domingo, 13 de fevereiro de 2011

Transporte público em Vancouver

Existem basicamente três meios de transporte público em Vancouver: ônibus, Skytrain e Seabus. O tipo de transporte utilizado vai depender do trajeto.

Ônibus é o meio de transporte mais utilizado para a área central e para o transporte em North Vancouver, onde estão várias das atrações turísticas. Um detalhe que é importante saber: não há cobradores nos ônibus. Se quiser pagar em dinheiro, precisa ter o valor exato da passagem, porque o motorista não lhe dará troco. Quem paga em dinheiro deposita numa espécie de "cofre" na entrada do ônibus. Aqui já começa a diferença com o Brasil. O motorista não confere se você está com o valor exato. E provavelmente as pessoas pagam o valor correto.

O Skytrain é um misto de metrô e trem de superfície. Parte de seu trajeto é subterrâneo, parte é na superfície. É o meio de transporte mais rápido para distâncias maiores. O intervalo entre um trem e outro fica entre 2 e 8 minutos, dependendo do horário.

O Seabus é um ônibus de água, ou se preferir, uma balsa bem confortável. Ele liga a parte central de Vancouver ao norte. Há ligação com terminais de ônibus tanto no terminal do centro, quando no terminal em North Vancouver, o que é algo bem inteligente. Você sai do Seabus que apenas fará a travessia na água e ao lado já tem acesso a várias linhas de ônibus. O terminal do centro é chamado de Waterfront e é bem fácil de ser localizado. A travessia é curtinha, dura em média 12 minutos e os intervalos entre um Seabus e outro são de 15 minutos nos horários diurnos.

Para fins de transporte público, a região de Vancouver é dividida em 3 zonas. É importante saber disso, para não pagar mais ou menos do que deve pelo ticket. Para andar na região do centro, é necessário bilhete para 1 zona apenas. Se quiser ir até as atrações em North Vancouver ou para o aerporto, por exemplo, você precisará de bilhete para 2 zonas. Dificilmente você precisará de bilhete para 3 zonas para visitar atrações turísticas, o de 2 zonas é mais do que suficiente.

É importante saber também que o bilhete para 1 zona, que é mais barato, vale para ir para qualquer lugar após às 18h30min nos dias úteis e durante todo o dia em sábados, domingos e feriados.

Uma passagem dá direito de usar qualquer dos três meios de transporte durante 90 minutos e nas três zonas. Isso significa que você pode pegar o Skytrain + 1 ônibus ou 2 ônibus, por exemplo, desde que no período de 90 minutos com apenas o valor de uma passagem.

São vários os tipos de passes também. Para turistas que pretendem ficar pouco tempo, sugiro duas opções: o daypass, que dá direito a utilizar os três meios de transporte público, nas três zonas ilimitadamente durante um dia. Custa C$ 9 dólares (em fevereiro/2010). A outra opção é comprar blocos de 10 passagens. Esses blocos e passes são facilmente encontrados em mercadinhos, farmácias e lojas de conveniência. Se houver um desses desses próximo do ponto de ônibus, pode apostar que ele vende os passes.

Quando você compra o daypass ou o talão de passagens, eles não vêm com a data e horário de uso. Então na primeira vez que for usá-lo você precisará validá-lo. Se for no ônibus é fácil, basta entregar ao motorista. Se for no Skytrain, existem uma máquinas azuis na entrada das estações para isso.

Se você for ficar bastante tempo, como foi o meu caso, o melhor é comprar um passe mensal. Como o nome diz, esse passe dá direito de utilização por um mês ilimitadamente. Mas você não pode comprá-lo, por exemplo, para usar do dia 15 ao dia 15. Todo início de mês você adquire um, que é um cartão. Você só precisa apresentá-lo no momento do uso. Esses passes mensais são comprados por zona (para 1 zona, 2 zonas ou 3 zonas), possuindo, obviamente, um custo diferenciado, dependendo do número de zonas.

