entre 5 e 8 passinhos. Coisa mais bonitinha de se ver. Faz isso, via de regra, quando está com as mãos ocupadas ou quando enxerga logo a frente o lugar onde vai se apoiar.

É bonito de se observar, nessa fase, como as coisas parecem ganhar significado pra ele. Quando empurra carrinhos ou caminhões de brinquedo, ele já faz o tradicional "vrrrrrrrrrrrrummmmmmm". Ás vezes, repete o "não" de reprovação. Mas continua enfiando o dedo onde não deve. Ele também fala bastante o "mamã" agora. Só que a palavra não se refere somente a mim, mas a qualquer coisa que ele queira. Dá uma dor no coração quando ele chora dizendo o "mamã".

Dias atrás, ele cometeu a primeira travessura mais grave. Quebrou um saleiro no restaurante. Claro que pagamos o estrago, pois era o restaurante em que íamos seguidamente aos sábados com ele. As pessoas lá é que não gostaram muito, mesmo assim. Se antes eram todos sorrisos e brincadeiras com o guri, agora mal olham pra ele. Sei que tenho que educar meu filho, mas existe uma "big" diferença quando uma criança de 3 anos quebra um saleiro e quando uma de 11 meses faz isso. Essa última ainda não consegue entender o que pode ou não pegar e jogar no chão, então acidentes acontecem. Fiquei sem entender a intolerância.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Diário de mãe: 10 meses e meio

Estão todos aguardando ansiosamente o momento em que o gurizinho dará seus primeiros passos. Ele já consegue ficar em pé, sem apoio, por um bom tempo, mas não tem coragem de caminhar sem se segurar. Quando mostramos algo que está fora do seu alcance como incentivo, ele senta e vem engatinhando. Estou começando a achar que ele é preguiçoso. Quando o levo para caminhar lá fora, ele insiste em não querer caminhar.

O segundo dentinho já apontou e ele consegue morder até pedaços de pão agora. Só acho estranho o quanto os dentes dele demoram a crescer. O do mês passado ainda está pequenininho lá.

As brincadeiras dele estão começando a mudar de foco também. Se antes, ele só queria rolar tudo no chão como se fosse uma bola, agora, ele prefere encaixar peças em outras peças. Atira tudo dentro de caixas, para depois tirar. Já entende uma série de coisas também. Se digo "onde está o sapo?", ele me alcança um sapo de pelúcia. Quer colocar coisas na minha boca também. E já faz associações: não apenas sabe ligar e desligar o interruptor de luz, mas sabe que ele faz a luz acender ou apagar. O mesmo vale para o controle remoto do ar condicionado. E na última semana, parece ter percebido que o controle remoto da TV serve para mudar o canal.

A pediatra liberou todas as frutas, com exceção de abacaxi e morango. Então, ele começou a tomar suquinho de melancia ou de mamão. Adorou. Mas não gostou de manga, é a única fruta que ele refugou. Toma em forma de suco, mas misturado com laranja.

Outra mania não muito legal que ele está pegando é ir para nossa cama no meio da noite. Sei que não é recomendável e tal, mas entre isso e ficar embalando pela casa na madrugada, prefiro isso. Seria tão bom se ele aceitasse a chupeta e ficasse quietinho na cama dele até dormir novamente...

O pai já disse que se algum dia ele perguntar por que não tem irmão terá a resposta na ponta da língua: por que tu choravas todas as noites, mesmo depois de grande.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Enfrentando a free-way (BR 290) com um bebê

Quem é gaúcho sabe que quem trabalha nos meses de verão e vai para o nosso litoral nos finais de semana, sofre. Com um bebê, então, a viagem pode virar um pesadelo.

Parece óbvio, mas o segredo é evitar os horários de pico. Claro que isso nem sempre é possível, mas tentamos adequar os horários de viagem aos horários em que nosso bebê costuma dormir. Na primeira tentativa, não deu muito certo. Optamos por sair em torno das 22h que é o horário em que já está dormindo e é o primeiro sono da noite, ou seja, o mais pesado. Ele dormiu a maior parte da viagem, mas pegamos tranqueira e quando o carro parava, ele "meio que acordava" e chorava. Então, quando finalmente chegamos, tivemos que retirá-lo do carro e, então, ele acordou pra valer. Foi bem difícil fazê-lo dormir novamente naquela noite. Acordou várias vezes e ficou com aquele sono leve, resmungando o restante da noite.

O que percebemos, então, é que temos que ir durante o dia, mas nos horários de soneca dele. Então, nos domingos, voltamos no horário da soneca da tarde e não vamos mais nas sextas, mas nos sábados, bem cedinho, pela manhã.

Enfim, cada bebê é um bebê e o que serve pra mim pode não servir pra você, porém, a melhor opção parece ser observar os horários de sono e tentar levá-lo em horários próximos a esses soninhos. No meu caso, ainda com a ressalva de que não pode ser o sono da noite, pois quando ele chega, fatalmente acorda.