O transporte público é seguro e eficiente, mesmo para o horário noturno. E, acredite: não é tão complicado como possa parecer lendo este texto.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

7 erros comuns na gestão de pessoas

Já falei sobre o pesadelo da gestão das pessoas aqui e volto a bater na mesma tecla. Não é fácil gerir gente. Existem profissionais que são excelentes técnicos ou que possuem uma visão de estratégia de mercado privilegiada, mas que não são bons gestores de pessoas. Creio que assim como existem os excelentes técnicos, existem pessoas que possuem uma habilidade ímpar de gerir pessoas, mas infelizmente tais profissionais não são tão valorizados nas empresas. Prova disso é que se você conversar com 10 amigos que trabalham em empresas diferentes, pelo menos 8 deles terá muitas reclamações sobre o chefe. Eis os erros mais comuns que gestores (mormente os de TI) cometem:

1) Acreditar que precisa definir tudo o que precisa ser definido, mesmo a cor do papel higiênico do banheiro
O papel do gestor não é ser o autor de todas as melhores ideias, nem ter resposta para tudo. O gestor que acredita que precisa ser o responsável por toda e qualquer "grande ideia" desvaloriza e desmotiva seus subordinados. O papel do gestor é mediar, enxergar quando a ideia de seu subordinado é boa e referendá-la, atribuindo-lhe o devido crédito. Quando não há consenso, cabe ao gestor decidir. Ele não precisa se desgastar com cada um dos detalhes do dia-a-dia. Coisas menos estratégicas devem ser delegadas, até para que o profissional sinta que tem alguma importância e não é apenas um marionete.

2) Dar nomes aos bois quando o time comete um erro
Humilhação pública não é o melhor quando um funcionário comete um erro. Se ele já não gosta do chefe, terá um motivo a mais para liderar a tropa das reclamações. Se um membro do time comete um erro, o bom gestor deve assumir esse erro como um erro coletivo perante as demais áreas da empresa e falar com esse funcionário em particular, mesmo que a conversa particular seja dura. Expô-lo na frente dos colegas não fará com que o recado seja dado com mais clareza.

3) Ficar de 5 em 5 minutos em volta perguntando se a tarefa foi concluída
Um chefe que conhece seus funcionários sabe quais são aqueles que só trabalham sobre pressão e aqueles que vão entregar a tarefa quando ela estiver concluída. A grande maioria dos funcionários sabe suas responsabilidades e odeia ser tratada como criança. Existem aqueles que precisam do chefe em volta para render? Sim, existem, mas eles são a minoria e vão se mostrar. Assumir que todos precisam de supervisão constante sem nenhum acontecimento passado que justifique, só fará com que aumente a insatisfação.

4) Criticar quando algo sai errado e não elogiar nunca
Esse é o erro mais comum. Gestores adoram fazer reuniões para lavar roupa suja, mas jamais se lembram de elogiar publicamente aquele funcionário que cumpriu suas tarefas com eficiência e no prazo. Todo mundo gosta de ver seu trabalho valorizado e reconhecimento algumas vezes traz mais satisfação do que 5% de aumento de salário.

5) Ignorar que o funcionário possui uma vida fora da empresa
Por vezes, os problemas pessoais são tão graves que não conseguem ficar do lado de fora da porta da empresa. Um funcionário exemplar, pode ter uma fase de baixa se, por exemplo, está com um familiar doente, está fazendo uma reforma problemática na sua casa ou está se divorciando. Um bom chefe, às vezes, precisa ser psicólogo, precisa ouvir e ter a sensibilidade de baixar o nível de exigência em determinados momentos. Afinal, se aquele funcionário sempre foi bom, ele vai voltar a ser.

6) Deixar os subordinados se autogerirem
Existe o tipo de chefe qeu acredita que a área se "autogere" e que não precisa realizar reuniões nunca. Em lugares assim, cada funcionário acaba fazendo aquilo que acha que é o certo, pois ninguém lhe orientou sobre o que é para ser feito. É o primeiro passo para criar panelinhas de colegas, encabeçados por alguma liderança que vai dissidir com outra panelinha, com outra liderança. As consequências podem ser trágicas: na melhor das hipóteses cada panelinha adota um procedimento ou desenvolve a mesma coisa de modo diferente e ambas continuam trabalhando. Na pior, uma panelinha vence a briga no tapa e adota-se a pior ideia.

7) Escolher quem vai assumir a responsabilidade por determinada tarefa por amizade e não competência
Obviamente que existem alguns subordinados em quem o gestor confia mais, muitas vezes por uma questão de afinidade ou até amizade. Porém, isso não quer dizer que esse "amigo" seja a pessoa mais competente para assumir determinada tarefa. Selecionar sempre a mesma figurinha para as tarefas ou projetos mais interessantes é passar a seguinte mensagem pros demais membros do time: o mais puxa-saco vence.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O que fazer em 2 dias em: Vancouver, Canadá

Vancouver se tornou bastante conhecida a partir das Olimpíadas de inverno de 2010 e volta e meia aparece nas listas mundiais de melhores cidades para se viver. Foi também o lugar que escolhi, há alguns anos, para estudar inglês. Apesar da chuva incessante no inverno, é um lugar seguro, com gente educada, onde as coisas funcionam. Ninguém lhe atropela e lhe empurra caso o ônibus esteja lotado. É também um lugar onde você pode andar com sua mochila nas costas, sem medo de um trombadinha qualquer lhe arrancar a carteira e, o melhor de tudo, pode andar tranquilamente sozinho pelas ruas à noite.
A cidade tem cerca de 2 milhões de habitantes em sua área metropolitana (são cerca de 500 mil na área central) e é considerada a terceira maior do Canadá. Se você estiver em um tour pelo Canadá e tiver 2 dias na cidade, sua programação vai depender da época do ano em que for: Vancouver tem vários parques, mas caminhar por eles pode não ser muito agradável entre novembro e março. Já a Grouse Mountain é mais interessante no inverno, quando fica coberta de neve.
Abaixo algumas dicas para os dois dias. Peço perdão pelas fotos, que são da época da velha máquina fotográfica de filme.
1. Caminhar por Downtown até Gastown
Caminhar pela primeira vez pelas ruas de uma cidade de primeiro mundo na época foi experiência marcante. As ruas são amplas, limpas e sem pessoas se batendo todo o tempo. Um roteiro bacana e não muito longo para ser percorrido a pé é ir pela Burrard St em direção ao Canadá Place. Mais ou menos dois quarteirões antes de chegar lá, pegar a W Cordova St em direção ao bairro de Gastown. Gastown foi o primeiro bairro de Vancouver e ainda guarda alguns prédios históricos, bem diferentes da arquitetura moderna do restante da cidade. Ali, há lojas de presentes para turista e o famoso relógio a vapor, projetado em 1875 e criado em 1977, que expele fumaça nas horas cheias e toca música.

2. Grouse Moutain
É a montanha mais próxima do centro, com seus 1.250m. No inverno, fica coberta de neve e se vê muita gente praticando snowboard ou mesmo aquelas caminhadas guiadas na neve, com grampões nos pés. No verão, ainda vale a subida pela vista de Vancouver, especialmente se o dia estiver claro. O acesso é feito através de um bondinho, parecido com aqueles do Rio de Janeiro. Em qualquer época do ano, é possível assistir ao chamado "Theatre in Sky", cinema em alta definição.
Preços e outras informações: http://www.grousemountain.com

3. Capilano Suspension Bridge & Park
Não muito longe da Grouse Mountain, outra atração é conhecer a ponte onde, dizem, foi filmado o primeiro Indiana Jones. Capilano é uma imensa ponte suspensa, a mais antiga do gênero de Vancouver, construída em 1889. Digamos que é desafiador caminhar por uma estreita e instável passagem 69 metros acima do andar do cânion, preso apenas por cordas. A ponte balança pra caramba, especialmente se você não está sozinho nela, mas não exige-se coragem de Indiana Jones para atravessá-la, não.

Além disso, o parque possui o chamado arvorismo contemplativo, o primeiro da América do Norte, você caminha por pontes que ligam árvores a 25 metros de altura. Transporte: Ônibus: 246

4. Canada Place
Talvez eu devesse ter iniciado as dicas por aqui, pois ali há um escritório de turismo em que você obtém mapas e informações, por isso é o melhor lugar para começar o city tour por Vancouver. Além disso, se você caminhar no centro em direção à baia, será o lugar que chamará a sua atenção, pois o prédio parece um "barco a vela gigante". É um centro cultural com salas de convenções.
Transporte: Ônibus 1 ou 5

5. Stanley Park & Vancouver Aquarium
Stanley Park é um parque imenso bem no centro de Vancouver. Foi criado em 1888 e é de frente para o oceano. Possui trilhas para caminhadas, jardins, laguinhos, patos e outros bichos. Uma atração gratuita ali é a coleção de totens no Brockton Point. 
Se for verão, um programa legal é alugar uma bicicleta para percorrê-lo, já que é imenso. Você encontrará onde alugar em lojas ao redor do parque. Também ali está o Vancouver Aquarium, um dos lugares que mais gostei de visitar em Vancouver, com suas belugas, golfinhos e outros animais aquáticos. Aliás, se você olhar séries americanas na TV depois de visitar o Aquarium vai perceber que muitas delas tiveram locações ali. 
Transporte: Se for a pé, é só pegar a direção contrária a de Gastown. Dá pra pegar a Robson St. à esquerda e ir sempre. Ônibus: 23, 35 e 135

6. Visão 360° no Harbour Centre
Na época eu achei caro demais pagar C$15 para olhar a cidade de cima, mas hoje não perderia a chance. Harbour Centre é um dos prédios mais altos da cidade, localizado no centro, entre o Canada Place e o bairro de Gastown. Possui elevador de vidro que leva 45 segundos para chegar ao topo. Lá em cima, você tem uma vista panorâmica de toda área de Vancouver. E o melhor de tudo é que fica pertinho de outras atrações.
Transporte: o prédio localiza-se na 555 West Hastings Street. Eu aconselharia a fazer o passeio em seguida à visita ao Canada Place ou Gastown.

7. Assistir a uma partida de hóquei no BC Place Stadium
Eu diria que é programa quase obrigatório, se você der sorte de estar acontecendo algum jogo do Canucks (time de hóquei de Vancouver) quando estiver lá. O estádio (BC Place) é amplo, confortável e, mesmo no inverno, você não sentirá frio. 


8. Chinese Garden
O jardim já existia quando da minha viagem, mas era pouco divulgado. Mas é a principal atração do bairro de Chinatown (Vancouver tem muitos imigrantes chineses). É possível chegar lá com 15 minutos de caminhada a partir do centro, fica na Carrall St. O jardim é um lugar calmo e muito bonito, onde você esquece por alguns minutos que está em uma metrópole.
Ônibus: 19 ou 22, ou pelo Skytrain, estação Stadium-Chinatown.

9. Mercado de Granville Island
Deixei o mercado de Granvlille Island por último, porque, particularmente, de todas as atrações que listei é que menos gostei, acho que por me lembrar um pouco o mercado público da minha cidade. Chega-se lá em uma viagem curta e baratinha de barco. O trajeto dura cinco minutos. É um lugar para sentar Aproveite para se sentar no deque da cervejaria Granville e tomar uma das melhores geladas da cidade.

Transporte em Vancouver: usar o transporte público na cidade é muito fácil, mas sobre isso falo aqui.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Trilhas no Parque da Guarita

Muito interessante a dica do portal hagah para quem costuma passar férias no nosso litoral e não consegue encontrar nada de muito diferente pra fazer. A Prefeitura de Torres está oferecendo trilhas monitoradas pelo Parque da Guarita. São sete as trilhas oferecidas gratuitamente: Lagoinha, Torre de Fora, Itapeva, Horto, Banhados, Vento Norte e dos Lagos. No site da prefeitura de Torres há outras informações e, inclusive, um mapa dos roteiros. Se fosse escolher apenas uma delas para fazer, escolheria a Lagoinha que percorre praticamente toda a extensão do paredão, mas pelo lado de cima. A única coisa ruim é que as trilhas são oferecidas apenas no verão. Mais informações e agendamento pelo telefone: (51) 3664 1411, ramais 246 ou 247.

Aliás, se você está em Torres, que tal um passeio de balão? Apesar do custo ser proibitivo para a maioria da população, é um passeio diferente onde, a uma altitude de até 600m,o turista vê belas paisagens da região,como o Rio Mampituba,Parque da Guarita,Morro do Farol,Praia da Itapeva e encosta da serra. Mais informações, com a Calabria Viagens e Turismo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Bloqueio de ligações de telemarketing

Se você, assim como eu, está cansado de receber ligações de telemarketing, dê uma olhadinha no serviço de bloqueio de telemarketing do Procon/RS.

O PROCON do Rio Grande do Sul a exemplo do que o do estado de São Paulo já vinha fazendo instituiu um cadastro para bloqueio de ligações de telemarketing. Isso mesmo, o consumidor que possui linha telefônica, fixa ou celular em seu nome, no Estado do Rio Grande do Sul e que quiser que esta linha não receba mais ligações de ofertas de produtos ou serviços, poderá inscrevê-la no cadastro de bloqueio de ligações de telemarketing. Após 30(trinta) dias do telefone ser cadastrado, o mesmo ficará impedido de receber telemarketing. A linha só poderá receber chamadas de entidades filantrópicas que solicitam doações ou ligações de empresas que o consumidor expressamente autorizar.

Para se cadastrar, acesse: http://www.proconbloqueio.rs.gov.br/

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sonhos para 2011

Todo o início de ano é igual. As pessoas fixam suas metas para o ano. Não fixei meta alguma para 2011, mas tenho alguns desejos:

- Que as pessoas entendam que todos os que estão dirigindo no trânsito congestionado têm exatamente o mesmo direito de chegar "o mais cedo possível" no destino quanto eu, você ou qualquer outro, portanto, a ultrapassagem pelo acostamento é desnecessária.
- Que as pessoas que alugam casas na praia aprendam que nem todos os vizinhos gostam do tipo de música que elas gostam de ouvir, então, elas poderiam ouvi-la em um volume mais baixo;
- Que eu não veja ninguém jogando papel, toco de cigarro ou lixo de qualquer espécie pela janela do carro;
- Que vizinhos de condomínio solitários entendam que viver em condomínio pressupõe tolerar o latido do cachorro alheio, a troca do piso do vizinho do andar de cima e o choro do bebê da porta ao lado.
- Se os vizinhos não puderem tolerar, que se mudem para um lugar mais tranquilo.
- Que os cupins encontrem uma nova fonte de alimento que não a madeira. Formigas, quem sabe.
- Que eu não precise ler também comentários racistas ou discriminatórios cada vez que leio uma noticia na Internet.
- Que as pessoas entendam que determinadas bricandeiras têm hora e local adequados.

Meus desejos poderiam ser resumidos em um só: quero que me filho conheça um mundo onde reine o respeito e tolerância. Acima de tudo, em 2011, quero começar a educá-lo para que ele não seja como uma das pessoas citadas acima.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Pela liberdade de não-crença

Passou quase despercebida nessa confusão de final de ano a matéria da Zero Hora do último domingo: a ATP (Associação dos Transportadores de Porto Alegre) vetou uma campanha que a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) pretendia veicular em 10 ônibus da capital rio-grandense, sob pretexto de que a legislação municipal proíbe manifestações religiosas.

Engraçado, mas quem mora em Porto Alegre e não tem memória tão curta vai lembrar que no início do ano foi veiculada campanha da Igreja Universal anunciando o Dia D - Dia da Decisão, propagandeando uma "profusão de milagres", no dia 21 de abril em quase todos os ônibus da capital. Então propaganda da Igreja Universal pode, mas propaganda da Associação dos Ateus não pode?

Não sou adepta do movimento dos ateus, tampouco da Igreja Universal. Tenho minhas crenças e minha religião, mas elas só interessam a mim. Acredito, sobretudo, no que está na Constituição Federal, como direito fundamental:

"Art 5º, VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos"

Por liberdade de crença eu entendo também a liberdade de não-crença. Mas parece que as pessoas não são livres para não pertencerem a uma religião. Então, se eu não tenho herdeiros necessários, posso doar todos os meus bens para uma Igreja qualquer, mas não acreditar em nenhuma religião, não pode? Ah, você vai dizer eu posso doar meus bens para o movimento dos ateus, o que não posso é expressar isso nos ônibus da capital. Então, pra sermos igualitários nenhuma expressão religiosa deveria ser permitida, muito menos a propaganda da "profusão de milagres". Bom, se eu tivesse ido até ao Gigantinho só pra receber o meu milagre e não tivesse acontecido nada poderia então enquadrar a tal propaganda como publicidade enganosa, pelo art.37, §1° do Código de Defesa do Consumidor.

Não faço piadas sobre a crença de ninguém, porque sei que as pessoas são livres para acreditar ou não acreditar no que quiserem. Você quer dar dinheiro para a Igreja? Faça isso se lhe fará feliz. Você não tem fé em Deus? Seja feliz também. Respeito e tolerância são valores morais universais que independem do tipo de credo. Agora, no momento em que você autoriza a publicidade do Dia D no ônibus, nasce o dever de autorizar propaganda de qualquer movimento, religioso ou não: ateus, umbandistas, mórmuns, católicos, evangélicos, bruxos, aqueles que creem em duendes e em Papai Noel e outros mais. Todo mundo passa a ter o direito de se expressar do mesmo modo. Pessoas de determinada religião podem se sentir ofendidas com a propaganda dos ateus? Sim, podem. Mas não passa pela cabeça dessas mesmas pessoas que os ateus podem se sentir ofendidos por determinados cultos religiosos manifestados publicamente?

A gente faz propaganda de que o Brasil é a maior democracia do mundo. Pois bem: democracia é tolerar e conviver com aqueles que são diferentes de você, quer você goste ou não. Seria bom se as pessoas conseguissem aprender só essa lição nesse final de ano, pra fazer de 2011 um ano melhor.

Feliz Natal a todos os cristãos, feliz dia 25 de dezembro a todos os outros!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Parque Estadual do Turvo e seu Salto do Yucumã

O Parque Florestal Estadual do Turvo, localizado no município de Derrubadas(RS) foi o primeiro parque criado no Rio Grande do Sul, em março de 1947. Trata-se de um dos mais importantes paraísos ecológicos gaúchos, último reduto de animais como a onça pintada, o puma, o leão baio, a lontra e a jacutinga. O parque é mais conhecido por abrigar o Salto do Yucumã, uma das maiores (senão a maior) queda livre longitudinal do mundo. O salto tem queda longitudinal de 1800m de extensão e entre 12 e 15m de altura.

O parque possui 17.491,40 hectares, representando quase 50% da área total do município de Derrubadas, nos quais estão algumas das matas mais altas do Estado, com árvores de até 30 a 40 metros, últimos exemplares da floresta do Alto Uruguai.

É um lugar que, apesar da distância e dos municípios da região não oferecerem muitos outros atrativos turísticos, vale a pena conhecer, quer pelo salto que é lindo, quer pela possibilidade de, de repente, avistar um animal em extinção.

Importante saber antes de ir
  • O parque funciona de quarta a domingo, das 8h30 às 17h.
  • Após entrada do parque tem uns 15Km de estrada de chão até o salto.
  • Não há lancherias no parque, leve seu lanche se for passar o dia.
  • Junto à área do salto, o parque oferece cabanas com churrasqueiras, mesas, água encanada, pias e banheiros.
  • Não é permitido acampar.
  • A melhor época de visitação é de Novembro a Abril, quando as águas estão mais baixas. Se você for em época de cheias corre o risco de não ver os saltos.

Como ir
A distância de Porto Alegre a Derrubadas é de 466.3 quilômetros, pelo seguinte trajeto:
  • Sair de Porto Alegre pela BR116.
  • Depois pegar a BR-386 (estrada da produção) que passa por Nova Santa Rita, Lajeado e outras cidades.
  • Seguir pela BR-386 até o entroncamento com a BR-158 (após São José das Missões). Isso dá uns 340Km.
  • Seguir pela BR-158 até entroncamento com a RS-472 (após Seberi). Isso dá mais uns 34Km.
  • Seguir pela RS-472 até o entroncamento com a TE-999 (mais ou menos 60Km).

Trilhas do Salto
Trilha 1: trilha curta e fácil que inicia no estacionamento e segue pelo meio da mata até chegar ao leito do rio (cerca de 250 m). Caminhando-se mais 150 metros em meio a pedras de rocha basáltica, chega-se à beira da fenda, onde corre o rio Uruguai.

Trilha 2: trilha também fácil que chega próximo ao início das quedas. A trilha começa ao lado da churrasqueira coberta, desce um pequeno barranco no meio da mata até encontrar o leito do rio (200 m). Para chegar junto às quedas, percorre-se cerca de 60 metros por dentro do rio, o que é recomendável de fazer apenas nas épocas mais secas (novembro a abril).
Fonte: Bem-te-vi Brasil

Curiosidade
Salto do Yucumã em tupi guarani significa "Grande Roncador".

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O cravo não brigou com a rosa

O texto não é meu, é de Luiz Antônio Simas, mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, professor de história e autor de livros e estudos. Gostaria de poder citar o site ou publicação onde ele foi originalmente publicado, mas realmente não encontrei. Então, o reproduzo, mantendo o devido crédito, já que acredito que textos lúcidos devem ser difundidos, atribuindo, é claro, a sua autoria a quem é de direito. Numa época em que se pensa muito pouco e se recebe milhões de informações que em seguida são esquecidas, ele pelo menos nos faz parar e refletir um pouco.

O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA

Texto de Luiz Antônio Simas

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto. Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa/ debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".

Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?

É Villa Lobos, cacete!

Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.

Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.

Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil. Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.

Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.

Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.

Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical . O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.

Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.

O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do cu, cantaremos nas arquibancadas o allegro daNona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.

Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".

Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Trekking a 150Km de Porto Alegre

Para quem acha difícil encontrar trilhas próximas de Porto Alegre e está cansado de rumar para o litoral ou para Gramado, seguem algumas sugestões de municípios e seus atrativos ecológicos, não muito divulgados.

Sertão Santana
Distância de Porto Alegre: 80Km

Trilha da Pedra Grande 
Trilha com um paredão de granito com cerca de 70 metros que passa por mata nativa e pequenas cachoeiras. A trilha leva o visitante a vencer o morro para chegar ao outro lado. Após cruzar o campo, a descida guarda uma área atraente de mata de galeria repleta de pequenas cachoeiras que podem ser facilmente atravessadas.
Grau de dificuldade: médio.
Duração: 2h30min.
Informações: João Meyer - Fone: (51) 3495-1070 - agricultura@sertaosantana-rs.com.br

Trilha do Labirinto
O interessante nesta trilha é percorrer um fantástico labirinto natural localizado no alto do morro. A etapa inicial é feita com transporte e o caminho encerra com a chegada à "Pedra Suspensa". Com um pouco de sorte, podemos encontra-se aves e bugios e se avista ao longe a Lagoa dos Patos.
Grau de dificuldade: difícil.
Duração: 2h30min.
Informações: João Meyer - Fone: (51) 3495-1070 - agricultura@sertaosantana-rs.com.br

Trilha do Paredão da Figueira
Trilha que compõe um cenário belíssimo, com fortes quedas d´agua e grandes pedras e uma fauna e flora ainda bem conservada. Ao amanhecer, percorrendo a vegetação nativa frondosa e úmida do local, é possível apreciar os andorinhões que vivem nas fendas das pedras das cachoeiras.
Grau de dificuldade: médio.
Duração: 2h30min.
Informações: João Meyer - Fone: (51) 3495-1070 - agricultura@sertaosantana-rs.com.br

Maquiné
Distância de Porto Alegre: 135Km
O turismo ecológico é o carro-chefe de Maquiné, uma cidade tranqüila para os lados do litoral.

Cascata do Garapiá
Pode-se chegar bem próximo de carro. Distante 29 Km da sede, Linha Garapiá. De rara beleza e fácil acesso. Para chegar, 7 km após Barra do Ouro, pegue a esquerda atravessando o Rio Maquiné. É uma estrada cascalhada, mas com poucas indicações, há necessidade de perguntar aos moradores locais. Fica a 15 Km de Barra do Ouro
No final há uma caminhada fácil de 10 minutos até a cascata, que tem 40 metros, local convidativo para banho, com até 5 metros de profundidade e água bem gelada.

Morro da Solidão
Saída da sede do município com destino a Linha Solidão. Partida do paradouro do Morro com trekking de 20 minutos em trilha aberta e 40 minutos em mata fechada, até as três cascatas sobrepostas. Vegetação e fauna típica de Mata Atlântica.
Nível: médio
Duração: 3 horas
Percurso: 7 Km
Informações: Prefeitura Municipal de Maquiné, fone (51) 3628.1322.

Riozinho
Distância de Porto Alegre: 105 Km

Cascata do Chuvisqueiro
É a atração mais conhecida do município, apresenta uma queda dágua de 70 metros, com área para banho. Localiza-se em Chuvisqueiro, a 16km da sede, com acesso pela RS 239, estrada Riozinho / Rolante. Recebe visitação diariamente, possuindo bar, local para camping, churrasqueiras, energia elétrica e chuveiros.
Tempo de percurso: 40 minutos de acesso, 1h30 de trilha (ida e volta)

Cascata do Chuvisqueirinho
Trilha no interior da mata, paralela ao arroio Chuvisqueirinho, com diversas espécies de plantas, como tucuns, samambaias e cedros. Há também uma seqüência de três quedas, que formam lagos para banho. Não possui infra-estrutura, apenas um camping. Localiza-se em Chuvisqueiro, a 16km da sede do município, com acesso pela estrada para a Linha Cinco de Novembro.

Cascata da Linha Cinco de Novembro
Trilha com aclives e declives, atravessando o interior da mata nativa. A cascata tem aproximadamente 38 m de altura. Há uma pequena piscina natural para banho. Não posssui infra-estrutura. Localiza-se na estrada para Linha 05 de Novembro, a 5km da sede do município.
Grau de dificuldade: leve
Extensão do percurso: 2,5 km
Tempo de percurso: 30 minutos de acesso, mais três horas de trilha (ida e volta)

Cascata do Paredão
Esta cascata possui uma queda livre de 30m em meio à mata nativa. O local não é apropriado para banho, sendo um habitat natural das gralhas azuis. Possui ainda um moinho movido à dágua. Distância de 10km da sede do município.

Informações sobre as trilhas: Serviço de Informação ao Turista: Fone/Fax: (51) 3548-1090 - Fax: (51) 3548-1185 turismo@pmriozinho.com.br

Fonte: ferias.tur.br e RS Virtual

Nova Roma do Sul
Distância de Porto Alegre: 151Km

Trilha Ecológica Fioreze
Trilha eco-histórica realizada no interior do município. O percurso apresenta belezas naturais, como a Gruta Fioreze. O início da trilha passa por propriedades rurais cujas construções apresentam traços da arquitetura típica italiana. Após descida por mata nativa, chega-se ao cachoeirão do rio das Antas.
Localiza-se na Comunidade Fagundes Varela, a 6Km da sede do município, com acesso pela RS 448.
Pode ser feita aos sábados, domingos e feriados, em três horários: das 08h às 14h, das 09h às 15h e das 13h às 18h.
Informações: (54) 3294-1406 / 3294-1563 / 9973-8843.
Fonte: ferias.tur.br